Mostrando postagens com marcador al qaeda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador al qaeda. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de junho de 2014

Considerações sobre o sequestro na Cisjordânia



Considerações sobre o sequestro na Judeia e Samaria de Eyal Yifrah, 19 anos, de Elad; Naftali Frenkel, 16, de Nof Ayalon e Gil-Ad Shayer, 16, de Talmon (fotos abaixo), são os três rapazes desaparecidos desde a quinta-feira dia 12 de junho.



1) FATO: Algumas fontes de mídia israelense e blogueiros, estão atribuindo a culpa pelo sequestro às vítimas por elas terem pedido carona. Tais comentários estão espalhados por todo o espectro político, não se concentrando neste ou naquele. 

RESPOSTA: (1) É um absurdo completo. A iniciativa do sequestro é dos seus perpetradores, jamais das vítimas. (2) Mas o jornal Haaretz publicou uma matéria onde alunos a yeshiva de onde dois dos sequestrados saíram, afirmaram é que política clara da escola a proibição dos alunos pegarem caronas, sobn pena de expulsão.

2) FATO: Um dos garotos conseguiu telefonar para a polícia às 22h25. O operador da linha de emergência achou que era trote. O alerta de sequestro só foi iniciado às 3 da manhã, quando um dos pais chegou à central de polícia para avisar do desaparecimento de seu filho. 

RESPOSTA: (1) A polícia está sendo duramente criticada por não ter levado a sério o telefonema, e se defendeu declarando que 50% das ligações para o número 100, são trotes. (2) É pouco provável que terroristas que sequestrem vítimas, não as revistem e não percebam que uma delas tem um telefone, mas aconteceu. (3) É improvável que uma vítima de sequestro em um carro junto aos sequestradores consiga pegar seu telefone, discar, esperar atender, falar uma frase, até ser interrompido, mas aconteceu: isso indica que esta vítima não estava imobilizada, ou vigiada no momento em que usou o telefone. (4) Tendo havido uma ligação de celular, há um registro de triangulação das torres de telefonia, portanto, o Estado sabe onde ocorreu tal ligação e o momento preciso dela. (5) Os ortodoxos em Israel costumam usar telefones celulares simples, sem acesso à internet, gps etc. Alguns são chamados até de celular kosher. Estes dispositivos não permitem a facilidade de localização pela polícia que um smartphone oferece.

3) FATO: A carona é uma instituição nacional em Israel e as vítimas agiram conforme todas as outras milhares ou dezenas de milhares de pessoas agem diariamente. 

RESPOSTA: (1) O sequestro ocorreu no cruzamento de Gush Etzion, na rodovia 60, ao sul de Belém (Bethlehem), em área prdominantemte judaica. Entre Jerusalém e Hebron, e para as colônias judaicas principais da Judeia e Samaria, há estradas só para israelenses e estradas só para palestinos. São fisicamente separadas. (2) É praticamente impossível que um carro com placas árabes esteja circulando por estrada para israelenses. (4) É praticamente impossível que jovens judeus entrem em carro com placa árabe para carona de forma espontânea. (5) O que nos leva a inferir que entraram um carro com placa israelense. (6) Mas um indicador de que os três foram obrigados a entrar a força em um carro é o fato de cada um ter um destino diferente. Um ia para Elad e outro para Nof Ayalon, ambas em território israelense (para o noroeste) acessadas pelas rodovia 38. A terceira vítima ia para Talmon, ao nordeste, acessada pela rodovia 60.

 
4) FATO: O índice de furto de carros em Israel é alto e pode surpreender as pessoas desavisadas. O índice de recuperação de carros furtados em Israel é baixo, apesar das mínimas dimensões do país. Portanto, se inúmeros carros podem ser furtados, com alerta constando na polícia e sumirem, então um carro furtado, ou não, com passageiros, pode igualmente sumir. 

RESPOSTA: É difícil compreender para onde são levados os carros furtados em Israel, com todo o tipo de controle de estradas. Assim, uma célula terrorista dispor de um veículo furtado com placas israelenses, ou dispor apenas das placas e colocar em seu carro, ou usar um carro israelense não furtado de um colaborador árabe Israelense, são possibilidades relativamente simples e já ocorreram antes.

5) FATO: Segundo a polícia de Israel os terroristas tiveram cerca de 5 horas de vantagem até o alerta. 

RESPOSTA: (1) na verdade teriam mais se o rapaz não tivesse telefonado a polícia, o que foi algo imprevisto na ação. Mas pensaram que teriam menos, devido ao telefonema. Em 5 horas, partindo de onde estavam, num carro com placa israelense, podem ter chegado a qualquer ponto de Israel, como Haifa, ou as cidades predominantemente árabes. Assim a busca na Judeia e Samaria, pode ser algo como a do avião da Malásia: concentrar esforços onde o objetivo não está. (2) Se pensaram que o telefonema abortaria o plano, podem ser se desfeito das vítimas. Um carro queimado foi encontrado em área palestina ao sudoeste de Hevron (no sentido inverso ao que as vítimas iriam originalmente), na localidade de Dura, mas a polícia de Israel não divulgou nenhum detalhe sobre este veículo.

6) FATO: A mídia em Israel trabalha sob censura militar e policial. Os dados publicados são apenas os liberados oficialmente, tanto que a notícia pública do sequestro ocorreu apenas muito tempo depois, com hora marcada para entrar no ar. Até o momento só se fala na busca pelos três jovens. 

RESPOSTA: Não se deve menosprezar terroristas e inteligência operacional deles. Segundo informações de hoje (terça dia 17 de junho) a polícia de Israel afirma que desde 2003 foram impedidos 68 sequestros em moldes semelhantes, mas a não divulgação destas ações deixou de sensibilizar a população para se precaver. Os alertas de anos e anos do perigo de sequestro acabam sendo como a história de "é o lobo..." e ninguém dá a mínima para eles. Procurar os três jovens juntos é uma burrice operacional. Caso permaneçam vivos, estarão em três cativeiros diferentes, muito distantes entre si.

7) FATO: Este sequestro ocorre durante uma ofensiva geral da Al Qaida. A luta entre três facções na Síria; o avanço rápido do ISIS no Iraque; os combates no Yemen; os bombardeios do exército paquistanês ao norte de seus próprio país; o grande sequestro e ataques sangrentos do Boko Haram na Nigéria; o ataque mortal à bomba no Quênia (por enquanto). 

REPOSTA: num caso onde existe gente que desapareceu numa estrada, apontar um "culpado" é precipitado. Sabemos que existe Al Qaeda operando em Gaza, onde ocorreram conflitos armados com o Hamas, e não há porque deixar de considerar que haja Al Qaeda na Judeia e Samaria. O recrutamento básico da Al Qaeda é pela Internet oficialmente ou por pessoas que se convertem à ideologia messiânica do grupo radical, criam sua célula e passam a operar independentemente ou não. para ser da Al Qaeda, ninguém precisa ir a um lugar e treinar. Basta se converter. A grande maioria das pessoas não sabe que no islã existe a conversão interna entre os diversos ramos representativos da religião e que um sujeito que hoje é xiita, amanhã pode estar empunhando a bandeira negra o messias islâmico e que um sujeito que hoje é sunita, amanhã pode ser xiita, como vem ocorrendo na Faixa de Gaza, e foi o que aconteceu com os palestinos do Sul do Líbano, que basicamente se tornaram o Hezbollah xiita. A Jihad Islâmica (que é atualmente o braço da Al Qaeda na região, assumiu publicamente o sequestro, mas o governo israelense, não "concordou" com essa declaração.

8) FATO: As diversas facções políticas no jogo do Oriente Médio estão aproveitando o caso endurecer suas próprias agendas. 

REPOSTA: (1) O governo de Israel anunciou ontem (segunda dia 16 de junho) que iria acabar com toda a infraestrutura do Hamas na Judeia e Samaria, declaração absurda de se fazer contra um grupo que se supõe tenha três reféns. Prende um monte de gente do Hamas (mais de 200 até o momento, inclusive suas lideranças políticas eleitas). (2) As lideranças religiosas israelense lançam uma campanha mundial de rezas e orações pelo bem estar e libertação dos sequestrados, que tem um desempenho ótimo em Jerusalém, com 25.000 pessoas no Muro das Lamentações e pífio em Tel Aviv onde apenas 250 pessoas oraram publicamente pelos jovens. Judeus do mundo inteiro aderem ao pedido conjunto de ambos rabinos-chefes e assim tem a certeza de que estão fazendo parte da solução divina. (3) O Hamas vibra com o sequestro mas afirma que não é o autor. Aproveita as prisões para lançar foguetes contra Israel de forma "justificada". (4) A Fatah declara publicamente que a união com o Hamas será rompida, caso o grupo de Gaza seja de fato o responsável pelo sequestro. O que seria interessante para Abbas. (5) O Secretário Geral da ONU declarou que não tem "provas concretas" de que tenha havido o sequestro dos três rapazes na Judeia e Samaria.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Pretexto Fundamental

Para entender o levante salafista islâmico atual contra os Estados Unidos em diversos países árabes é preciso compreender e rever alguns fatos. O primeiro deles é que NÃO é um levante atual, mas parte da Guerra ao Terror iniciada em 11 de setembro de 2001, pelo Terror.

Por quase dois dias, foi gerado um cenário antissemita difícil de desfazer quando o diretor verdadeiro do filme "Inocência do Islã", Nakoula Basseley Nakoula, 55 anos, cristão copta (ramo cristão egípcio que já foi violentamente atacado pela Irmandade Muçulmana hoje no poder), se declarou "judeu-israelense" com o pseudônimo de Sam Bacile ou Nicola Bacily ou Erwin Salameh E OUTROS, conforme informação do Tribunal Federal da Califórnia. Portanto, o cristão copta é um estelionatário conhecido das autoridades norte-americanas. O auto-proclamado porta-voz do filme é Steven Klein, apresentado como consultor. Ele pretendeu a notoriedade e fama defendendo o bacilo...

A mídia brasileira, vivendo de notas de agências internacionais ainda não sabe exatamente quem é este Klein. Mas uma pesquisa de 2 minutos pelo Google revela tudo.

De cara, qualquer um diria e os muçulmanos e a esquerda estão dizendo: "Olha só como tem judeus envolvidos na blasfêmia", até porque há uma CERTEZA incutida pelos governos árabes e muçulmanos, e pela propaganda de esquerda internacional, ao longo de mais de 60 anos de propaganda antissemita covarde de que os "Judeus Controlam Hollywood", logo, um filme contra o islã tem que ser "judeu". Ainda mais quando um "Klein" declara de forma SAFADA que o filme foi financiado por 500 judeus!!! Isso circulou o mundo rapidamente e NENHUMA mídia irá desmentir. Está amplamente divulgado nas mídias brasileiras. Pelo contrário, as mídias dos governos de esquerda e muçulmanos vão INCENTIVAR esta compreensão.

O nome verdadeiro do segundo crápula antissemita é Steven Anthony Klein. Não é judeu. Com 61 anos ele viveu no Texas e em Utah. Steven Anthony Klein foi fundador, secretário e ensaísta de um grupo chamado "Courageous Christians United" (Cristãos Corajosos Unidos), ativo desde 2007, cuja retórica é atacar os muçulmanos e os mórmons (vertente do candidato republicano Mit Romey). Este Klein também fundou outro grupo, chamado "Concerned Christians for the First Amendment" Cristãos Preocupados com o Primeiro Artigo (da Constituição Americana, a liberdade de expressão, liberdade religiosa), cujo foco é anti-islâmico. O CAIR (que é a entidade de representação política dos muçulmanos americanos) já havia entrado com queixas contra dos grupos de Klein pela distribuição de folhetos contra os muçulmanos nas ruas da Califórnia.

Um pequeno jornal da costa oeste americana escreveu sobre Steven Anthony Klein: ele é um ex-fuzileiro naval que acredita que a Califórnia está cheia de célula muçulmanas que estão esperando a ordem para começar a matar aleatoriamente quantos americanos puderem, "eu sei disso e estou me preparando para responder aos tiros."

Em 2004 Steven Anthony Klein criou uma empresa chamada Middle East Experts Team (Equipe de Especialistas em Oriente Médio) e, aparentemente através dela, se autoproclamou o conselheiro técnico do filme de Nakoula Basseley Nakoula, o que provavelmente é verdadeiro.

Estamos diante de um ataque de radicais cristãos contra o islã. Mas o islã não é o judaísmo. Ontem circulou um cartum que mostrava um árabe pichando um judeu ortodoxo estereotipado cheio de sangue e demoníaco e uma criança pichando um Maomé bonitinho. O árabe gritava: "Você não sabe que isso é ofensivo?" Essa é a verdade neste caso. O judeu endemonizado fere a sensibilidade de poucos judeus, como a minha, por exemplo. A massa judaica não se importa. A massa judaica recebe este tipo de agressão há tantos séculos, não anos, mas séculos, que simplesmente não se importa. O Estado de Israel não se importa, considera liberdade de expressão.

E não nos importamos por quê? Porque como minoria imprensada nos guetos, sujeita a todo o tipo de leis discriminatórias e sem fazer parte dos exércitos, os judeus aprenderam a se calar para tentar sobreviver. Hoje a realidade é outra, mas o "cale-se" é tão arraigado que permanece. Os judeus que gritam são taxados de idiotas.

Qualquer livro de memórias sobre os judeus da Polônia, quando a comunidade era de 3,5 milhões, um terço da população do país traz: "... se um goy xingar você, roubar você, bater em você, não reaja... se reagir ele irá matá-lo... melhor ficar vivo para ser roubado novamente..." Isso quando éramos 1/3 do povo. Como minorias muito pequenas, nossa voz pouco importa.

Mas os muçulmanos são maioria e uma maioria enorme. Não lhes faltam nem armas descontroladas a nem apoio de aparelhos completos de Estado com exércitos complexos, forças aéreas, marinhas, forças especiais, serviços secretos, mísseis, armas nucleares, reatores nucleares, mídia controlada, sucessões controlada e petróleo. Sendo uma maioria destas eles podem fazer o que bem entenderem e o mundo vai continuar a se curvar, com poucas alternativas. Um cartum que demoniza um "judeu genérico" é uma coisa. Um filme que mostra Maomé desnudo fazendo sexo com um monte de mulheres e outra coisa.

O islã não está preocupado com a demonstração do caráter sanguinário de seu profeta contra os infiéis. Até aplaude isso. Mas numa teologia que não permite mostrar rostos, sequer mãos ou pés do profeta e seus seguidores originais (teologia sunita, pois na xiita mostram) as cenas de seios, coxas, peitos e sexo são um OFENSA CAPITAL, e a pena será se morte.

O ocidente tenta cobrir e compreender estes fatos com uma mentalidade ocidental, mas o problema é árabe muçulmano. A mentalidade é outra. O sistema de referências é outro. São condições normais de temperatura e pressão alienígenas às nossas. Nos países sem liberdade de expressão a liberdade de expressão é passível de pena de morte sumária sim. E se não se pode matar quem fez, que se mande um recado.

E aí é que precisamos entender que os ataques iniciados no dia 11, por salafistas (ideologia radical muçulmana criada na Arábia Saudita e apoiada pelo Estado) não tem a ver com o filme. O filme é um pretexto. O trailer de 14 minutos foi colocado no YouTube no dia 2 de julho. A legendagem em árabe chegou em meados de agosto e o ataque foi em 11 de setembro. Não há conexão. A Google removeu ontem o vídeo legendado em árabe.

Neste caso a Google deveria remover a versão em inglês também, pois a morte dos diplomatas americanos está se tronando lucro para Nakoula e Anthony. Há menos de 15 horas, o vídeo tinha sido visto por pouco mais de 250.000 pessoas. Hoje, com o caso estourado, já passou de 1.330.000 views. A mensagem do filme está sendo difundida de uma forma muito maior do que poderia ter sido. Segundo o diretor o filme foi passado na íntegra apenas uma vez e havia "um punhado de pessoas no cinema."

Salafistas são a Irmandade Muçulmana e a Al Qaeda. Qualquer ataque terrorista tem como característica o momento político local, a oportunidade, a surpresa e a cobertura. Neste caso, a cobertura é o filme, o momento político é o do poder nas mãos dos Salafistas e um mundo árabe sendo varrido por essa agenda. A surpresa é o ataque de uma forma inteligente que não pode ser retaliado, em princípio. Não há grupo específico atacando. Há grandes grupos populares atacando embaixadas americanas, com pouca ou nenhuma reação das polícias locais. A Al Qaeda criou uma forma inteligente de marcar seu território, pois parece que ninguém está impressionado com as centenas de mortes promovidas pela Al Qaeda no Iraque ao longo de agosto e neste início de setembro. É preciso que eles matem americanos para dar o recado. Deram.

Resta ainda um ponto. É prerrogativa dos regimes árabes e muçulmanos a produção de filmes e séries de TV ofensivas. Eles PODEM publicar Shatat, Zara Blue Eyes, Horseman Whitout a Horse, e todos os outros filmes com enredo baseado no Protocolos dos Sábios de Sião que quiserem. Podem vilanizar e demonizar os judeus à vontade. Podem exibi-los nas noites do Ramadã para incitar centenas de milhões de pessoas no ódio aos judeus, ano após ano. Eles podem fazer isso por serem amparados por seus governos, parlamentos, clérigos, milionários e população.

Nós não podemos. Não somos amparados por nada ou por ninguém. Os judeus que se insurgem contra esse massacre promovido pela mídia islâmica são apenas judeus idiotas.

José Roitberg - jornalista idiota

Obs: "idiota" é um sujeito com pouca inteligência. A pouca inteligência no caso é atribuída pela massa imbecil, aos que não se comportam como ela.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

5 Anos do Massacre de Beslan - Como foi a repercussão nos jornais na época?

Neste fim de semana estava revendo meus arquivos para escrever algo sobre Beslan, quando percebi que havia um tema não abordado. Como a mídia impressa retratou o massacre?

Em relação à mídia, inclusive no evento recente da ONU no Rio de Janeiro, ficou absolutamente claro que há um conceito internacional muito bem definido: nazis, comunistas e jihadistas declaram que os judeus controlam a mídia; comunidades judaicas reclamam que a mídia é anti-israelense chegando ao antissemitismo clássico; militância islâmica e palestina afirmam que a mídia é pró-israelense e pró-judaica. Tem algo muito errado aí.

A resposta é bastante simples. Cada grupo de interesse ou até mesmo cada pessoa que reclama, lê o que lhe interessa. Então hoje esta matéria desagrada este grupo. Amanhã outra desagrada outro. Uma carta claramente antissemita é elogiada pelo outro lado como a expressão da verdade que deve ser levada a todos e elogia o jornal, enquanto o lado judaico acusa o jornal de ser antissemita. Mas a militância judaica é passiva demais: não elogia as mídias quando elas se posicionam favoravelmente aos seus interesses. Que leitura um "dono de mídia" poderá ter? Escrevo A e este grupo me elogia. Escrevo B e aquele grupo reclama, enquanto o pessoal ligado ao grupo B não fala nada. Então qual é meu público? O que apóia o que publico e não o que apenas reclama... Bem lógico, né?

Sobre Beslan, bem como antes, sobre o teatro em Moscou, o massacre ficou definido como sendo obra e graça das forças policiais do estado russo. Os terroristas chechenos ou da Inguchétia abertamente ligados a Al-Qaeda, com agenda política clara, com a forma de ação mais covarde possível foram contabilizados entre os massacrados e não como agentes do massacre. Uma negação institucional do que todos viram e das declarações abertas da Al-Qaeda: "Nós fizemos, por isso e por aquilo"... Não, vocês não fizeram, replicou a mídia. Igualzinho o 11 de setembro na distorção dos teóricos da conspiração.

As cartas do leitor a época de Beslan foram basicamente contra a exposição de crianças russas mortas nas folhas dos jornais, principalmente pelo Globo. Jamais foi publicada pelo jornal - não sei se foi recebida - carta dizendo o mesmo sobre a exposição de crianças palestinas mortas. Ao contrário, neste caso as cartas se apoiavam nas fotos para tecer um discurso antissemita aberto. Ao expor em primeira página crianças iraquianas (não se pode dizer muçulmanas no jornal...) sorrindo e brincando com o corpo mutilado e carbonizado de um soldado americano pendurado numa ponte, o jornal trata o fato como positivo para o Iraque mostrando a insatisfação do povo contra os americanos.

A exposição de crianças mortas nos jornais brasileiros tem algumas explicações importantes. O Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe claramente. Mas a lei é mal redigida como quase todos no Brasil e se aplica não à mídia, mas à criança: só não pode mostrar se a criança for brasileira. Os muçulmanos radicais usam suas crianças mortas como elemento de propaganda de guerra. Os israelenses e judeus preservam seus mortos e não liberam suas imagens para uso, sejam adultos ou crianças. No caso de Beslan, é apenas o fotojornalismo da barbárie, num país que prefere mostrar realidades escolhidas para atrair a compaixão internacional e liberou as imagens de suas crianças mortas. Além disso, o bizarro e o grotesto vendem.

As cartas de Beslan diziam ainda mais. Falavam que o massacre cometido pelos russos tinha origem na dominação mundial americana. Diziam que o massacre feito pelos russos usava técnicas antiterroristas americanas. Dizia que o massacre era devido à guerra no Oriente Médio, incluídas aí referências ao Iraque e à Israel. Contei em meu arquivo 27 cartas do leitor publicadas ao longo de 4 dias apenas pelo Globo. Apenas uma, de um judeu, tinha em seu corpo os termos "terrorista islâmico", "Al-Qaeda", "terroristas muçulmanos". Nenhuma falava da covardia de adultos homens e mulheres partirem para uma missão suicida na qual pretendiam levar consigo crianças russas, a serem mortas por bombas, balas e pelo fogo. Nenhuma carta apontava a covardia islâmica e seu desprezo total pela vida de "seres" que não são humanos segundo sua ideologia fundamentalista takfir (tornar outros infiéis não humanos por definição pessoal de um clérigo - sendo proibido o assassinato de muçulmanos e de seres humanos fiéis, tornar - definir - os alvos infiéis e não humanos dá aos terroristas campo aberto para terem a certeza de que não estão cometendo ato algum contra o Islã, muito pelo contrário).

Mas só para deixar claro. Quem criou essa coisa de tornar outros infiéis e não humanos, não foi o Islã, foi a Igreja na época das Cruzadas, quando o Papa da vez emitia um decreto chamado de Bula Papal que absolvia os cruzados "pelos pecados que viessem a cometer", portanto os massacres, estupros, roubos etc estavam previamente anulados perante Deus pelo Papa e seus soldados da cruz podiam fazer o que quisessem sem temer o Inferno.

Sobre Beslan, ficou claro, por mais uma, vez a estratégia de ignorar o conflito religioso entre a Jihad Islâmica Mundial, que pretende a transformação do mundo num grande paraíso elevado a Maomé - dizem e escrevem isso abertamente - e o cristianismo. No caso o cristianismo ortodoxo na Rússia. Removendo do discurso e dos textos a guerra religiosa real, não sobra conteúdo algum para justificar o que ocorreu no teatro em Moscou e depois na escola em Beslan recaindo a culpa no Estado e sua atuação e não nos terroristas cruéis, bárbaros e covardes. A coisa toda foi tratada como um incidente policial, uma grande ação de tomada de reféns com um resgate desastrado. E neste escopo, os editores de seções de cartas selecionaram (palavra que os judeus odeiam) o conteúdo que mais se adequasse à banalização e idiotização da Jihad Mundial, levando os leitores a crêrem, mais uma vez, que ela não existe. Acredite no que os jihadistas dizem!

Lembramos hoje não só das crianças cristãs que foram ativamente enviadas para o Inferno pelos fundamentalistas islâmicos, conforme os ensinamentos que pregam, mas também o início oficial da Segunda Guerra Mundial com a invasão nazista da Polônia. Fato que mesmo publicado à exaustão pela máquina de propaganda nazista da época, os revisionistas-mentirosos do Holocausto defendem não ter existido: a Alemanha simplesmente foi defender a população de origem germânica no Oeste da Polônia.

Neste ponto você deveria perguntar: o que tem isso a ver com os judeus resisitindo no Gueto de Varsóvia e em outros, serem apenas jovens e velhos? Onde estavam os militares judeus pois o serviço militar era obrigatório na Polônia? Esse é um assunto pouco discutido. A Polônia se mobilizou algumas semanas antes de setembro. Todos os reservistas foram convocados. Entre os pouco mais de 3 milhões de judeus poloneses havia uns 120 mil com idade adequada e treinamento militar. A grande maioria era composta por soldados, mas havia todas as patentes até generais. Cerca de 30 mil foram mortos em combate: quase 45% das perdas totais. Alguns historiadores afirmam, baseados no relato de dois ou três sobreviventes, que este número elevado se deveu não só ao exército polonês mandar os judeus na frente, mas também a vontade dos judeus de lutarem contra o nazistas. Um número relevante de condecorações militares das mais simples às mais altas foram dadas à militares judeus nesta campanha. Você pode não ter percebido e ninguém falou isso antes para você: esses 120 soldados judeus compuseram a maior força militar judaica desde os tempo bíblicos de David e Salomão. Este é um tópico que se ignora completamente. A Polônia resisitu ao avanço nazista.

As perdas em combate foram cerca de 10.500 soldados alemães mortos acrescidos por outros 5.000 desaparecidos e uns 30 mil feridos. Do lado polonês foram 66 mil mortos, 134 mil feridos e 420 mil prisioneiros. Entre estes, todos os que eram identificados como judeus foram executados sumariamente, não contabilizados entre os mortos em ação e sem deixar rastros ou documentação. Parte do exército polonês conseguiu fugir para a Hungria e de lá para a França e Inglaterra, onde formaram batalhões poloneses. Os soldados judeus que conseguiram sobreviver tanto aos nazistas por um lado quanto aos soviéticos por outro se conta com os dedos e praticametne não há referências a eles nos diários dos guetos e da resistência judaica. Alguns, achando que podiam sobreviver se incorporaram às polícias dos guetos. Pela idade apta para o trabalho, certamente estiveram entre os primeiros a serem enviados para o trabalho escravo local até morte sob domínio nazista. Quando chegou o momento em que a reação nos guetos pode acontecer, não havia mais homens vivos na faixa etária de serviço militar, incluindo aí a maior parte dos policiais dos guetos.

Os dados historicamente mais aceitos para a ocupação nazista da Polônia são: 3 milhões de judeus e 2 milhões de poloneses massacrados; 100 mil poloneses não judeus massacrados pelas tropas nacionalistas da Ucrânia (pró-nazi - haviam fugido para lá); 250 mil militares poloneses mortos em campos de prisioneiros, trabalho escravo ou concentração na Alemanha; algo em torno de 300 mil soldados poloneses aprisionados pelos Russos, quando invadiram a Polônia pelo Leste dividindo-a com Hitler - Pacto Ribentrop/Molotov - (destes, estima-se que 130 mil tenham sido mortos em campos de concentração soviéticos); 350 mil civis poloneses mortos do lado soviético durante 1940-41. No total a Polônia perdeu quase 22% de sua população. Mais de 90% deste total eram civis.

José Roitberg - jornalista e Coordenador do Vaad Hashoa Brasil

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Membros da Al Qaeda presos no Kwait

Forças de segurança do Kwait prendem 8 pessoas acusadas de pertencerem a uma célula adormecida da Al Qaeda.