Você já viu um carro do StreetView fazendo o levantamento fotográfico de nossas ruas? Este passou por Botafogo, no dia 17 de junho de 2012.
Considerações sobre História do Rio de Janeiro e dos Judeus no Rio de Janeiro, edição em vídeo, informática, fotografia e outras tralhas
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
1911 Caminhões “judaicos” no Rio de Janeiro
Você tem certeza de que as marcas GM e GMC significam General Motors e General Motors Caminhões? Na verdade é GMC Trucks... E se eu te disser que é Grabowsky Motor Vehicle Co (GMC)??? Brincadeira... Pois é, como história é uma coisa deliciosa, se ensinada certo e não a aula a ser descartada nas escolas...
Max and Morris Grabowsky criaram a Grabowsky Motor Vehicle Co. em Detroit em 1900, produzindo um caminhão (apenas um mesmo) com capacidade para uma tonelada e velocidade máxima de 16 km/h. Em 1902 ele se reorganizaram e abriram a Rapid Motor Vehicle Company e conseguiram montar mais um caminhão, vendido para a companhia de limpeza de Detroit, considerado o primeiro veículo a gasolina a circular por lá.
Em 1909, a GM de carros começou a comprar empresas de caminhões. 75 caminhões Rapid foram vendidos entre 1902 e 1904. Em 1905 a Rapid montou uma fábrica e começou a produzir o Power Wagon. A GM começou a comprar ações da Rapid, Max se desligou e formou a Grabowsky Power Wagon Co. Os Grabowskys são considerados os fundadores GMC.
Entre as grandes companhias a dos irmãos Dodge, também era judaica, chegando a usar a estrela de David em seu escudo. Porque será que Henry Ford era antissemita? Será devido aos seus dois fortíssimos concorrente? Você responde.
E estes caminhões Grabowsky "judaicos" chegaram ao Brasil, sendo anunciados e vendidos no Rio de Janeiro, por um representante comercial judeu, Carlos Blank, em outubro de 1911, no período em que havia pouco mais de 2.500 judeus habitando o Rio de Janeiro. Essa é mais uma estória do Rio Judeu que o Povo Esqueceu.
© 2013 – José Roitberg – jornalista e historiador
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sábado, 11 de junho de 2011
Super Tuc-Tuc nacional–Tiger Cargo
A restrição aos caminhões de carga em centros urbanos é cada vez mais presente no Brasil, com anos de atraso em relação a diversos países. Soluções para cargas já não tão pequenas são necessárias.
Nos países asiáticos, há décadas temos as variações de tuc-tucs, triciclos derivados de lambretas para pequenas cargas e um ou dois passageiros. Um dos motivos do sucesso deste meio de transporte é que são regiões sujeitas a vários meses de chuvas por ano e sol incialmente. Assim, uma cabine é fundamental.
Já faz uns 5 anos que a Kazinsky começou a fazer seus tuc-tucs no Brasil no mesmo conceito asiático mas a coisa empacou. Agora surge a Tiger, de Santa Catarina com um veículo inovador.
Pode parecer que é um derivado de moto, mas não é. Com opções de motores 4 tempos de 200 e 250 cc refrigerados à água e velocidade máxima baixa – 60 km/h – estes veículos podem ser uma solução para centros de capitais, mas principalmente para bairros periféricos e cidades menores.
A cabine é moderna e realmente protege. O visual é bem moderno. Os modelos com rodagem simples na traseira podem levar 250 kg de carga e com rodagem dupla (o vermelho, nas fotos) leva até meia tonelada, o que é excepcional – uma meia Kombi.
O consumo normal é bem vindo com 20 km/l, podendo chegar a 30 km/l dependendo da carga e uso. Com um tanque de 11 litros, tem autonomia mínima de 220 km, que na situação mais comum de distribuir cargas de caminhões fora da zona proibida de descarga até o destino final significa mais de um dia de trabalho com um tanque, sem problemas.
Para facilitar a manutenção e aguentar esse peso todo, o sistema de transmissão não é por corrente como alguns triciclos adaptados de motos que vemos em ação. Há uma caixa de 5 marchas + ré, um eixo cardã e um diferencial traseiro o que vai permitir conforto e segurança nas curvas.
A suspensão é bem reforçada, possui um estepe e pode receber até mesmo baú refrigerado. É uma boa solução para comunidades mais pobres com ruas estreitas onde os veículos normais não passam.
Resta agora que o Contran entenda que um pequeno taxi para um ou dois passageiros, aberto, como em dezenas de cidades do mundo pode ser um grande atrativo para o Rio de Janeiro na Copa e na Olimpíada. E há pouco o que dizer de trocar um veículo 1.8 que vai fazer 8 km/l para levar um passageiro dentro da cidade, para um Tuc-Tuc-Tiger que pode fazer o mesmo percurso a 30 km/l. Deveria haver uma política de incremento a estes veículos.
No Ceará, a Coca-Cola já opera 10 unidades do modelo para meia tonelada em suas entregas na capital. No Rio, você encontra este veículo em Botafogo, na Moog Motos (21) 2275-6821, na Rua Arnaldo Quintela ali logo depois da Rodrigo de Brito, à esq. (preço estimado para o modelo Tiger Cargo baú com 200 cc e carga de 250 km – R$ 15 mil)
José Roitberg – jornalista
sábado, 29 de janeiro de 2011
Como trocar o filtro de ar do Renault Clio 1.6
Esse tutorial, com alguma adaptação também serve para outros modelos Renault com motor 1.6 16v Hiflex ou não. de 1998 até 2011.
Todas as fotos são ampliáveis, basta clicar.
Sempre gostei de mexer em carros e fazer o que for possível sozinho. Aí me deparei com essa missão terrível: trocar o filtro de ar do Clio 1.6. No manual não tem nada. Não existem mais aqueles belos livros de manutenção por modelo que havia em bancas de jornais. Na internet também não achei nada. Só do 1.0 (que é bem diferente) Então fui quebrando a cara.
Se você tem Renault, já sabe que sem um kit de pontas de chave “estrela'” você está vendido. Então arrume um.
Onde fica o raio do filtro?
Se você está acostumado com carros “normais” e caixas de filtro óbvias, com presilhas, você não está preparado para Renault. As caixas de filtro de todos os modelos não são óbvias, mas são muito bem feitas, resistentes e bem fixadas. A do 1.0 com modelo de “gaveta” (existe outro modelo) é um primor. Em nenhum dos casos existe a possibilidade de molhar o filtro de ar em chuvas muito fortes.
No motor 1.6 16v filtro fica lá atrás, na vertical, escondido e essa enorme caixa de ar na frente não é a do filtro. Sei que você já tentou abrir (ela não abre) e ficou imaginando como enfiar o filtro nela… Aliás quando o vendedor te deu o filtro, você deve ter achado que ele era meio maluco, que deu o filtro errado e não havia onde colocar aquela coisa enorme no Clio.
Como acessar o filtro de ar?
É bem simples. Há dois parafusos com uma travinha química azul. Eles não tem porcas e são auto-atarrachantes. Isso é importante na recolocação para você não ultrapassar as marcas de aperto de fábrica e forçar o plástico. Só que a posição não ajuda né? Para mexer no superior você pode tirar o sensor à esquerda e mudar o tubo de posição. Basta apertar o botão verde e puxar para cima. Sai e entra bem fácil.
Ah… Esse monte de silver tape aí é porque a minha coifa que liga a caixa de ar à caixa do filtro de ar rasgou e a fitinha mágica fica cumprindo o papel dela.
Tá bom Zé, mas que chave entra ali?
Agora não é tão simples. Uma chave em T pequena como esta já não serve. Não dá para tirar o parafuso de baixo e muito menos o de cima. Nem tente encontrar uma chave estrela toco, porque não há. Toco é aquela chave bem curtinha.
Uma excelente solução.
Procurando por uma catraquinha, já pensando em morrer em umas 70 pratas num kit completo cheio de bits que eu já tenho de qualquer modo, encontrei essa belezinha aí naquelas lojas MultiCoisas. Preço? R$ 8,50 – Perfeita para parafusos em locais estranhos. Compre uma!
Solte os parafusos, mas não remova da caixa do filtro para não forçar. Eles ficam presos lá e não caem. Note que o filtro apareceu.
Não saia puxando tudo!
Agora você tem duas alternativas, ou solta a coifa entre a caixa do filtro e a caixa de ar, o que é certamente a recomendação original e levante a caixa do filtro, ou solte a presília de fixação da caixa de ar, segurando a borracha senão ela cai lá no protetor de cárter? Como eu sei? Claro que a minha caiu…
Agora sim, levante o sistema e troque o filtro.
Levante o sistema todo e troque o filtro. Não há como errar pois ele é assimétrico. Note que a borracha laranja não fica toda para dentro da caixa do filtro. Aperte com os dedos até onde der e quando reapertar os parafusos ela vai ser forçada dando a vedação correta.
Veja as duas setas abaixo da caixa do filtro. Elas apontam para os encaixes inferiores que são apenas de posicionamento. Não exigem pressão, não fazem “clic” nem nada.
Espero que esse tutorial tenha sido útil para alguém que estava enrolado como eu para trocar o filtro.
Ah, se o seu Renault 1.6 estiver vibrando muito, com a marcha lenta estranha, primeiro veja se a coifa não rasgou ou soltou como a minha. Depois, no caso de marcha lenta baixa e carro até morrendo, 95% das vezes a culpa é das bobinas.
Como você pode ver, no meu 2005 tenho 3 bobinas diferentes e nenhuma delas é que veio com o carro. As duas marrons são as mais antigas da primeira troca/problema, a branca é da segunda e a preta é da terceira (é uma bobina alemã e confio um pouco mais nela – deve ser pura bobagem…). Portanto, sem que eu como motorista tenha como “usar errado uma bobina” esse Clio já está na sua décima bobina em 6 anos.
Jamais troque as bobinas numa autorizada pois eles cobram por uma, o preço de quatro. Trocar uma bobina é muito simples. Motor frio, aperte a trava preta do cabo e remova, use aquela chave em T com uma estrela para remover apenas um parafuso que prende a bobina, puxe para cima, coloque a outra, atarraxe o parafuso, plugue o cabo e vá embora. Dá dois ou três minutos de trabalho e a concessionária tde cobra uma hora de mão-de-obra…
E apesar de tudo, adoro esse carrinho, principalmente andando rápido numa serra…
José Roitberg – jornalista