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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

PENA DE MORTE PARA TERRORISTAS EM ISRAEL É UM ERRO GRAVE E BIZARRO


Na imagem horrível deste post, temos uma gravura germânica da Idade Média, mostrando como era a pena de decapitação na prisão de Ludwigsburg, pequena cidade ao norte de Stuttgard, que conta com um museu sobre tal prisão.


por José Roitberg

Começo logo dizendo que desta vez vou ELOGIAR os hareidim que mesmo estando na coalizão do governo que não aceitam, recusaram-se a votar a favor de uma nova lei que permitiria aplicar a pena de morte a terroristas que cometerem assassinatos em Israel.

Agora, em segundo lugar vou repudiar os hareidim pelo motivo que levou ao partido United Torah Judaism a se abster de votar com seus seis parlamentares. Não houve questão teológica ou geopolítica alguma, mas apenas uma queda de braço por que o ministro da defesa Avigdor Lieberman, apoia uma outra lei que permitiria supermercados ou mercados que quisessem de abrir aos sábados.

A primeira votação foi apertada, com 52 a 49 a favor da proposta do governo. Notes que a bancada governista possui 66 parlamentares. A legislação foi apresentada por Avigdor Lieberman, do partido Israel Beitenu (Israel é Nosso Lar).

POR QUE A PENA DE MORTE PARA TERRORISTAS HOMICIDAS SERIA UM ERRO GRAVE DA POLÍTICA ISRAELENSE?

O primeiro motivo mais óbvio e que está sendo descartado completamente pelo governo de Bibi Netanyhu é que morrer na ação de matar judeus É O DESEJO do terrorista. Ele só se torna mártir, com os favorecimentos divinos islâmicos a ele e aos parentes dele no Paraíso do Profeta se morrer! Portanto, executar o terrorista que não morreu na ação É COMPLETAR A MISSÃO DELE e retirá-lo da condição humilhante de estar preso pelos judeus e não ter sido capaz de realizar seu ataque conforme planejado, e elevá-lo a condição de mártir do islamismo sunita. Apenas esta definição deveria ser suficiente para sequer se pensar em criar tal lei.

O segundo motivo é tão óbvio quanto o primeiro e pode MOTIVAR UM AUMENTO DAS AÇÕES TERRORISTAS. A pena de morte DEVERIA desestimular os homicídios. Eu já fui muito a favor da pena de morte, mas já compreendi que em país algum onde ela é aplicada, desestimulou qualquer dos crimes onde ela possa ser o termo judicial final. Não há diminuição do número de homicídios dos EUA devido à pena de morte. Não há diminuição do tráfico de drogas para os países muçulmanos asiáticos devido à pena de morte. Não há diminuição da corrupção na China devido à perna de morte, com o agravante singular de ser cobrada financeiramente da família do executado o preço da bala que lhe foi disparada na nuca. E a pena de morte nunca foi fator deterrente do crime capital porque o criminoso sempre tem a certeza de que não será preso. Então a pena não o assusta. No caso do terrorismo islâmico sunita, não se pode assustar com a pena de morte quem deseja morrer. É preciso que ocidente compreenda a mente islâmica árabe sunita, especificamente. Funciona em outras condições CNTP. São diferentes mesmo, de nós. Nossas soluções não servem para eles. Ao definir que o terrorista homicida que sobreviver ao ataque será ou poderá ser excetuado após julgamento, apenas se dá INCENTIVO A NOVOS ATAQUES, com a certeza do martírio ritual antes, durante ou depois do ataque.

O finalmente o terceiro motivo. Eu tive amigos carcereiros em Israel. Fizeram o serviço militar e se voluntariaram para este trabalho horrível e necessário em qualquer sociedade. Um deles, é até um rapper de sucesso lá na Terra Santa. Conversei com ele e perguntei qual judeu gostaria de ser um carcereiro. Ele disse ser um deles, mas não conseguiu definir o motivo exato. Talvez tenha composto já uma letra a respeito disto. Então a terceira obviedade é: qual é o judeu que gostaria de ser mecier guillotin? Qual judeu que gostaria de ser o executor mór do Estado? Isto simplesmente NÃO COMBINA nem com a filosofia judaica, nem com o judaísmo religioso, nem com o momento atual da sociedade israelense e mundial.

Fôssemos nós como os jihadistas do Estado Islâmico, haveria fila de candidatos. Mas eu espero que a lei não seja aprovada e caso seja e entre em vigor, que nenhum judeu se candidate a ser executor judicial pelo Estado de Israel. Isto seria uma vergonha que existe em outros países, inclusive em países amigos e inimigos de Israel que não precisamos trazer para dentro do judaísmo do século 21.

Existem cada vez mais judeus nas mídias sociais e no mundo real clamando que 'nós' devemos ser iguais a 'eles'. Se enforcam no Irã, se cortam cabeças na Síria e no Iraque, se tem pena de morte no Egito, então nós temos o direito de fazer a mesma coisa.

Não temos não. Judeus não enviam seus rabinos para o cadafalso de forcas ao lado dos executados ou para as guilhotinas, mantendo Deus ao lado do punido. Isto simplesmente não faz parte do judaísmo e qualquer pessoa que pretenda que isso se torne parte do judaísmo é uma pessoa que perdeu suas raízes e sua coerência como ser humano. Seja um zé mané, seja um Avigdor Lieberman.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Considerações sobre o sequestro na Cisjordânia



Considerações sobre o sequestro na Judeia e Samaria de Eyal Yifrah, 19 anos, de Elad; Naftali Frenkel, 16, de Nof Ayalon e Gil-Ad Shayer, 16, de Talmon (fotos abaixo), são os três rapazes desaparecidos desde a quinta-feira dia 12 de junho.



1) FATO: Algumas fontes de mídia israelense e blogueiros, estão atribuindo a culpa pelo sequestro às vítimas por elas terem pedido carona. Tais comentários estão espalhados por todo o espectro político, não se concentrando neste ou naquele. 

RESPOSTA: (1) É um absurdo completo. A iniciativa do sequestro é dos seus perpetradores, jamais das vítimas. (2) Mas o jornal Haaretz publicou uma matéria onde alunos a yeshiva de onde dois dos sequestrados saíram, afirmaram é que política clara da escola a proibição dos alunos pegarem caronas, sobn pena de expulsão.

2) FATO: Um dos garotos conseguiu telefonar para a polícia às 22h25. O operador da linha de emergência achou que era trote. O alerta de sequestro só foi iniciado às 3 da manhã, quando um dos pais chegou à central de polícia para avisar do desaparecimento de seu filho. 

RESPOSTA: (1) A polícia está sendo duramente criticada por não ter levado a sério o telefonema, e se defendeu declarando que 50% das ligações para o número 100, são trotes. (2) É pouco provável que terroristas que sequestrem vítimas, não as revistem e não percebam que uma delas tem um telefone, mas aconteceu. (3) É improvável que uma vítima de sequestro em um carro junto aos sequestradores consiga pegar seu telefone, discar, esperar atender, falar uma frase, até ser interrompido, mas aconteceu: isso indica que esta vítima não estava imobilizada, ou vigiada no momento em que usou o telefone. (4) Tendo havido uma ligação de celular, há um registro de triangulação das torres de telefonia, portanto, o Estado sabe onde ocorreu tal ligação e o momento preciso dela. (5) Os ortodoxos em Israel costumam usar telefones celulares simples, sem acesso à internet, gps etc. Alguns são chamados até de celular kosher. Estes dispositivos não permitem a facilidade de localização pela polícia que um smartphone oferece.

3) FATO: A carona é uma instituição nacional em Israel e as vítimas agiram conforme todas as outras milhares ou dezenas de milhares de pessoas agem diariamente. 

RESPOSTA: (1) O sequestro ocorreu no cruzamento de Gush Etzion, na rodovia 60, ao sul de Belém (Bethlehem), em área prdominantemte judaica. Entre Jerusalém e Hebron, e para as colônias judaicas principais da Judeia e Samaria, há estradas só para israelenses e estradas só para palestinos. São fisicamente separadas. (2) É praticamente impossível que um carro com placas árabes esteja circulando por estrada para israelenses. (4) É praticamente impossível que jovens judeus entrem em carro com placa árabe para carona de forma espontânea. (5) O que nos leva a inferir que entraram um carro com placa israelense. (6) Mas um indicador de que os três foram obrigados a entrar a força em um carro é o fato de cada um ter um destino diferente. Um ia para Elad e outro para Nof Ayalon, ambas em território israelense (para o noroeste) acessadas pelas rodovia 38. A terceira vítima ia para Talmon, ao nordeste, acessada pela rodovia 60.

 
4) FATO: O índice de furto de carros em Israel é alto e pode surpreender as pessoas desavisadas. O índice de recuperação de carros furtados em Israel é baixo, apesar das mínimas dimensões do país. Portanto, se inúmeros carros podem ser furtados, com alerta constando na polícia e sumirem, então um carro furtado, ou não, com passageiros, pode igualmente sumir. 

RESPOSTA: É difícil compreender para onde são levados os carros furtados em Israel, com todo o tipo de controle de estradas. Assim, uma célula terrorista dispor de um veículo furtado com placas israelenses, ou dispor apenas das placas e colocar em seu carro, ou usar um carro israelense não furtado de um colaborador árabe Israelense, são possibilidades relativamente simples e já ocorreram antes.

5) FATO: Segundo a polícia de Israel os terroristas tiveram cerca de 5 horas de vantagem até o alerta. 

RESPOSTA: (1) na verdade teriam mais se o rapaz não tivesse telefonado a polícia, o que foi algo imprevisto na ação. Mas pensaram que teriam menos, devido ao telefonema. Em 5 horas, partindo de onde estavam, num carro com placa israelense, podem ter chegado a qualquer ponto de Israel, como Haifa, ou as cidades predominantemente árabes. Assim a busca na Judeia e Samaria, pode ser algo como a do avião da Malásia: concentrar esforços onde o objetivo não está. (2) Se pensaram que o telefonema abortaria o plano, podem ser se desfeito das vítimas. Um carro queimado foi encontrado em área palestina ao sudoeste de Hevron (no sentido inverso ao que as vítimas iriam originalmente), na localidade de Dura, mas a polícia de Israel não divulgou nenhum detalhe sobre este veículo.

6) FATO: A mídia em Israel trabalha sob censura militar e policial. Os dados publicados são apenas os liberados oficialmente, tanto que a notícia pública do sequestro ocorreu apenas muito tempo depois, com hora marcada para entrar no ar. Até o momento só se fala na busca pelos três jovens. 

RESPOSTA: Não se deve menosprezar terroristas e inteligência operacional deles. Segundo informações de hoje (terça dia 17 de junho) a polícia de Israel afirma que desde 2003 foram impedidos 68 sequestros em moldes semelhantes, mas a não divulgação destas ações deixou de sensibilizar a população para se precaver. Os alertas de anos e anos do perigo de sequestro acabam sendo como a história de "é o lobo..." e ninguém dá a mínima para eles. Procurar os três jovens juntos é uma burrice operacional. Caso permaneçam vivos, estarão em três cativeiros diferentes, muito distantes entre si.

7) FATO: Este sequestro ocorre durante uma ofensiva geral da Al Qaida. A luta entre três facções na Síria; o avanço rápido do ISIS no Iraque; os combates no Yemen; os bombardeios do exército paquistanês ao norte de seus próprio país; o grande sequestro e ataques sangrentos do Boko Haram na Nigéria; o ataque mortal à bomba no Quênia (por enquanto). 

REPOSTA: num caso onde existe gente que desapareceu numa estrada, apontar um "culpado" é precipitado. Sabemos que existe Al Qaeda operando em Gaza, onde ocorreram conflitos armados com o Hamas, e não há porque deixar de considerar que haja Al Qaeda na Judeia e Samaria. O recrutamento básico da Al Qaeda é pela Internet oficialmente ou por pessoas que se convertem à ideologia messiânica do grupo radical, criam sua célula e passam a operar independentemente ou não. para ser da Al Qaeda, ninguém precisa ir a um lugar e treinar. Basta se converter. A grande maioria das pessoas não sabe que no islã existe a conversão interna entre os diversos ramos representativos da religião e que um sujeito que hoje é xiita, amanhã pode estar empunhando a bandeira negra o messias islâmico e que um sujeito que hoje é sunita, amanhã pode ser xiita, como vem ocorrendo na Faixa de Gaza, e foi o que aconteceu com os palestinos do Sul do Líbano, que basicamente se tornaram o Hezbollah xiita. A Jihad Islâmica (que é atualmente o braço da Al Qaeda na região, assumiu publicamente o sequestro, mas o governo israelense, não "concordou" com essa declaração.

8) FATO: As diversas facções políticas no jogo do Oriente Médio estão aproveitando o caso endurecer suas próprias agendas. 

REPOSTA: (1) O governo de Israel anunciou ontem (segunda dia 16 de junho) que iria acabar com toda a infraestrutura do Hamas na Judeia e Samaria, declaração absurda de se fazer contra um grupo que se supõe tenha três reféns. Prende um monte de gente do Hamas (mais de 200 até o momento, inclusive suas lideranças políticas eleitas). (2) As lideranças religiosas israelense lançam uma campanha mundial de rezas e orações pelo bem estar e libertação dos sequestrados, que tem um desempenho ótimo em Jerusalém, com 25.000 pessoas no Muro das Lamentações e pífio em Tel Aviv onde apenas 250 pessoas oraram publicamente pelos jovens. Judeus do mundo inteiro aderem ao pedido conjunto de ambos rabinos-chefes e assim tem a certeza de que estão fazendo parte da solução divina. (3) O Hamas vibra com o sequestro mas afirma que não é o autor. Aproveita as prisões para lançar foguetes contra Israel de forma "justificada". (4) A Fatah declara publicamente que a união com o Hamas será rompida, caso o grupo de Gaza seja de fato o responsável pelo sequestro. O que seria interessante para Abbas. (5) O Secretário Geral da ONU declarou que não tem "provas concretas" de que tenha havido o sequestro dos três rapazes na Judeia e Samaria.

domingo, 23 de março de 2014

Atos Terroristas no Brasil de 1964 a 1969

CINCO ANOS DE TERROR

Reportagem de Luiz Carlos Sarmento

Publicado pelo Correio da Manhã de domingo, 6 de abril de 1969
(gramática da época)

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(nota de março de 2014: é preciso que se entenda a lista abaixo com a perspectiva do momento em que ela foi publicada. É um documento precioso da guerra terrorista que se travou no Brasil entre os movimentos comunistas e os movimentos anticomunistas. Os dois lados não possuíam comando único. Cada grupo agia como pudesse ou achasse necessário. Ambos lados tinham como característica, não assumir a autoria dos atentados, dificultando as investigações. Alguns dos ataques abaixo só foram vinculados a este ou aquele grupo, décadas depois, já no período da abertura política. A maior parte dos alvos era composta por trabalhadores e estudantes, mulheres e crianças, e a mídia. Qualquer coisa que tivesse uma ligação com os Estados Unidos, mesmo que apenas pelo nome, era alvo legítimo para a esquerda e locais onde estudantes comunistas se reuniam era alvo legítimo para os estudantes de direita. A maior parte dos explosivos citados como roubados na matéria abaixo, junto com o armamento roubado pelo capitão Lamarca e seus comparsas, foi utilizado, posteriormente ao longo do tempo. É preciso também compreender que não foram publicadas fotos de praticamente nenhuma das ações abaixo, devido à censura, mesmo a partir do início de 1964, muito tempo antes da censura oficial se instalar. As matérias completas sobre cada ação podem ser lidas nos jornais dos dias seguintes aos fatos. Esta lista não contempla roubos, assaltos, sequestros e assassinatos. A Comissão da Verdade não vai nem chegar perto destes assuntos…)

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Uma criança cega e outras quatro mutiladas. Um soldado morto e uma empregadinha doméstica com o rosto irreconhecível. Dezenas de pessoas que trazem, no corpo a “marca do terrorismo”, para não falar naquelas que perderam a vida. Jornais, escolas, teatros, casas comerciais e prédios do Governo destruídos. Eis o saldo trágico dos 144 atos de terror praticados desde 64 até os primeiros dias de 69, passando pelos atentados contra um ministro de Estado (atual presidente da República) dos Guararapes, em Recife, em 1966, no Aeroporto e contra o CORREIO DA MANHÃ, nos fins do ano passado.

Milhares de prisões, investigações sumárias, severos inquéritos que prometiam "apurar com o máximo rigor” os atentados, trouxeram resultados absolutamente negativos no que concerne à autoria dos atos. A verdade é que — como acontece nas investigações que apuram os assaltos a bancos — há uma infinidade; de pessoas e entidades suspeitas de terem praticado atos de terror, mas nada de positivo que provasse a culpabilidade dessas pessoa ficou devidamente e “rigorosamente” apurado. A única coisa que a Nação sabe é que os fatos existiram e continuam existindo.

TFP (nota: Tradição Família e Propriedade), CCC (nota: Comando de Caça aos Comunistas), MAC (nota: Movimento Anticomunista), Manes, Marighela, João da Silva, Exército da Libertação Nacional, etc. não passam de nomes e siglas suspeitas na confusa colcha de retalhos das investigações.

Roubam-se dinamite e armas com a mesma facilidade que se assalta um banco. Atenta-se contra a vida de bancários como se atira uma bomba contra uma inocente empregada doméstica, como aconteceu no principio dêste ano, no cruzamento das ruas Voluntários da Pátria e Real Grandeza, quando Alzira de tal morreu com o corpo, esfacelado e com o rosto irreconhecível. lmpunemente.

Há, entretanto, oficialmente (podem existir outros que a Nação desconhece), nove órgãos dedicados à investigação, sobretudo de atividades políticas. Além de serviços menores, de segurança, que funcionam junto aos gabinetes aos governadores, e dos ministros civis e das Secretarias de Segurança, em cada Estado funcionam os seguintes órgãos zelando pela segurança dos povo: 1) Serviço Nacional de Informações (SNI); 2) Departamento de Polícia Federal (DPF) através do Serviço de Ordem Política e Social (SOPS); 3) Secretaria de Segurança através dos respectivos DOPS; 4) Serviço Secreto do Exército, que está ligado diretamente ao gabinete do ministro, com ramificações em cada uma das unidades militares; 5) Centro de Informações da, Marinha (CENIMAR); 6) Serviço Secreto do Corpo de Fuzileiros Navais, que funciona junto ao CENIMAR; 7) Serviço Secreto da Aeronáutica; 8) Serviço Secreto da Policia Militar; 9) Serviço Federal de Informações e Contra-Informações (SFIC) que funciona defronte da Embaixada dos Estados Unidos, na Avenida Presidente Wilson, na Guanabara, sendo, êste, órgão, pertencente do Conselho de Segurança Nacional.

Tais órgãos recebem verbas secretas e vultosas. Todavia, nenhum dêles deu uma satisfação ao Pais sôbre o andamento das investigações. Isto só leva a um caminho: dizer que as investigações e seus resultados estiveram todos êsses anos — e ainda continuam — na estaca zero.


ATENTADOS EM 64

2-3-64 — São Paulo — Uma banana de dinamite explode no Instituto Feminino de Educação e Cultura Judaica Beth Jacob, localizado na Alamêda Tietê, 255. Causou danos materiais. Não houve vitimas. (nota: note que este ataque ocorre em 2 de Março, portanto ainda 29 dias antes do Golpe Militar. Além da bomba na escola judaica feminina, atribuída a um grupo nazista, que em 1963 havia pixado suásticas nas portas de casas de judeus em São Paulo e atacadas as torres da Rádio Marconi AM, que dava cobertura às lutas da esquerda, naquele momento. No dia 13 de março dirigentes da "Aliança Contra o Anti-semitismo" atribuiram o ataque ao MAC e a um grupo obscuro chamado Quarteirão.)

19-7-64 — Guanabara — Uma bomba jogada pela madrugada contra as Mercearias Nacionais, em Pilares, fere o comerciante Antônio Monteiro.

21-10-64 — Guanabara — Explode uma bomba na Faculdade de Direito. Não houve feridos.

22-10-64 — Guanabara — Bomba no Cine Bruni, na Praia do Flamengo, mata uma pessoa, ou mais precisamente, o vigia.

1-12-64 — Estado do Rio — Explode o sistema de refrigeração do Cine São Bento, em Niterói. Polícia suspeita de ter sido ato terrorista; Antes, no dia 28 de novembro, houve uma tentativa, frustrada, de descarrilamento de um trem, em Sete Lagoas, Minas Gerais.


ATENTADOS EM 65

15-3-65 — Guanabara — Uma bomba relógio de brinquedo foi encontrada no Cine Ópera, na Praia de Botafogo. Estava marcada para “explodir” às 21 horas. Era de brinquedo.

1-4-65 — Guanabara — Uma bomba-relógio de verdade é encontrada no conjunto residencial do IAPI. Não chegou a explodir.

22-4-65 — São Paulo — Diversas instalações do jornal O Estado de São Paulo são destruídas por uma bomba-relógio. A bomba explodiu de madrugada. Não machucou ninguém.

18-5-65 — Guanabara — Nos jardins da Embaixada Americana é encontrada uma bomba contendo oito “bananas” de dinamite. O DOPS a recolheu.

22-9-65 — Guanabara — Duas bombas explodem na Sala dos Pregões da Bôlsa de Valôres, ferindo 10 pessoas.

29-9-65 — Minas Gerais — Explode uma bomba no DOPS de Belo Horizonte. Não houve feridos.

2-10-65— Guanabara — Duas bombas explodem na sede da OEA, na Praia do Flamengo. Vidraças arrebentadas e muitos danos materiais.

19-10-65— Guanabara — Duas bombas explodem na entrada principal do Clube Naval. Não houve vítimas.

10-65 — Mais três bombas explodiram durante o mês de novembro. A primeira delas, defronte a residência do sr. Juracy Magalhães, que por sinal estava em Brasília; a segunda, no 3.° andar do Ministério do Exército, e a terceira, no térreo do Ministério da Fazenda. Nenhuma delas fêz vitimas, causando, todavia, danos materiais.


ATENTADOS EM 66

5/3/66 — Guanabara - Dois funcionários do Departamento de Limpeza Urbana encontram na Rua Cândido Mendes, misturadas com o lixo, duas bombas tipo granada, que não chegaram a explodir.

31/4/66 - Pernambuco - Duas bombas explodem no Recife. A primeira na sede do DCT (feriu duas pessoas) e a segunda na residência do então comandante do IV Exército, general Damasceno Portugal.

13/6/66 — Minas Gerais — Atentado contra a sede do Instituto Brasil—Estados Unidos, de Belo Horizonte. Elementos não identificados jogaram gasolina no prédio, e em seguida atearam fogo. O IEEU ficou parcialmente destruído.

29/6/66 — Brasília, DF — Às 3h15min explodiu bomba na Casa Thomas Jefferson, causando sérios prejuízos.

25/7/66 — Pernambuco — Atentado contra o marechal Costa e Silva, no Aeroporto dos Guararapes. Bombas explodiram às 8h50min e estavam colocadas numa escarradeira, perto da entrada onde são descarregadas as bagagens. Resultado: dois mortos o almirante Nelson Gomes Fernandes e o jornalista Edson Régis, secretário de Administração do Governo pernambucano, e mais 13 feridos. Mais de 500 prisões são efetuadas. Quase na mesma hora do atentado do aeroporto, explodiram mais duas bombas uma contra a sede da União dos Estudantes de Pernambuco e outra contra a sede da USIS. No primeiro atentado duas pessoas saíram gravemente feridas.

2/8/66 — São Paulo — Uma bomba explode no banheiro do Cine Itajubá, em Santos, provocando pânico e danos materiais.

3/8/66 — Paraíba — Bomba explode no Colégio João Pessoa. Não houve vítimas.

4/8/66 — Guanabara — Pânico entre os funcionários do IPASE. Um telefonema anônimo dizia que uma bomba ia explodir no saguão da seção financeira, na Rua Pedro Lessa. O prédio foi evacuado às pressas. A Policia foi ao local e nada encontrou.

5/8/66 — Goiânia — Uma bomba explode na agência do Banco Mercantil de Minas Gerais, causando prejuízos materiais.

6/8/66 — Rio Grande do Sul — O governador recebe um telefonema anônimo ameaçador. O prédio iria pelos ares por causa de uma bomba. Imediatamente manda todos os funcionários do Govêrno para rua. Fecha o palácio e entrega as chaves à policia. Rebate falso.

7/9/66 — Guanabara — Uma bomba de fabricação caseira explode no 8.° andar do Ministério do Exército. Não houve vítimas.

8/10/66 — Guanabara - Outro alarme falso. Desta vez contra o Ministério da Educação. O prédio foi evacuado, houve pânico, mas a Policia nada encontrou.

12/10/66 — São Paulo — Desta vez foi pra valer: bomba explode nos fundos do Palácio dos Campos Elíseos, não chegando, porém, a produzir danos materiais. .


ATENTADOS EM 67

3/1/67 — São Paulo 7- Um defeito técnico numa bomba impediu que uma fábrica de pneus; localizada na Rua dos Prazeres 284, fôsse pelos ares. As bombas não chegaram a explodir. Técnicos disseram que elas eram de grande potência, embora da fabricação caseira. Foram encontradas por dois guardas da fábrica que logo comunicaram o fato ao DOPS.

10/3/67 — Guanabara — Desta vez a propalada bomba do MEC explodiu. Explodiu no 14.° andar, às 14 horas, pondo em pânico mais de dois mil funcionários. Era de grande potência, mas não causou vítimas. Apenas danos materiais.

13/3/67 — Guanabara — Outra bomba no MEC. Na mesma hora daquela que explodiu no dia 10. Desta vez o petardo foi colocado no 12.° andar, onde funcionava a Contabilidade da Campanha de Expansão do Ensino Comercial. Não houve vitimas.

17/3/67 — São Paulo — Explode uma bomba na Estação de Vila Matilde (ramal da Central do Brasil), causando apenas danos materiais.

21/3/67 — Guanabara — Material explosivo que estava dentro de uma garrafa que foi jogada na lixeira da Rua Jardim Botânico, 1.204, explodiu, ferindo gravemente o funcionário do DLU, Ozarias Moreira Sotero.

27/3/67 — São Paulo — Explode, bomba no Centro da Indústria Metalúrgica. Não houve vítimas.

3/5/67 — Guanabara — Duas crianças, Noel e Teresa, ficaram gravemente feridas ,uma delas mutilada, quando explodiu uma bomba na casa 352 da Estrada do Papagaio, em Jacarepaguá. O pai de uma das crianças, o operário Aloísio Leonardo Reis, encontrou o petardo na rua e resolveu levá-lo para casa. A bomba explodiu no banheiro. O operário também saiu ferido juntamente com sua mulher, dona Alice.

6/5/6T - São Paulo — Às 3h30min, bomba explode e destrói o Cartório da Paz e o Registro. Civil do 38° Subdistrito de Vila Maltide, localizado na Avenida Conde de Frontin, n.° 2.306. Não houve vítimas.

14/7/66 — Guanabara — Bomba de grande potência explode pela manhã na casa 56 da Rua Bamboré, em Del Castillo. Fêz duas vítimas. Uma delas, o menino José Antônio. Ficou cego.

1/8/67 — Guanabara — Explodem bombas nos escritórios do programa “Voluntários da Paz" na Praia do Russel. As bombas eram de fabricação caseira e estavam dentro de um saco azul e branco. Ruy Ribeiro esfacelou uma das mãos e as norte-americanas Helen Keln e Patrícia Yander ficaram gravemente feridas, com vários estilhaços nos corpos. Mais tarde soube-se que o sr. Ruy Ribeiro teve que amputar a mão.

4/8/67 — Guanabara—Minas Gerais — No Rio um alarma falso fêz; com que a sede do IBEU de Copacabana fôsse evacuada às pressas. Um telefonema anônimo dizia que uma bomba iria explodir às 16 horas. Em Belo Horizonte, a polícia apreendeu 17 bananas de dinamite na casa do pedreiro Antônio de Carvalho.

18/8/67 — Guanabara — Duas bombas explodiram na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A primeira, às 19h30min, e a segunda às 20h15min. Dois estudantes saíram feridos.

24/9/67 — Guanabara — Nos jardins do palacete do adido militar dos Estados Unidos, coronel Jerry Jay Hunt, no Leblon, explode uma bomba sem causar vítimas.

1/10/67 — Maceió — Quatro pessoas saíram feridas quando uma bomba explodiu no interior do Cinema São Luís. A bomba era de fabricação caseira.

22/10/67 — São Paulo — Cinco bombas explodiram em cinco cinemas de Ribeirão Preto, tôdas quase ao mesmo tempo. Os cines atingidos foram: Centenário, Pedro II, São Jorge, Suez e São Paulo. As bombas estavam “rotuladas” com as iniciais “SALN”.

Dezembro de 67 — Foi frustrado um assalto à Escola de Cadetes de Barbacena. A polícia descobriu que um grupo de estudantes terroristas pretendia proclamar a “República das Rosas". A correção de provas reteve oficiais e professôres na Escola. O fato só foi revelado em março de 68. Sete estudantes estavam envolvidos no inquérito, e em poder dêles foi encontrado todo o mapa da Escola dos Cadetes, na Serra do Prado.


ATENTADOS EM 68

19-3-68 — São Paulo — Duas bombas explodiram no Consulado norte-americano, ferindo gravemente Orlando Loveki, Fernando Varela e Edmundo Ribeiro Mendonça. Os feridos estavam num carro estacionado nas proximidades do Consulado quando se deu a explosão. Depois de medicados foram envolvidos como suspeitos, juntamente com dois outros estudantes.

10-4-68 — São Paulo — Bomba "Molotov" explode no QG ,da Fôrça Pública, na Praça Fernando Prestes. Causou um princípio de incêndio. Não houve vitimas.

14-4-68 — Pôrto Alegre — Bomba "Molotov" explode no Teatro Leopoldina, onde se exibia Juca Chaves, Também não houve vítimas.

15-4-68 — São Paulo — Bombas de dinamite do alto teor explosivo foram atiradas contra o Q_G do II Exército, a poucos metros do gabinete do então comandante, general Sizeno Sarmento. Os petardos estavam embrulhados em folhas de jornais. Feriram uma telefonista de uma loja vizinha e um rapaz que tentou apagar o pavio da bomba com um balde de água.

20-4-68 — São Paulo — Outra bomba de alto teor explosivo é jogada às 3h30min na portaria do jornal O Estado de São Paulo. Destruiu tôda a fachada do prédio. O porteiro Mário José Rodrigues saiu gravemente ferido. Os prédios vizinhos foram danificados pela explosão. A bomba arremessou longe um veículo que passava pelo local (ferindo também duas pessoas. A Sucursal do jornal O Globo, localizada no 19.° andar de um prédio defronte ao do Estadão, também sofreu danos.

21-4-68 — São Paulo — Uma bomba explode às 20h30min na residência do ex-procurador-geral do Estado, sr. Virgilio Malta Cardoso, na Avenida Rebouças, 3.143. Apenas à empregada estava em casa. Não houve feridos.. O presidente Costa e Silva diz ao governador Sodré que “as bombas são para derrubar o regime”.

22-4-68 — São Paulo — Telefonemas anônimos fazem evacuar o prédio da Assembléia Legislativa. Pânico é total entre deputados e funcionários. A mesma coisa aconteceu, à noite, no Hotel Nacional, em Brasília. Ambos os telefonemas diziam que “uma, bomba vai fazer o prédio voar pelos ares".

25-4-68 — Maranhão — O terror chega a São Luiz. O DCT local também recebe telefonemas ameaçadores. Não houve bombas.

1/5/68 — Guanabara — São presos o ex-ofidal búlgaro Nicola Dodoroff e o ex-estudante Pedro Mota Mendes. Revelaram que iam jogar bombas na Embaixada americana. Em poder dos presos foi encontrado o croquis da Embaixada.

6/5/68 — São Paulo — Um vigia do gabinete do, prefeito de São Paulo, no Ibirapuera, encontrou, às 22h45min, uma bomba de fabrico caseiro no gabinete do brigadeiro Faria Lima. A bomba não chegou a explodir e foi recolhida pelo DOPS.

6/5/68 — São Paulo — Explode bomba numa garagem de uma emprêsa de ônibus, nos arredores da Cidade. O vigia, sr. Miguel Don Pedro, disse que a bomba foi jogada por ocupantes de um “Volks” que tinha rumado, em seguida, para Garulhos. Não foi possível identificar a placa do carro.

7/5/68 — São Paulo — O funcionário Francisco Marques de Oliveira, encontra uma bomba enterrada perto de um bebedouro, no Parque do Estado, na Agua Funda. O petardo estava armado para explodir. Não explodiu. A Polícia Federal foi incumbida de apurar o caso.

8/5/68 — Pôrto Alegre — Carga de dinamite explode numa balsa que estava sôbre o Rio Turvo, entre Três Passos e Tenente Portela. Não causou vitimas. A Polícia suspeitou, na época, de um grupo do coronel Jefferson Cardin.

5/6/68 — Guanabara — Bomba explode no pátio do Colégio Pedro II, às 14 horas (Rua São Francisco Xavier). Feriu três meninas.

13/6/68 — São Paulo — É encontrada uma bomba-relógio junto a uma viatura da Policia que fazia ronda contra as manifestações da proibição da I Feira Paulista de Opinião, no Teatro Ruth Escobar. Na ocasião, foi preso o estudante Eduard Abramovay, de 19 anos.

20/6/68 - São Paulo — Duas bombas são jogadas contra a residência do industrial Eric Egan, no bairro de Vila Nova Conceição. O proprietário da casa estava nos Estados Unidos, mas os vizinhos disseram que, quem atirou as bombas, foram os ocupantes de um “Volks" vermelho.

26 e 27-6-68 — São Paulo — Dois carros metralharam o QG do II Exército, no Ibirapuera. Na noite do dia 26, uma camioneta carregando grande carga de dinamite explodiu de encontro ao muro do QG, causando a morte do soldado Mário Kozel Filho. Quatro pessoas ficaram feridas. Testemunhas disseram quer o motorista da camioneta desceu do veículo em movimento e pegou um Volks que já o esperava nas proximidades do Quartel. A Polícia desconfiava na época de que “os terroristas são os mesmos que em fins de 67 roubaram 250 bananas de dinamite da Fábrica Perua, em Cajamar. O roubo foi praticado por indivíduos vestidos com fardas do Exército.

28-6-68 — São Paulo — Meia tonelada de dinamite e 100 cargas montadas com espolêtas foram roubadas da pedreira Giovanolli, no km 15 da Rodovia Rapôso Tavares. A noite, uma bomba é jogada contra o Colégio Mackemzie e os rapazes que a jogaram, segundo as testemunhas, fugiram num Volks.

3.7.68— Guanabara — O menino Rubens, de sete anos, ficou com a mão esquerda mutilada e com uma perna esfacelada. Apanhou uma bomba que estava na Rua Washington Luís. Apanhou e a jogou no chão, ocasião em que ela explodiu. A Polícia fêz várias prisões, mas nada ficou apurado.

7.7.68— São Paulo — Quatro bombas explodiram simultaneamente: 1) à 1h30min na passagem de nível da Estação Engenheiro Goulart da Central do Brasil. Destruiu rêde elétrica e arrancou dormentes do leito; 2) a segunda bomba atingiu um pontilhão e um trem cargueiro da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí; 3) A terceira bomba, na Estação da Lapa, arrancou os dormentes da Estrada de Ferro Sorocabana; 4) A quarta bomba atingiu as vizinhanças dos oleodutos da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí em Utinga.

12-7-68 — São Paulo — Mais dois atentados contra trens. Duas bombas explodiram. A primeira, às 22h, no banheiro do trem prefixo “J-14”, da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, no pontilhão dia Alamêda Nothman. (Não houve vítimas). A segunda bomba explodiu às 23h30min com características idênticas à primeira, mas no trem prefixo “E-158”, da Central do Brasil, que se preparava para sair de Estação Rooservelt. Também não houve vítimas.

18-7-68 — Estado do Rio —Bomba explode no Colégio Santa Bernadete. O petardo estava no lavatório. Não houve vítimas.

22-7-68 — Guanabara — Foi encontrada uma bomba no 9o andar do edifício da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). A bomba estava com o seguinte aviso: “Bomba do MAC. Da próxima vez vai explodir”

23-8-68 — Guanabara — Boatos levam o Inspetor Mário Borges à Escola, de Belas-Artes., Nada encontrou. Apenas o pânico dos alunos.

25-7-68 — São Paulo — Exército apreendeu 200 quilos de dinamite na Cidade de Aparecida.

28-7-68 — São Paulo — Bombas explodem nos jardins do palacete 212 da Rua Grajaú, no Sumaré, residência da milionária Elizabeth Chang Margareth. Na mesma rua, no n.° 172, morava o vice-cônsul dos Estados Unidos.

28-7-68 — São Paulo — É prêso ooperário Geocindo Oliveira Camargo, com 25 quilos de dinamite e 300 espolêtas. Estavam numa casa, em Perus.

5-8-68 — Guanabara e Brasília — Bomba explode no Teatro Gláucio Gil em Copacabana. Iam estrear Os Inconfidentes no dia seguinte. No mesmo dia, em Brasília, uma bomba de fabricação militar explode numa ponte da Estrada Paranoá, ferindo três pessoas.

11-8-68 — Niterói — Quartel do 4.o G Can sofre atentado. Um carro passa e atira contra sentinelas. Duas pessoas saem feridas.

18-8-68 — Guanabara — Bomba de fabricação caseira explode às 20h30min na Seção Comercial da Embaixada Soviética, na Rua Alice, causando danos materiais. Não houve feridos.

19-8-68 — São Paulo — Três bombas explodiram: no Largo General Osório, em frente ao DOPS, destruindo várias viaturas da polícia. A bomba estava dentro de um “Aero”. A segunda bomba foi na 15.a Vara Distrital do Forum de Santana e a terceira, na 5.a Vara do Forum da Lapa. Vários prédios vizinhos ficaram danificados, inclusive uma agência bancária.

3-9-68— São Paulo — Telefonema anônimo volta a assustar o pessoal da Assembléia Legislativa e outros órgãos do govêrno.

7-9-68 — Guanabara - Bomba explode num educandário, nas Laranjeiras, logo após a Parada da Independência.

16-9-68 — Guanabara — Bomba na Seção da Composição do Jornal dos Sports causa prejuízos materiais.

27-9-68 — Guanabara - Três bomba explodem. 1) Residência do coronel Jary Hunt, da Fôrça Aérea Norte-Americana, na Rua Visconde de Albuquerque 324; 2) Bomba (desta vez de verdade) na Escola Nacional de Belas-Artes; 3) Bomba no Centro Acadêmico Cândido de Oliveira, na Praça dá República.

13-10-68 — Guanabara — Bomba de alto poder explosivo contra a Livraria Civilização Brasileira, na Rua Sete de Setembro. Quase destruiu um quarteirão inteiro. Todas ais vitrinas ficaram danificadas. A bomba atingiu cêrca de 200 firmas. (nota: a situação era tão confusa que alguns jornais acusam a esquerda e outros jornais acusam a direita. As fotos a devastação foram censuradas e não publicadas. O emblemático assassinato do capitão americano Charles Rodney Chandler havia ocorrido alguns dias antes.)

Diario da Noite (SP) 15-out-1968 ataque contra civilização braisieleira

18/10/68 — Minas Gerais - duas bombas em Belo Horizonte: uma contra a residência do delegado regional do Trabalho sr. Onésio Vicente de Sousa e outra contra a residência do interventor do Sindicato dos Metalúrgicos, sr. Humberto Pólo. Em ambos os atentados houve apenas danos, materiais.

19/10/68 — Estado do Rio — Dinamite destrói cartório de Registro Civil da localidade de Itaguaí.

23/10/68 — Guanabara — Um servente da Faculdade de Direito da UFRJ encontra “coquetéis gigantes” (nota: molotov), em dois galões de cinco litros, prontos para explodir.

24/10/68 — Guanabara — Polícia apreendeu 50 bananas de dinamite na casa de Lúcio Costa Menezes, em Jacarepaguá.

27/10/68 -São Paulo — Bomba explode na Sears (nota: loja de departamentos de matriz norte-americana) do bairro de Água Branca/ Prejuízos materiais.

31/10/68 — São Paulo — É encontrada na Rua Paim uma bomba feita com material exclusivo das Fôrças Armadas. Exército apura.

1/11/68 — Guanabara — Bomba contra a Livraria Forense, na Rua Erasmo Braga, no Castelo.

7/11/68 — Guanabara — Bomba contra o depósito do Jornal do Brasil, num subúrbio carioca.

10/11/68 — São Paulo — Bomba explode numa usina de asfalto, em São Bernardo do Campo. Um trabalhador perde um braço.

26/11/68 — São Paulo — Duas bombas explodem no Parque da IV Zona Aérea, pouco depois das 19 horas. A polícia começa a caçar Mariguela.

27/11/68 — Estado do Rio — Explode bomba na casa do ex-prefeito de Nova Iguaçu, Antônio Joaquim Machado, na Rua Brás Júnior, 1.606.

1/12/68 — Estado do Rio — Novamente atentado contra cartório de Registro Civil de Itaguaí. Dinamites destroem mais uma vez o prédio.

2/12/68 — São Paulo - Volta o terror à Assembléia Legislativa, com falsas ameaças pelo telefone.

8/12/68 — Guanabara — O CCC (nota: Comando de Caça aos Comunistas) após sucessiva ameaças explode bomba às 2 da manhã no Teatro de Arena do Grupo Opinião, em Copacabana, atingindo ainda 12 lojas do Super Shopping Center, da Rui Siqueira Campos.

7/12/68 — Guanabara — Uma bomba de alto poder explosivo é colocada pela madrugada na agência do CORREIO DA MANHA, no Edifício Marquês do Herval, destruindo as instalações, causando prejuízos calculados inicialmente em NCr$ 300 mil. O deslocamento de ar provocado pela bomba arrebentou vidraças de lojas e escritórios nos 10 primeiros andares do prédio. Na agência, abriu uma cratera de mais de um metro de diâmetro, pondo os ferros da laje & mostra. Arrebentou ainda as esquadrias de alumínio, o mármore das paredes, o sistema de refrigeração e sua casa de máquinas. Todo o mobiliário foi danificado. A livraria, que funcionava no mesmo local, teve as suas vitrinas totalmente destruídas. O operário Edmundo dos Santos saiu gravemente ferido. A explosão foi ouvida num raio de mais de 500 metros.

Minutos antes, uma outra bomba explodiu na Faculdade de Ciências Medicas da UEG (nota: Universidade do Estado da Guanabara), destruindo a biblioteca e parte do Diretório Acadêmico, na Avenida 28 de Setembro.

28/12/68 — São Paulo — Trinta homens, fortemente armados, invadiram uma pedreira situada no Município de Mogi das Cruzes e roubaram 520 quilos de dinamite. Fugiram em sete carros que os aguardavam com os motores ligados. Não deixaram pista.


ATENTADOS EM 69

4-1-09— Guanabara — Bomba contra a viatura 6-210 da 4.a DP quando ela estava estacionada defronte da Delegacia, na Praça da República. Mais duas viaturas da Polícia foram atingidas por uma outra bomba Jogada nas proximidades da Delegacia de Defraudações, na Avenida Presidente Vargas. As bombas foram Identificadas como Geleps-piquete, da Fábrica Presidente Vargas, do Ministério do Exército. Setes fatos aconteceram pela madrugada. Ao amanhecer, foi encontrado no Leblotn um Jipe chapa GO 51-40-72 — com diversas bananas de dinamite. Estava abandonado.

7-1.69 — Guanabara — Três bombas explodiram em diferentes pontos da Cidade, matando uma mulher — Alzira de tal —, ferindo quatro pessoa e causando damos. A primeira bomba explodiu às 22h30min debaixo de uma viatura da Polícia, estacionada à porta da 9.a DP. Saíram feridos Geralda Leonardo Pereira de Almeida e Blume Moreira. A segunda bomba, explodiu pouco antes de meia-nolte nas esquinas das Ruas Real Grandeza e Voluntários da Pátria. Os estilhaços atingiram a empregada doméstica Alzira de tal, que morreu no HMC, quatro automóveis e ainda janelas de edifícios da redondeza. Mela hora depois explodia a terceira bomba, na Av. Ataulfo de Paiva, em Ipanema. As bombas eram Geleps-piquete.

14-1-69 — Guanabara — Quatro homens, durante a noite atiram do interior de um Volks azul uma bomba de fabricação caseira contra a porta da loja Curiosidades Charles, na Avenida Rio Branco, 11, causando danos materiais. Fugiram, tomando a direção da Avenida Rodrigues Alves.

26 e 27-1-69 — São Paulo — Sete atentados a bomba ocorreram na capital paulista, causando prejuízos materiais. A primeira explosão ocorreu no saguão dos Diários Associados, onde o Exército estava realizando uma exposição de material subversivo; a segunda explodiu na fábrica de automóveis Ford, em Vila Prudente; a terceira, na Sotema SA., na Rua Antártica; a quarta, nas instalações da Light, no bairro do Tatuapé; a quinta, na Ibelga, Rua Amador Bueno; a sexta, na Burroughs, também, na Amador Bueno; e a sétima bomba, num laboratório de produtos químicos, na Rua Treze de Maio, 50, na Boa Vista.

1-69 — São Paulo - O Exército procura o capitão Carlos Lamarca, acusado de ter roubado grande quantidade de armas pertencentes às Fôrças Armadas. Várias prisões são feitas.

© José Roitberg - Jornalista e Pesquisador 2014

terça-feira, 1 de setembro de 2009

5 Anos do Massacre de Beslan - Como foi a repercussão nos jornais na época?

Neste fim de semana estava revendo meus arquivos para escrever algo sobre Beslan, quando percebi que havia um tema não abordado. Como a mídia impressa retratou o massacre?

Em relação à mídia, inclusive no evento recente da ONU no Rio de Janeiro, ficou absolutamente claro que há um conceito internacional muito bem definido: nazis, comunistas e jihadistas declaram que os judeus controlam a mídia; comunidades judaicas reclamam que a mídia é anti-israelense chegando ao antissemitismo clássico; militância islâmica e palestina afirmam que a mídia é pró-israelense e pró-judaica. Tem algo muito errado aí.

A resposta é bastante simples. Cada grupo de interesse ou até mesmo cada pessoa que reclama, lê o que lhe interessa. Então hoje esta matéria desagrada este grupo. Amanhã outra desagrada outro. Uma carta claramente antissemita é elogiada pelo outro lado como a expressão da verdade que deve ser levada a todos e elogia o jornal, enquanto o lado judaico acusa o jornal de ser antissemita. Mas a militância judaica é passiva demais: não elogia as mídias quando elas se posicionam favoravelmente aos seus interesses. Que leitura um "dono de mídia" poderá ter? Escrevo A e este grupo me elogia. Escrevo B e aquele grupo reclama, enquanto o pessoal ligado ao grupo B não fala nada. Então qual é meu público? O que apóia o que publico e não o que apenas reclama... Bem lógico, né?

Sobre Beslan, bem como antes, sobre o teatro em Moscou, o massacre ficou definido como sendo obra e graça das forças policiais do estado russo. Os terroristas chechenos ou da Inguchétia abertamente ligados a Al-Qaeda, com agenda política clara, com a forma de ação mais covarde possível foram contabilizados entre os massacrados e não como agentes do massacre. Uma negação institucional do que todos viram e das declarações abertas da Al-Qaeda: "Nós fizemos, por isso e por aquilo"... Não, vocês não fizeram, replicou a mídia. Igualzinho o 11 de setembro na distorção dos teóricos da conspiração.

As cartas do leitor a época de Beslan foram basicamente contra a exposição de crianças russas mortas nas folhas dos jornais, principalmente pelo Globo. Jamais foi publicada pelo jornal - não sei se foi recebida - carta dizendo o mesmo sobre a exposição de crianças palestinas mortas. Ao contrário, neste caso as cartas se apoiavam nas fotos para tecer um discurso antissemita aberto. Ao expor em primeira página crianças iraquianas (não se pode dizer muçulmanas no jornal...) sorrindo e brincando com o corpo mutilado e carbonizado de um soldado americano pendurado numa ponte, o jornal trata o fato como positivo para o Iraque mostrando a insatisfação do povo contra os americanos.

A exposição de crianças mortas nos jornais brasileiros tem algumas explicações importantes. O Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe claramente. Mas a lei é mal redigida como quase todos no Brasil e se aplica não à mídia, mas à criança: só não pode mostrar se a criança for brasileira. Os muçulmanos radicais usam suas crianças mortas como elemento de propaganda de guerra. Os israelenses e judeus preservam seus mortos e não liberam suas imagens para uso, sejam adultos ou crianças. No caso de Beslan, é apenas o fotojornalismo da barbárie, num país que prefere mostrar realidades escolhidas para atrair a compaixão internacional e liberou as imagens de suas crianças mortas. Além disso, o bizarro e o grotesto vendem.

As cartas de Beslan diziam ainda mais. Falavam que o massacre cometido pelos russos tinha origem na dominação mundial americana. Diziam que o massacre feito pelos russos usava técnicas antiterroristas americanas. Dizia que o massacre era devido à guerra no Oriente Médio, incluídas aí referências ao Iraque e à Israel. Contei em meu arquivo 27 cartas do leitor publicadas ao longo de 4 dias apenas pelo Globo. Apenas uma, de um judeu, tinha em seu corpo os termos "terrorista islâmico", "Al-Qaeda", "terroristas muçulmanos". Nenhuma falava da covardia de adultos homens e mulheres partirem para uma missão suicida na qual pretendiam levar consigo crianças russas, a serem mortas por bombas, balas e pelo fogo. Nenhuma carta apontava a covardia islâmica e seu desprezo total pela vida de "seres" que não são humanos segundo sua ideologia fundamentalista takfir (tornar outros infiéis não humanos por definição pessoal de um clérigo - sendo proibido o assassinato de muçulmanos e de seres humanos fiéis, tornar - definir - os alvos infiéis e não humanos dá aos terroristas campo aberto para terem a certeza de que não estão cometendo ato algum contra o Islã, muito pelo contrário).

Mas só para deixar claro. Quem criou essa coisa de tornar outros infiéis e não humanos, não foi o Islã, foi a Igreja na época das Cruzadas, quando o Papa da vez emitia um decreto chamado de Bula Papal que absolvia os cruzados "pelos pecados que viessem a cometer", portanto os massacres, estupros, roubos etc estavam previamente anulados perante Deus pelo Papa e seus soldados da cruz podiam fazer o que quisessem sem temer o Inferno.

Sobre Beslan, ficou claro, por mais uma, vez a estratégia de ignorar o conflito religioso entre a Jihad Islâmica Mundial, que pretende a transformação do mundo num grande paraíso elevado a Maomé - dizem e escrevem isso abertamente - e o cristianismo. No caso o cristianismo ortodoxo na Rússia. Removendo do discurso e dos textos a guerra religiosa real, não sobra conteúdo algum para justificar o que ocorreu no teatro em Moscou e depois na escola em Beslan recaindo a culpa no Estado e sua atuação e não nos terroristas cruéis, bárbaros e covardes. A coisa toda foi tratada como um incidente policial, uma grande ação de tomada de reféns com um resgate desastrado. E neste escopo, os editores de seções de cartas selecionaram (palavra que os judeus odeiam) o conteúdo que mais se adequasse à banalização e idiotização da Jihad Mundial, levando os leitores a crêrem, mais uma vez, que ela não existe. Acredite no que os jihadistas dizem!

Lembramos hoje não só das crianças cristãs que foram ativamente enviadas para o Inferno pelos fundamentalistas islâmicos, conforme os ensinamentos que pregam, mas também o início oficial da Segunda Guerra Mundial com a invasão nazista da Polônia. Fato que mesmo publicado à exaustão pela máquina de propaganda nazista da época, os revisionistas-mentirosos do Holocausto defendem não ter existido: a Alemanha simplesmente foi defender a população de origem germânica no Oeste da Polônia.

Neste ponto você deveria perguntar: o que tem isso a ver com os judeus resisitindo no Gueto de Varsóvia e em outros, serem apenas jovens e velhos? Onde estavam os militares judeus pois o serviço militar era obrigatório na Polônia? Esse é um assunto pouco discutido. A Polônia se mobilizou algumas semanas antes de setembro. Todos os reservistas foram convocados. Entre os pouco mais de 3 milhões de judeus poloneses havia uns 120 mil com idade adequada e treinamento militar. A grande maioria era composta por soldados, mas havia todas as patentes até generais. Cerca de 30 mil foram mortos em combate: quase 45% das perdas totais. Alguns historiadores afirmam, baseados no relato de dois ou três sobreviventes, que este número elevado se deveu não só ao exército polonês mandar os judeus na frente, mas também a vontade dos judeus de lutarem contra o nazistas. Um número relevante de condecorações militares das mais simples às mais altas foram dadas à militares judeus nesta campanha. Você pode não ter percebido e ninguém falou isso antes para você: esses 120 soldados judeus compuseram a maior força militar judaica desde os tempo bíblicos de David e Salomão. Este é um tópico que se ignora completamente. A Polônia resisitu ao avanço nazista.

As perdas em combate foram cerca de 10.500 soldados alemães mortos acrescidos por outros 5.000 desaparecidos e uns 30 mil feridos. Do lado polonês foram 66 mil mortos, 134 mil feridos e 420 mil prisioneiros. Entre estes, todos os que eram identificados como judeus foram executados sumariamente, não contabilizados entre os mortos em ação e sem deixar rastros ou documentação. Parte do exército polonês conseguiu fugir para a Hungria e de lá para a França e Inglaterra, onde formaram batalhões poloneses. Os soldados judeus que conseguiram sobreviver tanto aos nazistas por um lado quanto aos soviéticos por outro se conta com os dedos e praticametne não há referências a eles nos diários dos guetos e da resistência judaica. Alguns, achando que podiam sobreviver se incorporaram às polícias dos guetos. Pela idade apta para o trabalho, certamente estiveram entre os primeiros a serem enviados para o trabalho escravo local até morte sob domínio nazista. Quando chegou o momento em que a reação nos guetos pode acontecer, não havia mais homens vivos na faixa etária de serviço militar, incluindo aí a maior parte dos policiais dos guetos.

Os dados historicamente mais aceitos para a ocupação nazista da Polônia são: 3 milhões de judeus e 2 milhões de poloneses massacrados; 100 mil poloneses não judeus massacrados pelas tropas nacionalistas da Ucrânia (pró-nazi - haviam fugido para lá); 250 mil militares poloneses mortos em campos de prisioneiros, trabalho escravo ou concentração na Alemanha; algo em torno de 300 mil soldados poloneses aprisionados pelos Russos, quando invadiram a Polônia pelo Leste dividindo-a com Hitler - Pacto Ribentrop/Molotov - (destes, estima-se que 130 mil tenham sido mortos em campos de concentração soviéticos); 350 mil civis poloneses mortos do lado soviético durante 1940-41. No total a Polônia perdeu quase 22% de sua população. Mais de 90% deste total eram civis.

José Roitberg - jornalista e Coordenador do Vaad Hashoa Brasil

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Hamas repete programa infantil que defende homens-bomba

clipping - TV do Hamas volta a colocar no ar: A menina então vê uma reportagem sobre o bombardeio suicida e canta "Só agora eu entendo o que era mais importante do que a gente".
 

RIO - Era para ser um programa infantil, mas o "Jovens Pioneiros", exibido pela televisão Al-Aqsa, do Hamas, é conhecido por forçar os limites do que a maioria das pessoas considera um conteúdo apropriado para crianças.

Um episódio do programa que gerou polêmica e que foi ao ar há dois anos retratava duas crianças palestinas assistindo a imagens na TV de sua mãe se preparando para a execução de um bombardeio suicida. O programa foi repetido recentemente, desta vez com plateia no estúdio.

O jovem âncora desafia: "E aqui nós dizemos ao ocupante (Israel) que vamos seguir a doutrina, a doutrina da mártir mujahida (guerreira sagrada) Reem Riyashi, até que libertemos nossa terra natal de suas mãos ilegítimas". Reem Riyashi matou quatro israelenses em um ataque na fronteira entre Gaza e Israel, em 2004.

No vídeo, uma atriz, interpretando o papel da mãe, prepara os explosivos para sua missão, enquanto ignora as perguntas de seus filhos sobre o que está fazendo. "Mamãe, o que você tem nas mãos: um brinquedo ou um presente para mim?", diz a filha.

A menina então vê uma reportagem sobre o bombardeio suicida e canta "Só agora eu entendo o que era mais importante do que a gente".

O grupo israelense de monitoramento Palestinian Media Watch condenou publicamente o programa quando ele foi exibido pela primeira vez.

Dr. Eyed Sarraj, um conhecido psiquiatra palestino que vive em Gaza, preocupa-se com o impacto da glorificação dos homens-bomba para as crianças. Segundo ele, as crianças em Gaza foram tão traumatizados pela violência entre Israel e Palestina que sua percepção de vida e morte é deformada.

A maioria da população na região pode assistir à TV Al-Aqsa se tiver o receptor de sinal certo, mas não é possível precisar quantos de fato sintonizam o canal ou quantos viram essas imagens. Como o produto é realizado pelo Hamas, é provável que a audiência seja mais restrita aos afiliados políticos do grupo.

Há dois anos, a emissora criou um personagem no estilo de Mickey Mouse que encorajava a "resistência violenta" contra Israel e simulava o uso de uma AK-47 e granadas.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Membros da Al Qaeda presos no Kwait

Forças de segurança do Kwait prendem 8 pessoas acusadas de pertencerem a uma célula adormecida da Al Qaeda.