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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

PENA DE MORTE PARA TERRORISTAS EM ISRAEL É UM ERRO GRAVE E BIZARRO


Na imagem horrível deste post, temos uma gravura germânica da Idade Média, mostrando como era a pena de decapitação na prisão de Ludwigsburg, pequena cidade ao norte de Stuttgard, que conta com um museu sobre tal prisão.


por José Roitberg

Começo logo dizendo que desta vez vou ELOGIAR os hareidim que mesmo estando na coalizão do governo que não aceitam, recusaram-se a votar a favor de uma nova lei que permitiria aplicar a pena de morte a terroristas que cometerem assassinatos em Israel.

Agora, em segundo lugar vou repudiar os hareidim pelo motivo que levou ao partido United Torah Judaism a se abster de votar com seus seis parlamentares. Não houve questão teológica ou geopolítica alguma, mas apenas uma queda de braço por que o ministro da defesa Avigdor Lieberman, apoia uma outra lei que permitiria supermercados ou mercados que quisessem de abrir aos sábados.

A primeira votação foi apertada, com 52 a 49 a favor da proposta do governo. Notes que a bancada governista possui 66 parlamentares. A legislação foi apresentada por Avigdor Lieberman, do partido Israel Beitenu (Israel é Nosso Lar).

POR QUE A PENA DE MORTE PARA TERRORISTAS HOMICIDAS SERIA UM ERRO GRAVE DA POLÍTICA ISRAELENSE?

O primeiro motivo mais óbvio e que está sendo descartado completamente pelo governo de Bibi Netanyhu é que morrer na ação de matar judeus É O DESEJO do terrorista. Ele só se torna mártir, com os favorecimentos divinos islâmicos a ele e aos parentes dele no Paraíso do Profeta se morrer! Portanto, executar o terrorista que não morreu na ação É COMPLETAR A MISSÃO DELE e retirá-lo da condição humilhante de estar preso pelos judeus e não ter sido capaz de realizar seu ataque conforme planejado, e elevá-lo a condição de mártir do islamismo sunita. Apenas esta definição deveria ser suficiente para sequer se pensar em criar tal lei.

O segundo motivo é tão óbvio quanto o primeiro e pode MOTIVAR UM AUMENTO DAS AÇÕES TERRORISTAS. A pena de morte DEVERIA desestimular os homicídios. Eu já fui muito a favor da pena de morte, mas já compreendi que em país algum onde ela é aplicada, desestimulou qualquer dos crimes onde ela possa ser o termo judicial final. Não há diminuição do número de homicídios dos EUA devido à pena de morte. Não há diminuição do tráfico de drogas para os países muçulmanos asiáticos devido à pena de morte. Não há diminuição da corrupção na China devido à perna de morte, com o agravante singular de ser cobrada financeiramente da família do executado o preço da bala que lhe foi disparada na nuca. E a pena de morte nunca foi fator deterrente do crime capital porque o criminoso sempre tem a certeza de que não será preso. Então a pena não o assusta. No caso do terrorismo islâmico sunita, não se pode assustar com a pena de morte quem deseja morrer. É preciso que ocidente compreenda a mente islâmica árabe sunita, especificamente. Funciona em outras condições CNTP. São diferentes mesmo, de nós. Nossas soluções não servem para eles. Ao definir que o terrorista homicida que sobreviver ao ataque será ou poderá ser excetuado após julgamento, apenas se dá INCENTIVO A NOVOS ATAQUES, com a certeza do martírio ritual antes, durante ou depois do ataque.

O finalmente o terceiro motivo. Eu tive amigos carcereiros em Israel. Fizeram o serviço militar e se voluntariaram para este trabalho horrível e necessário em qualquer sociedade. Um deles, é até um rapper de sucesso lá na Terra Santa. Conversei com ele e perguntei qual judeu gostaria de ser um carcereiro. Ele disse ser um deles, mas não conseguiu definir o motivo exato. Talvez tenha composto já uma letra a respeito disto. Então a terceira obviedade é: qual é o judeu que gostaria de ser mecier guillotin? Qual judeu que gostaria de ser o executor mór do Estado? Isto simplesmente NÃO COMBINA nem com a filosofia judaica, nem com o judaísmo religioso, nem com o momento atual da sociedade israelense e mundial.

Fôssemos nós como os jihadistas do Estado Islâmico, haveria fila de candidatos. Mas eu espero que a lei não seja aprovada e caso seja e entre em vigor, que nenhum judeu se candidate a ser executor judicial pelo Estado de Israel. Isto seria uma vergonha que existe em outros países, inclusive em países amigos e inimigos de Israel que não precisamos trazer para dentro do judaísmo do século 21.

Existem cada vez mais judeus nas mídias sociais e no mundo real clamando que 'nós' devemos ser iguais a 'eles'. Se enforcam no Irã, se cortam cabeças na Síria e no Iraque, se tem pena de morte no Egito, então nós temos o direito de fazer a mesma coisa.

Não temos não. Judeus não enviam seus rabinos para o cadafalso de forcas ao lado dos executados ou para as guilhotinas, mantendo Deus ao lado do punido. Isto simplesmente não faz parte do judaísmo e qualquer pessoa que pretenda que isso se torne parte do judaísmo é uma pessoa que perdeu suas raízes e sua coerência como ser humano. Seja um zé mané, seja um Avigdor Lieberman.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

TRUMP DIZ QUE ONU VAI FAZER OS EUA ECONOMIZAREM UMA BOA GRANA



por José Roitberg

Após vetar ontem a resolução do Conselho de Segurança da ONU contra Israel ser a capital de Israel, uma nova batalha será travada nesta quinta-feira na Assembleia Geral da ONU.

A Donald Trump não está nem aí para os roteiros de séries como House of Cards ou Designated Survivor. Para ele, política-real é algo diferente, e poder é para ser utilizado abertamente.

Assim, o presidente dos Estados Unidos, declarou há algumas horas atrás algo que jamais esperaríamos escutar de qualquer presidente, menos do Putin.

"Deixe eles votarem contra nós. Vamos economizar um bocado", ao avisar que poderá cortar as ajudas de custo e financiamentos a todos os países que apoiarem a resolução que não é contra Israel e sim contra os Estados Unidos, pretendendo alguns países anular a decisão que só cabe aos Estados Unidos.

Se você acha que votos capitaneados por adversários vão fazer os Estados Unidos, voltarem atrás numa decisão feita há 22 anos por seu Congresso e implementada por seu presidente, bem, você seria muito naif.

É óbvio que é antissemitismo negar aos judeus o direito de escolher a capital de seu país. É óbvio que é antissemitismo negar aos judeus o direito de manter fronteiras conquistadas em guerras como TODOS OS PAÍSES DO MUNDO o fizeram, talvez menos a Austrália... É óbvio que é antissemitismo quando o Patriarca Católico Ortodoxo de Jerusalém vai à Ramallah pedir ajuda aos palestinos muçulmanos sunitas, contra a "judaização de Jerusalém", após Trump decidir mudar a embaixada americana para a Cidade Santa.

Todas as religiões são absolutamente livres numa Jerusalém capital do Estado Judeu, coisa que nunca aconteceu sob o domínio muçulmano, mas os católicos ortodoxos sempre odiaram muito mais os judeus que os muçulmanos.

"Eles recebem bilhões de dólares e votam contra nós. Bem, vamos observar estes votos. Deixe eles votarem contra nós. Nós vamos economizar muito. Eu não me importo." Disse Trump e prosseguiu: "As pessoas estão cansadas dos Estados Unidos - as pessoas que vivem aqui, nossos grandes cidadãos que amam este país - estão cansadas de estarem levando vantagens sobre nós, e não vão mais se aproveitar de nós."

A PIADA DO DIA PARA QUEM ESQUECE A HISTÓRIA.

O ministro palestino das relações exteriores Ryad al-Malki, afirmou que "Washington está ameaçando os países membros da Assembleia Geral da ONU por seus votos". Qua coisa bizarra. Logo um membro antigo da OLP que passou a década de 1970 ameaçando todos os países do mundo com sucessivos sequestros de avões com todos os seus passageiros. Uma OLP que desde 1963, não só ameaça, mas efetivamente assassina judeus em Israel não gosta quando é ameaçada... Ah... Vão catar tâmaras....

ENQUANTO ISTO NO BRASIL...

Nas mídias sociais, tolos judeus companheiros meus cobram da CONIB (Confederação Israelita do Brasil) uma posição firme diante do governo Temer (logo agora?). Cobram isto, porque a CONIB desfraldou suas bandeirolas elogiando a posse de Aloysio Nunes Ferreira como ministro das relações exteriores, mesmo ele tendo sido comunista de carteirinha e participante da luta armada contra o povo brasileiro nos anos 1960 e 1970. Sobre o ministro há duas coisas: a CONIB o chama de amigo; e os entendidos em política dizem que ele abandonou o comunismo faz muito tempo.

Ao contrário da maioria de meus amigos eu acredito que as pessoas mudam, que pesem os erros do passado e trilhem novos caminhos. Mas ficarei positivamente surpreso se Aloysio votar a favor dos Estados Unidos amanhã. E se votar será pelos interesses do Brasil e manter os braços dados com os EUA e não por interesses do Brasil com Israel ou influência perpendicular da CONIB.

UM FINAL ENGRAÇADO.

Tem gente que acha que pode vencer o Trump em negociações... Tadinhos...

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

RUSSOS SE RETIRAM DA SÍRIA

por José Roitberg

Vladimir Putin, ordenou no sábado a rápida retirada de TODAS AS TROPAS RUSSAS do território sírio, após declarar, por sua vez que a capacidade militar do Estado Islâmico foi totalmente destruída e as as tropas muçulmanas locais podem lidar com os restos do Califado.

Se você for ingênuo a ponto de não acreditar que este movimento faz parte do IMENSO ACORDO REGIONAL para levar a geopolítica do Oriente Médio para a realidade, bem, você certamente irá deixar sua Chanukiá com as velinhas acesas pro Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa se deliciarem com gostosos sufganiot (bolinhos fritos de massa típicos da festa de Chanucá que se inicia neste dia 12 de dezembro).

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Na foto, um soldado de operações especiais russo leva no capacete sistema pequeno de visão noturna e aponta seu fuzil AK-74 calibre 5.45×39mm com mira de ponto virtual (holográfica), lazer e sabe-se lá mais o que. Antes que perguntem é 74 mesmo, simplesmente por ter sido introduzido no ano de 1974. O AK-47 é calibre 7.62×39mm e o 47 vem do ano que foi introduzido, se bem que começou a equipar as forças soviéticas apenas em 1949.

O que significa a saída dos russos da Síria para Israel?

Sai o maior porta-aviões da frota russa, saem todos os aviões de ataque ao solo com suas bombas e misseis inteligentes, saem todos os tanques T-72 com blindagem reativa de última geração, saem os tanques-drone robotizados, saem as tropas especiais, saem os radares entre os mais modernos do mundo e também saem todas as baterias antiaéreas S-300 e S-400 de última geração que podiam abater qualquer aeronave sobre o espaço aéreo de Israel e Líbano.

Com isso, a ameaça de uma força militar que Israel não poderia atacar para não abrir uma guerra com a Rússia, mas que poderia ser utilizada pelos russos para ajudar seus aliados no caso de ataques de Israel (note que durante dois anos isso nunca aconteceu) deixa de existir e Israel volta a ser a potência militar capaz de controlar dos céus também sobre o Líbano e a Síria sem maiores dificuldades. Os russos deixam lá os mísseis S-200 repotenciados, que já foram disparados cerca de 10 vezes contra aviões de Israel sem qualquer impacto, ou seja, são inúteis contra a aviação de Israel, Turquia, Jordânia e Arábia Saudita.

Os Russos largaram o Irã e seu Hezbollah por conta própria em suas vociferações contra Israel, enquanto os EUA estão abertamente e repudiadamente a favor de Israel.

O que os Russos ganharam na Síria?

Testaram em condições de combate todos os seus sistemas inteligentes de guiagem de mísseis, de drones aéreos e terrestres, sistemas de visão noturna e inteligência digital de campo de batalha, sua blindagem reativa única para tanques de guerra, mas principalmente deixaram uma geração se seus militares com experiência de combate, coisa que não ocorria desde a invasão soviética do Afeganistão.

Agora, caso o Estado Islâmico esteja realmente batido na Síria, haverá muitos bilhões de dólares correndo para a limpeza e reconstrução de praticamente todas as cidades principais.

Mas uma pergunta vale o milhão!!!

Quanto dos refugiados sírios na Europa você acham que são patriotas e voltam para reconstruir seu próprio país?

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

EMBAIXADA DOS EUA EM JERUSALÉM. O QUE ISTO PODE SIGNIFICAR?

por José Roitberg

Possivelmente você não deve saber que o Congresso Norte-Americano, aprovou uma decisão vinculante (que precisa ser cumprida pelo Presidente), afirmando que a capital de Israel é Jerusalém, em 1995, no segundo ano do primeiro mandato de Bill Clinton (Democrata). Tal resolução tinha uma cláusula de que o Presidente poderia procrastinar a aceitação por seis meses. Eu nunca li o texto e dificilmente nos EUA se faz algo ilegal quando há lei. Assim, desde 1995, portando há 22 anos, a cada seis meses o presidente em questão empurra a implementação da decisão do Congresso, legalmente, para frente.

Não há nenhuma embaixada em Jerusalém apesar de lá estar a sede do governo de Israel, o Parlamento (Knesset), a Suprema Corte e os ministérios.

O mundo católico-cristão (os políticos, não especificamente as pessoas), de fato não suporta a ideia de judeus controlarem Jerusalém e darem liberdade lá a todas as religiões. Isto é muito recente na história humana e tem apenas 50 anos. De 1480 até 1967 Jerusalém esteve sobre controle muçulmano, com a proibição de culto e peregrinação de judeus, católicos romanos e cristãos. Apenas a Igreja Católica Ortodoxa é que operava lá, mas sob o estatuto de Dhimi, com os católicos ortodoxos como cidadãos de segunda classe. E as lideranças ortodoxos, que acham que a vida foi sempre assim por quase meio milênio, continuam apoiando esta solução, que preferem, à liberdade sob o 'jugo dos judeus'.

E o mundo muçulmano? Não é mera coincidência Trump telefonar para vários líderes da região e anunciar o que vai fazer neste momento. Certamente Trump deve ter dito que os americanos fazem o que bem entendem com sua política e que nenhum país irá definir onde os EUA podem ou não podem ter suas embaixadas, ainda mais por haver a decisão do Congresso de 1995.

Estamos num momento em que TODOS os países árabes estão boicotando o Qatar, que se mantém a única nação árabe a apoiar o Hamas. O curioso é serem ambos sunitas. Para exercer pressão constante sobre Israel, o Irã xiita não árabe, que está em guerra aberta com os árabes sunitas também mantém seu apoio ao Hamas, enquanto tenta posicionar tropas o mais próximo possível da fronteira de Israel na Síria, já tendo suas bases sido bombardeadas pela aviação de Israel por dois dias seguidos.

O alinhamento da Arábia Saudita com reformas duríssimas pretendo sair do Islã Radical para o Islã Moderado, liderando uma coalizão militar que envolve o Egito, Marrocos, Jordânia, UAE e Barhein, além da aproximação com Israel, indica que o acordo de reconhecimento de Israel está muito próximo e o passo norte-americano faz parte do bojo deste acordo.

As pessoas podem não acreditar, mas estamos há seis anos dentro de uma da mais fatais e extensas guerras entre sunitas e xiitas que o mundo já presenciou e as potências mundiais estão engajadas ativamente nelas. Tem gente que faz questão de não entender que a Rússia combate ao lado dos xiitas, e os EUA e Israel ao lado dos sunitas. E isso vai aumentar de proporção. Não perca de vista que os xiitas representam apenas menos de 20% da população muçulmana mundial.

E os palestinos? Vão continuar fazendo o que vem fazendo desde 1947: matar judeus. Não é uma questão política ou territorial, mas uma questão racista teológica. Obviamente vão usar a embaixada como pretexto, pois são ótimos com isso, e mobilizar mais de seus jovens para se matar em nome de Deus, levando junto quantos judeus puderem, coisa que a esquerda mundial, inclusive a judaica faz questão de não ver, De fato, para Israel, não há diferença nos palestinos manterem seus ataques homicidas-suicidas ou por foguetes com ou sem embaixada. Não precisou existir o pretexto da embaixada anteriormente para os judeus serem vítimas desta teologia do martírio por Allah.

E os judeus de esquerda norte-americanos? Estão alucinados. As notícias de hoje mostram as principais instituições da esquerda judaica, como a 'J Street' (Rua J) e o senador judeu democrata antissemita Bernie Sanders, acusando os republicanos de destruir as possibilidades de paz no Oriente Médio. Para estes, enviamos um solene: vão se danar! É um bando enorme de gente que jamais se preocupou com o assassinato de judeus em Israel, ou com a expulsão dos judeus dos países árabes. Sua plataforma político-burrológica é pretender a Solução de Um Estado para a região, defendendo um Estado Laico, sem religião, onde convivam os árabes e os judeus que bem entenderem. Essa gente patética faz a absoluta questão de não compreender que o Islã é uma religião onde ele for minoria e é um sistema político onde ele for a maioria. Jamais, palestinos aceitariam um Estado Laico.

A esquerda-judaica faria um papel histórico mais digno, se dialogasse com os palestinos que defendem, para que os palestinos aceitem a Solução dos Dois Estados.

E Jerusalém indivisível? Volto a afirmar o que quase todos os meus amigos judeus odeiam ouvir. Jerusalém, nos últimos dois mil anos sempre foi uma cidade dividida e o é hoje. Só não acredita na indivisibilidade da cidade quem não esteve lá ou olha os prédios e ruas com olhos de fé e não de realidade. Dentro dos muros da Cidade Velha os bairros são divididos. Fora dos muros, na cidade nova os bairros são divididos e há uma clara linha entre o lado árabe e o lado israelense. Então como pode-se clamara por uma Jerusalém Indivisível, se ela é dividida hoje?

O que é uma cidade dividida? Você pode ir a todos os bairros e comunidades do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Belo Horizonte, de Brasília e outras? Não pode né. Nossas cidades são divididas e fazemos questão de imaginar que não são.

Eu, pessoalmente, não vejo problema algum em que Jerusalém Ocidental seja a capital de Israel e que Jerusalém Oriental seja a capital de um futuro e necessário Estado Palestino. A capital da Autoridade Palestina é Ramallah, cidade que fica ao norte de Jerusalém. Até mesmo no Brasil temos cidades fronteiriças parte e um país, parte em outro e não há problemas com isso, apenas soluções.

Se alguém se der ao trabalho de olhar no Google Earth ou Maps, vai constatar que não existe mais solução de continuidade entre Jerusalém e Ramallah. As duas cidades, e o que tem entre elas, cresceram tanto que hoje são uma coisa só, como São Paulo e as cidades da Grande São Paulo. Apesar de existir uma divisão nominal e política nos mapas, Jerusalém e Ramallah estão unidas e isso tende a aumentar. Forçando a barra, poderíamos dizer que a capital palestina já faz parte de Jerusalém.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O homicídio do rapaz negro e gay

O homicídio do rapaz negro e gay em SP parece estar sendo comprado. Surgiu um diário do garoto de onde a mãe, negra e pobre, afirma que ele queria se matar. Não há como entrar nesta seara do crime hediondo de uma forma moderna.

Nem o Walcyr, o Carrasco, usou como personagem: gay arranca todos os seus dentes, se espanca e depois se mata.  Vou de Nelson, o Rodrigues ao qual mando um beijo além túmulo e sei que ele vai cuspir de volta...

"A VIDA COMO ELA NÃO É
por José Roitberg.

Rapaz pobre. Achava que era bonito. Imaginava que o amariam. Coisa de juventude, alçar voos e imaginar que há futuro. A realidade é dura. Falta comida, falta dinheiro. Aquela roupa não dá. Aquele tênis não dá. Usa é a calça velha, o calçado puído. A cueca, pelo menos, lavada pela mãe.

E levado pela onda, levado pelo consumo o rapaz pobre fica deprimido. Sem as coisas que o dinheiro compra, nem o amor chega de graça. E quando chega é desgraçado. Vem de supetão. Vai de repente. Fica o garoto pobre. Fica a depressão.

As letras sempre foram gratuitas e seu terrível diário mostra quem é. Belo dia acorda após jornada de labuta e percebe que de bela nem a vida nem ele. Tomado de uma verdade devastadora olha-se no espelho e desfere o primeiro soco. Dói, mas não pia. O lábio sangra, mas se cala. Mais um soco. Outro soco. Dentes começam a cair. É tão fácil. Como ninguém fez isso antes. 'Sou feio.' E porrada. 'Sou feio.' E porrada. Vão-se os dentes fica a mente, fica o corpo magro que era feio e agora é desfigurado. O corpo precisa ficar igual ao rosto. E soco, soco, canelada na porta, joelhada na mesa.

Ninguém ouve. E se houve alguém, ninguém ligou. São os ruídos da vida em comunidade. Soco, canelada, chute. Não há mais rosto, não há mais corpo. Só há vida, mas nada vale. Então correr. Passa veloz pela mãe que vê a novela de Carrasco. Quase derruba a porta, mas não importa.

Ganha a rua e corre, corre, corre. Ninguém liga. Ninguém olha. Mais um garoto negro machucado correndo. Deve ser drogado. Deve ter apanhado do traficante. No fim ninguém dá a mínima como ninguém deu no começo. E corre, corre, corre. Chega a um viaduto. É noite. Luzes brancas, luzes vermelhas, pele negra, sangue vermelho, dor. 'Chega!'

E flutua. Vê os carros passando por baixo. Visão poética. Ninguém jamais viu. Só ele viu. Pensa na mãe. Pensa no amor. Pensa no gozo. Um estalo. Não entende o que aconteceu. Não pensa mais em nada."

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Cerveja Way Cream Porter ???

Vc passou num supermercado hoje, dia 3 de janeiro em Copacabana? Viu os espaços vazios? Sem sorvetes, sem refrigerantes em lata que não fossem zero, sem qualquer garrafa d'água, faltando iogurtes, sem sucos, poucos leites...

Parece que uma horda de gafanhotos passou por Copacabana e os mercados se programaram mal. Tivessem dobro de estoque, talvez tivessem tido o dobro de vendas. As cervejas baratas também deixaram de existir e essa aqui me chamou a atenção.

Way, vê se isso é nome de cerveja, ainda mais se definindo com "cream porter"... Rotulo pintado em silkscreen...

Atrás, uma explicação dizendo que é preta, cremosa, encorpada com aveia, como as cervejas do século 18 feitas para serem levadas em viagens e expedições.

Com uma propaganda destas, merece ser comprada. E é uma cream porter adocicada perfeita que deixa a superprecificada Guiness irlandesa no chinelo.

Como qualquer cream porter, precisa estar bem gelada e servida em copo para a espuma cremosa subir. No copo é perfeita, do gargalo não vale um tostão furado.

Se vc gosta das pretinhas arrisque This Way e confie nos cervejeiros da Chácara Atubá em Pinhais, SC. Eles sabem o que estão fazendo. Vou tomar a segunda.

http://www.waybeer.com.br/qual-a-sua-way/

© José Roitberg - jornalista e historiador

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Plutão não foi extinto… Para uns…

Nestes últimos dias do ano somos bombardeados com empulhação astrológica e mística fajuta. É duro de aturar. Você não sabe, mas os astrólogos se apropriam das coisas e as definem como ancestrais, milenares e além, para justificar suas teses. Recentemente ouvi uma das principais astrólogas do Brasil fazer previsões muito complicadas para Israel, Brasil e o mundo, não para 2014, mas para 2024. Perguntada se 2024 era um marco importante, ela disse: "Claro que é! É quando o Planeta Plutão entra da constelação de..." E do alto de uma falácia de alegar que a astrologia tem 10.000 anos "muito bem documentados". Mas não tem uma revistinha mensal que lhes mostre a realidade. Tal astróloga define como o ser humano olhando para as estrelas, a astrologia e não a astronomia.

É óbvio que para ela e outros astrólogos, os seres humanos andavam de cabeça baixa e não olhavam para as estrelas além do emblemático 10.000 anos atrás. Aliás, estavam os humanos ainda na Idade da Pedra. Nem sabiam que a Terra era um planeta, muito menos que se chamava Terra. Todo o início do período bíblico, Abraão, Monte Sinai, Moisés, Conquista de Canaã ainda era na Idade do Bronze. Não se tinha chegado nem ao ferro ainda (pelo menos no Ocidente). O mundo terminava ali no horizonte marítimo e os judeus deviam ter tanta certeza disso, que jamais construíram embarcações para testar esta tese que nos atormentou até as últimas décadas do século 15.

Plutão é considerado pelos astrólogos como o exemplo ancestral que define mudanças terríveis. Então se astrólogos horrorizados com as minhas blasfêmias me leem, fiquem sabendo: PLUTÃO NÃO É MAIS UM PLANETA !!! Então parem de dizer que "o planeta Plutão isto e aquilo". Sequer existia o então considerado planeta Plutão em 1929 !!! Ele foi descoberto em 1930, não por astrólogos, mas por astrônomos. E não se chamava Plutão! Era o "Planeta X". O observatório que o descobriu fez um concurso e recebeu mais de 1.000 nomes, sendo escolhido o enviado por uma menina de 11 anos chamada Venetia Burney, que gostava de mitologia e achava legal o nome do Deus do Submundo do politeísmo romano.

Nunca houve mapa astral com Plutão antes de 1930! O mesmo para os outros planetas a medida em que foram descobertos. Muito menos Plutão se refere a uma realidade do submundo, mas apenas a inocência de uma menininha.

Aposto qualquer coisa que nenhum astrólogo jamais previu a descoberta de Plutão e que jamais previram que Plutão não seria mais um planeta.

Astrólogos e All !!! Feliz Ano Novo, com a certeza de que o Planeta X, nunca mais irá amaldiçoar a humanidade e nunca mais irá "influenciar profundas mudanças". A astrologia antes da descoberta dos planetas e na época da Terra Plana devia ser muito ridícula...

© José Roitberg 2013 - jornalista e historiador

terça-feira, 16 de abril de 2013

Iom Haatzmaut - O Dia do Perdão

Israel aos 65 anos! Que data não redonda para comemorar. O sonho sionista se realizou. Israel se constituiu uma nação moderna arrancada dos pântanos e desertos. Tudo floriu. Em todos os lugares se plantou e tudo deu. Seus bosques tem mais vida, e a vida em seu seio, mais amores. De pé, anda sobre berço ancestral. Anda de cabeça erguida, anda com orgulho de seu povo, anda admirado por seus vizinhos.

Israel aos 65 anos é uma democracia que respondeu à Questão Judaica. Uma nação onde os judeus podem ser judeus, sempre que quiserem, sem temer serem espancados, roubados e assassinados apenas por se manterem firmes com a primeira religião monoteísta. Israel aos 65 é orgulho entre as nações, com povo respeitado pelos vizinhos. Com comércio alavancado com seus maiores clientes para produtos agrícolas e tecnológicos: Egito, Jordânia, Líbano e Síria. Israel aos 65 anos é reconhecido como um benfeitor da região, como um país que favoreceu o desenvolvimento espetacular dos países vizinhos, tão avançados tecnologicamente quanto Israel.

Israel aos 65 anos mostrou aos muçulmanos que se os judeus podem viver numa democracia, eles também podem. O fervor da liberdade total de expressão judaica se alastrou por toda a região. A vontade dos judeus de se dedicar aos estudos, fez florescer uma universidade atrás da outra por todos os países do Oriente Médio. Os judeus, oprimidos por séculos, mostraram que um país que se dedica a educação consegue chegar lá e seus vizinhos copiaram suas soluções e também lá chegaram.

Israel aos 65 deu e vendeu toda a sua tecnologia de irrigação para os países do mundo e com isso aplacou a fome mundial através de gotinhas de água lançadas ao ar ou pingando no solo. Não há um governo sequer que não se curvou e agradeceu publicamente a criatividade dos judeus de Israel. E não há um ministério da saúde sequer que não adotou as curas criadas pelos judeus de Israel, pois é o caminho óbvio a ser seguido.

Israel aos 65 é um país de paz interna e externa. É um lugar onde os judeus de todas as correntes religiosas judaicas se respeitam e cooperam. A cada festa religiosa, a cada data fundamental para o judaísmo, aumentam as multidões multifacetadas clamando em conjunto a glória ao Senhor e a compreensão Dele sobre as pessoas. Nada é mais lindo que vermos todas as cores judaicas lado-a-lado, irmanadas nas festas de Purim a Bikurim que enchem ruas e avenidas. Nada mais solene que uma nação inteira contemplativa em 9 de Av. Nada mais justo que as trocas de rabinos entre comunidades e sinagogas durante Rosh Hashaná e Iom Kippur. A democracia de um Estado Judeu, a liberdade para ser judeu, permitiu a realização de grandes festas e cerimônias coletivas onde as lideranças de todas as correntes judaicas ficam de braços dados sob o mesmo teto ou sob o mesmo céu, nas dezenas de praças espalhadas pela nação, com esta finalidade. E nada mais lindo que a linha de um milhão de pessoas que se forma todo ano nos penhascos do litoral para o Tashlich em Rosh Hashaná. Aos 65 Israel entendeu que o Terceiro Templo foi construído, enorme, pujante, vivo, se estendendo de Eilat a Rosh Hanikra.

Israel aos 65 anos vive em paz. Não teme à ninguém. Não é ameaçado por ninguém. Israel aos 65 anos parece com Israel aos 130 anos tamanho foi o desenvolvimento tecnológico e social oferecido pelos bilhões de dólares anuais não mais necessários para as atividades militares. Israel aos 65 anos tem judeus mais felizes, judeus mais jovens e judeus menos soldados. A defesa contra o extermínio não é mais necessária. Sua população árabe há muito já mostrou aos outros árabes e muçulmanos as benesses judaicas e como se aproveitar bem dos judeus em simbiose, não em exclusão. A união interna de todas as correntes judaicas mostrou aos poderosíssimos muçulmanos que ambas religiões preveem a paz e que unidos alcançarão a riqueza e a prosperidade, enquanto desunidos apenas idealizam o Paraíso. Essa foi uma das lições religiosas mais importantes ditadas pelos judeus nos últimos anos e que transformou a face do planeta.

Israel aos 65 anos é a realização do sonho sionista. Praticamente todos os judeus do mundo estão lá. As outras soluções à Questão Judaica do século 19 ficaram bem para trás. A esquerda judaica que militou por mais de 100 anos para os judeus ou se assimilassem ou serem colocados em regiões autônomas judaicas DENTRO de cada um dos países, finalmente se dispersou e compreendeu que Israel é a região autônoma judaica ENTRE os países todos. Uma diferença gramatical e geográfica que fez toda a realidade.

Israel aos 65 anos é a realização do sonho de Theodor Herzl, que ainda no século 19, quando o mundo tentava criar novas relações de trabalho para os novos empregos que surgiam com a revolução industrial e de serviços, estabeleceu no seu fundamental "O Estado dos Judeus", o turno duplo de trabalho e 7 horas, consolidado pelas sete estrelas em sua proposta bandeira nacional. Não fosse isso, Israel não seria o que é hoje. Herzl propôs o sistema de trabalho que dobraria a capacidade de produção, dobraria o número de empregos e permitiria uma melhor qualidade de vida e educação da todas as pessoas. O sistema de trabalho de Herzl, implantado em Israel desde o primeiro imigrante sionista pisar na Terra Prometida. foi copiado por todos os países. Nele, o primeiro turno trabalha das 7 às 11h, tem livre (para estudar, se exercitar, resolver seu problemas, se alimentar, descansar) das 11 às 14h, volta a trabalhar das 14 às 17, enquanto o segundo turno completa o dia das 17 às 21h. Assim há dois salários por posição e 14 horas trabalhadas por dia no total. Um visionário! Mais um sucesso que os judeus deram ao mundo! Todo o desenvolvimento mundial foi multiplicado por dois desde que Israel mostrou que a solução de um jornalista do século 19 era melhor que a todos os economistas juntos.

Iom a Haztmaut aos 65 anos é o Dia do Perdão. O dia em que os líderes mundiais pedem perdão pelos gloriosos massacres e perseguições movidas pelos seus antepassados contra os judeus e agradecem por todos os avanços nas relações de trabalho, nas ciência, na tecnologia, na medicina, na economia, na educação, que os judeus deram ao mundo.

José Roitberg - Jornalista, historiador e esquizofrênico

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Internação compulsória. É isso que queremos?

A lei brasileira já permitia a internação compulsória (obrigatória) de menores de idade usuários de crack. Em São Paulo, já fazem dois dias que iniciou a internação compulsória de adultos usuários de crack. No Rio de Janeiro, anunciou-se, ainda há pouco, que a mesma medida, através de lei, poderá entrar em vigor em abril. Mas é isso que queremos?

Eu quero! Eu aplaudo! Eu incentivo! Vamos tirar estes indesejáveis das ruas! Vamos tirar essa gente feia, fedida, anti-higiênica e agressiva da rua! Vamos tirar esses homens, mulheres e crianças que nada produzem para a sociedade da rua! Vamos limpá-los! Vamos reeducá-los! Vamos deixá-los longe de nossas vistas enquanto são uma sub-raça humana! Caramba: sou nazista!!!

Sou um nazista anti-crack! O que está acontecendo? Sou judeu! Como posso me tornar nazista? Posso vir a ser nazista se concordar com isso tudo e me calar. Então em altas e boas caixas: EU NÃO CONCORDO! EU NÃO ACEITO INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA!

Eu... eu não vou ser nazista p…nenhuma! E aconselho você a pensar no seu papel na sociedade neste momento.

Lembro-me de uns 10 anos atrás quando escrevi pela primeira vez sobre o crack e fui execrado, taxado de idiota. Afinal, como é que uma droga vagabunda e barata daquela poderia devastar a sociedade? Há 10 anos já se via isso nos Estados Unidos (que não conseguiu resolver), no México e na Colômbia (que também não conseguiram). Em termos de drogas e favelas é só olharmos a Colômbia, pois estamos sempre 10 anos atrás, até nas UPPs, incluído aí o teleférico do alemão, que foi um conceito adotado pela Colômbia para as favelas dela. Há 10 anos atrás os meus leitores achavam que uma droga de 1 real, era menos perigosa que uma de 10 reais. Ah... que engano terrível vocês tiveram né?

Hoje, nos preocupamos com cracolândias e cracudos, mas apenas se estão em nosso caminho. A medida em que a prefeitura do Rio agiu nas linhas férreas os cracudos foram parar o Caju e Parque União, misturados com os veículos da Avenida Brasil. Agora que a prefeitura age na Av Brasil os cracudos em bandos entenderam que estão mais protegidos em Copacabana. Nosso direito de ir e vir livremente é de fato ameaçado pelos cracudos, seja em ações violentas de furtos e pequenos roubos, seja na intimidação pelo Real que lhes dará mais uma dose, seja em vandalismo gratuito como arremesso de pedras contra carros e se posicionar fisicamente na frente dos veículos impedindo nosso "ir", podendo nos tornar criminosos, caso atropelemos um cracudo, principalmente se for criança.

A democracia não possui nenhuma ferramenta capaz de lidar com a situação. Somente regimes ditatoriais à direita ou à esquerda é que podem, com amparo consciente de seus seguidores, através de leis ou apenas de ações de força, remover cracudos da face da terra ou, pelo menos, das vistas de todos.

Nossa democracia partiu para a legalidade. Criou lei para a internação compulsória. Por esta lei, já em vigor em SP, o maior de idade que for "apreendido", pois "preso" é muito politicamente incorreto, já que não comete crime algum - senão era só prender logo todos - será avaliado por uma junta composta de psicólogo, psiquiatra, assistente social, médico e advogado, que estão lá, pagos por nós, para fazer este exame em nosso nome e declarar o cracudo um elemento antissocial, um ser pouco humano (já que lhe faltam fisicamente milhares de neurônios destruídos pela droga), que deverá ser internado para "tratamento".

Leve-se em conta, que não há tratamento. Não há desintoxicação para crack. Especialistas falam que para um criança são dois anos de internação e "talvez" dê certo. Para adultos, encontramos um lacônico, "muito mais tempo." Então, o ser inumano será internado por lei durante quanto tempo e exatamente para quê?

E onde? Onde será internado? Hoje, ouvi no rádio que em princípio pretende-se levá-los para hospitais municipais!!! Ora... Existe merda maior que essa para o Estado fazer? Com o caos que já existe nestes serviços horríveis, teremos agora uma horda de zumbis cracudos e agressivos, controlados por agentes internadores e guardas municipais nestes mesmos lugares? Valha-me, senhor... Que estes prefeitos assistam uns episódios de "The Walking Dead" para entender o que é "trazer os cracudos para o convívio social forçado", note bem, trazer os cracudos para onde estamos, ao invés de afastar. De qualquer modo, esta passagem pelos hospitais municipais que só não acontecerá se a sociedade gritar e gritar bem alto, vai ser temporária. Então, para onde irão os caracudos?

Não serão colocados em prisões. Isto está muito claro. Não serão colocados, obviamente em clínicas particulares, hotéis fazenda ou spas de emagrecimento. Resta-nos, e a eles, um termo que me custa a escrever e prefiro enrolar por mais algumas palavras. Eles serão concentrados em instalações próprias criadas para a proteção deles mesmos, criadas para nossa proteção das ações perversas deles aqui fora, criadas para a reeducação e salvação deles. Só tem um nome: campo de concentração.

E é por isso que eu não vou ser nazista. Não vou aceitar que no Brasil democrático uma nova lei passada a pedido de uma prefeitura de SP (diga-se PT) crie campos de concentração para cidadãos brasileiros que uma junta médica defina que "precisam ser protegidos". Já vimos isso! Apesar do comunismo ser o criador dos campos de concentração e não os nazistas, essa é a marca que ficou.

Como estudioso do nazismo eu sei, e qualquer pessoa bem informada sobre o assunto sabe que nenhuma das ações contra os judeus durante todo o período maior que engloba o Holocausto foi feita sem que houvesse uma lei aprovada em vigor que permitisse tais ações. Nenhuma ação do Estado Nazista, inclusive chacinas, fuzilamentos sumários, execuções brutais, extermínio por gás, extermínio por transporte torturante e inadequada, pela fome, nada disso aconteceu sem o amparo de uma lei.

Todos os atributos que descrevi lá em cima como características do indesejável zumbi cracudo, foram usadas na Alemanha para descrever o indesejável judeu errante.

As pessoas não acreditam que as coisas podem de fato mudar de um dia para outro numa democracia, por lei. Vemos agora mesmo o presidente Obama, recém empossado baixando o equivalente a decretos-lei que não passam pelo congresso, contra os usuários e proprietários de armas nos EUA que hoje, vivem uma realidade Legal diferente da que havia na sexta-feira passada. Ele não se elegeu com esta plataforma. Não são apenas os republicanos que tem armas... As coisas mudam e mudam rápido. Num piscar de olhos, ainda mais quando líderes democráticos contam com a alienação político-social de seus povos, como nos EUA e no Brasil. Na Argentina, pelo menos batem panelas na rua.

Se nós, cidadãos brasileiros, dermos ao governo o direito de nos classificar em desejáveis e indesejáveis por junta médica, por medida administrativa, nós iremos trilhar um caminho que leva direto ao inferno, mas só para quem o Estado considerar indesejável.

O pastor Martin Niemöller escreveu o que você leu várias vezes: "Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse"

ESTÃO LEVANDO OS CRACUDOS. EU NÃO SOU CRACUDO E NÃO VOU ME CALAR!

Tem solução diferente? Numa democracia, parece que não. Num regime de exceção teria sim, mas seria pior. Então, no fim das contas eu serei parte de uma sociedade que era especificamente democrática até domingo passado e terá caráter nazista a partir de agora. É provável que outros estados e prefeituras sigam o "exemplo" de SP e do RJ. Não foi minha decisão, não foi sua decisão. Decidiram por nós, sem nos consultar. Pense em seu papel individual na sociedade. Torça para que o Estado não defina outros tipos de seres humanos como indesejáveis, pois você poderá estar numa nova categoria, englobada por uma nova lei.

Faltou algo no texto, Zé! Dá a entender que crack nasce em árvores ou surge espalhado nas sarjetas cracolantes! E os traficantes? Amigo... A lei da internação compulsória não tem nada a ver com traficantes, apenas com cracudos usuários. Estamos num cenário prestes a ter aprovadas leis que permitirão o porte de drogas em quantidade de consumo onde poderemos assistir algo surreal, mas nada surpreendente. As pessoas poderão portar cocaína, maconha, ecstasi etc, menos crack. Teremos drogas liberadas e drogas proibidas de portar. Ué, mas isso não existe hoje em dia? Claro que existe! Na verdade temos drogas lícitas e drogas ilícitas. Estes são os termos certos e é a lei, o momento social que define o que é uma e o que é outra. Qual tem tarja preta, qual precisa de receita, e qual te leva em cana. Produzir, importar, transportar e vender continuará a ser crime, usar não é crime, menos o crack, que continuará sua trajetória terrível na sociedade. A toda hora temos notícias de apreensões de drogas. Há 30 anos falava-se em gramas, há 20 anos falava-se em quilos. Nos últimos anos se fala em toneladas. Isso só quer dizer uma coisa, o consumo se multiplica e a oferta acompanha. Governo comemora dezenas de milhões saindo da linha de pobreza? Os grandes traficantes também comemoram.

José Roitberg - jornalista

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O CONTO DO FIM DO MUNDO

Sua fé é superior a dos outros? Não conheço ninguém que afirme ter uma fé pior que de seu vizinho. Ninguém que afirme cumprir os preceitos da religião errada. Mas os mitos de uma fé valem para as outras fés? Não só valem, como se sobrepõe. A história da civilização (ou incivilização) nos mostra a luta incessante, do início até este momento, das fés tentando se sobrepor umas as outras, como a verdadeira e definitiva.

Mas cada fé, exclui, por dogma (aquilo que não pode ser contestado), os mitos das outras fés. Há um dogma dentro do judaísmo que é verdadeiro para os judeus religiosos e estranho para todos os outros: caso uma pessoa se converta do judaísmo para outra religião, tal conversão é inválida, na visão judaica ortodoxa, porque o judaísmo não reconhece a existência das conversões produzidas por outras fés. Só para constar. Por este preceito, as conversões feitas pela Inquisição, foram válidas para a Igreja Católica e inválidas para o judaísmo ortodoxo. Tanto uns quanto outros, de fora, afirmavam que você era cristão ou era judeu, sem que você tivesse realmente uma possibilidade de interferir de fato em sua crença: não é você que se define, os outros definem você. É claro que nada obriga você a acreditar nestas definições também, até que a chumbo derretido desça por sua garganta ou a bala estraçalhe sua cabeça...Esse é apenas um exemplo próximo.

Sendo assim, pobres dos maias que não conseguiram impor sua fé altamente tecnológica a ninguém nos dias de hoje. Eles tinham fé ou no final dos tempos, ou no final do tamanho da pedra onde o calendário foi inscrito. Mas as fés de todos as outras religiões monoteístas e politeístas nas quais a humanidade se divide hoje, excluem a veracidade das crenças maias, portanto se para os maias tudo se acabaria, para todos os outros isso é uma asneira.

Partir para uma abordagem lógica e imaginar que a pedra tem um limite físico do que pode conter, como nossas folhinhas anuais, e que jogaram a confecção da continuação do calendário para alguns milhares de anos a frente, é pedir demais. Falamos de fé e não de verdade ou de lógica.

Será que algum arqueólogo do futuro vai pegar nosso calendário de 2012, o único que pode ter encontrado e achar que nossa civilização tinha traços de semelhança com os maias, já que para os maias o calendário ia até o dia 21 de dezembro e para o resto da humanidade ia até o dia 31?

A saber: os maias foram a potência hegemônica no que viria a ser a América Central. Acredita-se que começaram seu estado 1.000 anos AC, chegando ao auge no ano 900 DC (curiosamente aquele período de 2000 anos pregados por messiânicos monoteístas). Até a chegada dos espanhóis, ainda conseguiram se desenvolver por mais 600 anos. Sua última cidade-estado foi tomada e exterminada pelos espanhóis apenas no ano 1697. Tudo em nome da ganância pelo ouro, da fé cristã e em nome de Deus, em nome de Jesus...  É normal não ter perspectiva histórica. É preciso entender que a derrota final dos maias aconteceu quase 200 anos depois da última cruzada contra o Marrocos e já com o Império Turco Otomano controlando o Oriente Médio. A Inquisição estava ativa no Brasil. Os maias não desapareceram. Para sobreviver foram se assimilando e se convertendo ao cristianismo. Era esta opção da Igreja Papal: converta-se ou morra, nada diferente da prática dos impérios árabes islâmicos contemporâneos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

AMIA – O Que Perdemos?

O tempo passa e um evento que foi marcante e definidor para os adultos de 1994, é uma história chata e incômoda para quem tinha menos de 15 anos na época.

Uma geração que hoje está abaixo dos 32 anos de idade, não viveu o atentado, apenas viveu os lamentos, as recordações e a impunidade.

Não se comovem com as imagens de época e não se emocionam com as mesmas manifestações choradas a cada dia 18 de julho.

A tragédia individual mantida no seio das famílias das vítimas fatais e no corpo mutilado dos feridos não é tragédia nenhuma para os outros jovens na Argentina.

E fora de lá então? Poucos realmente sabem o que foi o atentado e se importam com o que é.

Quem mata judeus fica impune

Em entrevistas dada à TV argentina vimos vários jovens judeus marcados profundamente pela sensação de que há impunidade para quem mata judeus, em todo o mundo, não apenas na Argentina. Isso é uma distorção muito grande e mostra uma comunidade em parte fechada em si mesma. Uma geração que cresceu refém de seu mortos velados, enterrados, mas que ainda não estão em paz.

Ao longo destes 17 anos não cessou por um instante a pressão antissemita num país que abrigou nazistas originais, abertamente antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial.

Um país onde o fürher local, Alessandro Biondini, cujo partido nazista, travestido como Partido Nuevo Triunfo, foi banido por falta de coeficiente eleitoral, disputou a vereança da capital nestas últimas eleições.

Tá certo, foi varrido por um rabino fundador de uma instituição de lembrança do caso AMIA, com 45% do total de votos para a câmara.

Isso mostra uma Argentina de momento, em que a população nada tem contra judeus. Mas são centenas de incidentes antissemitas relatados anualmente na Argentina sobre os quais se coloca o peso dos mortos e feridos há 17 anos e não permitindo uma ação contundente sobre os problemas atuais.

AMIA derrubada – Muros levantados

Mas o ataque no centro de Buenos Aires não destruiu apenas os dois lados daquele quarteirão, naquela rua.

O atentado desencadeou uma já esquecida onda antissemita mundial. Na Argentina foram milhares de pedidos de cidadãos não-judeus para que o governo removesse as instituições judaicas, as escolas, as sinagogas, as creches, bibliotecas e assistenciais de suas vizinhanças.

Apavorados, os argentinos não-judeus não queriam morrer quando terroristas viessem matar judeus. Até porque dos 85 mortos, 33 eram cristãos, 22 estavam na rua e 26 eram funcionários da AMIA.

Esse movimento durou quase dois anos. A AMIA precisou entrar na justiça para reconstruir seu prédio, pois os vizinhos tentavam impedir a todo custo.

Em várias cidades aconteceu a mesma coisa, inclusive em São Paulo e no Rio. O caso melhor documentado foi o dos moradores de Ipanema, onde existe a sinagoga Agudat Israel, hoje totalmente remodelada e moderna, enclausurada no meio de um quarteirão. Eles achavam que os terroristas poderiam explodir a todos para atingir a sinagoga e exigiram sua remoção à prefeitura, o que não aconteceu.

E foi também este atentado de 1994 que originou a necessidade dos muros contra bombas e carros-bomba que cercam as instituições judaicas em quase todas as cidades.

Toda essa geração com menos de 30 anos, cresceu numa comunidade onde as sinagogas não são vistas da rua, onde sua bela arquitetura deu lugar a muros horríveis, seguros e necessários, onde as escolas parecem presídios.

Uma realidade terrível, mas que não existia antes disso.

E estas obras, pelo menos no Brasil, tiveram que ser conquistadas na justiça, pois prefeituras não queriam permitir que os judeus se protegessem de forma "agressiva" como consideravam na época.

Em casos emblemáticos em São Paulo, moradores procuraram a lei para impedir que as sinagogas tivessem floreiras anti-bomba, alegando que abrir as portas de seus carros era mais importante que a vida dos judeus. Em momento algum se conseguiu uma bobagem: que o estacionamento nas fachadas de sinagogas fosse proibido. Meia dúzia de vagas aqui ou ali, não podem ser “retiradas do povo.”

Processo para não ser julgado

Hoje, vemos um processo judicial completo, talvez tornado ilegível intencionalmente.

Não há como nenhum promotor ler ou tabular dados encontrados ao longo de 45.000 páginas A4. Uma bíblia católica tem em média 1.357  páginas de dimensões menores. Assim você pode ter uma noção da proporção assustadora de depoimentos e dados, e provas de um caso que muitos ainda afirmando que não há pistas e que não se consegue encerrar.

Manobra inteligente do Irã

A intenção da entrada do Irã como parceiro  na apuração, elogiada temerariamente pelo ministro das relações exteriores portenho, Héctor Timerman, pode ser a manobra diplomática que fará o caso se estender por mais uma geração.

Não é preciso ser um gênio jurídico ou diplomático para perceber que a entrada oficial do Irã no caso deverá ter como exigência o acesso à totalidade do processo para análise dos juristas e investigadores iranianos.

Isso significa a descoberta e contratação de tradutores juramentados de espanhol para farsi e a tradução, impressão e cópia destas 45 mil páginas, mais dezenas de milhares de páginas de depoimentos e trnascirções de gravações.

Ou seja: anos de trabalho só na tradução. Depois vem a leitura, análise, investigação e o empurra da impunidade enquanto o Irã efetivamente participa das investigações. Talvez o regime dos aiatolás caia antes desse processo terminar.

Israel não liga para a AMIA

Decidi publicar este texto em 18 de agosto, passado exatamente um mês do 17º aniversário da tragédia para ver se os factóides daquele momento persistiam ou se fala de AMIA apenas em torno do dia 18 de julho e deixa-se para lá o resto do ano. Deixa-se para lá, realmente.

Não há nenhuma mobilização nem das comunidades judaicas dos países do Mercosul ou da poderosa americana ou de nenhuma das européias para perssionar pela definição do caso. E Israel? Ficamos aqui a pular por Guilad Shalit, mas você viu ou ouviu falar de algum evento em Israel sobre as vítimas da AMIA ou mesmo, sobre as 250 vítimas do ataque à embaixada de Israel em Buenos Aires ocorrido em 1992 – certamente com os mesmos autores? Não viu? É porque NUNCA houve!

A desgraça dos judeus latino americanos não interessa aos israelenses. Não há manifestação nem nos nichos de imigração argentina na Terra Santa.

E se ficarem, um punhado de argentinos na rua – digo um punhado porque 2 ou 3 mil pessoas numa comunidade de 200 mil é um punhado – reclamando uma solução enquanto o mundo judaico nem liga mais, o evento deixa de ser histórico para ser bizarro.

E nas manifestações dos últimos anos na Argentina, bem como as pífias manifestações pró-Shalit atuais o alvo está sempre errado. Se pronuncia pela libertação de Shalit ou contra o governo argentino. Mas as manifestações tem que ser contra os palestinos, contra o Hamas, contra o Hezbollah e contra o Irã.

Viva-se ou Foda-se

Só que os judeus não sabem se manifestar. Espero que o amigo de Facebbok que escreveu o que vou dizer esteja lendo isso. Faz alguns dias que um não-judeu de minha lista mandou um simples: “Viva o Sionismo!” BRAVO AMIGO! Você, não-judeu, tem a coragem de gritar o que nenhum judeu grita.

Eu garanto que estando dentro de estruturas judaicas a minha vida inteira, colégios, movimento escoteiro desde os 7 anos de idade, federação, sinagogas, clubes, grupos universitáios, jamais ouvi um judeu dizer: “Viva o Sionismo.”

Quando se fala do “Holocausto entranhado na mente das pessoas”, ou do “Galut (exílio) mental”, é isso. Medo de ser judeu. Medo de ser judeu na rua. Medo da democracia. Medo da liberdade de imprensa.

Judeus que não dão vivas ao sionismo, também são judeus que não gritam “foda-se o Hamas, foda-se  o Irã, seus antissemitas filhos da puta!” culpados pelo massacre da embaixada, culpados pelo massacre da AMIA, culpados por massacres em Israel, culpados pela chuva de mísseis vinda do Líbano e Gaza, culpados pelo patrocínio mundial do revisionismo do Holocausto.

José Roitberg – jornalista

sexta-feira, 20 de maio de 2011

EUA Querem criação do Estado de Isreal...

Não sei o que você está lendo sobre o discurso do presidente Hussein dos Estado Unidos nestas últimas 24 horas. Ele está falando claramente de um Estado Palestino nas fronteiras pré-1967, algo que os palestinos já descartaram há tempos! A visão americana neste momento é tão irreal quanto a visão da esquerda brasileira que quer um Estado Único Laico, sem religião. São soluções externas que não levam em conta absolutamente nada nem ninguém que está por lá.

Há uma diferença brutal entre pré-1967 e 1967. No segundo caso se considera as fronteiras ao final da Guerra dos Seis Dias. No primeiro se considera as fronteiras antes da guerra. E é preciso ficar absolutamente claro: nenhuma delas era com PALESTINOS!!! As fronteiras eram com Egito, com Jordânia, com Síria e com Líbano.

Então como os Estados Unidos querem dar aos palestinos o território que era de outros países e não de Israel?

JERUSALEM PRE 1967 MAPAP MFAJ0d210

Não há nem possibilidade de começar o diálogo se "pré-1967" for dito. Isso é ignorância e piada. Veja no mapa simplificado de Jerusalém o que isso significa. Toda a Cidade Velha, com suas sinagogas, igrejas, Muro das Lamentações e yeshivot estava sob domínio da Jordânia, que murou e fechou ruas, dividiu edifícios e casas ao meio expulsando os judeus de lá.

Mas a Jordânia não fez apenas isso. Ente 1948 e 1967 o regime de outro Hussein destruiu 47 sinagogas do seu lado, inclusive a Hurva, a principal do Bairro Judaico da Cidade Velha reconstruída e reinaugurada em 2010, com a obra paga pelo atual governo jordaniano. As tropas hashemitas também removeram pedras tumulares ancestrais em Jerusalém Oriental para usar como calçamento, passagens para banheiros, paredes de guaritas etc, numa profanação bizarra.

Pré-1967 significa que Israel não teria o controle da Cidade Velha e de Jerusalém Oriental, apenas para citar este ponto da questão.

Portanto, neste momento, ao presidente Hussein dos Estados Unidos desejamos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo eleitoral e que pare de criar factóides internacionais caríssimos para garantir um segundo turno na presidência.

José Roitberg - jornalista

sábado, 19 de março de 2011

Judeus Podem Matar?

Quantas vezes você já ouviu que um dos 10 Mandamentos é “Não Matarás?” Sempre ouviu isso? Eu também. E não só eu, como quase todos que falam português. E nos outros países, os que falam as línguas locais.

Você também já deve ter ouvido estórias de ultra-religiosos que não matam uma mosca, em respeito ao mandamento divino entregue no Monte Sinai.

Mas e em Israel? E nas Yeshivot? E na leitura em hebraico da Torah? Como justificar a reação judaica de auto-defesa em Purim se “não podemos matar?”

A coisa é simples. Na Torah não está escrito LAAROK, que é matar. Está escrito TERSAKH que é assassinar.

Olha que novidade velha…

D’us nos proíbe, corretamente, de assassinar os outros! E não, genericamente de matar qualquer coisa. A aplicação da justiça e a guerra não são considerados assassinatos por nenhuma legislação do mundo. E assassinato é apenas de um ser humano. Animais, insetos e vegetais não podem ser assassinados, apenas mortos.

Durma com essa e Chag Purim Sameach.

José Roitberg – jornalista

quarta-feira, 10 de março de 2010

Não foi o Mossad em Dubai - Fim do Mistério

Estava conversando com um amigo ontem e chegamos a conclusão (creio que algum comentário em editorial de jornal foi aí também) de que é impossível uma operação de 30 pessoas de Mossada em Dubai. O motivo é muito simples e óbvio.

Conhecendo a burocracia israelense o governo não ia pagar viagem, estadia, alimentação e outros gastos para 30 pessoas em Dubai, NUNCA! No Haití talvez, mas em Dubai? Mandar 30 pessoas fazer turismo e agir durante alguns segundos? Impossível.

Por outro lado temos ainda a figura bizarra de 30 pessoas dentro e um quarto de hotel para assassinar uma trigésima primeira o que daria um bom título de Hitchcock: "A Trigésima Primeira Pessoa..."

Mas aí me caiu a ficha e dá para entender e explicar de forma INDISCUTÍVEL E DEFINITIVA as causas da morte e estas 30 pessoas.

Na verdade o hamaniano era alvo de tudo quanto é grupo de inteligência, inclusive da Al Qaeda e do próprio Hamas.

O que houve foi o seguinte e não aceito ninguém me contrariando desta vez !!!!

Foram três agências de inteligência diferentes que aprenderam pelo menos manual e formaram grupos de 10 agentes.

A primeira foi lá e envenenou o cara se mandando depois.

A segunda chegou lá e viu o sujeito ainda não morto e sem saber que tinha sido envenenado, cumpriu sua missão e o eletrocutou com o fio partido do abajur da mesinha. Se mandaram rapidinho.

Aí chega a terceira missão, sente um cheiro de kebabe no ar, mas não liga e vê seu alvo ainda se mexendo. Sem saber que foi envenenado e eletrocutado, cumprem seu plano e o sufocam com uma toalhinha de limpar a bunda que tem em qualquer banheiro de Dubai... Arma terrível... E se mandam.

Creio que todos acreditam que as provas circunstanciais não podem apontar para qualquer outro cenário. Esse é o fim do mistério, mas não o fim das coincidências.

Como é que eu posso dizer que 3 equipes de serviços diferentes atacaram o mesmo alvo com uma diferença de alguns minuto entre elas? Simples: como todas usam o mesmo manual e levantaram a vida do alvo, todas perceberam que aquele era o momento vulnerável, perfeito para atacar. Isso é inegavelmente lógico.

E ainda há uma notícia vazada aqui da Polícia Federal pelo delegado "pantógenes" (não posso revelar seu nome verdadeiro sob pena dele ser eleito em outubro) de que o nome da operação de assassinato, pelo menos de uma das agências que o pantógenes se recusou a revelar em nosso contato telefônico, informou ao governo Lula de que a operação se chamava Pantera Cor-de Rosa...

E que se danem os teóricos da conspiração de 9/11. Eles nem sabem inventar um bom cenário.

José Roitberg - jornalista



isso é uma crônica humorística e não um texto jornalístico

(se alguém quiser publicar, tá liberado)