domingo, 23 de junho de 2013

PT pretende Pacto Intangível de Salvação Nacional

(DE #RevoluçãoBrasil) Em torno das 19hs de sexta-feira, dia 21 de junho, publicamos que o formato da violência visível em nossas cidades e estradas, sem a contrapartida obrigatória de prisões destas pessoas era de interesse do Estado e que "Deus nos livrasse da criação de um GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL". Não confunda a violência contra o patrimônio com os arrastões de roubos puros e simples. Horas depois, víamos a presidente Dilma cambaleante e oscilante na TV, por vezes quase saindo do quadro da câmera, com uma figura de mídia bizarra, jamais vista em outro chefe de Estado, promovendo, basicamente a Salvação Nacional, atrás de um "PACTO". Só que o pacto pretende ser com prefeitos e governadores, e em nenhum momento com o POVO. Promessas vãs, estilo marketeiro eleitoreiro, coisa que o PT é craque, mas que dificilmente vai iludir o povo brasileiro.

A propaganda eficiente e bem sucedida para qualquer produto tem que atacar o "intangível", o que não pode ser medido, o que não pode ser visto. O intangível, normalmente usa conceitos macro que soam bem mas não significam nada na prática como "Vamos criar um Plano Nacional de Mobilidade Viária". Cada palavra aqui é intangível. "Vamos", quem? A presidência, os governos locais, todos nós, o povo? Intangível. "Criar", não existe, precisa de tempo para acontecer, provável que nunca seja feito, pois crises novas virão. "Plano", pode ser qualquer coisa que se queira fazer: certa ou errada. "Nacional", não precisamos nos deslocar pela nação e sim, basicamente, entre a casa e o trabalho; algo projetado para SP, não serve nas ruas do Acre!   "Mobilidade", nada mais intangível que este termo: tente você mesmo definir em duas ou três linhas e veja se consegue... "Viária", conceito intangível: são ruas? São avenidas? São estradas? São trilhos? São aviões? São calçadas e ciclovias? Nada "nacional viário" vai acabar com seu engarrafamento e aperto. O discurso foi apenas de propaganda intangível com um componente ideológico de esquerda radical que o governo quer implementar como "salvação nacional" faz meses e agora apresenta como "solução aos problemas".

A presidente Dilma foi ESPECÍFICA ao citar a "importação" de 6 mil médicos cubanos como SOLUÇÃO QUE IRÁ IMPLEMENTAR para resolver a situação do atendimento médico no país. Mas veja os dados com atenção. Conversamos com o dr Luis Roberto Londres, especialista em ética médica e membro do Conselho Federal de Medicina que milita contra a privatização da medicina pública, contra a excessiva transformação da prática médica em comércio pelos planos de saúde e pela retomada dos investimentos nos hospitais públicos para que eles voltem a ser referência médica no Brasil.

Só há dois países com mais faculdades de medicina que o Brasil: China e Índia, cujas populações são, respectivamente 6 e 5 vezes maiores que as do Brasil. Temos 113 faculdades de medicina. Cuba tem duas, que formam 200 médicos por ano, o que é um número consideravelmente bom, mas divididos em todas as especialidades. Para que 6.000 médicos cubanos venham para o Brasil, é preciso, por exemplo, retirar de Cuba 30 (trinta) anos de turmas de medicina, ou seja, todos os médicos entre 24 e 54 anos de Cuba, tem que sair de lá e vir para o Brasil. Isso tem lógica? Claro que não. O Brasil vai deixar Cuba sem médicos? Se implementar esta falácia, vai sim.

E no Brasil? Quantos médicos temos? 6 mil cubanos mudam alguma coisa? O número de trabalho do CFM é de 371.788 médicos no Brasil !!! Os 6 mil cubanos, representariam um aumento de 1,8% na capacidade de atendimento médico no Brasil, isso, se deixarmos de lado a barreira linguística, as práticas diferenciadas etc. O discurso de esquerda aponta para um desequilíbrio no Brasil afirmando que 260.251 médicos estão nas regiões sul e sudeste, mas esquece de contar que é aí que se concentra a maior parte da população brasileira também. E ora: então 111.500 médicos estão nas outras regiões dos país!

Ao mesmo tempo, com o dinheiro de nossos impostos, o ministro Padilha, se emocionou com a inauguração em Dura, perto de Ramallah, na Palestina, de um hospital de 10 milhões de dólares, dos quais, 4 milhões vieram de NOSSOS RECURSOS, do caixa do Ministério da Saúde! Não estamos contra uma ajuda não militar aos palestinos e esperamos que o hospital brasileiro alivie sofrimento e salve muitas vidas em risco de saúde por lá. Mas quantos hospitais de 4 milhões de dólares o governo brasileiro construiu nas áreas carentes de nosso país? Dura ou sertão de Pernambuco? Dura ou Vale do Jequitinhonha? Dura ou Amapá? Decida você. Que tal pedirmos para a Arábia Saudita construir uns hospitais por aqui, já não constrói em Dura?

Cuidado com o discurso do intangível, do inviável, do irrealizável promovido pelo marketing do Planalto. Os mais jovens não lembram. No final dos anos 1980, na democratização do Brasil nossa dívida externa impossível de pagar, era de 100 bilhões de dólares. Segundo o atual governo, gastaremos 33 bilhões de dólares com a Copa do Mundo e nem se fala de olimpíadas. Meia dúzia de estádios de 1 bilhão, estão muito longe de fechar a conta dos 33...

Nenhum comentário: