Considerações sobre História do Rio de Janeiro e dos Judeus no Rio de Janeiro, edição em vídeo, informática, fotografia e outras tralhas
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Tamanho ideal das unidades de alocação no Windows
Considere o seguinte: entenda a unidade de alocação como uma caixa de papelão onde você só pode colocar um objeto. Quanto menor a caixa, menor será o objeto que cabe. Se a caixa for muito grande um objeto pequeno ficará sozinho lá dentro e o resto do espaço da caixa não será utilizado. Mas como tratamos de arquivos, cada arquivo será espalhado pelo número mínimo de caixas onde ele couber por inteiro, preenchendo 100% de cada uma, menos da última.
Antigamente, quando tínhamos arquivos muito pequenos, hds que hoje parecem piada, com 30 MB somente, era comum fixarmos as unidades de alocação no menor tamanho possível. Era ridículo um arquivo de texto de 1 kb ocupar uma unidade de alocação inteira de 16 kb. Perdia-se 15 kb. Hoje a maioria dos arquivos é enorme e as unidades de alocação não cresceram. Se você tem muitos arquivos pequenos, terá seu HD cheio de espaço vazio marcado como ocupado.
No sistema padrão do Windows, o NTFS há apenas cinco opções básicas e a maior é de 8 kb. A padrão é de 4 kb. Imagine então uma fotinho digital de 4 MB, que irá usar 1.000 unidades de alocação de 4 kb... No sistema exFAT (compatível com PC e MAC ao mesmo tempo, funciona nos dois sistemas) o tamanho máximo é de 32 kb.
Parece resolvido! Coloco no tamanho máximo e tudo será ótimo... Não, não, não! Eu li por aí que quanto MENOR forem as unidades de alocação, MAIS VELOZ será a velocidade de acesso. Ilógico, como diria o sr Spock, mas parcialmente verdadeiro.
Testei o disco da Seagate com as diversas formatações e o resultado foi surpreendente. Os testes foram feitos copiando uma pasta de fotos de mais de 3GB com 1.300 arquivos, do HD interno para o externo via USB 3.0.
Com NTFS:
unidade de alocação de 16 bytes (a mínima), a velocidade média foi de 68 MB/s
unidade de alocação de 128 bytes, a velocidade média foi de 70 MB/s
unidade de alocação de 4096 bytes (4 kb, a padrão do Windows 7/8), a velocidade média foi de 70 MB/s
unidade de alocação de 8192 bytes (8 kb, a máxima), a velocidade média foi de 60 MB/s
Com exFAT:
unidade de alocação de 32 Kbytes (a mínima), a velocidade média foi de 46 MB/s
unidade de alocação de 128 Kbytes, a velocidade média foi de 40 MB/s
unidade de alocação de 4096 bytes (4 kb, a padrão do Windows 7/8), a velocidade média foi de 45 MB/s
unidade de alocação de 32768 bytes (32 MB a máxima), a velocidade média foi de 30 MB/s
O resultado me surpreendeu. Vemos que no sistema de arquivos NTFS o tamanho da unidade de alocação tem influência na velocidade, mas entre a unidade mínima e a unidade padrão a variação é bem pequena. Já a unidade de tamanho máximo teve uma redução considerável de velocidade da cópia.
O sistema exFAT me decepcionou. A funcionalidade de poder usar o mesmo HD externo num PC e num MAC tem um preço e é muito caro: a velocidade da gravação dos dados que variou de apenas uns 45% a 58% da velocidade com um gerenciamento NTFS.
A velocidade de gravação pode ainda variar de acordo com a região do HD onde os dados são gravados. Existe uma região rápida, onde teoricamente ficam gravados programas e arquivos de sistemas com prioridade, um região norma (a maior) e uma região lenta (a última a ser preenchida), motivo pelo qual um disco muito cheio fica mais lento, já que os arquivos que vc mais usa, são os últimos que vc gravou e eles foram para a área lenta. Não há como controlar isso. Outro fator: uma arquivo de 3 GB grava com uma velocidade muito maior que 1.000 arquivos de 3 MB.
Então leve em consideração o que é melhor para vc, tendo dados verdadeiros para auxiliar em sua decisão. Ainda assim 30 MB/s pela USB 3.0 é 10 vezes mais veloz do que vc consegue pela USB 1.0 mas a mesma velocidade da uma USB 2.0… A leitura de dados de um disco DVD em bom estado, gira entre 15 a 16 MB/s.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Lar da Criança Israelita
"O Lar da Criança Israelita - com o lema de fazer de cada criança desamparada um bom brasileiro, foi fundado à rua General Canabarro 303. A nova instituição foi instalada em magnífico prédio que se vê no clichê, que ilustra este registro, abrigará as crianças necessitadas, que ali terão educação, conforto em ambiente brasileiro. Por estas finalidades a nova fundação é merecedora de todo o amparo da sociedade carioca."
A instituição continua em atividade em uma grande instalação á Rua José Higino.
© 2013 – José Roitberg – jornalista e historiador
todos os direitos reservados nos termos da lei
Formatando PenDrive ou HD externo para PC e MAC ao mesmo tempo
Se você trabalha com vídeo e fotos pode ter que enviar material de uma plataforma para outra ou receber material criado em outra plataforma e não é tão simples quanto parece.
É comum receber um pendrive, uma memória flash, um HD SSD ou um HD externo USB cujos dirvers se instalam corretamente mas o dispositivo não parece listado como um disco d:e: g: pi k:, por exemplo.
Ocorre o seguinte, principalmente com os HDs. Eles são formatados na máquina original. Se for PC, o formato do disco deverá ser NTFS e se for MAC, o formato será GTP. SÃO INCOMPATÍVEIS. Um disco formatado num sistema não abre no outro e não existe ferramenta de conversão.
Para a coisa dar certo existe uma formatação chamada exFAT (Extended FAT – Tabela de Alocação de Arguivos Extendida) criada para ser a cross-platform, a plataforma cruzada cujo disco abre nos dois sistemas operacionais diferentes.
Somente discos externos via USB ou entrada de cartão podem ser formatados em exFAT e não há motivo algum, nem permissão dos sistemas operacionais para vc formatar um hd interno assim. Não insista.
Então, para o transporte de arquivos enormes de vídeo, cada vez mais comuns nos hds externos, esqueça o material que está nele e está dando errado: volte ao computador de origem seja ele MAC ou PC, se for caso copie os arquivos de volta para o disco rígido do computador, formate o hd externo em exFAT e copie os arquivos a serem transportados novamente para ele. A partir disto, este hd externo vai funcionar nos MACs e em qualquer PC com Windows VISTA para cima (Vista, 7 e 8)
Se vc usar pendrives para este tipo de transporte sugiro a formatação exFAT também, só para garantir. Se alguém quiser saber o motivo, é porque geralmente vem formatadas com FAT32 que permitem arquivos únicos de até apenas 4GB o que está ficando bem curto para vídeo em alta resolução. A exFAT não tem limite para tamanho de arquivo. Como qualquer formatação, esta também é destrutiva: faça em discos novos ou se vc for jogar fora os arquivos que estiverem nele.
Tem um tutorialzinho simples em inglês mostrando como formatar em exFAT. Conheça isso pois pode lhe salvar horas de aborrecimento.
domingo, 15 de setembro de 2013
Yom Kippur 1915–Rio de Janeiro
Cada comunidade em cada país, ou cidade, ou aldeia, em cada momento histórico de liberdade, de restrições ou de perseguições, tinha seus costumes, sempre variando um pouco em torno do mesmo tema.
Um dos hábitos que havia no Rio de Janeiro das últimas décadas do século19 até lá pelos anos quarenta do século 20, era visitar os cemitérios (um até 1916, dois até 1920 e três em seguida, até 1956 quando foi inaugurado o Cemitério Israelita do Cajú) na manhã de erev Rosh Hashaná, ou seja: seria na manhã de hoje. Como a visitação era maciça, aproveitava-se para inaugurar as matzeivot (a parte construída, artística do túmulo - matzeiva significa monumento) de todos os falecimentos do ano anterior (na verdade são bem poucos a cada ano). Uma ação comunitária conjunta de fato, numa comunidade que beirava apenas umas 2.000 pessoas (de todas as idades), quando a foto abaixo foi tirada.
Ela é de Rosh Hashaná 5676, setembro de 1915, há 98 anos atrás. Nela, vemos 18 polacas em torno do túmulo de "Lili das jóias", cujo nome era Rosa Schwartz za'l. Rosa foi uma polaca, prostituta dos primeiros anos do século 20. De alguma forma que não ficou registrada ela se livrou de seu caften (cafetão) e passou a seu uma "klienteltshnik" (prestamista) vendendo joias, que comprava ou que recebia em consignação de negociantes.
Conta a crônica policial de 8 de outubro de 1914, ela foi morta no dia 7, que Rosa fez relativa fortuna e se dedicava a tentar liberar (talvez comprando) as moças judias mais novas envolvidas na prostituição. Era abertamente uma inimiga dos caftens. No dia 7 "Lili" foi encontrada morta, degolada à navalha, em sua própria cama, na pensão onde morava à rua das Marrecas 28. O mostruário de joias tinha sumido. Este é apenas mais um dos crimes de assassinatos de polacas que jamais foi resolvido. O assassino deixou a navalha no local. A polícia arrolou amantes, namorados, clientes devedores, caftens e até estrangeiros e nunca encontrou o autor.
A contradição que temos na foto é simples: está na história que as pessoas preferem conhecer e acreditar, que as polacas eram mantidas em regime semi-escravo, que os caftens as ameaçavam de morte, que não podiam sair dos prostíbulos. É isso que você provavelmente sabe. Mas essa é uma das várias provas documentais e fotográficas de que elas tinham toda a liberdade de circular, praticavam o judaísmo em sua própria sinagoga, com seus próprios rabinos assalariados, frequentavam a mídia constantemente, abriram seu próprio cemitério em 1916 e também continuaram a usar o S. Fco. Xavier, mesmo depois, com sepultamentos pela halachá ortodoxa (como podemos depreender em vários, mas não todos, de seus túmulos).
A liberdade era tanta que podiam posar para os foto-jornalistas no túmulo da Rosa Schwartz za'l, inimiga declarada dos caftens, amiga e benfeitora das que continuavam a ser polacas, sem temer qualquer tipo de retaliação de seus próprios caftens verdadeiros ou apenas no imaginário racista coletivo.
Associação Religiosa Israelita da legenda não é ARI, e sim ABFRI - Associação Beneficente Funerária Israelita, fundada em 1906, mas atuante já alguns anos antes.
© 2013 – José Roitberg – jornalista e historiador
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Rosh Hashaná 5700 (1939)–Rio de Janeiro
© 2013 – José Roitberg – jornalista e historiador
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Tinha uma árvore no meio do caminho
Rua Arnaldo Quintela em Botafogo, defronte à rua Rodrigo de Brito (da sinagoga Shel Geumilut Hassadim). Como muita coisa no Rio, vc passa e não vê...![]()
terça-feira, 6 de agosto de 2013
1911 Caminhões “judaicos” no Rio de Janeiro
Você tem certeza de que as marcas GM e GMC significam General Motors e General Motors Caminhões? Na verdade é GMC Trucks... E se eu te disser que é Grabowsky Motor Vehicle Co (GMC)??? Brincadeira... Pois é, como história é uma coisa deliciosa, se ensinada certo e não a aula a ser descartada nas escolas...
Max and Morris Grabowsky criaram a Grabowsky Motor Vehicle Co. em Detroit em 1900, produzindo um caminhão (apenas um mesmo) com capacidade para uma tonelada e velocidade máxima de 16 km/h. Em 1902 ele se reorganizaram e abriram a Rapid Motor Vehicle Company e conseguiram montar mais um caminhão, vendido para a companhia de limpeza de Detroit, considerado o primeiro veículo a gasolina a circular por lá.
Em 1909, a GM de carros começou a comprar empresas de caminhões. 75 caminhões Rapid foram vendidos entre 1902 e 1904. Em 1905 a Rapid montou uma fábrica e começou a produzir o Power Wagon. A GM começou a comprar ações da Rapid, Max se desligou e formou a Grabowsky Power Wagon Co. Os Grabowskys são considerados os fundadores GMC.
Entre as grandes companhias a dos irmãos Dodge, também era judaica, chegando a usar a estrela de David em seu escudo. Porque será que Henry Ford era antissemita? Será devido aos seus dois fortíssimos concorrente? Você responde.
E estes caminhões Grabowsky "judaicos" chegaram ao Brasil, sendo anunciados e vendidos no Rio de Janeiro, por um representante comercial judeu, Carlos Blank, em outubro de 1911, no período em que havia pouco mais de 2.500 judeus habitando o Rio de Janeiro. Essa é mais uma estória do Rio Judeu que o Povo Esqueceu.
© 2013 – José Roitberg – jornalista e historiador
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