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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Rio Antigo e História do Rio de Janeiro

Lista de comunidades no Facebook e páginas de dicadas a História do Rio de Janeiro, fotos antigas do Rio de Janeiro. É uma coleção surpreendente.

Antigamente - http://fotolog.terra.com.br/antigamente1:1479 - Lyscia Braga

As Histórias dos Monumentos do Rio - http://ashistoriasdosmonumentosdorio.blogspot.com.br/ - Vera Lucia Dias Oliveira

Augusto Malta Revival - https://www.facebook.com/augustomaltarevival - Marcello Cavalcanti

Carioca da Gema 1 - http://fotolog.terra.com.br/carioca_da_gema - Roberto Tumminelli Cardoso Fontes

Carioca da Gema 2 - http://fotolog.terra.com.br/carioca_da_gema_2 - Roberto Tumminelli Cardoso Fontes

Cascadura Caminhos do Suburbio - https://www.facebook.com/CascaduraCaminhosDoSuburbio?fref=ts - Raphael Bellem

Cidades Brasileira: Memorias sem papel - https://www.facebook.com/groups/168096043378654/?fref=ts - Olinio Coelho

Coisa Lúdica - http://fotolog.terra.com.br/cartepostale - Milu Maria

Coluna Patrimônio - http://www.rioecultura.com.br/coluna_patrimonio/coluna_patrimonio.asp?patrim_cod=99 - Leo Ladeira

Conversas Cariocas - https://www.facebook.com/ConversasCariocas - Rafael Gota 

Flavio M - http://www.flickr.com/photos/flaviorio/ - Flavio Sertã Furtado Mendonça

Copacabana Demolida - https://www.facebook.com/CopacabanaDemolida?fref=ts - Claudia Mesquita

foi um Rio que passou - http://www.rioquepassou.com.br/2013/08/30/igreja-de-sao-cristovao-1916/ - Andre Decourt

Fragmentos georreferenciados da nossa história - https://frags.wiki Halley e Ana Cristina

Fotos do Rio de Janeiro Antigo - https://www.facebook.com/pages/Fotos-do-Rio-de-Janeiro-Antigo/420285374730071?fref=ts - Luiz Gustavo

Fotopaint - http://fotolog.terra.com.br/fotopaint:774 - Luiz Francisco Moniz Figueira

História das Barcas RJ - https://www.facebook.com/barcashistoria/ - Victor Grinbaum, Atilio Flegner e José Roitberg

Itaboraí Antigo https://www.facebook.com/itaborai.antigo - Rodrigo Lucio

Jornais Antigos do Rio de Janeirohttps://www.facebook.com/jornais.rio - Tiago Bandeira e Rafael Mendes

Literatura e Rio de Janeiro - http://literaturaeriodejaneiro.blogspot.com.br/ - Ivo Korytowski

Mapas Antigos do Rio - www.facebook.com/mapasantigosdorio - Eduardo Botti

Memória de São Gonçalo - www.facebook.com/memoriasg - Luciano Campos Tardock

Memórias do Arcebispado Carioca - https://www.facebook.com/memoriasdoarcebispadocarioca - Eraldo De Souza Leão Filho

Memórias do Futebol Carioca - http://www.facebook.com/MFCarioca - Raphael Belem e Tiago Bandeira

Memorias do Suburbio Carioca - https://www.facebook.com/riosuburbio?fref=ts - Tiago Bandeira

Olhar Nictheroy - https://www.facebook.com/OlharNictheroy?fref=nf - Luiz Marcello Gomes Ribeiro

Olhos de Ver - https://www.facebook.com/pages/Olhos-de-Ver-Patrim%C3%B4nio-Hist%C3%B3rico-Rio-de-Janeiro/413946725361803?fref=ts - Leo Ladeira

Ônibus Antigos do Rio de Janeirohttps://www.facebook.com/OnibusAntigosRio - Rafael Mendes

O Rio de Janeiro Que não Vivi - https://www.facebook.com/ORioDeJaneiroQueNaoVivi?fref=ts - Bruno Chaves 

Palácio Monroe - Crônica da demolição (filme) - https://www.facebook.com/palaciomonroe/ Eduardo Ades

Panoramio - http://www.panoramio.com/user/3970987 - Raul Félix de Sousa

Papélia - https://www.facebook.com/Papelia - Stella Tuttolomondo 

Rio Antigo Social CLube - https://www.facebook.com/RioAntigoSocialClube  - Renato Fernandes

Rio, City of splendour - https://picasaweb.google.com/109916640496448521543/RioCityOfSplendour?noredirect=1 - Nickolas Nogueira

Rio Comprido - Um Bairro de Passado, Presente e  Futuro? - https://http://www.facebook.com/groups/196503143784235/ - Sheila Castello

Rio de Janeiro Desaparecido - https://www.facebook.com/riodejaneiro.desaparecido?fref=ts - Cau Barata

Rio que Foi Notícia e Virou História -https://www.facebook.com/FotosDoRioAntigoQueVirouHistoria/ - José Roitberg

RJ450 http://www.vejario.com.br/blogs/rj450/ - Rafael Sento Sé

Saiba História: http://saibahistoria.blogspot.com/ Adinalzir Pereira Lamego

Saudades do Rio - http://luizd.rio.fotoblog.uol.com.br - Luiz Darcy

S.O.S. Patrimônio - https://www.facebook.com/groups/712997072095070/ - Sheila Castello - Adua Nesi - André Ferreira - Kiki Simone Reis - Marconi Andrade

Tanguá Antigo - https://www.facebook.com/Tangua.Antigo - Rodrigo Lucio

Vale das Videiras - Petrópolis - RJ - https://www.facebook.com/valedasvideiras - Stella Tuttolomondo

Zona Sul Casas e Prédios Antigos -https://www.facebook.com/ZonaSulCasasePrediosAntigos - Rafael Bokor

terça-feira, 29 de setembro de 2015

História do Cais do Pharoux

Não costumo citar a Wiki, mas desta vez é mais simples. Apesar de ser conhecido como Cais Pharoux, seu nome inicial correto era Cais do Pharoux, do caso, do sr. Pharoux, construtor do primeiro hotel decente no Rio de Janeiro Imperial.

O EMPREENDEDOR

"Acostumados ao requinte e sofisticação próprios do Velho Mundo, a Corte Lusitana tivera de aguardar dois anos até que desembarcasse no Rio de Janeiro Louis Pharoux, o herói de Marselha, que lutara ao lado de Napoleão até que terminou por exilar-se nos trópicos para começar vida nova." (Bruno Accioly)

É bom lembrarmos que as primeiras décadas do século 19 foram consolidadoras da escravatura urbana no Rio de Janeiro e Louis Pharoux era proprietário de escravos. Ele sai do Brasil antes da difusão da fotografia.



Hotel Pharoux 2
Hotel Pharoux, 1860 - Foto de R. H. Klumb (clique para ver maior)

O HOTEL

“Quando Mr. Pharoux chegou ao Rio de Janeiro, em 1816, era ainda bem moço. Vinha de França. Muito a esse Mr. Pharoux devemos. Muito. Devemos-lhe, por exemplo, a ideia da criação do primeiro hotel, com certo aspeto de grandeza e decoro, instalado entre nós, o erguido no prédio que existia no ângulo da Rua Clapp com a Praça Quinze, e que, em 1901, mostrava, em letras colossais, sobre a fachada, este letreiro: Casa de Saúde do Dr. Cata Preta. Era um imóvel de proporções avantajadas, olhando para o mar. Logrou Mr. Pharoux, entre nós, notável simpatia e larga popularidade. Rico e cansado, muito tempo, depois, vendeu o seu hotel. E foi morrer em França, isso pelo ano de 1868.” O nome do cais deve-se a este francês. (EDMUNDO, Luiz. O Rio de Janeiro do Meu Tempo. 2ª Edição, 1º Volume. Rio de Janeiro: Conquista. 1957)

desenho-do-hotel-pharoux
Desenho Hotel Pharoux, ainda não consegui atribuir a autoria, mas é ligeiramente diferente da construção verdadeira.

Pela foto, podemos ver que no térreo havia cabines para banhistas com dísticos “banhos” em várias línguas. Uma série de anúncios comerciais de venda, desde barcos até batatas coloca como referência de localização, “em frente a casa” ou “hotel do sr. Pharoux”.

Hotel Pharoux
Adolphe D´Hastrel - Praia D. Manuel Cais Pharoux 1841 -  Litogravura Coleção Geyer/ Museu Imperial de Petrópolis, publicado na web por Renata Jardim em Fragmentos-Arqueologia Histórica no Rio de Janeiro (clique no link para conhecer o trabalho dela com mais detalhes sobre o hotel, e na foto para ver maior)

A localização do hotel, inaugurado em 1825 na Rua da Quitanda e transferido para Rua Fresca em 1838, fazia muito sentido, pois os viajantes podiam sair das longas viagens nos veleiros e ir descansar em terra firme logo ali na esquina. É uma época em que o Largo do Paço (Praça XV) era com piso de terra e lama. Defronte à este hotel e para a sua direita, havia uma praia de areia, denominada Praia Dom Manuel, cuja existência ainda é citada em documentos da capitania do portos em 1847. À esquerda havia a Praia do Peixe já tradicional entreposto de comércio de pescados.

O chafariz do Mestre Valentim, que existe até hoje (sem água) foi colocado ali, para oferecer abastecimento de água gratuito não só aos trabalhadores do cais como às próprias embarcações.

1918 RIO DE JANEIRO CAES PHAROUX
O Cais do Pharoux, área de passageiros em 1918, podendo-se ver as pequenas lanchas que faziam o transbordo. Cartão postal colorizado no original.

CAIS E ESTAÇÃO DAS BARCAS

"O primeiro cais da cidade do Rio de Janeiro foi construído em 1779 pelo vice-rei D. Luis de Vasconcelos. O chafariz denominado de Mestre Valentim, construído no século XVIII, ficava à beira d’água para fornecer aos embarcados água doce, limpa e fresca. Escadarias paralelas, ao lado do chafariz, eram os locais de embarque e desembarque. Durante o século XIX, com a grande exportação de café brasileiro, o porto do Rio de Janeiro teve que adequar-se à mudanças necessárias ao aumento da carga brasileira que ia em direção a diversos países. Várias ilhotas e enseadas, comuns na costa do Rio de Janeiro, deram lugar, no início do século XX, a um porto mais moderno. O cais tomou o nome de Pharoux depois de ter sido chamado Cais da Praça do Carmo, quando ali se instalou o Hotel Pharoux.O dono do Hotel era um francês bonapartista que para o Rio de Janeiro emigrou. Os móveis franceses, os espelhos florentinos e a alvura das suas toalhas brancas faziam o estabelecimento do francês ser diferenciado dentro de uma cidade ainda desorganizada e suja, e o nome do Hotel passou a ser a denominação do local, que conhecemos por Praça XV." (Heloisa Meirelles - FIGUEIREDO, Cláudio. SANTOS, Núbia M. e LENZI, Maria Isabel. (org.)O Porto e a Cidade: o Rio de Janeiro entre 1565 e 1910.Rio de Janeiro: Casa da Palavra Produção Editorial, 2005.)

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Vista do Cais do Pharoux, área de passageiros em 1907. Pode-se ver o largo arruamento no que viria a ser a Praça XV para acesso de pessoas e bagagens. A iluminação deveria deixar o lugar bucólico a noite. Foto de A. Ribeiro.

"Da fusão da Companhia das Barcas Ferry com a Empresa de Obras Públicas do Brasil, organizou-se, em 1º de outubro de 1889, a Companhia Cantareira e Viação Fluminense, que passou a explorar o abastecimento d’água de Niterói, o serviço de bondes na mesma cidade (tração animal) e a navegação a vapor entre o Rio de Janeiro e a capital fluminense. Na administração do Visconde de Moraes (1903 a 1908), realizou a Cantareira grandes melhoramentos, como a construção de novos flutuantes para facilitar o embarque e desembarque dos passageiros; substituição das velhas barcas por outras mais rápidas e mais confortáveis; construção das novas estações do Cais Pharoux e da Praça Martim Afonso; eletrificação dos bondes de Niterói, etc." (DUNLOP, Charles Julius. Rio Antigo. 3ª Tiragem. Rio de Janeiro: Editora Rio Antigo e Gráfica Laemmert Ltda. 1963)

1911-07-29-0030-FONFON-CAIS-PHAROUX-EM-DIA-DE-PARTIDA-PARA-A-EUROPAParentes, amigos e curiosos, lotam a praça do Cais do Pharoux, para a partida de um transatlântico para a Europa. Publicado pela Fon-Fon em 29/jul/1911 em página dupla central.

O edital para a construção do inicialmente denominado Cais do Paço foi publicada no Diário de Rio de Janeiro em 7 de julho de 1842. Este novo cais seria construído sobre toda a linha do litoral ali da região, da Praia Dom Manuel à do Peixe, passando pelo Paço. O hotel ficaria mais ou menos no meio.

gragoata-cais-do-pharouxNesta foto oda barca Gragoatá vemos a indicação Cais do Pharoux abaixo do nome da embarcação.

Numa das fotos deste post, podemos observar que a linha da barca era para o "Cais do Pharoux" e não para a Praça XV. Durante décadas este cais, praticamente todo ele uma simples calçada de granito com cerca e escadas de granito indo até a água era a porta de entrada e saída de passageiros da cidade do Rio de Janeiro. Os navios ficavam ao largo e passageiros, bagagens e cargas faziam o transbordo em pequenas embarcações. Isto foi bastante documentado e podemos ver fotos de época.

RIO-DE-JANEIRO-EMBARQUE-NO-CAES-PHAROUXUma barcaça com sacas espera para ser descarregada enquanto um barco menor recebe baús de viagem de passageiros oceânicos na área de carga do Cais do Pharoux Cartão postal.

Atualmente a única pequena parte do Cais do Pharoux restante fica à esquerda da estação das barcas que ao longo dos anos foi ocupando cada vez mais a frente de toda a Praça XV, mas na praça Marechal Âncora, à direita da estação das barcas ainda existe uma grande extensão de cais, da mesma época histórica, com as escadas, os pontos de amarração dos barcos em ferro e sem cerca, pois era uma área destinada à carga.

USO MILITAR

No relatório anual do Ministério da Guerra de 1938 dá-se conta de um serviço de transporte militar denominado "Maruja", feito por lanchas com reboques, que duas vezes por dia saía do Cais Pharoux, uma para as Fortalezas de São João e Ilha da Lage, e a outra para a Fortaleza de Santa Cruz e Forte de São Luiz. Esse serviço Maruja também era responsável pela barca de transporte de água Marechal Hermes, também fazendo duas viagens diárias. No ano anterior, transportou 24.745 toneladas de água para estas unidades militares. Foi do Cais do Pharoux que partiram com despedidas emocionadas os brasileiros voluntários e estrangeiros reservistas que foram combater por seus países, ou pelos países de seus familiares logo no início da Primeira Guerra Mundial.

1914---08---15---00026---revista-da-semana---RJ---RESERVISTAS-FRANCESES-EMBARCAM-PARA-WW1-NO-CAIS-PHAROUX
Uma foto tradicional de embarque para as famílias que podiam pagar era tirada na descida das escadas do Cais do Pharoux. Esta mostra um grupo de reservistas franceses que embarcou para o campo de batalha logo no início da Grande Guerra em agosto de 1914. Nenhum deles foi identificado na foto, em matéria ou posteriormente. Não sabemos seus nomes, nem o que fizeram, nem quais deles morreram ou voltaram ao Brasil. Publicado na Revista da Semana de 17/ago/1914.

A GRANDE AVENIDA LITORÂNEA QUE NUNCA EXISTIU

"O Governo do Marechal Hermes da Fonseca (1910-1914), sendo Ministro da Viação e Obras Públicas o Dr. Barbosa Gonçalves, pensou em dar complemento ao Cais com outro rumo: O prolongamento se faria pelo canal da Ilha das Cobras, Doca da Alfândega, Pharoux, até Ponta do Calabouço, extremidade oriental do antigo Arsenal de Guerra; o Arsenal de Marinha passaria para a Ilha das Cobras, aumentada de 60.000 m2; a Avenida do Cais emendaria, assim, com a Avenida Beira mar, em Santa Luzia, oferecendo um passeio de 12 km., desde Botafogo até a Ponta do Caju." (ROSA, Ferreira da. Rio de Janeiro em 1922-1924. Coleção Memória do Rio. Rio de Janeiro: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.)

O TÚNEL PARA NITERÓI QUE NUNCA EXISTIU

Ainda em 1876, o engenheiro inglês Hamilton Bucknall veio ao Rio e encantou a corte imperial com um projeto espetacular: um túnel para trens ligando o Rio a Niterói. No projeto, a entrada seria exatamente no Cais do Pharoux desembocando em Gragoatá, em Niterói.

PRAÇA MARECHAL ÂNCORA

Com as obras da derrubada da Perimetral a Praça Marechal Âncora foi transformada em um imenso estacionamento público. Esta área de carga do Cais do Pharoux ficou largada desde que desativada o que a preservou.

PRAÇA MARECHAL ÂNCORA

Nas fotos podemos ver as escadas de acesso aos barcos com os degraus completamente desgastados por décadas de utilização.

PRAÇA MARECHAL ÂNCORA

É o único ponto da cidade onde houve a intenção de preservar o ultimo piso original de paralelepípdeos com os trilhos do bonde que contornava a Marechal Câmara junto ao cais.

PRAÇA MARECHAL ÂNCORATrilhos de bonde originais entre a Marechal Âncora e a Estação das Barcas. Fotos de José Roitberg 10/ago/2013

© 2015 - José Roitberg - jornalista e pesquisador

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Exposição do Centenário de 1922

Uma das primeiras grandes obras após o desmonte do Morro do Castelo foi a construção da Avenidas das Nações, nome que faz pouco sentido para quem passa por lá nos dias de hoje, e encontra apenas o consulado dos EUA. Em 1922, construída a avenida foi criada uma grandiosa exposição com pavilhões internacionais (portanto, das nações), bem ao estilo das grandes exposições mundiais que ocorriam desde o século 19. Por exemplo o Palácio Monroe, foi o pavilhão do Brasil na Exposição de Saint Louis em 1904, projetado para ser desmontável. Foi trazido e montado no RJ em 1906.

Vamos então resgatar os belíssimos pavilhões da Exposição de 1922 através dos cartões postais emitidos oficialmente para a ocasião. Vamos começar com o Pavilhão da França, pois é o único que sobreviveu, como a Academia Brasileira de Letras. As fotos dos postais levam a assinatura dos Malta.

É até difícil de acreditar que há tão pouco tempo atrás tivemos estes prédios magníficos no centro do Rio, e na Avenida Beira Mar. Olhamos hoje para o terreno e não conseguimos visualizar onde ficava tudo isto.

Exposicao do Centenario 1922, Franca

Exposicao do Centenario 1922, America do Norte

Exposicao do Centenario 1922, Inglaterra

Exposicao do Centenario 1922, Pavilhao da Belgica, Grandes

Exposicao do Centenario 1922, Pavilhao da Belgica

Exposicao do Centenario 1922, Pavilhao da Suecia

Exposicao do Centenario 1922, Pavilhao das Industrias Particulares

Exposicao do Centenario 1922, Pavilhao de Festa

Rio De Janeiro, World Expo, Independence 1922
Abertura da Exposição com desfile militar no Pavilhão de Festas

Exposicao do Centenario 1922, Caca e Pesca

Exposicao do Centenario 1922, Districto Federal

Exposicao do Centenario 1922, Vista parcial

Exposicao do Centenario 1922  2

Exposicao Do Centenario 1922 - meixco

Exposicao Do Centenario 1922 - Italial

RIO DE JANEIRO PAVILHAO DA TCHECO SLOVACA EXPOSICAO CENTENARIO 1922

EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE 1922 PAVILHÃO DA TCHECOSLOVÁQUIA , PAVILHÃO DA NORUEGA ENTRE OUTROS
Pavilhões da Tchecoslovaquia (primeiro plano), Noruega (escuro) e outros

EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE 1922 PAVILHÃO DE ESTATÍSTICA E PAVILHÃO DE CAÇA E PESCA
Pavilhões da Estatística e da Caça e Pesca

PAVILHÕES DA EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE 1922 COM VISTA DO PÃO DE AÇÚCAR PAVILHÕES BRAHMA E ANTARCTICa
Pavilhões da Brahma (primeiro plano) e Antártica (claro)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Lar da Criança Israelita

1939-agosto-30 - O Globo - Inauguração do Lar da Criança Israelita. Na legenda:
"O Lar da Criança Israelita - com o lema de fazer de cada criança desamparada um bom brasileiro, foi fundado à rua General Canabarro 303. A nova instituição foi instalada em magnífico prédio que se vê no clichê, que ilustra este registro, abrigará as crianças necessitadas, que ali terão educação, conforto em ambiente brasileiro. Por estas finalidades a nova fundação é merecedora de todo o amparo da sociedade carioca."

A instituição continua em atividade em uma grande instalação á Rua José Higino.

© 2013 – José Roitberg – jornalista e historiador
todos os direitos reservados nos termos da lei 
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quarta-feira, 20 de março de 2013

Projeto original do Maracanã

Maracanã tinha judeu no projeto? Você sabia? Agora que estamos prestes a ver uma quarta fase do Maracanã inaugurada mas não finalizada, que tal resgatar os autores da obra original, jamais concluída? Em 1947 a prefeitura do Rio de Janeiro abriu concorrência pública para o projeto arquitetônico do estádio. O projeto vencedor foi de autoria da equipe de arquitetos formada por Waldir Ramos, Raphael Galvão, Miguel Feldman, Oscar Valdetaro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Antônio Dias Carneiro. A sua construção teve início dia 2 de agosto de 1948, na administração do prefeito Ângelo Mendes de Morais. Trabalharam na obra 1.500 homens, e nos meses finais este número elevou-se para 3.500. O engenheiro que iniciou os trabalhos foi Paulo Pinheiro Guedes. A Copa do Mundo de 1950 foi realizada com as obras ainda não concluídas. A rigor, estas só terminaram em 1965, mas longe da configuração do projeto. O parque aquático anexo a um estádio descoberto para tênis e o Estádio Célio de Barros, que também previa uma concha acústica para outros eventos nunca assumiram a configuração do projeto inicial que já determinava a demolição do Museu do Índio, não presente do canto esquerdo superior da maquete oficial. Quanto ao obelisco, nunca saberemos o que iria representar. Todo este complexo foi construído onde funcionou por décadas, o Derby Clube, a principal pista para corridas de cavalos na Capital Federal dos Estados Unidos do Brasil. Na foto temos os arquitetos Miguel Feldman (esq) e Antônio D. Carneiro diante da maquete do Maracanã, em 16/junho/1949. Foto da coleção de Branca Feldman.

Estadio-Municipal-Do-Rio-De-Janeiro-RPPC-Maxi-Postcard-1950-PROJETO-QUE-NUNCA-FOI-EXECUTADO

No final das contas, o parque aquático Maria Lenk foi construído no local da previsão original e o Célio de Barros, também, mas ambos fugindo totalmente as linhas harmoniosas do projeto original. Bem, hoje ambos foram destruídos. Abaixo, configuração do Google Earth em 2009 ou 2010, antes das obras para as Copas de 2013-14.

MARACANA 2010