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sábado, 9 de maio de 2015

POR QUE PESSOAS NÃO ACREDITAM NA MATANÇA DE 6 MILHÕES DE JUDEUS?

Há estudos psicológicos muito antigos afirmando a incapacidade do ser humano de entender a palavra ‘não’ e números muito grandes. Quantas vezes você ouviu, numa entrevista em telejornal, alguém ser perguntado sobre o que faria se ganhasse 200 milhões na Mega Sena, e a resposta ser um emocionado: “Vou comprar uma casinha para minha mãe.” As pessoas não realizam o significado de 200 milhões, exceto se estiverem nos cárceres da Lava-Jato. Ainda assim, a população compreende o que são 20 centavos e vai às ruas para reclamar, mas não compreende o que são 20 bilhões da Petrobras e deixa isso para lá. Não se trata de compreensão de pessoas mais instruídas ou inteligentes e pessoas menos instruídas. É característica do ser humano.

Assim, acreditar que 6 milhões de civis judeus foram assassinados torna-se uma impossibilidade psicológica. Muitos destes desacreditadores, elaboram a descrença deles, e tornam-se negadores, utilizando os mais variados artifícios para mostrarem a si mesmos e aos outros a impossibilidade técnica ou tecnológica de matar 6 milhões de almas judias burocraticamente.

Ao preparar este material, fiz uma pergunta simples a dois jornalistas não judeus e um sujeito muito interessado, nosso operador de áudio na Rádio Manchete. Era apenas: quantos aviões de combate você acha que foram destruídos na Segunda Guerra Mundial? Pense você antes de continuar a ler. Um dos jornalistas respondeu 400. Outro respondeu, uns 100 e quando eu disso que isso pouco, aumentou sua aposta para 500. O colega da Rádio, no ar, disse que eram muitos, certamente mais de mil. A resposta correta é em torno de 430.000 aviões militares abatidos ou destruídos em terra. Isso mostra-nos os números que as pessoas consideram como “muitos”. A saber, os EUA perderam 95.000 aviões, a Inglaterra perdeu 42.000, o Japão, 50.000, a Alemanha 77.000 e a União Soviética uns 146.000.

Então decidi compilar para vocês vários números da Segunda Guerra Mundial, que tornam os 6 milhões mais fáceis de considerar. Não são números absolutos, contados até a última casa, mas números aceitos pelos historiadores.

Mais de 60 milhões de pessoas morreram na Segunda Guerra Mundial. Destas, 38 milhões eram civis e 25 milhões eram soldados. Vestiram farda mais de 95 milhões de soldados, dos quais 68 milhões sobreviveram, incluindo 25 milhões de feridos. Não há dados sobre o número de feridos que faleceu após a guerra em decorrência de sua condição física. Dos 38 milhões de civis mortos, 20 milhões morreram por fome e doença.

Na matança sistemática de civis, foram mortos 5.894.000 judeus, 285.000 ciganos, 250.000 deficientes físicos alemães (os que foram mortos em primeiro lugar com apoio a população), 15.000 homossexuais alemães, 2.000 padres, freiras e outros sacerdotes católicos (os alemães eram majoritariamente luteranos) e 1.000 testemunhas de Jeová. Estes números mostram porque o Holocausto é sobre os judeus e não sobre a lista toda como muita gente e a ONU quer fazer parecer que foi.

A Inglaterra perdeu 383 mil soldados; os Estados Unidos, 407 mil soldados; a Itália, 302 mil; o Japão, 2.120.000 soldados; a Alemanha 4.500.000 e a União Soviética perdeu 8.700.000 soldados.

Dentro da propaganda de esquerda, faz-se dos Estados Unidos o grande vilão por ter lançado duas bombas atômicas contra o Japão, que só se rendeu pois pensava que os EUA tinham outras bombas e iriam destruir outras cidades, mas havia apenas aquelas duas. Os números de mortos nestes ataques variam muito. Em Hiroshima estima-se entre 90.000 e 166.000 mortos, que a propaganda define como civis, ignorando o fato de lá ser a sede do Segundo Exército Geral japonês com um efetivo de 40.000 soldados. Em Nagasaqui estima-se entre 39.000 e 80.000 mortos, dos quais 9.000 homens do Segundo Exército. Só que nunca se fala sobre quanta gente os japoneses mataram em sua marcha sobre o Sudeste Asiático e na invasão e conquista de vastas regiões da China, numa guerra iniciada no começo dos anos 1930 e terminada apenas em 1945.

Os números da matança japonesa são assustadores. A Indonésia era colônia da Holanda. Sob domínio japonês foram mortos 4 milhões de pessoas. No Vietnã, na época Indochina Francesa, mais 1 milhão. Na Coréia sob ocupação nipônica foram-se outros 483.000 civis. Agora, na guerra contra a China, os japoneses mataram nada menos que 3 milhões de soldados chineses, 8 milhões de civis e outros 5 milhões de civis morreram por fome e doenças.

Estes números de contexto talvez mostrem às pessoas como foi de fato possível que quase 6 milhões de judeus tenham sido mortos pelos nazistas e os aliados dos nazistas.
Há ainda negadores do Holocausto e Revisionistas que vendem a ideia de os judeus terem faturado com o Holocausto depois da guerra, inventando a história toda para fazer o que os judeus sempre fizeram: roubar. Isso faz parte do contexto antissemita histórico e histérico. Na imagem desta matéria, gostaria que você lesse e copiasse, guardasse, difundisse por aí, o recorte da primeira página do jornal O Estado de Minas de 8 de maio de 1945 onde foram publicados os termos da rendição alemã. O item mais importante para a questão da reparação aos judeus e também para o reconhecimento oficial de que o Holocausto existiu é o décimo-primeiro:

“Restauração ou reparação de todas as propriedades roubadas aos judeus e outras vítimas da opressão nazista”

1945-05-08-termos-de-rendicao JORNAL O ESTADO DE MINAS

Nosso querido Ronaldo Gomlevsky tem uma frase muito assustadora sobre estes valores. Diz ele: digamos que um sapato custasse 30 dólares. Só em sapatos de judeus mortos teríamos uma reparação de quase 18 milhões de dólares da época. Imagine em casas, terrenos, veículos, mobília, roupas, sinagogas, objetos litúrgicos, clubes, escolas, bibliotecas, teatros etc.

© 2015 José Roitberg - jornalista e pesquisador

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Gueto de Varsóvia em Cores - vídeo



Este foi meu último documentário sobre o Holocausto feito enquanto eu trabalhava na FIERJ e convido todos a assistir pois certamente vc nunca viu filme colorido de dentro do Gueto de Varsóvia.

Warsaw Guetto in color. You mus watch this video, the last I made as FIERJ TV Director in Rio de Janeiro.

José Roitberg - jornalista e coordenador do Vaad Hashoa Brasil

5 Anos do Massacre de Beslan - Como foi a repercussão nos jornais na época?

Neste fim de semana estava revendo meus arquivos para escrever algo sobre Beslan, quando percebi que havia um tema não abordado. Como a mídia impressa retratou o massacre?

Em relação à mídia, inclusive no evento recente da ONU no Rio de Janeiro, ficou absolutamente claro que há um conceito internacional muito bem definido: nazis, comunistas e jihadistas declaram que os judeus controlam a mídia; comunidades judaicas reclamam que a mídia é anti-israelense chegando ao antissemitismo clássico; militância islâmica e palestina afirmam que a mídia é pró-israelense e pró-judaica. Tem algo muito errado aí.

A resposta é bastante simples. Cada grupo de interesse ou até mesmo cada pessoa que reclama, lê o que lhe interessa. Então hoje esta matéria desagrada este grupo. Amanhã outra desagrada outro. Uma carta claramente antissemita é elogiada pelo outro lado como a expressão da verdade que deve ser levada a todos e elogia o jornal, enquanto o lado judaico acusa o jornal de ser antissemita. Mas a militância judaica é passiva demais: não elogia as mídias quando elas se posicionam favoravelmente aos seus interesses. Que leitura um "dono de mídia" poderá ter? Escrevo A e este grupo me elogia. Escrevo B e aquele grupo reclama, enquanto o pessoal ligado ao grupo B não fala nada. Então qual é meu público? O que apóia o que publico e não o que apenas reclama... Bem lógico, né?

Sobre Beslan, bem como antes, sobre o teatro em Moscou, o massacre ficou definido como sendo obra e graça das forças policiais do estado russo. Os terroristas chechenos ou da Inguchétia abertamente ligados a Al-Qaeda, com agenda política clara, com a forma de ação mais covarde possível foram contabilizados entre os massacrados e não como agentes do massacre. Uma negação institucional do que todos viram e das declarações abertas da Al-Qaeda: "Nós fizemos, por isso e por aquilo"... Não, vocês não fizeram, replicou a mídia. Igualzinho o 11 de setembro na distorção dos teóricos da conspiração.

As cartas do leitor a época de Beslan foram basicamente contra a exposição de crianças russas mortas nas folhas dos jornais, principalmente pelo Globo. Jamais foi publicada pelo jornal - não sei se foi recebida - carta dizendo o mesmo sobre a exposição de crianças palestinas mortas. Ao contrário, neste caso as cartas se apoiavam nas fotos para tecer um discurso antissemita aberto. Ao expor em primeira página crianças iraquianas (não se pode dizer muçulmanas no jornal...) sorrindo e brincando com o corpo mutilado e carbonizado de um soldado americano pendurado numa ponte, o jornal trata o fato como positivo para o Iraque mostrando a insatisfação do povo contra os americanos.

A exposição de crianças mortas nos jornais brasileiros tem algumas explicações importantes. O Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe claramente. Mas a lei é mal redigida como quase todos no Brasil e se aplica não à mídia, mas à criança: só não pode mostrar se a criança for brasileira. Os muçulmanos radicais usam suas crianças mortas como elemento de propaganda de guerra. Os israelenses e judeus preservam seus mortos e não liberam suas imagens para uso, sejam adultos ou crianças. No caso de Beslan, é apenas o fotojornalismo da barbárie, num país que prefere mostrar realidades escolhidas para atrair a compaixão internacional e liberou as imagens de suas crianças mortas. Além disso, o bizarro e o grotesto vendem.

As cartas de Beslan diziam ainda mais. Falavam que o massacre cometido pelos russos tinha origem na dominação mundial americana. Diziam que o massacre feito pelos russos usava técnicas antiterroristas americanas. Dizia que o massacre era devido à guerra no Oriente Médio, incluídas aí referências ao Iraque e à Israel. Contei em meu arquivo 27 cartas do leitor publicadas ao longo de 4 dias apenas pelo Globo. Apenas uma, de um judeu, tinha em seu corpo os termos "terrorista islâmico", "Al-Qaeda", "terroristas muçulmanos". Nenhuma falava da covardia de adultos homens e mulheres partirem para uma missão suicida na qual pretendiam levar consigo crianças russas, a serem mortas por bombas, balas e pelo fogo. Nenhuma carta apontava a covardia islâmica e seu desprezo total pela vida de "seres" que não são humanos segundo sua ideologia fundamentalista takfir (tornar outros infiéis não humanos por definição pessoal de um clérigo - sendo proibido o assassinato de muçulmanos e de seres humanos fiéis, tornar - definir - os alvos infiéis e não humanos dá aos terroristas campo aberto para terem a certeza de que não estão cometendo ato algum contra o Islã, muito pelo contrário).

Mas só para deixar claro. Quem criou essa coisa de tornar outros infiéis e não humanos, não foi o Islã, foi a Igreja na época das Cruzadas, quando o Papa da vez emitia um decreto chamado de Bula Papal que absolvia os cruzados "pelos pecados que viessem a cometer", portanto os massacres, estupros, roubos etc estavam previamente anulados perante Deus pelo Papa e seus soldados da cruz podiam fazer o que quisessem sem temer o Inferno.

Sobre Beslan, ficou claro, por mais uma, vez a estratégia de ignorar o conflito religioso entre a Jihad Islâmica Mundial, que pretende a transformação do mundo num grande paraíso elevado a Maomé - dizem e escrevem isso abertamente - e o cristianismo. No caso o cristianismo ortodoxo na Rússia. Removendo do discurso e dos textos a guerra religiosa real, não sobra conteúdo algum para justificar o que ocorreu no teatro em Moscou e depois na escola em Beslan recaindo a culpa no Estado e sua atuação e não nos terroristas cruéis, bárbaros e covardes. A coisa toda foi tratada como um incidente policial, uma grande ação de tomada de reféns com um resgate desastrado. E neste escopo, os editores de seções de cartas selecionaram (palavra que os judeus odeiam) o conteúdo que mais se adequasse à banalização e idiotização da Jihad Mundial, levando os leitores a crêrem, mais uma vez, que ela não existe. Acredite no que os jihadistas dizem!

Lembramos hoje não só das crianças cristãs que foram ativamente enviadas para o Inferno pelos fundamentalistas islâmicos, conforme os ensinamentos que pregam, mas também o início oficial da Segunda Guerra Mundial com a invasão nazista da Polônia. Fato que mesmo publicado à exaustão pela máquina de propaganda nazista da época, os revisionistas-mentirosos do Holocausto defendem não ter existido: a Alemanha simplesmente foi defender a população de origem germânica no Oeste da Polônia.

Neste ponto você deveria perguntar: o que tem isso a ver com os judeus resisitindo no Gueto de Varsóvia e em outros, serem apenas jovens e velhos? Onde estavam os militares judeus pois o serviço militar era obrigatório na Polônia? Esse é um assunto pouco discutido. A Polônia se mobilizou algumas semanas antes de setembro. Todos os reservistas foram convocados. Entre os pouco mais de 3 milhões de judeus poloneses havia uns 120 mil com idade adequada e treinamento militar. A grande maioria era composta por soldados, mas havia todas as patentes até generais. Cerca de 30 mil foram mortos em combate: quase 45% das perdas totais. Alguns historiadores afirmam, baseados no relato de dois ou três sobreviventes, que este número elevado se deveu não só ao exército polonês mandar os judeus na frente, mas também a vontade dos judeus de lutarem contra o nazistas. Um número relevante de condecorações militares das mais simples às mais altas foram dadas à militares judeus nesta campanha. Você pode não ter percebido e ninguém falou isso antes para você: esses 120 soldados judeus compuseram a maior força militar judaica desde os tempo bíblicos de David e Salomão. Este é um tópico que se ignora completamente. A Polônia resisitu ao avanço nazista.

As perdas em combate foram cerca de 10.500 soldados alemães mortos acrescidos por outros 5.000 desaparecidos e uns 30 mil feridos. Do lado polonês foram 66 mil mortos, 134 mil feridos e 420 mil prisioneiros. Entre estes, todos os que eram identificados como judeus foram executados sumariamente, não contabilizados entre os mortos em ação e sem deixar rastros ou documentação. Parte do exército polonês conseguiu fugir para a Hungria e de lá para a França e Inglaterra, onde formaram batalhões poloneses. Os soldados judeus que conseguiram sobreviver tanto aos nazistas por um lado quanto aos soviéticos por outro se conta com os dedos e praticametne não há referências a eles nos diários dos guetos e da resistência judaica. Alguns, achando que podiam sobreviver se incorporaram às polícias dos guetos. Pela idade apta para o trabalho, certamente estiveram entre os primeiros a serem enviados para o trabalho escravo local até morte sob domínio nazista. Quando chegou o momento em que a reação nos guetos pode acontecer, não havia mais homens vivos na faixa etária de serviço militar, incluindo aí a maior parte dos policiais dos guetos.

Os dados historicamente mais aceitos para a ocupação nazista da Polônia são: 3 milhões de judeus e 2 milhões de poloneses massacrados; 100 mil poloneses não judeus massacrados pelas tropas nacionalistas da Ucrânia (pró-nazi - haviam fugido para lá); 250 mil militares poloneses mortos em campos de prisioneiros, trabalho escravo ou concentração na Alemanha; algo em torno de 300 mil soldados poloneses aprisionados pelos Russos, quando invadiram a Polônia pelo Leste dividindo-a com Hitler - Pacto Ribentrop/Molotov - (destes, estima-se que 130 mil tenham sido mortos em campos de concentração soviéticos); 350 mil civis poloneses mortos do lado soviético durante 1940-41. No total a Polônia perdeu quase 22% de sua população. Mais de 90% deste total eram civis.

José Roitberg - jornalista e Coordenador do Vaad Hashoa Brasil

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Vejam só a opinião grosseira e ignorante de um judeu reacionário



(esta é a segunda versão do texto - na primeira eu fiz umas generalizações e depois não me senti confortável com elas, até porque não posso atribuir a todos os comunistas e socilialistas as opiniões das entidades que assinam o manifesto original lá embaixo. Neste caso preciso generalizar sobre as instituições pois não há assinatura do responsável, portanto, o texto original foi emitido em nome de todos os membros de tais instituições. Tenho certeza de que suas lideranças não falam por todos os membros e peço desculpas por qualquer um que não concorde com suas lideranças e tenha se sentido ofendido pela versão 1 deste texto)

Vocês são uns imbecís!!!

Dizer que o líder máximo atual do islamo-fascismo mundial tem um discurso semelhante ao ministro israelense dsa relações exteriores???

Vocês acham que enganam alguém com essa propaganda comunista da época da sua avó?

Quer dizer que o Liberman quer varrer o Irã do mapa, quer eliminar os iranianos da face da terra, e se possível culpá-los pelo Holocausto, se é que existiu... Quer dizer que o Lieberman enforca homossexuais em execuções em massa em praça pública, transmitindo pela TV e publicando em jornais oficiais? O Lieberman manda enforcar pessoas encontradas bêbadas nas ruas? O Lieberman MANDOU EXPLODIR A ASSOCIAÇÃO MUTUAL IRANIANA EM BUENOS AIRES??? ICUF assinando isso???

Quero deixar claro que detesto o partido do Lieberman e as idéias que prega. Mas vocês tiveram uma bosta de 3,5%¨(se não me engano - Meretz) dos votos na última eleição em Israel. São uma minoria pelega, inimiga dos judeus! São aterrorizados pelo conceito da democracia! Continuam chamando a bosta do comunismo falido de "democracia socialista." A minoria perdeu, agora aguenta! Se perdeu é porque ninguém acredita nas babaquices de vocês.

Até hoje não consigo entender como pessoas cultas que nem vocês defendem um regime político que exterminou a religião judaica e todas as outras por praticamente duas gerações - no fim, fracassou como em tudo que fez. Defender tal ideologia é compartilhar com suas determinações, portanto são judeus suicidas que pregam sua própria perseguição e extermínio ideológico, social e das instituições comunitárias.

Como é que vocês são tão ingênuos a ponto de defender um conceito político ideológico de trucidou dezenas de milhões de seus próprios cidadãos, a maioria por se expressar contra o que vocês pregam ou simplesmente para utilizar sua população como mão de obra descartável?

Será que vocês não respeitam nem mesmo 20 milhões de soviéticos comunistas mortos na Segunda Guerra Mundial, 1,5 milhões dos quais judeus?

Será que vocês não respeitam os dezenas de milhares de oficiais soviéticos fuzilados no momento da captura pelos nazistas?

Não respeitam os comissários comunistas fuzilados sumariamente junto com os judeus nas aldeias e cidades soviéticas que iam caindo sob a bota nazi, e que constavam da mesma ordem operiacional: "eliminar imediatamente judeus e comissários do partido comunista."

Não respeitam os milhões de soldados, cabos e sargentos soviéticos, todos muito mais comunistas do que vocês, que foram trucidados pela máquina do Holocausto nos mesmos campos de concentração, trabalho escravo e extermínio?

Não falam porra nenhuma sobre a negação do Holocausto do Ahmadijedad!!!

Não respeitam nem os líderes comunistas que co-patrocinaram a partilha da Palestina e deram sua aprovação pública e decisiva para a criação do Estado de Israel. Na foto acima, o primeiro embaixador soviético junto com seus adidos militares ao entregar suas credenciais em Tel Aviv, em agosto de 1948 - a União Soviética foi a primeira a enviar embaixador para Israel. Em troca, Israel lhes enviou para Moscou, Golda "Meir" Meirsohn...

Vocês são um bando de ignorantes! Falem mais, falem muito essas asneiras.

(obs: se quiserem publicar em qualquer lugar, retirados ou não os palavrões, tem toda a autorização prévia, mas vejam se acertam o nome - um título bom é "Vejam só a opinião grosseira e ignorante de um judeu reacionário". Antes que vocês imaginem que essa autorização é arrogância minha o algo idiota pois eu sei que não publicarão, porque os covardes são vocês, eu estou publicando! Se este texto for publicado em qualquer outro lugar que não ICUF e ASA só autorizo se o texto original também for publicado, para que minhas palavras não sejam retiradas do contexto)

Ah, isso não é falta de educação, é o tal do diálogo que vocês tanto pregam. Vocês tem o direito de falar as merdas extremamente ofensivas de vocês e assim dão a qualquer um o direito de falar suas próprias merdas sobre o que vocês escrevem.

Grande abraço,

José Roitberg - jornalista

2009/7/23 ICUF de Argentina <icufargentina@fibertel.com.ar>

Boca no Trombone

Os indesejáveis

Avigdor Liberman, ministro das Relações Exteriores do atual governo de Israel, acaba de concluir viagem de dois dias ao Brasil. Líder do Israel Beiteinu, partido de extrema-direita que se caracteriza pelo discurso xenófobo e se opõe à criação de um Estado palestino, Liberman tem sido recebido com frieza e manifestações de repúdio pelos países onde tem passado.

Ironicamente, anuncia-se a visita ao Brasil de outro personagem sinistro: Mahmoud Ahmadinejad, presidente reeleito do Irã, cujo discurso guarda semelhanças com o do chanceler israelense na intolerância e no fanatismo.

São igualmente indesejáveis as presenças em solo brasileiro de políticos avessos ao diálogo e que constroem suas carreiras fincados na intransigência. O ódio deve ser condenado, seja qual for a bandeira sob a qual se abriga.

Rio de Janeiro, 23 de julho de 2009

Amigos Brasileiros do Paz Agora

ICUF - Ídisher Cultur Farband (Argentina)

ASA – Associação Scholem Aleichem de Cultura e Recreação

Meretz