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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

CAVALO DE TROIA OU CABEÇA DA MEDUSA?

"Eleições 2014: TSE lança aplicativo móvel para eleitor acompanhar resultados das eleições"... Para iOS e Android, todas as plataformas. Quanta benesse do governos federal não? Acompanhar em tempo real pelo seu smartphone a apuração das eleições. O bom é que você poderá ver pela TV e ao mesmo tempo confirmar pelo celular. Uau! Todo mundo vai instalar. Será um sucesso espetacular.

Aí eu pergunto: "Você é maluco?" Será que as pessoas estão tão anestesiadas sobre a falta de privacidade voluntária oferecida gratuitamente através dos smartphones? E você minha amiga? "É maluca também?"

Quem pode ser inconsequente a ponto de instalar um app criado por um governo? Óbvio que não sabemos quais apps ditos "de empresas privadas" são apenas fachadas do estado. Há umas desconfianças muito óbvias, como Whatsapp e Waze, que fornecem informações demais ao "fabricante" e ficam conectados o tempo todo permitindo que o mais bem intencionado funcionário da área de informações saiba onde você está a cada instante... Bem... Cada um usa o que quer. Mas nada é de graça.

Na imagem abaixo  você pode ver que o app Eleições 2014 é oficialmente bem comportado. Nas "permissões" (que você dá ao aplicativo e seu proprietário, no caso o Governo) o app não acessa seus contatos, nem suas mensagens, nem suas ligações telefônicas, mas acessa todos os seus arquivos, de texto, áudio, fotos e imagens armazenados nos seus cartões de memória no telefone. Não acessa sua localização. Caramba! Tem uma grita internacional porque o governo chinês conseguiu enfiar um app em Hong Kong agora nas manifestações, que exatamente tem acesso para o "mao" das áreas do seu telefone que o app brasileiro teria para o bem. A maioria dos APPs que as pessoas instalam dão livre acesso a tudo e as pessoas não estão nem aí.

image

Examine com atenção a imagem. Na área branca inferior, há um aviso que de as atualizações podem "adicionar automaticamente outros recursos". Ou seja, o Eleições 2014 pode automaticamente mudar o que faz quando for atualizado. Para que? Acho que não preciso explicar e você já entendeu.

E esse é o governo que caiu de pau na espionagem digital americana na ONU... Sun Tzu puro: "quando você estiver perto, faça as pessoas entenderem que você está longe". Então, se estiver para lançar uma mega campanha de espionagem da sua própria população, faça um veemente discurso contra a espionagem.

App do Governo? Tô fora. E você?

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Cerveja Way Cream Porter ???

Vc passou num supermercado hoje, dia 3 de janeiro em Copacabana? Viu os espaços vazios? Sem sorvetes, sem refrigerantes em lata que não fossem zero, sem qualquer garrafa d'água, faltando iogurtes, sem sucos, poucos leites...

Parece que uma horda de gafanhotos passou por Copacabana e os mercados se programaram mal. Tivessem dobro de estoque, talvez tivessem tido o dobro de vendas. As cervejas baratas também deixaram de existir e essa aqui me chamou a atenção.

Way, vê se isso é nome de cerveja, ainda mais se definindo com "cream porter"... Rotulo pintado em silkscreen...

Atrás, uma explicação dizendo que é preta, cremosa, encorpada com aveia, como as cervejas do século 18 feitas para serem levadas em viagens e expedições.

Com uma propaganda destas, merece ser comprada. E é uma cream porter adocicada perfeita que deixa a superprecificada Guiness irlandesa no chinelo.

Como qualquer cream porter, precisa estar bem gelada e servida em copo para a espuma cremosa subir. No copo é perfeita, do gargalo não vale um tostão furado.

Se vc gosta das pretinhas arrisque This Way e confie nos cervejeiros da Chácara Atubá em Pinhais, SC. Eles sabem o que estão fazendo. Vou tomar a segunda.

http://www.waybeer.com.br/qual-a-sua-way/

© José Roitberg - jornalista e historiador

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Plutão não foi extinto… Para uns…

Nestes últimos dias do ano somos bombardeados com empulhação astrológica e mística fajuta. É duro de aturar. Você não sabe, mas os astrólogos se apropriam das coisas e as definem como ancestrais, milenares e além, para justificar suas teses. Recentemente ouvi uma das principais astrólogas do Brasil fazer previsões muito complicadas para Israel, Brasil e o mundo, não para 2014, mas para 2024. Perguntada se 2024 era um marco importante, ela disse: "Claro que é! É quando o Planeta Plutão entra da constelação de..." E do alto de uma falácia de alegar que a astrologia tem 10.000 anos "muito bem documentados". Mas não tem uma revistinha mensal que lhes mostre a realidade. Tal astróloga define como o ser humano olhando para as estrelas, a astrologia e não a astronomia.

É óbvio que para ela e outros astrólogos, os seres humanos andavam de cabeça baixa e não olhavam para as estrelas além do emblemático 10.000 anos atrás. Aliás, estavam os humanos ainda na Idade da Pedra. Nem sabiam que a Terra era um planeta, muito menos que se chamava Terra. Todo o início do período bíblico, Abraão, Monte Sinai, Moisés, Conquista de Canaã ainda era na Idade do Bronze. Não se tinha chegado nem ao ferro ainda (pelo menos no Ocidente). O mundo terminava ali no horizonte marítimo e os judeus deviam ter tanta certeza disso, que jamais construíram embarcações para testar esta tese que nos atormentou até as últimas décadas do século 15.

Plutão é considerado pelos astrólogos como o exemplo ancestral que define mudanças terríveis. Então se astrólogos horrorizados com as minhas blasfêmias me leem, fiquem sabendo: PLUTÃO NÃO É MAIS UM PLANETA !!! Então parem de dizer que "o planeta Plutão isto e aquilo". Sequer existia o então considerado planeta Plutão em 1929 !!! Ele foi descoberto em 1930, não por astrólogos, mas por astrônomos. E não se chamava Plutão! Era o "Planeta X". O observatório que o descobriu fez um concurso e recebeu mais de 1.000 nomes, sendo escolhido o enviado por uma menina de 11 anos chamada Venetia Burney, que gostava de mitologia e achava legal o nome do Deus do Submundo do politeísmo romano.

Nunca houve mapa astral com Plutão antes de 1930! O mesmo para os outros planetas a medida em que foram descobertos. Muito menos Plutão se refere a uma realidade do submundo, mas apenas a inocência de uma menininha.

Aposto qualquer coisa que nenhum astrólogo jamais previu a descoberta de Plutão e que jamais previram que Plutão não seria mais um planeta.

Astrólogos e All !!! Feliz Ano Novo, com a certeza de que o Planeta X, nunca mais irá amaldiçoar a humanidade e nunca mais irá "influenciar profundas mudanças". A astrologia antes da descoberta dos planetas e na época da Terra Plana devia ser muito ridícula...

© José Roitberg 2013 - jornalista e historiador

sábado, 23 de julho de 2011

Previsões para 2009. O que deu certo e o que não deu?

Estava relendo algumas matérias do meu blog e encontrei estas previsões de dezembro de 2008 para dezembro de 2009. Vamos a elas.

1)  Os cartões de memória SDHC tinham rompido a barreira dos 4GB. Um classe 10 de 8 GB custava 100 reais. Hoje está mais caro… Em compensação se pode comprar cartões de 32 GB. Se a velocidade for baixa, são baratos. Eu previ que em 2009 a indústria ia despejar cartões de 128 GB, mas isso não aconteceu.

2) Em 2008 eu não via utilidade para cartões de 32 GB, pois falávamos de fotos. Hoje com capacidade de vídeo 1080i até em telefones celulares o 32 GB é necessidade (para quem grava muitos vídeos) e é até pequeno.

3) Achávamos que câmeras de foto com 8 megapixels eram suficientes e fabricantes estava cancelando lançamentos de 12 megapixels, o valor das profissionais da época. Eu achava que 8 bastavam para qualquer uso e que a melhoria deveria ser do chip de captação que deveria crescer. Isso não aconteceu. Máquinas pequenas tem chips pequenos ainda com qualidade de imagem inferior, mas os 14 megapixels estão por todo o lado. Pessoalmente regredi em  2011 de uma máquina de 14 mp para uma de 12 mp com CCD maior.

4) Previ que as câmeras de vídeo iam abandonar as fitas pelos cartões de memória e isso é um fato incontestável.

5) O notebook popular sem hd e apenas com memória flash não é produzido por questões políticas. Em compensação em 2008 não se imaginavam os tablets que acabam sendo exatamente o que um notebook popular deveria ser.

6) As companhias telefônicas dava cartões mini-SD com apenas 128 MB em 2008. Hoje já dão com 2 ou 4 GB, apesar de você poder colocar até 32 GB no seu samrtphone por um custo muito baixo.

Aos poucos o padrão mini-SDHC está comendo o SDHC, mas continua com um problema insolúvel. É tão pequeno que sequer tem onde escrever nem ao menos o número do cartão para se poder diferenciar e identificar os cartões.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Senhor ladrão, por favor confirme

Hoje pela manhã estava no elevador comigo uma senhora que teve um celular Claro furtado de sua bolsa, no ônibus a caminho do trabalho. Ligou para a Claro, informou o furto e pediu o cancelamento. A imbecil da atendente que precisa preservar o emprego dela, fez o que a Claro lhe disse para fazer: "Minha senhora, já enviei um torpedo para seu telefone, por favor responda para que o registro de furto seja efetivado e a linha cancelada..."

Como pode uma empresa que está sendo multada em 300 milhões de reais agir de forma tão débil mental? Então o cliente não tem credibilidade e a Claro espera que o ladrão responda ao torpedo com um "sim, este telefone foi roubado, por favor desative-o e libere a cliente de qualquer responsabilidade..."

Eu nem acredito no que estou a relatar. Mas é a vergonhosa verdade da relação telecomunicações X cliente, num Brasil onde nem todas as áreas podem ser desregulamentadas ou deixadas ao seu próprio bom senso. Só um caso destes (imagine quantos são por dia) deveria fazer dobrar a multa dessa empresa que opta por ser safada e desrespeitar quem paga suas contas. Prefere ser cordial com o ladrão.

E aprovetiando. Hoje se vc entrar no site da Amazon americana, vai encontrar uma promoção da gigante da telecom AT&T que não conseguiu entrar no Brasil oferecndo Blackberries e super telefones de 450 a 600 dólares, por apenas um centavo, na compra de um pacote de telefonia celular. Vivemos numa teletranbicagem das mais insuportáveis.

José Roitberg - jornalista

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Kodachrome 1935-2009

Kodachrome

1935-2009

An Appreciation


When Kodak announced they were discontinuing the film that put color photography on the map, the news was somewhat akin to hearing about the loss of an old friend, someone with whom I shared a history. Kodachrome was my film of choice for over 2 decades, as it was for many photographers I crossed paths with over the years, one of whom went as far as having 'KR135 36' on his license plates.

Kodachrome had a terrific run. Seventy-four years to be exact. Oddly enough, two unemployed jazz musicians concocted Kodachrome - one of the most complex film processes ever created - in the bathtub of the apartment they shared. What's also striking is that the film that brought us "nice bright colors", "the greens of summers", and made "all the world a sunny day", was born during the Great Depression, a place in usually viewed in grittier shades of gray.

What's interesting is how many advances were made in the field of camera technologies during Kodachrome's seven-decade reign as the finest color film money can buy. At the time of its debut, cameras had three basic controls, none of which required batteries. There was a shutter-speed dial, aperture ring, and focusing barrel. That's it. And autofocus was still a good 50 years down the pike.

As for exposures, you used a hand-held selenium-cell light meter or a variation of the sorts clipped onto the camera's accessory shoe. It wasn't built-in, and in many cases it didn't even link to the aperture ring or shutter dial. Nor was there a choice of Program mode, Aperture-priority, Shutter-priority, or any 'creative' (sic) Scene modes designed to eliminate the need to think before taking a picture. But thinking is something you had to do when shooting Kodachrome.

Never a truly fast film – the original Kodachrome emulsions had single-digit ISO ratings – most pros stuck to the ISO 25 and 64 versions, while keeping a few rolls of the 200-speed version tucked away for light-starved shooting scenarios. Not having the option of cranking up sensitivity levels to 800, 1600, 3200, 6400, or beyond, Kodachrome shooters learned to navigate carefully among their exposure options when shooting under lighting conditions less than optimal. A few independent labs advertised 'pushed' processing for Kodachrome, but the results usually had the look of last-ditch attempts at covering up one's mistakes.

And as tight as Kodachrome's grain structure was, that's how tight its exposure range could be under contrasty lighting conditions. While you could afford to be 'sloppy' when shooting negative film and to a lesser extent other slide films, with Kodachrome you only had about a third-of-a-stop wiggle room. Over or under a half-stop often made the difference between a dead-on exposure and a blown exposure.

As a boating and marine photographer I often faced the challenge of having to capture the textures of bright white sails and hulls while maintaining some semblance of detail in the darker waters and shadows. Polarizing filters helped control glare and make the clouds pop from their deep blue surroundings, but they also resulted in a 2 to 3-stop loss of light. Needless to say, exposure times were critical, and as with any photographer worth his or her salt, I learned to 'read' the light, and shoot accordingly.

The passing of Kodachrome reminds me of a day long ago when my father and I stood on the rooftop of our Brooklyn apartment house and watched in the distance as the first commercial jetliner, a Boeing 707, lifted off the runway at Idlewild Airport. For my father, who was a master mechanic who could dismantle, repair, and rebuild anything containing pistons including P-51 Mustangs and Hellcats during WWII, the event was particularly poignant. As we watched the gleaming silver jet bank over our home he wistfully said to no one in particular 'They finally got all of the kinks out of propeller-driven aircraft engines… they finally got it 'right'… and soon there'll be no need for them."

The last time I shot film was August 2000. Fittingly it was photographing a couple of antique speedboats on Lake Hopatcong. And though I learned the art and craft of photography using sheet film and a 4x5 camera, I've never looked back. Is digital perfect? Nope, and maybe it never will be. But just as jets have relegated piston-powered aircraft to private enthusiasts and regional puddle-jumpers, film will always be around, and considering our culture and human nature in general, we'll surely be seeing numerous revivals of various photographic processes.

And just as we'll never see another Lockheed Constellation or DC-3 taxiing down the runway at JFK, so goes Kodachrome. But then again, no aircraft from Boeing, McDonald-Douglas, or Lockheed can ever lay claim to having a best-selling record or national park named after it.

-Allan Weitz