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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Toda infraestrutura militar do Irã na Síria foi destruída

ataque contra irã na síria
por José Roitberg

As forças de defesa de Israel (IDF) lançaram um ataque em larga escala contra os alvos militares pertencentes a Força Qods da Guarda Revolucionária Iraniana no território da Síria na noite desta quarta para quinta-feira dias 9-10 de maio. Quds é o nome em árabe para Jerusalém e Qods é a escrita em farsi, língua persa do Irã.

Segundo a nota oficial do porta-voz do IDF, os seguintes alvos foram atacados:

- Locais iranianos de operação de unidades de inteligência militar da Força Qods.

- Sistemas de inteligência associados à Força Quds (antenas, radares, estações de rádio e monitoramento digital e de frequências analógicas).

- Quartel-general de logística da Força Qods (coordena movimento de tropas, suprimentos, transporte de munições e transportes militares em geral).

- Base militar iraniana ao norte de Damasco (capital da Síria).

- Locais de armazenamento de armas, munições e outros equipamentos da Força Qods no Aeroporto Internacional de Damasco.

- Postos militares e armas pesadas da Força Qoods, instaladas na Zona Tampão entre a fronteira de Israel e o interior da Síria.

- O lançador de mísseis utilizado para disparar contra Israel no dia 9 foi destruído.

- As baterias antiaéreas sírias foram atacadas e dispararam contra os aviões israelenses mísseis. No decorrer da ação foram destruídas baterias, radares e sistemas de lançamento de mísseis antiaéreos SA5, SA2, SA22 e SA17 do exército da Síria.


Vídeo de um míssil israelense atingindo um caminhão com bateria antiaérea SA 22 na Síria.

Todos os aviões de Israel voltaram às bases em segurança. Segundo fontes russas, que monitoraram o ataque, a incursão foi realizada por 28 aviões que lançaram, pelo menos 60 mísseis. O IDF também declarou que o comando militar russo na Síria foi avisado do ataque israelense.

missil 3

O IDF declarou que o ataque foi em resposta ao lançamento de 20 mísseis no dia 9 contra bases militares no norte de Israel pela Força Qods. Todos foram interceptados pelas baterias do Domo de Ferro e nenhum atingiu o território israelense. Que por sua vez foi uma retaliação iraniana ao ataque israelense do dia 8 contra a base de Al Kiswa ao sul de Damasco onde estavam 200 modernos mísseis Fateh 313 iranianos (na foto acima) recém-chegados ao cenário da guerra. Estes mísseis são de ataque ao solo, com alcance de 500 km e precisão de alvo aprimorada. Ali, de onde estavam podiam atingir qualquer ponto do território israelense, jordaniano e até mesmo o Canal de Suez. Eram uma ameaça real e desestabilizadora. Existe uma informação não-confirmada de quem um brigadeiro-general da Guarda Revolucionária estaria entre os 7 mortos no ataques do dia 8. Com este, já passa de 26 o número de generais iranianos mortos na Guerra da Síria. Já se compreendeu que os oficiais superiores iranianos vão para o combate e para a frente de batalha.

Anunciando o ataque após sua realização, o ministro da defesa de Israel, Avigdor Lieberman anunciou que praticamente toda a infra-estrutura militar iraniana em território sírio foi destruída. “Se chover sobre nós, vocês serão afogados numa enchente”, declarou Lieberman.

Em termos de legislação internacional temos um caso mais complicado. Qualquer ataque israelense contra território sírio, ou sírio contra território israelense é permitido pois a Síria nunca assinou sequer o armistício da Guerra de 1948-49, estando os dois países em estado de guerra permanente desde então. Mas o Irã não está em guerra aberta contra Israel, apesar de latir há quase 30 anos que irá varrer Israel do mapa, apoiar financeiramente e politicamente o Hamas com ajuda do Catar (único país muçulmano sunita) aliado do Irã e ter implantado o Hezbollah em solo libanês durante os 25 anos em que a Síria ocupou o Líbano.

O cidadão ocidental precisa compreender que o Hezbollah recém vencedor das eleições gerais libanesas, não é libanês e sim iraniano. Hizb e farsi é partido, partido político. Existe uma tendência ocidental de publicar o nome Hizballah, erradamente como Hezbollah, para descaracterizar intencionalmente a relação o nome com Allah. Hizballah é tão somente o Partido de Deus, o braço político da Revolução Iraniana do Aiatolá Kohmeini, sendo um dos tripés do regime xiita. Os outros dois são o Conselho Supremo dos Aiatolás (clérigos, pois o regime é uma estranha teocracia-democrática) e a Guarda Revolucionária (um grupo militar acima do exército e todas as outras forças armadas do Irã). Por este aspecto, o Irã está em guerra não-forma com Israel há décadas.

E nos últimos quatro anos também está em guerra contra a Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Sudão, Barhein e UAE, travada em território do Iemen.

O ataque de hoje não significa o inicio imediato de uma guerra convencional entre Israel e Irã.

As reações internacionais são no mínimo curiosas. A Casa Branca condenou o ataque de ontem do Irã contra o norte de Israel e apoiou a reposta israelense de hoje. O novo secretário de estado norte americano, Mike Pompeo, declarou apenas o seguinte: “Causem danos à Israel e os Estados Unidos vão responder”.

O primeiro-ministro do Barhein, Al-Khalifa declarou que “qualquer país da região tem o direito de se defender” e apoiou o ataque israelense contra a presença iraniana na Síria. Jamais o Barhein, emirado árabe muçulmano sunita, havia apoiado uma ação do IDF.

O Hamas, apesar de ser muçulmano sunita radical, o grande apoiado pelo Irã xiita e que também ameaça desde sua criação como Irmandade Muçulmana de Gaza, matar todos os judeus de Israel, corajosamente apenas emitiu uma nota de repúdio ao ataque do IDF e o Hizballah, com seus 100 mil mísseis e vitória eleitoral no Líbano está quieto até o momento da publicação deste editorial.

Dentro de casa, o bizarro partido político Meretz, o 'psol de Israel' liderado atualmente pela parlamentar Tamar Zandberg declarou que irá "boicotar a inauguração da embaixada americana em Jerusalém". Assim é até melhor pois dispensa o governo de Netanyahu da vergonha de ser obrigado a convidar estes parlamentares. Mas pela verdade, precisamos declarar o seguinte: O inexpressivo Meretz com suas 3 cadeiras no Knesset é um partido de esquerda socialista fragmentado ideologicamente como PSOL. Existem os membros que querem o que acham melhor para Israel e também os que querem o melhor para os inimigos de Israel. Para entender quem é Tamar Zandberg, imagine o PSOL sendo presidido pelo Babá!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

RUSSOS SE RETIRAM DA SÍRIA

por José Roitberg

Vladimir Putin, ordenou no sábado a rápida retirada de TODAS AS TROPAS RUSSAS do território sírio, após declarar, por sua vez que a capacidade militar do Estado Islâmico foi totalmente destruída e as as tropas muçulmanas locais podem lidar com os restos do Califado.

Se você for ingênuo a ponto de não acreditar que este movimento faz parte do IMENSO ACORDO REGIONAL para levar a geopolítica do Oriente Médio para a realidade, bem, você certamente irá deixar sua Chanukiá com as velinhas acesas pro Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa se deliciarem com gostosos sufganiot (bolinhos fritos de massa típicos da festa de Chanucá que se inicia neste dia 12 de dezembro).

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Na foto, um soldado de operações especiais russo leva no capacete sistema pequeno de visão noturna e aponta seu fuzil AK-74 calibre 5.45×39mm com mira de ponto virtual (holográfica), lazer e sabe-se lá mais o que. Antes que perguntem é 74 mesmo, simplesmente por ter sido introduzido no ano de 1974. O AK-47 é calibre 7.62×39mm e o 47 vem do ano que foi introduzido, se bem que começou a equipar as forças soviéticas apenas em 1949.

O que significa a saída dos russos da Síria para Israel?

Sai o maior porta-aviões da frota russa, saem todos os aviões de ataque ao solo com suas bombas e misseis inteligentes, saem todos os tanques T-72 com blindagem reativa de última geração, saem os tanques-drone robotizados, saem as tropas especiais, saem os radares entre os mais modernos do mundo e também saem todas as baterias antiaéreas S-300 e S-400 de última geração que podiam abater qualquer aeronave sobre o espaço aéreo de Israel e Líbano.

Com isso, a ameaça de uma força militar que Israel não poderia atacar para não abrir uma guerra com a Rússia, mas que poderia ser utilizada pelos russos para ajudar seus aliados no caso de ataques de Israel (note que durante dois anos isso nunca aconteceu) deixa de existir e Israel volta a ser a potência militar capaz de controlar dos céus também sobre o Líbano e a Síria sem maiores dificuldades. Os russos deixam lá os mísseis S-200 repotenciados, que já foram disparados cerca de 10 vezes contra aviões de Israel sem qualquer impacto, ou seja, são inúteis contra a aviação de Israel, Turquia, Jordânia e Arábia Saudita.

Os Russos largaram o Irã e seu Hezbollah por conta própria em suas vociferações contra Israel, enquanto os EUA estão abertamente e repudiadamente a favor de Israel.

O que os Russos ganharam na Síria?

Testaram em condições de combate todos os seus sistemas inteligentes de guiagem de mísseis, de drones aéreos e terrestres, sistemas de visão noturna e inteligência digital de campo de batalha, sua blindagem reativa única para tanques de guerra, mas principalmente deixaram uma geração se seus militares com experiência de combate, coisa que não ocorria desde a invasão soviética do Afeganistão.

Agora, caso o Estado Islâmico esteja realmente batido na Síria, haverá muitos bilhões de dólares correndo para a limpeza e reconstrução de praticamente todas as cidades principais.

Mas uma pergunta vale o milhão!!!

Quanto dos refugiados sírios na Europa você acham que são patriotas e voltam para reconstruir seu próprio país?