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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

TV TEM HISTÓRIA – HOJE TERMINA A ERA DA TV ANALÓGICA. CONHEÇA A VERDADE SOBRE A PROIBIÇÃO DO BRASILEIRO ASSISTIR A COPA DE 1970 A CORES.

Hoje em dia, quase todo o amante de futebol no Brasil sabe que a Copa do Mundo de 1970 foi a primeira transmitida integralmente a cores e que a Copa do Mundo do Japão-Coreia de 2002 foi integralmente gravada já em 3D e transmitida em 3D. Havia até uma expectativa de assistir aos jogos em 3D nas salas de cinema, mas isto foi impedido. A Coca-Cola, em seu enorme evento de 2002 no Forte de Copacabana, tinha lá um exemplo de jogo de futebol em 3D e era algo espetacular.

Mas vamos nos concentrar em 1970 quando a transmissão inicial de TV no Brasil, pela Tupi, completava já 20 anos. Naquele momento havia 90 milhões de brasileiros. Hoje somamos mais de 210 milhões. Havia apenas 5 milhões de aparelhos de TV em todo o Brasil. Número até difícil de acreditar. E se a estatística apontava para 18 pessoas por aparelho, em minha casa, onde moravam eu e meus pais, defronte ao apartamento onde moravam meus avós, a conta era de um aparelho para oito pessoas. Ainda levaria dois anos para meu pai poder comprar uma TV Motorola portátil preto-e branco de 14 polegadas contrabandeada. Era vendida por camelôs.

A imprensa dizia que pelo menos 20 milhões de brasileiros iam assistir ao primeiro jogo da Copa de 70 e “recomeçarão a exercitar seus olhos na difícil tarefa de sempre: distinguir, em tons de cinza, o que é verde e o que é vermelho”, como publicou a Veja em maio de 1970. Se você é jovem e nunca assistiu a um jogo em preto e branco, é fácil, basta regular sua TV full HD e ver como era o sofrimento. Seleção Canarinho só nas revistas semanais, pois na TV era seleção cinza-e-cinza. Até mesmo o México já tinha liberado as vendas de TVs a cores em 1968 e seus habitantes assistiram a copa colorida em seu próprio país.


O Ministro das Comunicações na época era o coronel Higyno Caetano Corsetti (na foto da VEJA, acima). Ele dizia: “Antes de tudo é preciso ficar bem claro que o governo não é nem poderia ser contra a televisão a cores ou qualquer espécie de avanço tecnológico, mas é preciso não perder de vista que a realidade da TV brasileira envolve três elos de uma só corrente – o fabricante de aparelhos de TV, cujos lucros aumentam em ritmo pequeno; o mercado consumidor, que cresceu em progressão lenta; e as estações de TV, algumas delas precisando se recompor de crises”. As tais crises a que o ministro Corsetti se refere, são os vários incêndios que destruíram praticamente todas as sedes de redes de TV, em sequência, e nunca foi provado se tiveram origem criminosa ou não.

O ministro ainda afirmava que o governo não iria permitir que nenhum dos fabricantes de TV corresse sozinho na fabricação de TVs coloridas e que a AFRATA – Associação dos Fabricantes de Rádios, Televisores e Eletrônicos, havia se comprometido a começar a fabricação de aparelhos coloridos apenas no primeiro semestre de 1972, quando todas as marcas já teriam condições de faze-lo. O mercado produtor estava meio assustado com os acontecimentos no México, onde a entrada da TV a cores em 1968 imediatamente derrubou a venda de TV preto e branco em 35%. Os ricos não compravam mais aparelhos que não fossem coloridos.

Os fabricantes não estavam sintonizados com a questão de que a existência da transmissão a cores iria eliminar os aparelhos preto e branco. Achavam que pela diferença de preço, ainda iriam conseguir manter aparelhos desatualizados por vários anos no mercado. E por outro lado, não havia capacidade industrial para substituir, nem a médio prazo, os tais 5 milhões de aparelho preto e branco nas casas brasileiras. Em 1970, a estimativa de preço para um aparelho a cores no Brasil era de 5.000 cruzeiros.

Praticamente o valor nominal em que entrariam no mercado, décadas depois, as telas planas de plasma e posteriormente as TVs 4K. Ou seja: aparelhos para ricos, de fato.

PALM OU NTSC, A VERDADE SOBRE A ESCOLHA DO MODELO DE TRANSMISSÃO


O sistema NTSC foi criado nos EUA pela RCA que se tornou também emissora de televisão. Daqui de longe, parecia uma maravilha tecnológica já em 1953. Mas o brasileiro não a assistia. Hoje, ao definir sua TV moderna para o sistema NTSC ou PALM, você não vê muita diferença nas cores, apesar de existirem. Isto porque o NTSC evoluiu. Mas já em 1968 era um sistema considerado ultrapassado e desagradável para o consumidor. Então podemos afirmar que os EUA desenvolveram seu poderosíssimo sistema TV com um sistema ruim? Sim, podemos.

Na foto acima, típica câmera de estúdio preta e branca dos anos sessenta

NTSC significa somente National Television System Committee, mas desde o início os técnicos norte-americanos o apelidaram, corretamente, de "Never Twice the Same Color" (Nunca Duas Vezes a Mesma Cor). Isto se explica por dois fatores técnicos. Um deles é bem conhecido. A imagem a cores é formada por três cores básicas: azul, verde e vermelho. No sistema NTSC as ondas na transmissão eram não sincronizadas, portanto o amarelo deste instante era, tecnicamente diferente do amarelo do instante seguinte. Isso fazia com que a percepção do espectador fosse ruim? Não. Ao assistir, tudo parecia lindamente normal.

O segundo problema era que as TVs NTSC tinham, obrigatoriamente, quatro botões para regulagem das cores. O primeiro exigia um critério subjetivo do espectador para ajustar a cor como ele, o espectador, achasse melhor: era o TINT. E o segundo, definia se as cores estavam claras ou escuras: era o TONE. Havia ainda o HUE que ia do mais verde ao mais vermelho e por fim a INTENSIDADE das cores, algo como a saturação. Não bastasse, havia ainda que controlar o contraste o o brilho da imagem. Portanto, uma combinação de seis controles analógicos o que certamente fazia com que cada espectador assistisse um programa bastante diferente do que tinha sido produzido.

Nesta TV modelo Quasar da Motorola pode-se ver na parte superior os vários controles para a cor NTSC..Tint e Tone, que deveriam ser menos manuseados que os outros quatro ficavam meio escondidos, como também o controle de rolagem vertical. Igual aos rádios antigos de casa e carro, esta TV possuía cinco push-butons, para ir imediatamente a cinco canais pré-definidos pelo proprietário, além do seletor rotativo de VHF à direita e UHF à esquerda. Tinha ainda o requinte e necessidade de sintonia fina do VHF, na tentativa de limitar os fantasmas e outras interferências.

Quando havia mudanças de câmeras em programas de estúdio ou esportes ao vivo, as cores e a luminosidade se alteravam e era preciso ir até a tv e mexer nos botões. Por outro lado, o sistema NTSC era ótimo para a transmissão de sinal, com bom alcance. Mas tinha um calcanhar de Aquiles.

Os fantasmas! Jovem, não se assuste! O NTSC não era feito pelos poltergeists!!! Fantasma na TV é algo que grande parte do público mundial atual nunca viu. Na transmissão de sinal analógico, as ondas do sinal batiam em morros e prédios, gerando ondas paralelas de interferência e a antena de sua TV captava todas elas, colocando tudo na tela ao mesmo tempo. Ou seja, você não assistia a uma imagem, mas sim a um grupo de imagens ligeiramente deslocadas umas das outras, sendo a primeira, o sinal mais forte original. Uma das desgraças deste sistema era você ter uma antena razoavelmente ajustada, e aí, construírem um prédio novo perto do seu e ele introduzir um fantasma chato para caramba.

Os fantasmas no sistema NSTC eram terríveis, pois não havendo sincronização entre as três ondas básicas – verde, azul e vermelho -, os fantasmas eram irisados.

Nas imagens seguintes, a TV com fantasmas, como assistíamos.




Mas precisamos levar em consideração algumas coisas de geografia e arquitetura. A maior parte das cidades norte-americanas são completamente planas, então não há problemas de fantasmas com montanhas. No Brasil, Brasília, por exemplo é plana, com prédios afastados e antenas centrais. São Paulo é essencialmente plana com as antenas colocadas lá na Avenida Paulista e muitos bairros só com casas. Já o Rio de Janeiro, entremeado de montanhas, com prédios encostados uns nos outros sempre foi um pesadelo para o sinal de rádio e TV, assim como Nova Iorque. Este é um dos motivos de termos as antenas na montanha do Sumaré e uma do lado da outra, para que as antenas nos prédios pudessem ser direcionadas para apenas um vetor.

O sistema de cores escolhido pelo Brasil foi o PAL, criado pela Telefunken alemã em 1967, que rapidamente invadiu a Europa. O PAL significava Phase Alternative Line e podemos simplificar afirmando que as três cores básicas eram agora transmitidas de forma sincronizada o que aliviou a confusão de cores dos fantasmas do NTSC. Os fantasmas do PAL, costumavam ser brancos. Para o espectador, os confusos dois botões do NTSC, qualidade de cor e luminosidade da cor, foi substituído por apenas um de tonalidade em que sempre se tentava ajustar para o melhor tom de pele possível. O PAL permitia equipamentos tecnicamente mais simples que o NTSC e o sinal se propagava bem em áreas edificadas e montanhosas.

A escolha do sistema PAL para o Brasil foi realizada por uma comissão de estudos já em 1967, no mesmo ano em que foi criado. Então, uma portaria do Ministro das Comunicações Carlos Simas, proibiu a transmissão de programas a cores no Brasil até 1972. A portaria colocava em dúvida a validade do sistema escolhido. A portaria manteve sua validade e a primeira transmissão oficial a cores no Brasil ocorreu em 19 de fevereiro de 1972, quando em pool, as emissoras transmitiram a Festa da Uva de Caxias do Sul.

Muitos falam que o sistema que o Brasil deveria ter adotado era o SECAM francês (Sequential em Couleurs à Memoire). Como o nome diz, a transmissão era não sincronizada como no NTSC e a eletrônica do aparelho sincronizava tudo internamente. Os aparelhos eram tecnicamente mais complicados. Em compensação não existia mais a necessidade de qualquer ajuste de cor por parte do espectador. O SECAM foi adotado pela União Soviética e a fragilidade do sistema estava na sua péssima propagação de sinal em áreas edificadas o que mataria a TV no Brasil. Assim, foi descartado. O território russo é essencialmente plano também,

O BRASIL TRANSMITIA A CORES DESDE 1969


Foto do Arquivo de O Globo. lamentavelmente fotografada em preto e branco...
Os jornais não eram coloridos. Não havia motivos para fotografar com Kodakcolor...

Em 1969 o ex-Presidente Costa e Silva, ao inaugurar a estação de transmissão de TV da Embratel em Itaboraí, quase colocou o sinal colorido NTSC no ar para o Brasil inadvertidamente. Naquela época, a Embratel recebia o sinal norte-americano e quem trabalhava lá em Itaboraí já assistia TV a cores. Os técnicos brasileiros da Embratel criariam a interface que convertia o sinal NTSC em PAL e vice versa, o que depois seria adotado universalmente no Brasil.

Outra questão complicada, resolvida pelos técnicos era de que a transmissão e recepção de TV preto e branco brasileira era no sistema norte-americano e precisa existir uma garantia de que os programas transmitidos em PAL iriam ser assistidos nas TVs que estavam no mercado e não eram PAL. As TVs no sistema norte-americano tinham 525 linhas enquanto as do sistema PAL tinham 625 linhas. Hoje, sua TV full HD tem 1080, enquanto as transmissões de TV digital a cabo, satélite ou pelo ar, tem 720 linhas. E você já sabe: a grosso modo, quanto mais linhas, melhor é a imagem.

A solução brasileira para garantir a compatibilidade de aparelhos existente com os novos foi criar o sistema PAL-M, adotado apenas no Brasil, que combinava a eletrônica do sistema PAL, com as 525 linhas do sistema NTSC.

A criação do PAL-M nos permitiu e o uso do sistema anteiro P&B norte americano de 525 linhas, nos permitiu assistir às séries de TV norte-americanas, tanto em P&B quanto a cores, o que não ocorreu em países como França e Inglaterra. Por outro lado, as produções francesas e inglesas também não passavam nos Estados Unidos.

TV Telefunken brasileira colorida tradicional de 14 polegadas mostrando a necessidade bem menor de controles dianteiros. Seletor de canais acima e em volta dele, um disco para sintonia fina de cada canal,  botão liga-desliga laranja, volume com potenciômetro deslizante horizontal e os controle de contraste, brilho e rolagem vertical.

OS VÁRIOS BOTÕES DO SISTEMA NORTE-AMERICANO


Nas primeras TVs preto e branco no Brasil havia coisas terríveis com as quais se conviver. Chamavam-se sincronia vertical e diagonal. De repente, do nada, a imagem começava a rolar para cima ou para baixo e havia um potenciômetro na frente da TV para ajustar velocidade desta rolagem. Em grande parte das vezes não era possível parar completamente e assistia-se assim.



A rolagem vertical não era tão desagradável como a rolagem diagonal. Esta sim, impedia de assistir e lá levantávamos nós para agir em outro potenciômetro tentando parar aquela tragédia tecnológica com a qual todas as pessoas do mundo com acesso a TV conviviam.

De fato, éramos mais saudáveis pois saíamos das poltronas e sofás várias vezes ao longo de uma novela de 45 minutos, apenas para mexer nestes dois controles. Torcar de canal também exigia levantar e ir até o seletor, acioná-lo e ouvilo estalar até o dia em que quebra-se, isso fora as folgas, típicas do uso, que impediam sitonizar corretamente um canal. Uma das frases mais ouvidas e que já não mais existe era: “Menino! Não gire o canal tão rápido, que vai quebrar!”…

Claro que para aumentar e diminuir o volume era outra levantada.
Recordo-me da primeira TV a cores que tivemos, uma Telefunken de 14 polegadas que devia pesar uns 20 kg. Ela tinha um avanço considerável: a rolagem diagonal não acontecia mais. A vertical sim. E para encher o saco do consumidor, colocaram o potenciômetro desta regulagem atrás do aparelho…

E O PRESIDENTE MEDICI ASSISTIU A COPA DE 70 A CORES


Foto da revista Veja, que era colorida, portanto conseguiram mostrar a novidade, mais ou menos

Até hoje não se divulgou por qual canal a Embratel transmitiu os jogos de 1970 coloridos. Mas o fato é que o presidente Medici os assistiu, junto com algumas pessoas de seu círculo interno, tendo havido fotos oficiais. Uma delas, foi publicada pela VEJA número 91, em junho de 1970. Obviamente, estas transmissões, foram ilegais pela portaria de 1967.

A DIFERENÇA ESTÉTICA DE PRODUÇÕES A CORES ASSISTIDAS EM PRETO E BRANCO


Abaixo, em três fotos, a diferença dos programas que assistíamos no Brasil em preto e branco, comparados com o original que o público norte-americano assistia a cores.

As primeiras são da série de TV do Batman. Quando gente ficou decepcionada quando descobriu que o morcegão vestia roxo…





Em seguida temos Jornada nas Estrelas. Passaram uns dez anos até o público compreender que os uniformes na Enterprise eram coloridos e designavam as áreas de Comando, Ciências e Segurança da nave. Para nós, todos os uniformes eram iguais. Nas fotos abaixo você pode ver o que afirmamos lá em cima sobre o espectador precisar imaginar o que seria verde e vermelho. Note que o azul claro fica também com o mesmo cinza. Num campo de futebol era simples imaginar a grama verdinha.



E por fim a multicolorida série Perdidos No Espaço que abusava das paletas roxa, verde verde e amarela, além do prateado, mas que para nós, pobres brasileiros era quase tudo da mesma cor.







sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

segunda-feira, 20 de julho de 2009

TV Pública no Brasil

Nos fins de semana costumo assistir o noticiário da NBR com um bom resumo sobre as atividades do Congresso na semana. Faz umas 3 semanas seguidas que falam muito de TV Pública para cá, TV Pública para lá. Há um projeto de digitalização da TV Pública no Brasil. Não tá entendendo nada? Bem, para o governo atual e seus ministérios "TV Pública" é composta pelos Canais Brasil NBR, Congresso, Senado e Justiça...

Entendeu que lambança? O governo define como TV Pública a TV Estatal... Não tem nada de pública... É feita por órgãos do governo federal. TV Pública em qualquer lugar do mundo é a feita pelas pessoas. É a TV Comunitária, muitas vezes a cabo e com abrangência apenas até de bairro. É o espaço público para as pessoas organizadas ou desorganizadas da sociedade veicularem conteúdo.

Enquanto o governo federal tentar passar este conto da TV Pública Estatal insistindo no nome, o projeto é bom pois ao invés de digitalizar cada canal, haverá uma central de produção e difusão de TV Digital para todos os canais Estatais. Perfeito. Bastava apenas não tentar enganar todo mundo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Convergência na WEB - de rádio para TV

Estou observando este movimento e participando do reerguimento de uma rádio no RJ, a Rádio Livre AM 1440, fundada em 1940. Ela, como outras falidas, como a Mundial, estão se reerguendo e trazendo o AM para uma nova realidade. Como o governo nunca permitiu o AM-Stereo no Brasil, que traria uma qualidade espetacular e grande alcance e como rádio por satélite (XM) não tem previsão para funcionar aqui, o movimento, bem marcado pela Mundial é claro: a rádio AM está indo para a internet.

E vai para a web com qualidade de áudio perfeita. E vai para web com vídeo! Isso mesmo. Algumas rádios tem webcams e pela web vc pode "assistir" um programa, exigindo mudanças em termos de estúdio, roupa e comportamento dos profissionais. Também é possível colocar conteúdo de TV, profissional ou não, em streaming de rádio. Deixando claro: posso pegar uma entrevista de TV e quem tiver rádio ouve, quem tiver internet assiste. Outras estão com câmeras profissionais.

O uso de computador conectado para dar notícias ao vivo ou até pesquisar na hora temas e dados durante programas de debates está consolidado em todo o lugar, bem como a leitura de emails do ouvinte e a criação de blogs dos radialistas. Ou seja, um pacotão completo, moderno, barato, que está trazendo os bons profissionais, o pessoal das antigas que possui conteúdo para debater, de volta a ativa.

Tem um exemplo aqui - http://www.radiomundial.com.br/aovivo/ essa é a de SP, só áudio, mas muito boa.

http://www.mundial.am.br/ essa aqui é a do RJ, dando show - e há publicidade só para a web. Clips musicais costumam ser ilustrados com imagens no RJ. Vale a pena conferir e compreender este novo processo.

Abs plugados,
Roitberg

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sua edição em vídeo está lenta? Anti-Virus

sony vegas adobe premiere avid liquid media composer movie maker fina cut

Na boa? Os anti-vírus são um lixo. Imagine se vc deixou seu programa no default, padrão, e ele está vasculhando todos os arquivos ao abrir e fechar? Isso significa scanear os temporários de renderização, os arquivos finais editados etc. Para que? Seu software de edição vai introduzir um vírus num arquivo avi que vc está gerando? Claro que não.

Então a primeira coisa que vc tem que fazer com AVG, Avast, Norto, Macafee ou qualquer outro anti-virus é entender onde nas configurações avançadas fica a aba EXCEÇÕES / EXCEPTIONS. Nas aba vc vai poder dizer oa programa quais diretórios ele NÃO DEVE SCANEAR.

Antes de implementar isto você deve perder um tempo e mandar seu anti-vírus varrer TODOS os arquivos do computador, só apra ter certeza.

Na lista de exceções, coloque o diretório "arquivos de programas" ou o que vc usar. Pronto. Todos os programas vão abrir muito mais rápido, pois oa anti-vírus varrem por padrão cada programa que for aberto, cada biblioteca de comandos, extensões, enfim tudo. Se vc não quiser usar esse expediente para todos os programas, então crie uma entrada de exceção para cada pasta de programa que vc queira abrir mais rápido.

Se vc coloca seus vídeos na pasta "meus vídeos", crie uma regra de exceção para ela também. E mais uma regra para as pastas que os programas de edição usam para seus rascunhos e renderização. Vc vai ver que tudo vai rodar muito mais rápido.

A única pasta que vc não deve excluir é a pasta raiz "C:" senão vc exclui tudo e as pastas "system" e "system32", onde os vermes preferem atacar.

A forma correta para uma ilha de edição é não estar conectada na Internet. Isso retira da memória um monte de programas e serviços que atrasam o funcionamento. Por vezes as coisas ficam lentas pelo computador estar baixando atualizações automáticas, coisa que vc não quer. Mas isso é cada vez menos óbvio.

Em algumas empresas de edição encontrei servidores que se conectam à Internet e as ilhas que se conectam ao servidor central, mas que não tem acesso à Internet. É outra forma segura. Vc senta numa máquina a parte para baixar o que for preciso de forma segura, salva no diretório de sua ilha e lá da ilha usa o material.

O correto é uma ilha de edição não usar anti-vírus, anti-spyware, nada disso. O computador deve ser o mais limpo e puro para a função possível.

Agora, cuidado com as pen-drives de clientes que podem vir com vírus...

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

TV Digital - HDTV ou Full HD - conheça as diferenças

Mesmo não sendo divulgado, o sinal digital já está rolando no Rio de Janeiro. Várias lojas de shoppings estão mostrando as TVs com o treco funcionando e o HDTV realmente em ação com a imagem de aspecto 16:9, sem distorção.

Mas é uma porcaria de imagem, não devido a transmissão, mas aos aparelhos. Os de cristal líquido mais baratos e plasmas mais baratas são refugos de outros mercados, com telas 16:9 mas de 1024x768 pixels ou 852x480, ou seja, vai distorcer tudo mesmo. Não tem como não acontecer isso. Um amigo comprou duas LGs diferentes bem barato. Que porcaria. A tela é enorme e os pixels também. Não há nas propagandas ou fichas técnicas divulgadas o tamanho do "dot pitch" como há nos monitores de computador. Não há, porque se houvesse ninguém comprava.

Os padrões aceitos para HDTV são 1280x720 pixels (tecnologia de transição) e 1920x1080 pixels (que será o implantado). Vamos ver algumas das anunciadas:
LG Time machine e Phllips 37" LCD: 1366x768 como quase todos - estas são designadas HDTV Ready
Samsung 19" LCD: 1440x900 - híbrido, não pertence a nenhum sistema.
LG 42" LCD: 1920x1080 - está é designada como Full HD
Toshiba 15" LCD 1024x768... pior que seu monitor de computador.
Panasonic 42" Plasma: 1024x768... São denominadas HDTV. É impossível ter uma imagem decente nisso e ainda custa quase 4 mil reais, como quase todas as de plasma que estão no mercado.

Fuja das HDTV Ready e só invista em Full HD!

Nestas TVS 16:9 1024x768 quando você coloca um DVD que deveria ter a proporção retangular correta e preencher a tela... Surpresa! Você acaba com uma tira horizontal com a altura de um terço da tela ao centro, com a imagem na proporção correta e dois terços, um superior e outro inferior, pretos. A legenda fica enfiada no preto embaixo. Mas elas tem uma função de "encaixe" da imagem e vc pensa que tudo vai se resolver. Engano... É como se fosse dado um zoom, perdendo-se a qualidade de imagem e como é um zoom mesmo, a legenda acaba sendo comida pela borda inferior da moldura do aparelho.

É impressionante como o consumidor brasileiro está sendo enganado. Mas não está sendo enganado por 300 ou 400 reais e sim por 2 ou 4 mil reais. Ah, e se vc acha que TV de cristal líquido representa economia de consumo elétrico, uma LCD de 42 pol, consome 250w enquanto similar de Plasma consome 280w e uma de tubo de imagem tela plana de 29" cuja altura é semelhante a de 42" consome apenas 74w... A diferença é enorme.

Esclarecimento

oi Roitberg, só tenho uma consideração sobre o primeiro assunto do seu email: "Mas quem viu, entre o Faustão e Fantástico, deve ter percebido, a ministra Dilma, o ministro das telecom e o presidente Lula falando com um fundo cinza chapado por trás. Perfeito para o lançamento de um sistema topo de linha..."

Sou da empresa organizadora da festa oficial da tv digital, e o fundo cinza compunha a ambientação do palco (que simulava um telejornal). A transmissão ao vivo foi uma solicitação de última hora (feita no sábado) da ministra Dilma, neste caso, não havia tempo hábil para a mudança. As emissoras envolvidas haviam acordado com o cerimonial e assessores do políticos que o discurso seria gravado. Neste caso, o 'fundo' seria a sala de cada um dos porta-vozes (Ministra, Ministro e Presidente)

Abraços,
Mariana

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quarta-feira, 28 de novembro de 2007

TV Digital - Mas que caixinha cara, hein?

Na capa do jornal O Globo de domingo passado (25/nov) há uma chamada para entender o que será a TV Digital, datas de implantação etc. Vale lembrar que a TV a cabo já está se digitalizando faz tempo com a SKY/Direct TV e NET. Nestas empresas o consumidor não paga absolutamente nada pela caixa conversora, nem na inscrição do serviço nem na troca obrigatória, feita em menos de 5 minutos pelo técnico das empresas.

Mas na matéria do jornal, diz-se que há TVs que já estão preparadas para o sistema digital, se bem que não há essa informação disponível no momento da compra e que para as antigas, deverá ser COMPRADA uma caixa de conversão com a instalação de uma antena UHF interna ou externa. Valor das malditas caixinhas: 499 a 1.099 reais, segundo a reportagem.

Não era essa a previsão original! Não se falava de nova antena e o valor das caixas de conversão estaria na faixa de 100 reais divididos em 10 prestações sem juros. Por 499 a 1.099 quem será o otário a comprar uma caixa conversora ao invés de uma TV nova??? Cinicamente o Banco do Brasil diz que vai financiar as caixinhas em até 48 vezes com juros entre 2 e 2,5% ao mês.

Para quem não quiser fazer a conta, 48 x 2 = 96% e 48 x 2,5 = 120%, portanto esse financiamento camarada dobra o preço da caixinha. Certamente lá pelo início do terceiro ano de seu financiamento, os preços das caixinhas já terão despencado, mas você vai continuar pagando a prestação fixa. 2,5% aos mês num programa social é extorsão! São 30% ao ano com a taxa SELIC de outubro foi de 0,93% ao mês!

Parece haver um acordo muito picareta para que toda a população brasileira troque seus televisores. Agora, e o impacto ecológico dos aparelhos de TV que irão para o lixo?

Nos EUA, a caixa de conversão é GRATUITA e seu custo faz parte do projeto geral. Aliás, como a TV aberta é fantasticamente lucrativa no seu todo, e o governo está nos obrigando a trocar o sistema atual por um melhor, o custo das tais caixinhas conversoras deveria ser diluído nas milhares de cotas de patrocínio e inserções comerciais, até porque interessa aos patrocinadores que os espectadores assistam os programas e seus comerciais.

Governo e anunciantes deveriam pagar por essa conversão. Jamais o consumidor. Quando um assalariado mínimo vai poder dispor de 500 pratas mais a antena e fio para trocar de sistema? A digitalização que deveria aumentar o alcance social da TV vai é encher os bolsos dos mesmos de sempre.


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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

TV Digtal

http://www.cesar.org.br/node/332

Esse material indicado de apenas 16 páginas é excelente e fundamental para o entendimento da TV Digital. É a melhor explicação simples abrangendo todos os aspectos que já vi. Parabéns ao autor se estiver nos lendo.

É importante entendermos o funcionamento deste novo modelo que será imposto ao longo dos próximos anos porque ele permite a convergência de conteúdos da web para TV e da TV para a web, celulares, PDAs e MP4 players de uma forma mais eficiente que os anteriores. Uma das maiores vantagens é que, certamente, o software nos aparelhos de TV e set-up-boxes deverá poder ser atualizado pelo provedor de serviços, permitindo um avanço tecnológico constante na interatividade. Mas será que passaremos a ter vírus de TV Digital?

Fico imaginando qual será a dificuldade técnica para alguém mal intencionado se misturar ao sinal de TV Digital Aberta e mandar vírus ou spam quem sabe. Até hoje não vi discussão sobre isso.

Mas... Como trabalho com TV, existe ainda um gargalo terrível

No lado da produção, estamos absurdamente atrasados. Há redes de TV como a Band e CNT, que em praças fundamentais como o RJ começaram a implantar edição não linear apenas neste ano. Imaginem no interior... Como passar de uma mentalidade de edição de TV linear com aqueles pré-históricos gravadores de fita Beta para transmissão com codecs MPEG4?

Quem não trabalha com TV não conhece estas coisas. Há um grande número de produtoras independentes que além de programas próprios, são contratadas para fornecer conteúdo, principalmente nos sitemas a cabo que estão se digitalizando rapidamente. As produtoras estão sempre no topo do avanço tecnológico, usando computadores quadra-core, memórias DDR2 800 ou já as DDR3, HDs de 1 terabyte. Programas de edição fantásticos sendo o AVID a base mais instalada nas produtoras, enquanto as TVs usam a droga do Adobe Premiere que é ligeiramente mais barato. Mas toda essa tecnologia digital de produção tem que ser gravada numa imensa fita cassete do sistema BETA. Poucas tvs aceitam conteúdo em Betacam Digital e falar de DV, DVcam e MiniDV nas redes é falar do reino perdido de Atlântida, apesar dessas fitas serem muito pequenas, completamente digitais com qualidade de imagem superior ao sistema BETA.

Hoje em dia grava-se em MiniDV ou DV, passa-se a fita para edição não linear, grava-se o resultado em BETA, que é entregue a rede de TV. Em seguida, a rede de TV digitaliza o conteúdo da BETA para seus servidores e o programa vai ao ar direto do HD do servidor com softwares de controle muito interessantes. Em canais mais caídos ou com menos poder aquisitivo, ainda temos operadores enfiando fitas BETA em gravadores para mandar programa para o ar.

Mas onde eu quero chegar: uma hora de TV, só para fazer o percurso miniDV -> ilha -> BETA -> HD do servidor do canal, leva 3 horas - uma hora para cada hora de programa com a fita rodando. Essa mesma uma hora, num arquivo AVI digital em qualidade de TV é um arquivo que hoje chega a ser ridículo, com apenas 8 gigabytes. Dá para levar num pen-drive e essas 3 horas mortas seriam convertidas apenas no tempo de cópia de arquivo em USB 2.0 fast, o que dá mais ou menos uns 15 minutos por hora de programa. Mas nenhuma rede de TV sequer imagina em implantar essas coisas e ganhar esse tempo. Se falarmos então em HDs portáteis firewire, esses 8 gigas vão passando para o servidor a 700mbits por segundo: tempo ridículo.

No fim das contas o que se prevê, é que toda essa cadeia de produção envolvendo uma misturada danada de gravações em fitas digitais e analógicas com várias digitalizações e conversões pelo caminho sejam mantidas e apenas a saída do sistema de transmissão é que converta o sinal através do codec MPEG4, que será decodificado em sua TV ou em seu set-up-box, que você será obrigado a comprar. Não parece existir uma proposta concreta para ele ser gratuito como na NET e SKY.

Para se ter uma idéia exata do que isso representa, basta saber que os 8 gigas de uma hora de TV atual, no codec MPEG4 padrão que já está em uso nas TVs a cabo, se resumem a um arquivinho mequetreque de 750 mb, que cabe num pendrive de apenas 1 giga, o que se fosse implantado e permitido pelas emissoras de TV, poderia detonar o paradigma de uma hora de fita por uma hora de programa, para 3 minutos de transferência de arquivo para uma hora de programa. Bastava aceitar os programas produzidos logo em MPEG4.

Criando conteúdo direto em MPEG4 - já há câmeras profissionais sem fita, com HDs ou cartões de memória nesse sistema -, as gravações digitais podem ser feitas assim, a colocação do conteúdo de TV na WEB não dependerá de mais outra conversão de arquivo e por aí vai. Isso para termos TV na WEB em tela cheia e não nas janelinhas de 320x240.

Como se pretende que a TV seja assistida pelos celulares de G3 para frente, fica outra pergunta: quem vai conseguir ler caracteres e textos rolantes numa tela do tamanho que os celulares podem ter?

Qual dos futuros possíveis nos estará reservado?

Abs,
José Roitberg


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