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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Encontrada garrafa original da Fanta

Na Europa existe uma febre por arquelogia de campos da batalha, feitas por interessados e não-profissionais. Muitas descobertas estão no Youtube. Além de armas, partes de uniformes, equipamentos do dia-a-dia, e muita munição de todos os calibres imagináveis, foram localizados aviões derrubados ou que fizerm pouso forçado, tanques de guerra abandonados na mata por mais de 70 anos e tudo o que se possa imaginar.

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Única garrafa conhecida da Fanta original alemã de 1941, encontrada este ano em escavações no campo de batalha de Stalingrado.

E algo que ninguém imaginaria seria essa garrafinha de vidro. A primeira garrafa da Fanta fabricada pela Alemanha nazista. Nenhum colecionador possuia um exemplar. Não havia fotos dela. Apenas cartazes e anúncios de época desenhados. É curioso como a Coca-Cola limpou a Europa e Norte da África de qualquer resquício da sua ex-subsidiária alemã arianizada.

Rapidamente: quando houve o decreto de arianização de empresas alemãs, com a obrigatoriedade de serem dirigidas por membros do Partido Nazista, as empresas estrangeiras que operavam lá, foram nacionalizadas. Por exemplo: a Ford, passou a se chamar Ford Werke; a General Motors, se tornou Opel; e a Coca-Cola ficou como Coca-Cola Deutschland (Coca-Cola GmbH). A empresa se estabeleceu na Alemanha em 1929.

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Soldados alemães tomando refrigerantes num bar com propaganda da Coca-Cola em meados dos anos 1930. Não dá para identificar as garrafas

Ainda assim, a Coca-Cola alemã continou a receber dos EUA, o composto X, o xarope básico para fazer o refrigerante até meados dos anos 1940. Quando a possibilidade de importação cessou, a Coca foi fabricada até o término do composto X. Para continuar produzindo, os diretores da empresa partiram para uma tentativa de criar um xarope próprio com um mix de cascas de diversas frutas. E o resultado foi a Fanta. Curiosamente havia a possibilidade industrial de até mesmo criar e produzir uma nova garrafa, se bem que muita gente não acreditava nisto, e deve continuar não acreditando.

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Até agora, estas eram os dois únicos desenhos de época em anúncios da Fanta durante a Segunda Guerra Mundial

Quanto ao nome, a versão historicamente aceita é a de que Max Keith, o presidente da empresa pediu para os diretores usarem a imaginação deles (fantasie, em alemão) e o nome Fanta surgiu quase imediatamente.

Depois da guerra a matriz norte-americana reassumiu as operações na Alemanha e desenvolveu a linha Fanta, aproveitando que era uma boa marca e estava registrada.

A garrafa mostrada neste artigo foi encontrada numa escavação de antigas posições do exército alemão na Batalha de Stalingado, na Rússia, em 1941, e curiosamente sobreviveu aos combates e estas décadas sem nenhum arranhão. Mas foi a única garrafa de Fanta encontrada.

NInguém sabe qual era o sabor da Fanta original da Segunda Guerra Mundial.

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Uma das únicas garrafas conhecida da Afri-Cola original alemã de 1941, encontrada este ano em escavações no campo de batalha de Stalingrado.

Mas não a única garrafa encontrada! Havia uma perfeita de Afri-Cola, também, refrigerante do qual pouco se sabe e cuja marca foi inspirada no emblema do Afrika Corps. F. Blumhoffer Nachfolger GmbH, como um rival nacional à Coca-Cola. Continua no mercado até hoje. Há algumas garrafas originais de Afri-Cola em museus.

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Quiosque da Coca-Cola GmbH em Berlim, durante as Olimpíadas de 1936

sábado, 13 de junho de 2015

DRÁCULA CAÇADOR DE NAZISTAS

Pilot officer Lee in Vatican City, 1944, soon after The Liberation of RomeCalma! Não é um novo filme em resposta ao bizarro Abraham Lincoln Caçador de Vampiros... É a vida real do recém falecido Sir Christopher Frank Carandini Lee. Vamos deixar para lá seu pior papel nominado como conde Dooku, grande aliado de Sifo Dias em Starwars... E vamos nos concentrar no que ele fez na vida real.

Nascido em Londres, em maio de 1922, filho de um tenente-coronel do exército britânico, que combateu na WW1 e na Guerra dos Boers, Lee não foi criado pelo pai, que se separou de sua mãe quando ele tinha apenas 4 anos de idade. Mas ao iniciar a Segunda Guerra Mundial Lee se voluntariou para combater os soviéticos, em 1939, então aliados dos nazistas, que haviam invadido a Finlândia. Tinha 17 anos. O batalhão inglês desta fase pouco divulgada da WW2 não entrou em combate. O governo finlandês optou por colocar aqueles soldados nas posições de guarda e segurança na retaguarda, liberando soldados do país para o combate. Aliás, a Finlândia venceu os soviéticos.

Em 1941 se alistou na RAF - Real Força Aérea, recebendo treinamento de piloto. Em sua última aula antes do voo solo, passou mal, com dores de cabeça e visão borrada e foi diagnosticado com falha no nervo ótico, sendo proibido de voar novamente. Passou então por vários postos em terra na RAF até decidir alistar-se no serviço de inteligência. Sua decisão foi deplorada por seus superiores que o transferiram para o serviço de carcereiro na prisão de Salisbury. Alguns meses depois desta punição, foi enviado para África do Sul e depois para Suez, no Egito, onde passou a trabalhar como oficial de inteligência aérea. Foi comissionado como oficial piloto e designado como oficial de inteligência para o Esquadrão 260 da RAF, participando da campanha contra o Afrika Corps nazista do general Romell. Durante o auge desta campanha, o 260 executava cinco missões por dia. Terminada a campanha africana, o 260 participou da invasão da Sicília.

Depois da Sicília veio a Itália. Lee foi transferido para a Oitava Divisão de Infantaria Indiana, os Gurkas, com os quais participou da batalha para a tomada de Monte Cassino como oficial de ligação com a força aérea. Em 1944, estava presente na libertação de Roma, onde foi tirada a foto que acompanha esta matéria. Foi promovido então, a tenente e enviado para o Quartel General da Força Aérea, participando lá do restante da guerra. Lee dominava fluentemente o francês e o alemão. Quando a guerra terminou, foi transferido para o Registro Central de Criminosos de Guerra com a função de localizar criminosos de guerra nazistas. Em sua biografia ele nos conta:

"Nos deram dossiês do que eles fizeram e nos mandaram encontrá-los, interrogá-los o quanto fosse possível e depois entregá-los às autoridades competentes... Nós vimos aqueles campos de concentração. Alguns tinham sido limpos e arrumados. Outros não." Deu baixa na RAF apenas em 1946 com a patente de tenente aviador.

O grande personagem Drácula, viria apenas em 1958. Foi uma escolha estranha, pois um ano antes Christopher Lee tinha se lançado no cinema como o monstro Frankenstein, com seu parceiro de vários filmes, Peter Cushing, como o barão.

© 2015 José Roitberg - jornalista e pesquisador

sábado, 9 de maio de 2015

POR QUE PESSOAS NÃO ACREDITAM NA MATANÇA DE 6 MILHÕES DE JUDEUS?

Há estudos psicológicos muito antigos afirmando a incapacidade do ser humano de entender a palavra ‘não’ e números muito grandes. Quantas vezes você ouviu, numa entrevista em telejornal, alguém ser perguntado sobre o que faria se ganhasse 200 milhões na Mega Sena, e a resposta ser um emocionado: “Vou comprar uma casinha para minha mãe.” As pessoas não realizam o significado de 200 milhões, exceto se estiverem nos cárceres da Lava-Jato. Ainda assim, a população compreende o que são 20 centavos e vai às ruas para reclamar, mas não compreende o que são 20 bilhões da Petrobras e deixa isso para lá. Não se trata de compreensão de pessoas mais instruídas ou inteligentes e pessoas menos instruídas. É característica do ser humano.

Assim, acreditar que 6 milhões de civis judeus foram assassinados torna-se uma impossibilidade psicológica. Muitos destes desacreditadores, elaboram a descrença deles, e tornam-se negadores, utilizando os mais variados artifícios para mostrarem a si mesmos e aos outros a impossibilidade técnica ou tecnológica de matar 6 milhões de almas judias burocraticamente.

Ao preparar este material, fiz uma pergunta simples a dois jornalistas não judeus e um sujeito muito interessado, nosso operador de áudio na Rádio Manchete. Era apenas: quantos aviões de combate você acha que foram destruídos na Segunda Guerra Mundial? Pense você antes de continuar a ler. Um dos jornalistas respondeu 400. Outro respondeu, uns 100 e quando eu disso que isso pouco, aumentou sua aposta para 500. O colega da Rádio, no ar, disse que eram muitos, certamente mais de mil. A resposta correta é em torno de 430.000 aviões militares abatidos ou destruídos em terra. Isso mostra-nos os números que as pessoas consideram como “muitos”. A saber, os EUA perderam 95.000 aviões, a Inglaterra perdeu 42.000, o Japão, 50.000, a Alemanha 77.000 e a União Soviética uns 146.000.

Então decidi compilar para vocês vários números da Segunda Guerra Mundial, que tornam os 6 milhões mais fáceis de considerar. Não são números absolutos, contados até a última casa, mas números aceitos pelos historiadores.

Mais de 60 milhões de pessoas morreram na Segunda Guerra Mundial. Destas, 38 milhões eram civis e 25 milhões eram soldados. Vestiram farda mais de 95 milhões de soldados, dos quais 68 milhões sobreviveram, incluindo 25 milhões de feridos. Não há dados sobre o número de feridos que faleceu após a guerra em decorrência de sua condição física. Dos 38 milhões de civis mortos, 20 milhões morreram por fome e doença.

Na matança sistemática de civis, foram mortos 5.894.000 judeus, 285.000 ciganos, 250.000 deficientes físicos alemães (os que foram mortos em primeiro lugar com apoio a população), 15.000 homossexuais alemães, 2.000 padres, freiras e outros sacerdotes católicos (os alemães eram majoritariamente luteranos) e 1.000 testemunhas de Jeová. Estes números mostram porque o Holocausto é sobre os judeus e não sobre a lista toda como muita gente e a ONU quer fazer parecer que foi.

A Inglaterra perdeu 383 mil soldados; os Estados Unidos, 407 mil soldados; a Itália, 302 mil; o Japão, 2.120.000 soldados; a Alemanha 4.500.000 e a União Soviética perdeu 8.700.000 soldados.

Dentro da propaganda de esquerda, faz-se dos Estados Unidos o grande vilão por ter lançado duas bombas atômicas contra o Japão, que só se rendeu pois pensava que os EUA tinham outras bombas e iriam destruir outras cidades, mas havia apenas aquelas duas. Os números de mortos nestes ataques variam muito. Em Hiroshima estima-se entre 90.000 e 166.000 mortos, que a propaganda define como civis, ignorando o fato de lá ser a sede do Segundo Exército Geral japonês com um efetivo de 40.000 soldados. Em Nagasaqui estima-se entre 39.000 e 80.000 mortos, dos quais 9.000 homens do Segundo Exército. Só que nunca se fala sobre quanta gente os japoneses mataram em sua marcha sobre o Sudeste Asiático e na invasão e conquista de vastas regiões da China, numa guerra iniciada no começo dos anos 1930 e terminada apenas em 1945.

Os números da matança japonesa são assustadores. A Indonésia era colônia da Holanda. Sob domínio japonês foram mortos 4 milhões de pessoas. No Vietnã, na época Indochina Francesa, mais 1 milhão. Na Coréia sob ocupação nipônica foram-se outros 483.000 civis. Agora, na guerra contra a China, os japoneses mataram nada menos que 3 milhões de soldados chineses, 8 milhões de civis e outros 5 milhões de civis morreram por fome e doenças.

Estes números de contexto talvez mostrem às pessoas como foi de fato possível que quase 6 milhões de judeus tenham sido mortos pelos nazistas e os aliados dos nazistas.
Há ainda negadores do Holocausto e Revisionistas que vendem a ideia de os judeus terem faturado com o Holocausto depois da guerra, inventando a história toda para fazer o que os judeus sempre fizeram: roubar. Isso faz parte do contexto antissemita histórico e histérico. Na imagem desta matéria, gostaria que você lesse e copiasse, guardasse, difundisse por aí, o recorte da primeira página do jornal O Estado de Minas de 8 de maio de 1945 onde foram publicados os termos da rendição alemã. O item mais importante para a questão da reparação aos judeus e também para o reconhecimento oficial de que o Holocausto existiu é o décimo-primeiro:

“Restauração ou reparação de todas as propriedades roubadas aos judeus e outras vítimas da opressão nazista”

1945-05-08-termos-de-rendicao JORNAL O ESTADO DE MINAS

Nosso querido Ronaldo Gomlevsky tem uma frase muito assustadora sobre estes valores. Diz ele: digamos que um sapato custasse 30 dólares. Só em sapatos de judeus mortos teríamos uma reparação de quase 18 milhões de dólares da época. Imagine em casas, terrenos, veículos, mobília, roupas, sinagogas, objetos litúrgicos, clubes, escolas, bibliotecas, teatros etc.

© 2015 José Roitberg - jornalista e pesquisador