Mostrando postagens com marcador israel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador israel. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de maio de 2018

Até um artigo positivo sobre os 70 anos de Israel perpetua um erro perverso contra o sionismo

por José Roitberg

Inexiste algo mais importante politicamente que controlar o passado para controlar o futuro. Não importa o que aconteceu. Importa a narrativa histórica aceita pelo público.

No sábado a Globo e o G1 publicaram um longo artigo sobre os 70 anos de Israel e sua independência. Historicamente correto e um dos raros momentos em que as paginas da Globo em anos recentes não recorreu ao viés demonizador de Israel.

Eu pensei muito antes de escrever este post. Deveria eu atribuir o tal erro perverso, à propaganda antissemita? Deveria eu atribuir o tal erro perverso à ignorância? Quem me acompanha sabe: eu sempre vou para o lado da propaganda partidária emblemática. Mas neste caso, num artigo de um monte de parágrafos absolutamente corretos, apenas um ponto, que eu atribuo ao SUCESSO de décadas de propaganda racista contra Israel pelos detratores dos judeus e do Estado dos Judeus, aliado a uma VITÓRIA PALESTINA em controlar o passado, deixando a perversidade introjetada no pensamento até de gente bem intencionada quanto à questão.

"David Ben Gurion assinou documento do Museu de Arte de Tel Aviv em cerimônia de 32 minutos, perante apenas 200 pessoas, às 16 horas de 14 de maio de 1948. Divisão da Palestina, aprovada pela ONU, nunca foi aceita por líderes árabes; guerra teve início no dia seguinte", é o olho do artigo, o texto para chamar a atenção do leitor após o titulo. Onde está o erro?

Talvez boa parte dos leitores já tenha lido duas ou três vezes e não encontrou erro nenhum. Alguns talvez digam: 'Ah, parece que  Israel é quem começou a guerra...', mas ao longo do texto o início da guerra com o ataque árabe está bem pautado e esclarecido.

O erro que meus amigos e leitores podem não ter encontrado está em "DIVISÃO DA PALESTINA". Isto está conceitualmente errado e ainda assim os líderes políticos e religiosos judaicos dentro e fora de Israel continuam cometendo-o, e com isso dando o CONTROLE DO PASSADO ao Hamas, à Autoridade Palestina, a OLP, ao Irã, à Síria e a tantos outros. Mesmo os sionistas do século 19 e início do 20 falavam "Palestina", por falta de outro designativo adequado, mas falavam de uma futura Palestina Judaica e não de uma Palestina Árabe existente.

A ONU promoveu a Partilha da Palestina do Mandado Britânico, este era o nome. Não havia um país chamado 'Palestina' e a área britânica do mandado era composta por várias divisões administrativas com outros nomes adotados pelo Império Turco-Otomano entre 1475 e 1917. Neste período que podemos chamar de 'moderno' nunca houve um país lá, mas DEZ províncias administrativas (NO MAPA). É fundamental saber que o Império Turco-Otomano (muçulmano sunita) nunca denominou nenhuma das regiões administrativas como 'Palestina'.

Antes disso, retornando ao Imperador Adriano (Hadrian 76-138 DC)  no século 2, também nunca houve um país lá. Adriano, o primeiro grande genocida de judeus, matando mais de meio milhão, segundo Cassius Dio (156-235 DC) historiador oficial romano que publicou 80 volumes sobre a história do Império Romano, é quem removeu dos mapas o nome JUDEIA que existia até então e criou o no Syria Palaestina, mas não como um país, e sim como um província romana.

No mesmo momento Adriano riscou o nome de Jerusalém dos mapas e redenominou a cidade de Aelia Capitolina. Um nome incompreensível para a maioria, mas bem simples: Capital de Aelius, ele mesmo, cujo nome completo de nascimento era Publius Aelius Hadrianus. A tradução literal de capitolina é capitólio.

Pela verdade, em 1947, a ONU chamou oficialmente a região de Palestina, pura e simplesmente.

Eu tenho a compreensão de que os líderes políticos e religiosos judeus, os líderes sionistas judeus e evangélicos tinham PREGUIÇA de falar Palestina do Mandado Britânico após 1920, e diziam apenas Palestina. Não podiam imaginar como seus textos e discursos seriam utilizados contra eles no futuro, no controle do Passado, coisa que os governos de Israel desprezam desde o início afirmando que não vale a pena disputar a guerra da informação, apenas a guerra real. Erro grave, pois há muitos anos os inimigos de Israel já venceram a guerra da retórica e a cada ano que passa, mais pessoas bem intencionadas aprendem os conceitos históricos errados. Este Adriano que matou meio milhão de judeus entrou para a história ocidental como um dos "5 imperadores romanos justos de bondosos".

Desta forma no texto positivo da Globo temos a existência de um local ou país, chamado Palestina, que foi divido e parte dele usurpado pelos judeus.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Toda infraestrutura militar do Irã na Síria foi destruída

ataque contra irã na síria
por José Roitberg

As forças de defesa de Israel (IDF) lançaram um ataque em larga escala contra os alvos militares pertencentes a Força Qods da Guarda Revolucionária Iraniana no território da Síria na noite desta quarta para quinta-feira dias 9-10 de maio. Quds é o nome em árabe para Jerusalém e Qods é a escrita em farsi, língua persa do Irã.

Segundo a nota oficial do porta-voz do IDF, os seguintes alvos foram atacados:

- Locais iranianos de operação de unidades de inteligência militar da Força Qods.

- Sistemas de inteligência associados à Força Quds (antenas, radares, estações de rádio e monitoramento digital e de frequências analógicas).

- Quartel-general de logística da Força Qods (coordena movimento de tropas, suprimentos, transporte de munições e transportes militares em geral).

- Base militar iraniana ao norte de Damasco (capital da Síria).

- Locais de armazenamento de armas, munições e outros equipamentos da Força Qods no Aeroporto Internacional de Damasco.

- Postos militares e armas pesadas da Força Qoods, instaladas na Zona Tampão entre a fronteira de Israel e o interior da Síria.

- O lançador de mísseis utilizado para disparar contra Israel no dia 9 foi destruído.

- As baterias antiaéreas sírias foram atacadas e dispararam contra os aviões israelenses mísseis. No decorrer da ação foram destruídas baterias, radares e sistemas de lançamento de mísseis antiaéreos SA5, SA2, SA22 e SA17 do exército da Síria.


Vídeo de um míssil israelense atingindo um caminhão com bateria antiaérea SA 22 na Síria.

Todos os aviões de Israel voltaram às bases em segurança. Segundo fontes russas, que monitoraram o ataque, a incursão foi realizada por 28 aviões que lançaram, pelo menos 60 mísseis. O IDF também declarou que o comando militar russo na Síria foi avisado do ataque israelense.

missil 3

O IDF declarou que o ataque foi em resposta ao lançamento de 20 mísseis no dia 9 contra bases militares no norte de Israel pela Força Qods. Todos foram interceptados pelas baterias do Domo de Ferro e nenhum atingiu o território israelense. Que por sua vez foi uma retaliação iraniana ao ataque israelense do dia 8 contra a base de Al Kiswa ao sul de Damasco onde estavam 200 modernos mísseis Fateh 313 iranianos (na foto acima) recém-chegados ao cenário da guerra. Estes mísseis são de ataque ao solo, com alcance de 500 km e precisão de alvo aprimorada. Ali, de onde estavam podiam atingir qualquer ponto do território israelense, jordaniano e até mesmo o Canal de Suez. Eram uma ameaça real e desestabilizadora. Existe uma informação não-confirmada de quem um brigadeiro-general da Guarda Revolucionária estaria entre os 7 mortos no ataques do dia 8. Com este, já passa de 26 o número de generais iranianos mortos na Guerra da Síria. Já se compreendeu que os oficiais superiores iranianos vão para o combate e para a frente de batalha.

Anunciando o ataque após sua realização, o ministro da defesa de Israel, Avigdor Lieberman anunciou que praticamente toda a infra-estrutura militar iraniana em território sírio foi destruída. “Se chover sobre nós, vocês serão afogados numa enchente”, declarou Lieberman.

Em termos de legislação internacional temos um caso mais complicado. Qualquer ataque israelense contra território sírio, ou sírio contra território israelense é permitido pois a Síria nunca assinou sequer o armistício da Guerra de 1948-49, estando os dois países em estado de guerra permanente desde então. Mas o Irã não está em guerra aberta contra Israel, apesar de latir há quase 30 anos que irá varrer Israel do mapa, apoiar financeiramente e politicamente o Hamas com ajuda do Catar (único país muçulmano sunita) aliado do Irã e ter implantado o Hezbollah em solo libanês durante os 25 anos em que a Síria ocupou o Líbano.

O cidadão ocidental precisa compreender que o Hezbollah recém vencedor das eleições gerais libanesas, não é libanês e sim iraniano. Hizb e farsi é partido, partido político. Existe uma tendência ocidental de publicar o nome Hizballah, erradamente como Hezbollah, para descaracterizar intencionalmente a relação o nome com Allah. Hizballah é tão somente o Partido de Deus, o braço político da Revolução Iraniana do Aiatolá Kohmeini, sendo um dos tripés do regime xiita. Os outros dois são o Conselho Supremo dos Aiatolás (clérigos, pois o regime é uma estranha teocracia-democrática) e a Guarda Revolucionária (um grupo militar acima do exército e todas as outras forças armadas do Irã). Por este aspecto, o Irã está em guerra não-forma com Israel há décadas.

E nos últimos quatro anos também está em guerra contra a Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Sudão, Barhein e UAE, travada em território do Iemen.

O ataque de hoje não significa o inicio imediato de uma guerra convencional entre Israel e Irã.

As reações internacionais são no mínimo curiosas. A Casa Branca condenou o ataque de ontem do Irã contra o norte de Israel e apoiou a reposta israelense de hoje. O novo secretário de estado norte americano, Mike Pompeo, declarou apenas o seguinte: “Causem danos à Israel e os Estados Unidos vão responder”.

O primeiro-ministro do Barhein, Al-Khalifa declarou que “qualquer país da região tem o direito de se defender” e apoiou o ataque israelense contra a presença iraniana na Síria. Jamais o Barhein, emirado árabe muçulmano sunita, havia apoiado uma ação do IDF.

O Hamas, apesar de ser muçulmano sunita radical, o grande apoiado pelo Irã xiita e que também ameaça desde sua criação como Irmandade Muçulmana de Gaza, matar todos os judeus de Israel, corajosamente apenas emitiu uma nota de repúdio ao ataque do IDF e o Hizballah, com seus 100 mil mísseis e vitória eleitoral no Líbano está quieto até o momento da publicação deste editorial.

Dentro de casa, o bizarro partido político Meretz, o 'psol de Israel' liderado atualmente pela parlamentar Tamar Zandberg declarou que irá "boicotar a inauguração da embaixada americana em Jerusalém". Assim é até melhor pois dispensa o governo de Netanyahu da vergonha de ser obrigado a convidar estes parlamentares. Mas pela verdade, precisamos declarar o seguinte: O inexpressivo Meretz com suas 3 cadeiras no Knesset é um partido de esquerda socialista fragmentado ideologicamente como PSOL. Existem os membros que querem o que acham melhor para Israel e também os que querem o melhor para os inimigos de Israel. Para entender quem é Tamar Zandberg, imagine o PSOL sendo presidido pelo Babá!

quarta-feira, 28 de março de 2018

NESTA SEXTA-FEIRA OS PALESTINOS PODEM DAR O PASSO A FRENTE ESPERADO HÁ DÉCADAS E CRIAR UM PROBLEMA MUITO GRANDE PARA ISRAEL.

sniper-idf

por José Roitberg

Nesta sexta-feira temos Pessach e a Sexta-Feira Santa. Eu detesto o termo empregado normalmente pelos judeus de Pessach ser a Páscoa Judaica, para fazer os não judeus tentarem entender do que se trata. Em primeiro lugar, Pessach e Páscoa são momentos religiosos completamente diferentes e dissociados e se há alguma interação histórica, é a Páscoa que se trataria de um Pessach Católico, pois a Última Ceia de Jesus e seus apóstolos foi de fato um jantar de Pessach, já que todos lá eram absolutamente judeus.

O que isto tem a ver com os palestinos? Nada. Apenas uma data sensível, ótima para importunar os judeus.

O que está amplamente anunciado pelo Hamas para esta sexta-feira a a movimentação de um enorme número de palestinos da Faixa de Gaza para o seu lado da cerca na fronteira com Israel, para o início de seis semanas, anunciadas previamente, de protestos contra a inauguração da Embaixada dos EUA em Jerusalém, marcada para o dia 14 de maio.

QUAL SERIA O PROBLEMA DE MILHARES DE PALESTINOS VINCULADOS AO HAMAS EM GAZA ANDAREM ATÉ SEU PRÓPRIO LADO DA CERCA?

Em princípio nenhum problema. Podem ir lá com cartazes, com carros de som, gritar e cantar, protestar à vontade, pois estão no território deles.

Acontece que também é PRERROGATIVA EXCLUSIVA DOS PALESTINOS, criar um cenário de pesadelo há muito projetado: atravessar a cerca. Milhares de civis dispostos a morrer por Allah e alcançar o Paraíso que lhes é prometido através do martírio desde a mais tenra idade. Milhares de civis com seus filhos dispostos a derramar seu sangue por Jerusalém como lhes é ensinado nas escolas palestinas patrocinadas pela ONU há mais de 35 anos.

O cenário de pesadelo para Israel são civis, com suas camisetas brancas, ultrapassando a fronteira e andando Israel adentro.

O QUE FAZER?

Conversando com conhecidos ao longo dos anos eu sempre ouço uma resposta imediata: "mandar bala em todo mundo". Eu retruco: "Como? Você acha que se pode disparar contra milhares de civis e matá-los na frente de centenas de câmeras? Quantos soldados do IDF iriam se recusar a disparar?"

INFELIZMENTE, na minha visão militar e geopolítica, não há resposta satisfatória e no momento em que os Palestinos decidirem dar este passo além da cerca, a realidade do Oriente Médio irá mudar.

A Ética Judaica pode terminar na sexta-feira se o IDF atirar deliberadamente contra civis. Já receberam a ordem. Deixando claro: o tenente-general Gadi Eizenkot, chefe do Estado Maior do IDF ordenou o posicionamento de tropas dentro de Israel e a disposição de 100 snipers, atiradores de elite. As palavras exatas do general comandante, publicadas como citação dele na mídia israelense, são:

"Nós não vamos permitir a infiltração em massa dentro de Israel e danos à cerca, e certamente eles não irão chegar até nossas comunidades. As instruções são usar muita força. Nós colocamos no terreno mais de 100 snipers que foram movidos de todas as unidades militares, principalmente das forças especiais. No caso de perigo mortal, eles tem autorização para abrir fogo." O general também pediu que os manifestantes mantenham-se há 100 metros de distância da cerca.

NÃO SE PODE ASSUSTAR OU INTIMIDAR QUEM QUER MORRER

Por vezes eu penso que sou um imbecil por acreditar no Islã e no culto jihadista de martírio para aceder ao Paraíso. Mas eu apenas acredito no que os fundamentalistas islâmicos praticam abertamente na frente de todos. Eu apenas acredito no que eles publicam nas mídias deles. Eu apenas acredito nos discursos e práticas dos incentivadores dos martírios e também nas confissões dos mártires que não morreram e estão na prisão.

Da mesma forma que tomei pedradas virtuais ao defender que Israel não pode adotar a pena de morte para os terroristas que não morrerem em ação de matar israelenses, pois isto apenas completaria a missão de martírio deles, eu PRECISO GRITAR AQUI que abater civis palestinos que invadam Israel na sexta-feira É FAZER EXATAMENTE O QUE O HAMAS ESPERARIA QUE O IDF FIZESSE e é tornar o plano de martírio o mais bem sucedido da história.

Ninguém da Faixa de Gaza com até 40 anos de idade, que foi educado abertamente para o martírio pode ser intimidado com a perspectiva de tomar um tiro de fuzil se atravessar a cerca. Vão fazer isto de livre e espontânea vontade, com fervor religioso (coisa que o Ocidente não acredita apesar de todos os filmes e documentários produzidos e divulgados, como Sementes do Ódio, ainda numa época que nem existia DVD, ou Obsession).

EU NÃO QUERO VER O MUNDO MUDAR NA SEXTA-FEIRA

Eu não quero que a visão radical entre o Povo Judeu prevaleça neste caso. Eu não quero que por falta absoluta de outras alternativas, que não seja a do gatilho os judeus no mundo inteiro passem a ser condenados. Eu não quero que os palestino muçulmanos sunitas se imolem nas balas disparadas por judeus para derrotar os judeus.

Eu quero que mandem muito gás lacrimogêneo, muito spray de pimenta ou aquele spray fedorento que o IDF usa e ninguém suporta o cheiro, muito jato d'água e tinta, mas que não se dispare contra os palestinos civis que cruzem a cerca deliberadamente.

VAI ACONTECER SÓ NA FAIXA DE GAZA?

Se o planejamento foi inteligente, irá acontecer em frentes múltiplas, em Jerusalém, na altura de Natânia, e em outros pontos vulneráveis de Israel. O IDF já havia anunciado na semana passada que não iria permitir o acesso de homens em idade militar á Esplanada das Mesquitas nesta sexta-feira.

É preciso contar também com a certeza de que vão estar entre os civis, soldados armados do Hamas não só para proteger seu próprio povo como também para, deliberadamente através de ordens ou de ação individual inciar um tiroteio que levaria as tropas do IDF a responder.

Nos últimos dias houve incidentes intencionais de infiltração pelo Hamas, com características de martírio. No mais recente, três soldados do Hamas atravessaram a cerca durante a noite, armados com fuzis e granadas. Uma patrulha do IDF descobriu as pegadas deles e foi atrás. O combate rápido onde os três foram abatidos aconteceu há 20 km dentro do território israelense. A impressão que se tem é de que esta era a missão deles, pois atacar comunidades em território israelense já poderia ser feito a partir de 400 ou 500 metros da cerca apenas.

Quando os judeus brasileiros começaram a se preparar para o jantar de Pessach desta sexta-feira, tudo já terá a acontecido. Vamos torcer para que os palestinos mantenham o seu recorde serem os que nunca perdem a chance de perder uma chance e que o protesto seja muito visível, muito divulgado no mundo inteiro, mas todo do lado deles da cerca.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

JOVEM QUE FEZ AMEAÇAS AOS CENTROS JUDAICOS DOS EUA TENTA FUGIR DO TRIBUNAL EM ISRAEL.


por José Roitberg

Você lembra daquela "aumento sem precedentes do antissemitismo nos EUA" no início de 2017, quando havia várias ameaças diárias de bombas contra centros comunitários judaicos, sinagogas, instituições beneficentes e outras? Os Democratas entre a Comunidade Judaica Norte-Americana desde o primeiro telefonema ameaçador, acusavam os "nazistas apoiadores de Trump", então recém-empossado, por atacar as instituições judaicas.

Aí, o FBI, investigando corretamente, apesar da pressão burra e exposição xenófoba na mídia, encontrou o primeiro autor de um grupo de telefonemas ameaçadores. Tratava-se de um jornalista negro (e é preciso tipificar, neste caso, pois isso é importante no contexto), conhecido por ser autor de Fake News, já tendo sido demitido de empresas da mídia por causa disto, que decidiu incriminar uma ex-namorada branca, ameaçando em nome dela, fazendo-a ser considerada nazista, quando ela não era.

Os Democratas e a esquerda, uns preferiram não acreditar em primeiro momento e outros preferiram ignorar completamente. O sujeito já foi preso e vai ser colunista do jornalzinho da cadeia por vários anos.

Mas depois da prisão dele, as ameaças continuaram até que uma ação conjunta do FBI com a segurança digital da polícia de Israel achou o responsável pela imensa maioria das ameaças. Para surpresa do mundo judaico que se interessa por isto e para desespero dos detratores de Trump, não era um neo-nazista, mas um jovem, então com 17 anos, com dupla-cidadania, americana e israelense que vivia na cidade de Ashdot, no litoral entre Israel e Faixa de Gaza.

Ao mesmo grupo de pessoas que ignorou ou não aceitou a prisão anterior do jornalista norte-americano, juntou-se uma gama de outras pessoas, daquelas que acham que em Israel não tem nada de errado e não tem gente ruim, maluca ou criminosa, como existe em todas as sociedades do mundo.

Pois bem. No dia 5 de fevereiro, o jovem, hoje com 18 anos, e mantido preso já há vários meses em Israel, foi a uma audiência para ouvir as acusações contra ele no tribunal e ser dado o início ao seu processo. A mídia israelense, tanto a boa quando a má, insistem em chamar o sujeito de 18 de "teenager", adolescente, quando pelas leis de tudo quanto é país, inclusive as de Israel, é um adulto. Pessoalmente eu não entendo a campanha mundial já de mais de 10 anos para caracterizar a adolescência até os 23 anos de idade, como propõe hoje alguns cientistas que parecem não ter nada de útil para fazer.

Ao terminar a audiência, o jovem, cujo nome, e foto, estão em segredo de justiça por ordem do juiz do caso, ao passar da porta do prédio para o estacionamento, resolveu fugir algemado. E aí tem gente que ainda reclama da corrente nos pés do Cabral. Não é tortura! É para não tentar fugir. Correu mais de 100 metros até que seus guardas se jogassem sobre ele, metendo sua cara no concreto, o que foi bem merecido. A imagem da fuga existe pelas câmeras de segurança da Corte Distrital de Jerusalém.

Mas agora, temos as acusações formais e isto irá surpreender a todos os leitores e são as seguintes:

1) 245 telefonemas com ameaças à instituições judaicas e escolas judaicas nos EUA, aviação civil, entre janeiro e março de 217. Para fazer isto, ele usou um serviço de chamadas telefônicas pela internet com capacidade de disfarçar a voz de quem fala e manter a identidade em sigilo.

As ameaças tiveram também um custo financeiro, Vários aviões de passageiros precisaram descartar combustível e fazer pousos de emergência em outros aeroportos, caças militares decolaram para escoltar aviões ameaçados, escolas precisaram ser evacuadas, polícia, esquadrões anti-bomba, corpo de bombeiros e FBI precisaram ser acionados além de outras situações caóticas individuais causadas pelas ameaças.

2) 28 acusações de fazer ameaças telefônicas e dar falsas informações à polícia da Flórida.

3) 3 acusações de ameaça telefônicas na cidade de Atenas, na Geórgia (EUA).

Até o momento ainda não existem acusações relacionadas com ameaças telefônicas feitas por ele no ano de 2016, que principalmente atingiram companhias aéreas da Europa e da Austrália.

A defesa e a família, alegam que o jovem é VÍTIMA e não autor, por ter um tumor cerebral e estar no que é considerado pela medicina como dentro do espectro do autismo. O advogado dele declarou no Canal 10, da TV israelense que o rapaz tentou cometer suicídio por cinco vezes em duas semanas, em maio de 2017, já preso, mas a polícia israelense não confirmou.

A foto é dele com a mãe na audiência do dia 5. As fotos podem ser tiradas, mas os rostos não podem ser mostrados, enquanto a ordem de embargo judicial à mídia estiver em vigor.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

PENA DE MORTE PARA TERRORISTAS EM ISRAEL É UM ERRO GRAVE E BIZARRO


Na imagem horrível deste post, temos uma gravura germânica da Idade Média, mostrando como era a pena de decapitação na prisão de Ludwigsburg, pequena cidade ao norte de Stuttgard, que conta com um museu sobre tal prisão.


por José Roitberg

Começo logo dizendo que desta vez vou ELOGIAR os hareidim que mesmo estando na coalizão do governo que não aceitam, recusaram-se a votar a favor de uma nova lei que permitiria aplicar a pena de morte a terroristas que cometerem assassinatos em Israel.

Agora, em segundo lugar vou repudiar os hareidim pelo motivo que levou ao partido United Torah Judaism a se abster de votar com seus seis parlamentares. Não houve questão teológica ou geopolítica alguma, mas apenas uma queda de braço por que o ministro da defesa Avigdor Lieberman, apoia uma outra lei que permitiria supermercados ou mercados que quisessem de abrir aos sábados.

A primeira votação foi apertada, com 52 a 49 a favor da proposta do governo. Notes que a bancada governista possui 66 parlamentares. A legislação foi apresentada por Avigdor Lieberman, do partido Israel Beitenu (Israel é Nosso Lar).

POR QUE A PENA DE MORTE PARA TERRORISTAS HOMICIDAS SERIA UM ERRO GRAVE DA POLÍTICA ISRAELENSE?

O primeiro motivo mais óbvio e que está sendo descartado completamente pelo governo de Bibi Netanyhu é que morrer na ação de matar judeus É O DESEJO do terrorista. Ele só se torna mártir, com os favorecimentos divinos islâmicos a ele e aos parentes dele no Paraíso do Profeta se morrer! Portanto, executar o terrorista que não morreu na ação É COMPLETAR A MISSÃO DELE e retirá-lo da condição humilhante de estar preso pelos judeus e não ter sido capaz de realizar seu ataque conforme planejado, e elevá-lo a condição de mártir do islamismo sunita. Apenas esta definição deveria ser suficiente para sequer se pensar em criar tal lei.

O segundo motivo é tão óbvio quanto o primeiro e pode MOTIVAR UM AUMENTO DAS AÇÕES TERRORISTAS. A pena de morte DEVERIA desestimular os homicídios. Eu já fui muito a favor da pena de morte, mas já compreendi que em país algum onde ela é aplicada, desestimulou qualquer dos crimes onde ela possa ser o termo judicial final. Não há diminuição do número de homicídios dos EUA devido à pena de morte. Não há diminuição do tráfico de drogas para os países muçulmanos asiáticos devido à pena de morte. Não há diminuição da corrupção na China devido à perna de morte, com o agravante singular de ser cobrada financeiramente da família do executado o preço da bala que lhe foi disparada na nuca. E a pena de morte nunca foi fator deterrente do crime capital porque o criminoso sempre tem a certeza de que não será preso. Então a pena não o assusta. No caso do terrorismo islâmico sunita, não se pode assustar com a pena de morte quem deseja morrer. É preciso que ocidente compreenda a mente islâmica árabe sunita, especificamente. Funciona em outras condições CNTP. São diferentes mesmo, de nós. Nossas soluções não servem para eles. Ao definir que o terrorista homicida que sobreviver ao ataque será ou poderá ser excetuado após julgamento, apenas se dá INCENTIVO A NOVOS ATAQUES, com a certeza do martírio ritual antes, durante ou depois do ataque.

O finalmente o terceiro motivo. Eu tive amigos carcereiros em Israel. Fizeram o serviço militar e se voluntariaram para este trabalho horrível e necessário em qualquer sociedade. Um deles, é até um rapper de sucesso lá na Terra Santa. Conversei com ele e perguntei qual judeu gostaria de ser um carcereiro. Ele disse ser um deles, mas não conseguiu definir o motivo exato. Talvez tenha composto já uma letra a respeito disto. Então a terceira obviedade é: qual é o judeu que gostaria de ser mecier guillotin? Qual judeu que gostaria de ser o executor mór do Estado? Isto simplesmente NÃO COMBINA nem com a filosofia judaica, nem com o judaísmo religioso, nem com o momento atual da sociedade israelense e mundial.

Fôssemos nós como os jihadistas do Estado Islâmico, haveria fila de candidatos. Mas eu espero que a lei não seja aprovada e caso seja e entre em vigor, que nenhum judeu se candidate a ser executor judicial pelo Estado de Israel. Isto seria uma vergonha que existe em outros países, inclusive em países amigos e inimigos de Israel que não precisamos trazer para dentro do judaísmo do século 21.

Existem cada vez mais judeus nas mídias sociais e no mundo real clamando que 'nós' devemos ser iguais a 'eles'. Se enforcam no Irã, se cortam cabeças na Síria e no Iraque, se tem pena de morte no Egito, então nós temos o direito de fazer a mesma coisa.

Não temos não. Judeus não enviam seus rabinos para o cadafalso de forcas ao lado dos executados ou para as guilhotinas, mantendo Deus ao lado do punido. Isto simplesmente não faz parte do judaísmo e qualquer pessoa que pretenda que isso se torne parte do judaísmo é uma pessoa que perdeu suas raízes e sua coerência como ser humano. Seja um zé mané, seja um Avigdor Lieberman.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

TRUMP DIZ QUE ONU VAI FAZER OS EUA ECONOMIZAREM UMA BOA GRANA



por José Roitberg

Após vetar ontem a resolução do Conselho de Segurança da ONU contra Israel ser a capital de Israel, uma nova batalha será travada nesta quinta-feira na Assembleia Geral da ONU.

A Donald Trump não está nem aí para os roteiros de séries como House of Cards ou Designated Survivor. Para ele, política-real é algo diferente, e poder é para ser utilizado abertamente.

Assim, o presidente dos Estados Unidos, declarou há algumas horas atrás algo que jamais esperaríamos escutar de qualquer presidente, menos do Putin.

"Deixe eles votarem contra nós. Vamos economizar um bocado", ao avisar que poderá cortar as ajudas de custo e financiamentos a todos os países que apoiarem a resolução que não é contra Israel e sim contra os Estados Unidos, pretendendo alguns países anular a decisão que só cabe aos Estados Unidos.

Se você acha que votos capitaneados por adversários vão fazer os Estados Unidos, voltarem atrás numa decisão feita há 22 anos por seu Congresso e implementada por seu presidente, bem, você seria muito naif.

É óbvio que é antissemitismo negar aos judeus o direito de escolher a capital de seu país. É óbvio que é antissemitismo negar aos judeus o direito de manter fronteiras conquistadas em guerras como TODOS OS PAÍSES DO MUNDO o fizeram, talvez menos a Austrália... É óbvio que é antissemitismo quando o Patriarca Católico Ortodoxo de Jerusalém vai à Ramallah pedir ajuda aos palestinos muçulmanos sunitas, contra a "judaização de Jerusalém", após Trump decidir mudar a embaixada americana para a Cidade Santa.

Todas as religiões são absolutamente livres numa Jerusalém capital do Estado Judeu, coisa que nunca aconteceu sob o domínio muçulmano, mas os católicos ortodoxos sempre odiaram muito mais os judeus que os muçulmanos.

"Eles recebem bilhões de dólares e votam contra nós. Bem, vamos observar estes votos. Deixe eles votarem contra nós. Nós vamos economizar muito. Eu não me importo." Disse Trump e prosseguiu: "As pessoas estão cansadas dos Estados Unidos - as pessoas que vivem aqui, nossos grandes cidadãos que amam este país - estão cansadas de estarem levando vantagens sobre nós, e não vão mais se aproveitar de nós."

A PIADA DO DIA PARA QUEM ESQUECE A HISTÓRIA.

O ministro palestino das relações exteriores Ryad al-Malki, afirmou que "Washington está ameaçando os países membros da Assembleia Geral da ONU por seus votos". Qua coisa bizarra. Logo um membro antigo da OLP que passou a década de 1970 ameaçando todos os países do mundo com sucessivos sequestros de avões com todos os seus passageiros. Uma OLP que desde 1963, não só ameaça, mas efetivamente assassina judeus em Israel não gosta quando é ameaçada... Ah... Vão catar tâmaras....

ENQUANTO ISTO NO BRASIL...

Nas mídias sociais, tolos judeus companheiros meus cobram da CONIB (Confederação Israelita do Brasil) uma posição firme diante do governo Temer (logo agora?). Cobram isto, porque a CONIB desfraldou suas bandeirolas elogiando a posse de Aloysio Nunes Ferreira como ministro das relações exteriores, mesmo ele tendo sido comunista de carteirinha e participante da luta armada contra o povo brasileiro nos anos 1960 e 1970. Sobre o ministro há duas coisas: a CONIB o chama de amigo; e os entendidos em política dizem que ele abandonou o comunismo faz muito tempo.

Ao contrário da maioria de meus amigos eu acredito que as pessoas mudam, que pesem os erros do passado e trilhem novos caminhos. Mas ficarei positivamente surpreso se Aloysio votar a favor dos Estados Unidos amanhã. E se votar será pelos interesses do Brasil e manter os braços dados com os EUA e não por interesses do Brasil com Israel ou influência perpendicular da CONIB.

UM FINAL ENGRAÇADO.

Tem gente que acha que pode vencer o Trump em negociações... Tadinhos...

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

EMBAIXADA DOS EUA EM JERUSALÉM. O QUE ISTO PODE SIGNIFICAR?

por José Roitberg

Possivelmente você não deve saber que o Congresso Norte-Americano, aprovou uma decisão vinculante (que precisa ser cumprida pelo Presidente), afirmando que a capital de Israel é Jerusalém, em 1995, no segundo ano do primeiro mandato de Bill Clinton (Democrata). Tal resolução tinha uma cláusula de que o Presidente poderia procrastinar a aceitação por seis meses. Eu nunca li o texto e dificilmente nos EUA se faz algo ilegal quando há lei. Assim, desde 1995, portando há 22 anos, a cada seis meses o presidente em questão empurra a implementação da decisão do Congresso, legalmente, para frente.

Não há nenhuma embaixada em Jerusalém apesar de lá estar a sede do governo de Israel, o Parlamento (Knesset), a Suprema Corte e os ministérios.

O mundo católico-cristão (os políticos, não especificamente as pessoas), de fato não suporta a ideia de judeus controlarem Jerusalém e darem liberdade lá a todas as religiões. Isto é muito recente na história humana e tem apenas 50 anos. De 1480 até 1967 Jerusalém esteve sobre controle muçulmano, com a proibição de culto e peregrinação de judeus, católicos romanos e cristãos. Apenas a Igreja Católica Ortodoxa é que operava lá, mas sob o estatuto de Dhimi, com os católicos ortodoxos como cidadãos de segunda classe. E as lideranças ortodoxos, que acham que a vida foi sempre assim por quase meio milênio, continuam apoiando esta solução, que preferem, à liberdade sob o 'jugo dos judeus'.

E o mundo muçulmano? Não é mera coincidência Trump telefonar para vários líderes da região e anunciar o que vai fazer neste momento. Certamente Trump deve ter dito que os americanos fazem o que bem entendem com sua política e que nenhum país irá definir onde os EUA podem ou não podem ter suas embaixadas, ainda mais por haver a decisão do Congresso de 1995.

Estamos num momento em que TODOS os países árabes estão boicotando o Qatar, que se mantém a única nação árabe a apoiar o Hamas. O curioso é serem ambos sunitas. Para exercer pressão constante sobre Israel, o Irã xiita não árabe, que está em guerra aberta com os árabes sunitas também mantém seu apoio ao Hamas, enquanto tenta posicionar tropas o mais próximo possível da fronteira de Israel na Síria, já tendo suas bases sido bombardeadas pela aviação de Israel por dois dias seguidos.

O alinhamento da Arábia Saudita com reformas duríssimas pretendo sair do Islã Radical para o Islã Moderado, liderando uma coalizão militar que envolve o Egito, Marrocos, Jordânia, UAE e Barhein, além da aproximação com Israel, indica que o acordo de reconhecimento de Israel está muito próximo e o passo norte-americano faz parte do bojo deste acordo.

As pessoas podem não acreditar, mas estamos há seis anos dentro de uma da mais fatais e extensas guerras entre sunitas e xiitas que o mundo já presenciou e as potências mundiais estão engajadas ativamente nelas. Tem gente que faz questão de não entender que a Rússia combate ao lado dos xiitas, e os EUA e Israel ao lado dos sunitas. E isso vai aumentar de proporção. Não perca de vista que os xiitas representam apenas menos de 20% da população muçulmana mundial.

E os palestinos? Vão continuar fazendo o que vem fazendo desde 1947: matar judeus. Não é uma questão política ou territorial, mas uma questão racista teológica. Obviamente vão usar a embaixada como pretexto, pois são ótimos com isso, e mobilizar mais de seus jovens para se matar em nome de Deus, levando junto quantos judeus puderem, coisa que a esquerda mundial, inclusive a judaica faz questão de não ver, De fato, para Israel, não há diferença nos palestinos manterem seus ataques homicidas-suicidas ou por foguetes com ou sem embaixada. Não precisou existir o pretexto da embaixada anteriormente para os judeus serem vítimas desta teologia do martírio por Allah.

E os judeus de esquerda norte-americanos? Estão alucinados. As notícias de hoje mostram as principais instituições da esquerda judaica, como a 'J Street' (Rua J) e o senador judeu democrata antissemita Bernie Sanders, acusando os republicanos de destruir as possibilidades de paz no Oriente Médio. Para estes, enviamos um solene: vão se danar! É um bando enorme de gente que jamais se preocupou com o assassinato de judeus em Israel, ou com a expulsão dos judeus dos países árabes. Sua plataforma político-burrológica é pretender a Solução de Um Estado para a região, defendendo um Estado Laico, sem religião, onde convivam os árabes e os judeus que bem entenderem. Essa gente patética faz a absoluta questão de não compreender que o Islã é uma religião onde ele for minoria e é um sistema político onde ele for a maioria. Jamais, palestinos aceitariam um Estado Laico.

A esquerda-judaica faria um papel histórico mais digno, se dialogasse com os palestinos que defendem, para que os palestinos aceitem a Solução dos Dois Estados.

E Jerusalém indivisível? Volto a afirmar o que quase todos os meus amigos judeus odeiam ouvir. Jerusalém, nos últimos dois mil anos sempre foi uma cidade dividida e o é hoje. Só não acredita na indivisibilidade da cidade quem não esteve lá ou olha os prédios e ruas com olhos de fé e não de realidade. Dentro dos muros da Cidade Velha os bairros são divididos. Fora dos muros, na cidade nova os bairros são divididos e há uma clara linha entre o lado árabe e o lado israelense. Então como pode-se clamara por uma Jerusalém Indivisível, se ela é dividida hoje?

O que é uma cidade dividida? Você pode ir a todos os bairros e comunidades do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Belo Horizonte, de Brasília e outras? Não pode né. Nossas cidades são divididas e fazemos questão de imaginar que não são.

Eu, pessoalmente, não vejo problema algum em que Jerusalém Ocidental seja a capital de Israel e que Jerusalém Oriental seja a capital de um futuro e necessário Estado Palestino. A capital da Autoridade Palestina é Ramallah, cidade que fica ao norte de Jerusalém. Até mesmo no Brasil temos cidades fronteiriças parte e um país, parte em outro e não há problemas com isso, apenas soluções.

Se alguém se der ao trabalho de olhar no Google Earth ou Maps, vai constatar que não existe mais solução de continuidade entre Jerusalém e Ramallah. As duas cidades, e o que tem entre elas, cresceram tanto que hoje são uma coisa só, como São Paulo e as cidades da Grande São Paulo. Apesar de existir uma divisão nominal e política nos mapas, Jerusalém e Ramallah estão unidas e isso tende a aumentar. Forçando a barra, poderíamos dizer que a capital palestina já faz parte de Jerusalém.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Considerações sobre o sequestro na Cisjordânia



Considerações sobre o sequestro na Judeia e Samaria de Eyal Yifrah, 19 anos, de Elad; Naftali Frenkel, 16, de Nof Ayalon e Gil-Ad Shayer, 16, de Talmon (fotos abaixo), são os três rapazes desaparecidos desde a quinta-feira dia 12 de junho.



1) FATO: Algumas fontes de mídia israelense e blogueiros, estão atribuindo a culpa pelo sequestro às vítimas por elas terem pedido carona. Tais comentários estão espalhados por todo o espectro político, não se concentrando neste ou naquele. 

RESPOSTA: (1) É um absurdo completo. A iniciativa do sequestro é dos seus perpetradores, jamais das vítimas. (2) Mas o jornal Haaretz publicou uma matéria onde alunos a yeshiva de onde dois dos sequestrados saíram, afirmaram é que política clara da escola a proibição dos alunos pegarem caronas, sobn pena de expulsão.

2) FATO: Um dos garotos conseguiu telefonar para a polícia às 22h25. O operador da linha de emergência achou que era trote. O alerta de sequestro só foi iniciado às 3 da manhã, quando um dos pais chegou à central de polícia para avisar do desaparecimento de seu filho. 

RESPOSTA: (1) A polícia está sendo duramente criticada por não ter levado a sério o telefonema, e se defendeu declarando que 50% das ligações para o número 100, são trotes. (2) É pouco provável que terroristas que sequestrem vítimas, não as revistem e não percebam que uma delas tem um telefone, mas aconteceu. (3) É improvável que uma vítima de sequestro em um carro junto aos sequestradores consiga pegar seu telefone, discar, esperar atender, falar uma frase, até ser interrompido, mas aconteceu: isso indica que esta vítima não estava imobilizada, ou vigiada no momento em que usou o telefone. (4) Tendo havido uma ligação de celular, há um registro de triangulação das torres de telefonia, portanto, o Estado sabe onde ocorreu tal ligação e o momento preciso dela. (5) Os ortodoxos em Israel costumam usar telefones celulares simples, sem acesso à internet, gps etc. Alguns são chamados até de celular kosher. Estes dispositivos não permitem a facilidade de localização pela polícia que um smartphone oferece.

3) FATO: A carona é uma instituição nacional em Israel e as vítimas agiram conforme todas as outras milhares ou dezenas de milhares de pessoas agem diariamente. 

RESPOSTA: (1) O sequestro ocorreu no cruzamento de Gush Etzion, na rodovia 60, ao sul de Belém (Bethlehem), em área prdominantemte judaica. Entre Jerusalém e Hebron, e para as colônias judaicas principais da Judeia e Samaria, há estradas só para israelenses e estradas só para palestinos. São fisicamente separadas. (2) É praticamente impossível que um carro com placas árabes esteja circulando por estrada para israelenses. (4) É praticamente impossível que jovens judeus entrem em carro com placa árabe para carona de forma espontânea. (5) O que nos leva a inferir que entraram um carro com placa israelense. (6) Mas um indicador de que os três foram obrigados a entrar a força em um carro é o fato de cada um ter um destino diferente. Um ia para Elad e outro para Nof Ayalon, ambas em território israelense (para o noroeste) acessadas pelas rodovia 38. A terceira vítima ia para Talmon, ao nordeste, acessada pela rodovia 60.

 
4) FATO: O índice de furto de carros em Israel é alto e pode surpreender as pessoas desavisadas. O índice de recuperação de carros furtados em Israel é baixo, apesar das mínimas dimensões do país. Portanto, se inúmeros carros podem ser furtados, com alerta constando na polícia e sumirem, então um carro furtado, ou não, com passageiros, pode igualmente sumir. 

RESPOSTA: É difícil compreender para onde são levados os carros furtados em Israel, com todo o tipo de controle de estradas. Assim, uma célula terrorista dispor de um veículo furtado com placas israelenses, ou dispor apenas das placas e colocar em seu carro, ou usar um carro israelense não furtado de um colaborador árabe Israelense, são possibilidades relativamente simples e já ocorreram antes.

5) FATO: Segundo a polícia de Israel os terroristas tiveram cerca de 5 horas de vantagem até o alerta. 

RESPOSTA: (1) na verdade teriam mais se o rapaz não tivesse telefonado a polícia, o que foi algo imprevisto na ação. Mas pensaram que teriam menos, devido ao telefonema. Em 5 horas, partindo de onde estavam, num carro com placa israelense, podem ter chegado a qualquer ponto de Israel, como Haifa, ou as cidades predominantemente árabes. Assim a busca na Judeia e Samaria, pode ser algo como a do avião da Malásia: concentrar esforços onde o objetivo não está. (2) Se pensaram que o telefonema abortaria o plano, podem ser se desfeito das vítimas. Um carro queimado foi encontrado em área palestina ao sudoeste de Hevron (no sentido inverso ao que as vítimas iriam originalmente), na localidade de Dura, mas a polícia de Israel não divulgou nenhum detalhe sobre este veículo.

6) FATO: A mídia em Israel trabalha sob censura militar e policial. Os dados publicados são apenas os liberados oficialmente, tanto que a notícia pública do sequestro ocorreu apenas muito tempo depois, com hora marcada para entrar no ar. Até o momento só se fala na busca pelos três jovens. 

RESPOSTA: Não se deve menosprezar terroristas e inteligência operacional deles. Segundo informações de hoje (terça dia 17 de junho) a polícia de Israel afirma que desde 2003 foram impedidos 68 sequestros em moldes semelhantes, mas a não divulgação destas ações deixou de sensibilizar a população para se precaver. Os alertas de anos e anos do perigo de sequestro acabam sendo como a história de "é o lobo..." e ninguém dá a mínima para eles. Procurar os três jovens juntos é uma burrice operacional. Caso permaneçam vivos, estarão em três cativeiros diferentes, muito distantes entre si.

7) FATO: Este sequestro ocorre durante uma ofensiva geral da Al Qaida. A luta entre três facções na Síria; o avanço rápido do ISIS no Iraque; os combates no Yemen; os bombardeios do exército paquistanês ao norte de seus próprio país; o grande sequestro e ataques sangrentos do Boko Haram na Nigéria; o ataque mortal à bomba no Quênia (por enquanto). 

REPOSTA: num caso onde existe gente que desapareceu numa estrada, apontar um "culpado" é precipitado. Sabemos que existe Al Qaeda operando em Gaza, onde ocorreram conflitos armados com o Hamas, e não há porque deixar de considerar que haja Al Qaeda na Judeia e Samaria. O recrutamento básico da Al Qaeda é pela Internet oficialmente ou por pessoas que se convertem à ideologia messiânica do grupo radical, criam sua célula e passam a operar independentemente ou não. para ser da Al Qaeda, ninguém precisa ir a um lugar e treinar. Basta se converter. A grande maioria das pessoas não sabe que no islã existe a conversão interna entre os diversos ramos representativos da religião e que um sujeito que hoje é xiita, amanhã pode estar empunhando a bandeira negra o messias islâmico e que um sujeito que hoje é sunita, amanhã pode ser xiita, como vem ocorrendo na Faixa de Gaza, e foi o que aconteceu com os palestinos do Sul do Líbano, que basicamente se tornaram o Hezbollah xiita. A Jihad Islâmica (que é atualmente o braço da Al Qaeda na região, assumiu publicamente o sequestro, mas o governo israelense, não "concordou" com essa declaração.

8) FATO: As diversas facções políticas no jogo do Oriente Médio estão aproveitando o caso endurecer suas próprias agendas. 

REPOSTA: (1) O governo de Israel anunciou ontem (segunda dia 16 de junho) que iria acabar com toda a infraestrutura do Hamas na Judeia e Samaria, declaração absurda de se fazer contra um grupo que se supõe tenha três reféns. Prende um monte de gente do Hamas (mais de 200 até o momento, inclusive suas lideranças políticas eleitas). (2) As lideranças religiosas israelense lançam uma campanha mundial de rezas e orações pelo bem estar e libertação dos sequestrados, que tem um desempenho ótimo em Jerusalém, com 25.000 pessoas no Muro das Lamentações e pífio em Tel Aviv onde apenas 250 pessoas oraram publicamente pelos jovens. Judeus do mundo inteiro aderem ao pedido conjunto de ambos rabinos-chefes e assim tem a certeza de que estão fazendo parte da solução divina. (3) O Hamas vibra com o sequestro mas afirma que não é o autor. Aproveita as prisões para lançar foguetes contra Israel de forma "justificada". (4) A Fatah declara publicamente que a união com o Hamas será rompida, caso o grupo de Gaza seja de fato o responsável pelo sequestro. O que seria interessante para Abbas. (5) O Secretário Geral da ONU declarou que não tem "provas concretas" de que tenha havido o sequestro dos três rapazes na Judeia e Samaria.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Iom Haatzmaut - O Dia do Perdão

Israel aos 65 anos! Que data não redonda para comemorar. O sonho sionista se realizou. Israel se constituiu uma nação moderna arrancada dos pântanos e desertos. Tudo floriu. Em todos os lugares se plantou e tudo deu. Seus bosques tem mais vida, e a vida em seu seio, mais amores. De pé, anda sobre berço ancestral. Anda de cabeça erguida, anda com orgulho de seu povo, anda admirado por seus vizinhos.

Israel aos 65 anos é uma democracia que respondeu à Questão Judaica. Uma nação onde os judeus podem ser judeus, sempre que quiserem, sem temer serem espancados, roubados e assassinados apenas por se manterem firmes com a primeira religião monoteísta. Israel aos 65 é orgulho entre as nações, com povo respeitado pelos vizinhos. Com comércio alavancado com seus maiores clientes para produtos agrícolas e tecnológicos: Egito, Jordânia, Líbano e Síria. Israel aos 65 anos é reconhecido como um benfeitor da região, como um país que favoreceu o desenvolvimento espetacular dos países vizinhos, tão avançados tecnologicamente quanto Israel.

Israel aos 65 anos mostrou aos muçulmanos que se os judeus podem viver numa democracia, eles também podem. O fervor da liberdade total de expressão judaica se alastrou por toda a região. A vontade dos judeus de se dedicar aos estudos, fez florescer uma universidade atrás da outra por todos os países do Oriente Médio. Os judeus, oprimidos por séculos, mostraram que um país que se dedica a educação consegue chegar lá e seus vizinhos copiaram suas soluções e também lá chegaram.

Israel aos 65 deu e vendeu toda a sua tecnologia de irrigação para os países do mundo e com isso aplacou a fome mundial através de gotinhas de água lançadas ao ar ou pingando no solo. Não há um governo sequer que não se curvou e agradeceu publicamente a criatividade dos judeus de Israel. E não há um ministério da saúde sequer que não adotou as curas criadas pelos judeus de Israel, pois é o caminho óbvio a ser seguido.

Israel aos 65 é um país de paz interna e externa. É um lugar onde os judeus de todas as correntes religiosas judaicas se respeitam e cooperam. A cada festa religiosa, a cada data fundamental para o judaísmo, aumentam as multidões multifacetadas clamando em conjunto a glória ao Senhor e a compreensão Dele sobre as pessoas. Nada é mais lindo que vermos todas as cores judaicas lado-a-lado, irmanadas nas festas de Purim a Bikurim que enchem ruas e avenidas. Nada mais solene que uma nação inteira contemplativa em 9 de Av. Nada mais justo que as trocas de rabinos entre comunidades e sinagogas durante Rosh Hashaná e Iom Kippur. A democracia de um Estado Judeu, a liberdade para ser judeu, permitiu a realização de grandes festas e cerimônias coletivas onde as lideranças de todas as correntes judaicas ficam de braços dados sob o mesmo teto ou sob o mesmo céu, nas dezenas de praças espalhadas pela nação, com esta finalidade. E nada mais lindo que a linha de um milhão de pessoas que se forma todo ano nos penhascos do litoral para o Tashlich em Rosh Hashaná. Aos 65 Israel entendeu que o Terceiro Templo foi construído, enorme, pujante, vivo, se estendendo de Eilat a Rosh Hanikra.

Israel aos 65 anos vive em paz. Não teme à ninguém. Não é ameaçado por ninguém. Israel aos 65 anos parece com Israel aos 130 anos tamanho foi o desenvolvimento tecnológico e social oferecido pelos bilhões de dólares anuais não mais necessários para as atividades militares. Israel aos 65 anos tem judeus mais felizes, judeus mais jovens e judeus menos soldados. A defesa contra o extermínio não é mais necessária. Sua população árabe há muito já mostrou aos outros árabes e muçulmanos as benesses judaicas e como se aproveitar bem dos judeus em simbiose, não em exclusão. A união interna de todas as correntes judaicas mostrou aos poderosíssimos muçulmanos que ambas religiões preveem a paz e que unidos alcançarão a riqueza e a prosperidade, enquanto desunidos apenas idealizam o Paraíso. Essa foi uma das lições religiosas mais importantes ditadas pelos judeus nos últimos anos e que transformou a face do planeta.

Israel aos 65 anos é a realização do sonho sionista. Praticamente todos os judeus do mundo estão lá. As outras soluções à Questão Judaica do século 19 ficaram bem para trás. A esquerda judaica que militou por mais de 100 anos para os judeus ou se assimilassem ou serem colocados em regiões autônomas judaicas DENTRO de cada um dos países, finalmente se dispersou e compreendeu que Israel é a região autônoma judaica ENTRE os países todos. Uma diferença gramatical e geográfica que fez toda a realidade.

Israel aos 65 anos é a realização do sonho de Theodor Herzl, que ainda no século 19, quando o mundo tentava criar novas relações de trabalho para os novos empregos que surgiam com a revolução industrial e de serviços, estabeleceu no seu fundamental "O Estado dos Judeus", o turno duplo de trabalho e 7 horas, consolidado pelas sete estrelas em sua proposta bandeira nacional. Não fosse isso, Israel não seria o que é hoje. Herzl propôs o sistema de trabalho que dobraria a capacidade de produção, dobraria o número de empregos e permitiria uma melhor qualidade de vida e educação da todas as pessoas. O sistema de trabalho de Herzl, implantado em Israel desde o primeiro imigrante sionista pisar na Terra Prometida. foi copiado por todos os países. Nele, o primeiro turno trabalha das 7 às 11h, tem livre (para estudar, se exercitar, resolver seu problemas, se alimentar, descansar) das 11 às 14h, volta a trabalhar das 14 às 17, enquanto o segundo turno completa o dia das 17 às 21h. Assim há dois salários por posição e 14 horas trabalhadas por dia no total. Um visionário! Mais um sucesso que os judeus deram ao mundo! Todo o desenvolvimento mundial foi multiplicado por dois desde que Israel mostrou que a solução de um jornalista do século 19 era melhor que a todos os economistas juntos.

Iom a Haztmaut aos 65 anos é o Dia do Perdão. O dia em que os líderes mundiais pedem perdão pelos gloriosos massacres e perseguições movidas pelos seus antepassados contra os judeus e agradecem por todos os avanços nas relações de trabalho, nas ciência, na tecnologia, na medicina, na economia, na educação, que os judeus deram ao mundo.

José Roitberg - Jornalista, historiador e esquizofrênico

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Nova Guerra do Iom Kippur?

A atual sessão da ONU poderá ser perversa para os judeus. Marcada intencionalmente para o Iom Kippur, pegará o mundo judeu inerte e imobilizado como em 1973. Mesmo com toda a digitalização e informação imediata, os judeus estarão acertando suas contas com o divino e não acompanharão o que ocorre na ONU hoje e amanhã. É muito provável que haja um ataque político não tão surpresa assim, com a aprovação de decisões desfavoráveis. Até agora não consegui nenhuma informação de se a comitiva israelense estará ou não em plenário hoje após às 16h e amanhã. Se estiver, será duramente criticada pelos setores religiosos (todos). Se não estiver, abrirá um novo buraco nas margens de areia do Canal de Suez. E aí?

Aliás, sugiro assistir a entrevista da CNN de ontem com Ajad pelo Piers Morgan, pois fica absolutamente clara a impossibilidade de diálogo e a fuga dele de respostas diretas e objetivas às questões centrais. Na pergunta relacionada a um provável ataque preventivo de Israel ele respondeu o seguinte, em resumo: Todos os países tem o direito de se defender (quando atacados)... É incompreensível como um país recente acha que pode ameaçar um grande e antigo (milenar) país como o Irã... Os sionistas fazem isso porque conseguiram enxergar algum lucro nisso, pois essa é a característica aventureira deles. (obs: o aventureiro neste caso é aquele agente econômico que se lança em situações temerárias apenas pelo lucro a ser obtido).

http://piersmorgan.blogs.cnn.com/?hpt=hp_tvbx

sexta-feira, 20 de maio de 2011

EUA Querem criação do Estado de Isreal...

Não sei o que você está lendo sobre o discurso do presidente Hussein dos Estado Unidos nestas últimas 24 horas. Ele está falando claramente de um Estado Palestino nas fronteiras pré-1967, algo que os palestinos já descartaram há tempos! A visão americana neste momento é tão irreal quanto a visão da esquerda brasileira que quer um Estado Único Laico, sem religião. São soluções externas que não levam em conta absolutamente nada nem ninguém que está por lá.

Há uma diferença brutal entre pré-1967 e 1967. No segundo caso se considera as fronteiras ao final da Guerra dos Seis Dias. No primeiro se considera as fronteiras antes da guerra. E é preciso ficar absolutamente claro: nenhuma delas era com PALESTINOS!!! As fronteiras eram com Egito, com Jordânia, com Síria e com Líbano.

Então como os Estados Unidos querem dar aos palestinos o território que era de outros países e não de Israel?

JERUSALEM PRE 1967 MAPAP MFAJ0d210

Não há nem possibilidade de começar o diálogo se "pré-1967" for dito. Isso é ignorância e piada. Veja no mapa simplificado de Jerusalém o que isso significa. Toda a Cidade Velha, com suas sinagogas, igrejas, Muro das Lamentações e yeshivot estava sob domínio da Jordânia, que murou e fechou ruas, dividiu edifícios e casas ao meio expulsando os judeus de lá.

Mas a Jordânia não fez apenas isso. Ente 1948 e 1967 o regime de outro Hussein destruiu 47 sinagogas do seu lado, inclusive a Hurva, a principal do Bairro Judaico da Cidade Velha reconstruída e reinaugurada em 2010, com a obra paga pelo atual governo jordaniano. As tropas hashemitas também removeram pedras tumulares ancestrais em Jerusalém Oriental para usar como calçamento, passagens para banheiros, paredes de guaritas etc, numa profanação bizarra.

Pré-1967 significa que Israel não teria o controle da Cidade Velha e de Jerusalém Oriental, apenas para citar este ponto da questão.

Portanto, neste momento, ao presidente Hussein dos Estados Unidos desejamos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo eleitoral e que pare de criar factóides internacionais caríssimos para garantir um segundo turno na presidência.

José Roitberg - jornalista

sábado, 19 de março de 2011

Judeus Podem Matar?

Quantas vezes você já ouviu que um dos 10 Mandamentos é “Não Matarás?” Sempre ouviu isso? Eu também. E não só eu, como quase todos que falam português. E nos outros países, os que falam as línguas locais.

Você também já deve ter ouvido estórias de ultra-religiosos que não matam uma mosca, em respeito ao mandamento divino entregue no Monte Sinai.

Mas e em Israel? E nas Yeshivot? E na leitura em hebraico da Torah? Como justificar a reação judaica de auto-defesa em Purim se “não podemos matar?”

A coisa é simples. Na Torah não está escrito LAAROK, que é matar. Está escrito TERSAKH que é assassinar.

Olha que novidade velha…

D’us nos proíbe, corretamente, de assassinar os outros! E não, genericamente de matar qualquer coisa. A aplicação da justiça e a guerra não são considerados assassinatos por nenhuma legislação do mundo. E assassinato é apenas de um ser humano. Animais, insetos e vegetais não podem ser assassinados, apenas mortos.

Durma com essa e Chag Purim Sameach.

José Roitberg – jornalista