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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Pretexto Fundamental

Para entender o levante salafista islâmico atual contra os Estados Unidos em diversos países árabes é preciso compreender e rever alguns fatos. O primeiro deles é que NÃO é um levante atual, mas parte da Guerra ao Terror iniciada em 11 de setembro de 2001, pelo Terror.

Por quase dois dias, foi gerado um cenário antissemita difícil de desfazer quando o diretor verdadeiro do filme "Inocência do Islã", Nakoula Basseley Nakoula, 55 anos, cristão copta (ramo cristão egípcio que já foi violentamente atacado pela Irmandade Muçulmana hoje no poder), se declarou "judeu-israelense" com o pseudônimo de Sam Bacile ou Nicola Bacily ou Erwin Salameh E OUTROS, conforme informação do Tribunal Federal da Califórnia. Portanto, o cristão copta é um estelionatário conhecido das autoridades norte-americanas. O auto-proclamado porta-voz do filme é Steven Klein, apresentado como consultor. Ele pretendeu a notoriedade e fama defendendo o bacilo...

A mídia brasileira, vivendo de notas de agências internacionais ainda não sabe exatamente quem é este Klein. Mas uma pesquisa de 2 minutos pelo Google revela tudo.

De cara, qualquer um diria e os muçulmanos e a esquerda estão dizendo: "Olha só como tem judeus envolvidos na blasfêmia", até porque há uma CERTEZA incutida pelos governos árabes e muçulmanos, e pela propaganda de esquerda internacional, ao longo de mais de 60 anos de propaganda antissemita covarde de que os "Judeus Controlam Hollywood", logo, um filme contra o islã tem que ser "judeu". Ainda mais quando um "Klein" declara de forma SAFADA que o filme foi financiado por 500 judeus!!! Isso circulou o mundo rapidamente e NENHUMA mídia irá desmentir. Está amplamente divulgado nas mídias brasileiras. Pelo contrário, as mídias dos governos de esquerda e muçulmanos vão INCENTIVAR esta compreensão.

O nome verdadeiro do segundo crápula antissemita é Steven Anthony Klein. Não é judeu. Com 61 anos ele viveu no Texas e em Utah. Steven Anthony Klein foi fundador, secretário e ensaísta de um grupo chamado "Courageous Christians United" (Cristãos Corajosos Unidos), ativo desde 2007, cuja retórica é atacar os muçulmanos e os mórmons (vertente do candidato republicano Mit Romey). Este Klein também fundou outro grupo, chamado "Concerned Christians for the First Amendment" Cristãos Preocupados com o Primeiro Artigo (da Constituição Americana, a liberdade de expressão, liberdade religiosa), cujo foco é anti-islâmico. O CAIR (que é a entidade de representação política dos muçulmanos americanos) já havia entrado com queixas contra dos grupos de Klein pela distribuição de folhetos contra os muçulmanos nas ruas da Califórnia.

Um pequeno jornal da costa oeste americana escreveu sobre Steven Anthony Klein: ele é um ex-fuzileiro naval que acredita que a Califórnia está cheia de célula muçulmanas que estão esperando a ordem para começar a matar aleatoriamente quantos americanos puderem, "eu sei disso e estou me preparando para responder aos tiros."

Em 2004 Steven Anthony Klein criou uma empresa chamada Middle East Experts Team (Equipe de Especialistas em Oriente Médio) e, aparentemente através dela, se autoproclamou o conselheiro técnico do filme de Nakoula Basseley Nakoula, o que provavelmente é verdadeiro.

Estamos diante de um ataque de radicais cristãos contra o islã. Mas o islã não é o judaísmo. Ontem circulou um cartum que mostrava um árabe pichando um judeu ortodoxo estereotipado cheio de sangue e demoníaco e uma criança pichando um Maomé bonitinho. O árabe gritava: "Você não sabe que isso é ofensivo?" Essa é a verdade neste caso. O judeu endemonizado fere a sensibilidade de poucos judeus, como a minha, por exemplo. A massa judaica não se importa. A massa judaica recebe este tipo de agressão há tantos séculos, não anos, mas séculos, que simplesmente não se importa. O Estado de Israel não se importa, considera liberdade de expressão.

E não nos importamos por quê? Porque como minoria imprensada nos guetos, sujeita a todo o tipo de leis discriminatórias e sem fazer parte dos exércitos, os judeus aprenderam a se calar para tentar sobreviver. Hoje a realidade é outra, mas o "cale-se" é tão arraigado que permanece. Os judeus que gritam são taxados de idiotas.

Qualquer livro de memórias sobre os judeus da Polônia, quando a comunidade era de 3,5 milhões, um terço da população do país traz: "... se um goy xingar você, roubar você, bater em você, não reaja... se reagir ele irá matá-lo... melhor ficar vivo para ser roubado novamente..." Isso quando éramos 1/3 do povo. Como minorias muito pequenas, nossa voz pouco importa.

Mas os muçulmanos são maioria e uma maioria enorme. Não lhes faltam nem armas descontroladas a nem apoio de aparelhos completos de Estado com exércitos complexos, forças aéreas, marinhas, forças especiais, serviços secretos, mísseis, armas nucleares, reatores nucleares, mídia controlada, sucessões controlada e petróleo. Sendo uma maioria destas eles podem fazer o que bem entenderem e o mundo vai continuar a se curvar, com poucas alternativas. Um cartum que demoniza um "judeu genérico" é uma coisa. Um filme que mostra Maomé desnudo fazendo sexo com um monte de mulheres e outra coisa.

O islã não está preocupado com a demonstração do caráter sanguinário de seu profeta contra os infiéis. Até aplaude isso. Mas numa teologia que não permite mostrar rostos, sequer mãos ou pés do profeta e seus seguidores originais (teologia sunita, pois na xiita mostram) as cenas de seios, coxas, peitos e sexo são um OFENSA CAPITAL, e a pena será se morte.

O ocidente tenta cobrir e compreender estes fatos com uma mentalidade ocidental, mas o problema é árabe muçulmano. A mentalidade é outra. O sistema de referências é outro. São condições normais de temperatura e pressão alienígenas às nossas. Nos países sem liberdade de expressão a liberdade de expressão é passível de pena de morte sumária sim. E se não se pode matar quem fez, que se mande um recado.

E aí é que precisamos entender que os ataques iniciados no dia 11, por salafistas (ideologia radical muçulmana criada na Arábia Saudita e apoiada pelo Estado) não tem a ver com o filme. O filme é um pretexto. O trailer de 14 minutos foi colocado no YouTube no dia 2 de julho. A legendagem em árabe chegou em meados de agosto e o ataque foi em 11 de setembro. Não há conexão. A Google removeu ontem o vídeo legendado em árabe.

Neste caso a Google deveria remover a versão em inglês também, pois a morte dos diplomatas americanos está se tronando lucro para Nakoula e Anthony. Há menos de 15 horas, o vídeo tinha sido visto por pouco mais de 250.000 pessoas. Hoje, com o caso estourado, já passou de 1.330.000 views. A mensagem do filme está sendo difundida de uma forma muito maior do que poderia ter sido. Segundo o diretor o filme foi passado na íntegra apenas uma vez e havia "um punhado de pessoas no cinema."

Salafistas são a Irmandade Muçulmana e a Al Qaeda. Qualquer ataque terrorista tem como característica o momento político local, a oportunidade, a surpresa e a cobertura. Neste caso, a cobertura é o filme, o momento político é o do poder nas mãos dos Salafistas e um mundo árabe sendo varrido por essa agenda. A surpresa é o ataque de uma forma inteligente que não pode ser retaliado, em princípio. Não há grupo específico atacando. Há grandes grupos populares atacando embaixadas americanas, com pouca ou nenhuma reação das polícias locais. A Al Qaeda criou uma forma inteligente de marcar seu território, pois parece que ninguém está impressionado com as centenas de mortes promovidas pela Al Qaeda no Iraque ao longo de agosto e neste início de setembro. É preciso que eles matem americanos para dar o recado. Deram.

Resta ainda um ponto. É prerrogativa dos regimes árabes e muçulmanos a produção de filmes e séries de TV ofensivas. Eles PODEM publicar Shatat, Zara Blue Eyes, Horseman Whitout a Horse, e todos os outros filmes com enredo baseado no Protocolos dos Sábios de Sião que quiserem. Podem vilanizar e demonizar os judeus à vontade. Podem exibi-los nas noites do Ramadã para incitar centenas de milhões de pessoas no ódio aos judeus, ano após ano. Eles podem fazer isso por serem amparados por seus governos, parlamentos, clérigos, milionários e população.

Nós não podemos. Não somos amparados por nada ou por ninguém. Os judeus que se insurgem contra esse massacre promovido pela mídia islâmica são apenas judeus idiotas.

José Roitberg - jornalista idiota

Obs: "idiota" é um sujeito com pouca inteligência. A pouca inteligência no caso é atribuída pela massa imbecil, aos que não se comportam como ela.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

AMIA – O Que Perdemos?

O tempo passa e um evento que foi marcante e definidor para os adultos de 1994, é uma história chata e incômoda para quem tinha menos de 15 anos na época.

Uma geração que hoje está abaixo dos 32 anos de idade, não viveu o atentado, apenas viveu os lamentos, as recordações e a impunidade.

Não se comovem com as imagens de época e não se emocionam com as mesmas manifestações choradas a cada dia 18 de julho.

A tragédia individual mantida no seio das famílias das vítimas fatais e no corpo mutilado dos feridos não é tragédia nenhuma para os outros jovens na Argentina.

E fora de lá então? Poucos realmente sabem o que foi o atentado e se importam com o que é.

Quem mata judeus fica impune

Em entrevistas dada à TV argentina vimos vários jovens judeus marcados profundamente pela sensação de que há impunidade para quem mata judeus, em todo o mundo, não apenas na Argentina. Isso é uma distorção muito grande e mostra uma comunidade em parte fechada em si mesma. Uma geração que cresceu refém de seu mortos velados, enterrados, mas que ainda não estão em paz.

Ao longo destes 17 anos não cessou por um instante a pressão antissemita num país que abrigou nazistas originais, abertamente antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial.

Um país onde o fürher local, Alessandro Biondini, cujo partido nazista, travestido como Partido Nuevo Triunfo, foi banido por falta de coeficiente eleitoral, disputou a vereança da capital nestas últimas eleições.

Tá certo, foi varrido por um rabino fundador de uma instituição de lembrança do caso AMIA, com 45% do total de votos para a câmara.

Isso mostra uma Argentina de momento, em que a população nada tem contra judeus. Mas são centenas de incidentes antissemitas relatados anualmente na Argentina sobre os quais se coloca o peso dos mortos e feridos há 17 anos e não permitindo uma ação contundente sobre os problemas atuais.

AMIA derrubada – Muros levantados

Mas o ataque no centro de Buenos Aires não destruiu apenas os dois lados daquele quarteirão, naquela rua.

O atentado desencadeou uma já esquecida onda antissemita mundial. Na Argentina foram milhares de pedidos de cidadãos não-judeus para que o governo removesse as instituições judaicas, as escolas, as sinagogas, as creches, bibliotecas e assistenciais de suas vizinhanças.

Apavorados, os argentinos não-judeus não queriam morrer quando terroristas viessem matar judeus. Até porque dos 85 mortos, 33 eram cristãos, 22 estavam na rua e 26 eram funcionários da AMIA.

Esse movimento durou quase dois anos. A AMIA precisou entrar na justiça para reconstruir seu prédio, pois os vizinhos tentavam impedir a todo custo.

Em várias cidades aconteceu a mesma coisa, inclusive em São Paulo e no Rio. O caso melhor documentado foi o dos moradores de Ipanema, onde existe a sinagoga Agudat Israel, hoje totalmente remodelada e moderna, enclausurada no meio de um quarteirão. Eles achavam que os terroristas poderiam explodir a todos para atingir a sinagoga e exigiram sua remoção à prefeitura, o que não aconteceu.

E foi também este atentado de 1994 que originou a necessidade dos muros contra bombas e carros-bomba que cercam as instituições judaicas em quase todas as cidades.

Toda essa geração com menos de 30 anos, cresceu numa comunidade onde as sinagogas não são vistas da rua, onde sua bela arquitetura deu lugar a muros horríveis, seguros e necessários, onde as escolas parecem presídios.

Uma realidade terrível, mas que não existia antes disso.

E estas obras, pelo menos no Brasil, tiveram que ser conquistadas na justiça, pois prefeituras não queriam permitir que os judeus se protegessem de forma "agressiva" como consideravam na época.

Em casos emblemáticos em São Paulo, moradores procuraram a lei para impedir que as sinagogas tivessem floreiras anti-bomba, alegando que abrir as portas de seus carros era mais importante que a vida dos judeus. Em momento algum se conseguiu uma bobagem: que o estacionamento nas fachadas de sinagogas fosse proibido. Meia dúzia de vagas aqui ou ali, não podem ser “retiradas do povo.”

Processo para não ser julgado

Hoje, vemos um processo judicial completo, talvez tornado ilegível intencionalmente.

Não há como nenhum promotor ler ou tabular dados encontrados ao longo de 45.000 páginas A4. Uma bíblia católica tem em média 1.357  páginas de dimensões menores. Assim você pode ter uma noção da proporção assustadora de depoimentos e dados, e provas de um caso que muitos ainda afirmando que não há pistas e que não se consegue encerrar.

Manobra inteligente do Irã

A intenção da entrada do Irã como parceiro  na apuração, elogiada temerariamente pelo ministro das relações exteriores portenho, Héctor Timerman, pode ser a manobra diplomática que fará o caso se estender por mais uma geração.

Não é preciso ser um gênio jurídico ou diplomático para perceber que a entrada oficial do Irã no caso deverá ter como exigência o acesso à totalidade do processo para análise dos juristas e investigadores iranianos.

Isso significa a descoberta e contratação de tradutores juramentados de espanhol para farsi e a tradução, impressão e cópia destas 45 mil páginas, mais dezenas de milhares de páginas de depoimentos e trnascirções de gravações.

Ou seja: anos de trabalho só na tradução. Depois vem a leitura, análise, investigação e o empurra da impunidade enquanto o Irã efetivamente participa das investigações. Talvez o regime dos aiatolás caia antes desse processo terminar.

Israel não liga para a AMIA

Decidi publicar este texto em 18 de agosto, passado exatamente um mês do 17º aniversário da tragédia para ver se os factóides daquele momento persistiam ou se fala de AMIA apenas em torno do dia 18 de julho e deixa-se para lá o resto do ano. Deixa-se para lá, realmente.

Não há nenhuma mobilização nem das comunidades judaicas dos países do Mercosul ou da poderosa americana ou de nenhuma das européias para perssionar pela definição do caso. E Israel? Ficamos aqui a pular por Guilad Shalit, mas você viu ou ouviu falar de algum evento em Israel sobre as vítimas da AMIA ou mesmo, sobre as 250 vítimas do ataque à embaixada de Israel em Buenos Aires ocorrido em 1992 – certamente com os mesmos autores? Não viu? É porque NUNCA houve!

A desgraça dos judeus latino americanos não interessa aos israelenses. Não há manifestação nem nos nichos de imigração argentina na Terra Santa.

E se ficarem, um punhado de argentinos na rua – digo um punhado porque 2 ou 3 mil pessoas numa comunidade de 200 mil é um punhado – reclamando uma solução enquanto o mundo judaico nem liga mais, o evento deixa de ser histórico para ser bizarro.

E nas manifestações dos últimos anos na Argentina, bem como as pífias manifestações pró-Shalit atuais o alvo está sempre errado. Se pronuncia pela libertação de Shalit ou contra o governo argentino. Mas as manifestações tem que ser contra os palestinos, contra o Hamas, contra o Hezbollah e contra o Irã.

Viva-se ou Foda-se

Só que os judeus não sabem se manifestar. Espero que o amigo de Facebbok que escreveu o que vou dizer esteja lendo isso. Faz alguns dias que um não-judeu de minha lista mandou um simples: “Viva o Sionismo!” BRAVO AMIGO! Você, não-judeu, tem a coragem de gritar o que nenhum judeu grita.

Eu garanto que estando dentro de estruturas judaicas a minha vida inteira, colégios, movimento escoteiro desde os 7 anos de idade, federação, sinagogas, clubes, grupos universitáios, jamais ouvi um judeu dizer: “Viva o Sionismo.”

Quando se fala do “Holocausto entranhado na mente das pessoas”, ou do “Galut (exílio) mental”, é isso. Medo de ser judeu. Medo de ser judeu na rua. Medo da democracia. Medo da liberdade de imprensa.

Judeus que não dão vivas ao sionismo, também são judeus que não gritam “foda-se o Hamas, foda-se  o Irã, seus antissemitas filhos da puta!” culpados pelo massacre da embaixada, culpados pelo massacre da AMIA, culpados por massacres em Israel, culpados pela chuva de mísseis vinda do Líbano e Gaza, culpados pelo patrocínio mundial do revisionismo do Holocausto.

José Roitberg – jornalista

sexta-feira, 20 de maio de 2011

EUA Querem criação do Estado de Isreal...

Não sei o que você está lendo sobre o discurso do presidente Hussein dos Estado Unidos nestas últimas 24 horas. Ele está falando claramente de um Estado Palestino nas fronteiras pré-1967, algo que os palestinos já descartaram há tempos! A visão americana neste momento é tão irreal quanto a visão da esquerda brasileira que quer um Estado Único Laico, sem religião. São soluções externas que não levam em conta absolutamente nada nem ninguém que está por lá.

Há uma diferença brutal entre pré-1967 e 1967. No segundo caso se considera as fronteiras ao final da Guerra dos Seis Dias. No primeiro se considera as fronteiras antes da guerra. E é preciso ficar absolutamente claro: nenhuma delas era com PALESTINOS!!! As fronteiras eram com Egito, com Jordânia, com Síria e com Líbano.

Então como os Estados Unidos querem dar aos palestinos o território que era de outros países e não de Israel?

JERUSALEM PRE 1967 MAPAP MFAJ0d210

Não há nem possibilidade de começar o diálogo se "pré-1967" for dito. Isso é ignorância e piada. Veja no mapa simplificado de Jerusalém o que isso significa. Toda a Cidade Velha, com suas sinagogas, igrejas, Muro das Lamentações e yeshivot estava sob domínio da Jordânia, que murou e fechou ruas, dividiu edifícios e casas ao meio expulsando os judeus de lá.

Mas a Jordânia não fez apenas isso. Ente 1948 e 1967 o regime de outro Hussein destruiu 47 sinagogas do seu lado, inclusive a Hurva, a principal do Bairro Judaico da Cidade Velha reconstruída e reinaugurada em 2010, com a obra paga pelo atual governo jordaniano. As tropas hashemitas também removeram pedras tumulares ancestrais em Jerusalém Oriental para usar como calçamento, passagens para banheiros, paredes de guaritas etc, numa profanação bizarra.

Pré-1967 significa que Israel não teria o controle da Cidade Velha e de Jerusalém Oriental, apenas para citar este ponto da questão.

Portanto, neste momento, ao presidente Hussein dos Estados Unidos desejamos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo eleitoral e que pare de criar factóides internacionais caríssimos para garantir um segundo turno na presidência.

José Roitberg - jornalista

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Nazistas e Árabes

Estive pensando estes dias sobre o que Hitler fez para exterminar os judeus e sua relação com o que os países árabes fizeram. Ainda sobra para o Hugo Chávez nesta história. Tudo o que Hitler fez, foi através da Lei até começarem as matanças com a invasão da Polônia em 1940, seu incremento em setembro de 1941 com a invasão da Rússia e depois iniciando o uso dos campos de extermínio no verão de 42 (se vc conhece a antiga música, acho que nunca vai pensar da mesma forma...)

Bem a intenção nazista era de limpar a Alemanha de judeus. Para isso foram sendo retiradas por lei todas as possibilidades de sustento, trabalho, ensino, direitos políticos e convívio social. O conceito iniciado em 1933 era o de tornar a vida de 500 mil judeus num país de quase 58 milhões de pessoas, insuportável. Com isso, esperáva-se que os judeus imigrassem, fossem embora da Alemanha. Essa política deu certo e em setembro de 1941 quando a imigração passou a ser proibida, mais de 250 mil judeus tinham ido embora. Mortos entre 1933 e 1941 foram poucos, resultado de violência da SA e SS ou mais como criminosos políticos por serem comunistas do que por serem judeus. Por outro lado, na Polônia país recriado após a Primeira Guerra Mundial, com mais de 3 milhões de judeus em sua população, as agressões e matanças de judeus eram tão frequentes que geraram protestos de comunidades judaicas em vária partes do mundo como nessa pouco conhecida foto, de um protesto em Londres.

Após não conseguir se livrar de pouco menos de seus 250 mil judeus e encontrar mais 3 milhões na Polônia e 5 milhões na URSS (sobre os quais as forças alemãs realmente não conheciam o total, bem como de informações mais simples sobre as forças armadas soviéticas), os nazistas partiram imediatamente para as matanças rápidas com "grupos de ação" e muita ajuda de policiais, civis e militares dos países então "liberados" do jugo soviético, onde o antissemitismo se manifestava culpando os judeus pela revolução comunista, é implementada a Solução Final: a indústria de extermínio, roubo de propriedades e pertences mais inidividuais dos exterminados, seu reaproveitamento e reutilização e o encobrimento de toda a operação.

Onde eu quero chegar? Hitler, fechando o Parlamento Alemão assumiu todos os poderes e pode criar as leis que oficializavam a perseguição aos judeus. Ou seja: o antissemitismo nazista era legal, era um dever do cidadão e do Estado. Outros países também discriminavam minorias de forma pesada. Os EUA viviam no auge de seu apartheid. O Japão ocupava partes da Ásia continental e tratava as populações locais como sub-raça, sub-humanos, igualzinho ao tratamento nazi aos judeus. A Inglaterra e França tinham suas colônias africanas onde todo o tipo de racismo e discriminação ocorria. A URSS tinha uma das mais pesadas discriminações do mundo ou impedir a manifestação religiosa da população. Portanto, quem tinha direito ou vontade de reclamar do racismo do outro?

Com a possibilidade de promulgar qualquer lei necessária e fazer tudo dentro da legalidade constitucional alemã, Hitler nunca ousou passar um lei de expulsão dos judeus, o que era a intenção original do regime, pois isso, o mundo talvez não aceitasse. nenhum país estava expulsando ninguém naquela época. Então, podendo expulsar, de 1933 a 1941, o regime nazista não expulsou.

Mas apenas poucos anos depois, com a vitória das forças democráticas aliadas às socialistas, Israel é criado, atacado pelas nações árabes, que ao perder a guerra não hesitam: expulsam cerca de 750 mil judeus confiscando suas propriedades pessoais e comunitárias e removendo sua cidadania, tornando-os apátridas. Muitos vieram para o Brasil.

A medida que o mundo foi se abrindo para a democracia, o uso democrático da lei não foi questionado. Cada país tem o direito de legislar. E o que os nazistas não conseguiram fazer em 8 anos, os arábes fizeram quase completamente em alguns meses. Os judeus que restaram foram expulsos de vez em 1956.

Agora vemos a Venezuela, democracia para todos os efeitos, com uma câmara de partido único aprovando todas as decisões de seu líder, Chávez. Aprovando confiscos de terra e propriedade, cassações de concessões estatais, expulsão e nacionalização de empresas, termo semelhante ao da arianização nazista,perseguição aos jornalistas, fechamento de emissoras de TV e agora a promessa de acabar com as rádios não estatais na Venezuela, o que ele vai conseguir com certeza.

A cada semana ou mês, uma nova lei é aprovada e a "revolução" vai sendo feita dentro da legalidade, como pelos nazistas. Em relação a Comunidade Judaica Venezuelana estes anos de Chávez tiveram o mesmo efeito dos anos iniciais de Hitler. Usando o antissemitismo de quadros partidários em manifestações com palavras de ordem e pixando entidade judaicas, com abusos policiais sem sentido e sem efeito posterior contra entidades e lideranças judaicas, alianças com Irã e Síria, existência do Hezbollah da América Latina em seu território, o confisco do maior shopping center de Caracas antes de ficar pronto - era de propriedade de um judeu e construção por empresa judaica, com exposição racista mentirosa de rabinos e líderes comunitários na TV, com discursos ambíguos onde nunca se sabe o que ele realmente quer dizer (igualzinho o formato de trabalho da SS nos guetos europeus) o objetivo vai sendo realizado: cerca de metade da comunidade judaica venezoelana já abandonou o país.

Acada cerimônia relacionada com o Holocausto - Shoa - fica-se bradando: "Nunca Mais", mas o que nunca mais? O racismo e o antissemitismo ou apenas o extermínio? Bradar contra o extermínio é uma atitude que não leva a nada por parte do exterminado, ainda mais se você estiver no Sudão, no Darfur... E bradar um nunca mais contra o antissemitismo parece um brado contra o vento. Ninguém ouve.

José Roitberg - jornalista e diretor do Vaad Hashoa Brasil

Cinemas proibidos na Arábia Saudita

Uma pequena abertura ia acontecer na Arábia Saudita. Chegando o final da primeira década do século 21 o governo da monarquia saudita tinha permitido a apresentação do primeiro filme árabe no pais. Mas pessoas procuraram o líder religioso, o Mufti Sheikh Abd Al-Aziz Al-Sheikh exigindo que a exibição de filmes continuasse proibida no país. Hoje o ministro do interior, príncipe Naif bin Abd Al-Aziz, proibiu a abertura de cinemas no país. Imagine por um instante o que essas pessoas realmente pensam de nós, ocidentais...