quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

EMBAIXADA DOS EUA EM JERUSALÉM. O QUE ISTO PODE SIGNIFICAR?

por José Roitberg

Possivelmente você não deve saber que o Congresso Norte-Americano, aprovou uma decisão vinculante (que precisa ser cumprida pelo Presidente), afirmando que a capital de Israel é Jerusalém, em 1995, no segundo ano do primeiro mandato de Bill Clinton (Democrata). Tal resolução tinha uma cláusula de que o Presidente poderia procrastinar a aceitação por seis meses. Eu nunca li o texto e dificilmente nos EUA se faz algo ilegal quando há lei. Assim, desde 1995, portando há 22 anos, a cada seis meses o presidente em questão empurra a implementação da decisão do Congresso, legalmente, para frente.

Não há nenhuma embaixada em Jerusalém apesar de lá estar a sede do governo de Israel, o Parlamento (Knesset), a Suprema Corte e os ministérios.

O mundo católico-cristão (os políticos, não especificamente as pessoas), de fato não suporta a ideia de judeus controlarem Jerusalém e darem liberdade lá a todas as religiões. Isto é muito recente na história humana e tem apenas 50 anos. De 1480 até 1967 Jerusalém esteve sobre controle muçulmano, com a proibição de culto e peregrinação de judeus, católicos romanos e cristãos. Apenas a Igreja Católica Ortodoxa é que operava lá, mas sob o estatuto de Dhimi, com os católicos ortodoxos como cidadãos de segunda classe. E as lideranças ortodoxos, que acham que a vida foi sempre assim por quase meio milênio, continuam apoiando esta solução, que preferem, à liberdade sob o 'jugo dos judeus'.

E o mundo muçulmano? Não é mera coincidência Trump telefonar para vários líderes da região e anunciar o que vai fazer neste momento. Certamente Trump deve ter dito que os americanos fazem o que bem entendem com sua política e que nenhum país irá definir onde os EUA podem ou não podem ter suas embaixadas, ainda mais por haver a decisão do Congresso de 1995.

Estamos num momento em que TODOS os países árabes estão boicotando o Qatar, que se mantém a única nação árabe a apoiar o Hamas. O curioso é serem ambos sunitas. Para exercer pressão constante sobre Israel, o Irã xiita não árabe, que está em guerra aberta com os árabes sunitas também mantém seu apoio ao Hamas, enquanto tenta posicionar tropas o mais próximo possível da fronteira de Israel na Síria, já tendo suas bases sido bombardeadas pela aviação de Israel por dois dias seguidos.

O alinhamento da Arábia Saudita com reformas duríssimas pretendo sair do Islã Radical para o Islã Moderado, liderando uma coalizão militar que envolve o Egito, Marrocos, Jordânia, UAE e Barhein, além da aproximação com Israel, indica que o acordo de reconhecimento de Israel está muito próximo e o passo norte-americano faz parte do bojo deste acordo.

As pessoas podem não acreditar, mas estamos há seis anos dentro de uma da mais fatais e extensas guerras entre sunitas e xiitas que o mundo já presenciou e as potências mundiais estão engajadas ativamente nelas. Tem gente que faz questão de não entender que a Rússia combate ao lado dos xiitas, e os EUA e Israel ao lado dos sunitas. E isso vai aumentar de proporção. Não perca de vista que os xiitas representam apenas menos de 20% da população muçulmana mundial.

E os palestinos? Vão continuar fazendo o que vem fazendo desde 1947: matar judeus. Não é uma questão política ou territorial, mas uma questão racista teológica. Obviamente vão usar a embaixada como pretexto, pois são ótimos com isso, e mobilizar mais de seus jovens para se matar em nome de Deus, levando junto quantos judeus puderem, coisa que a esquerda mundial, inclusive a judaica faz questão de não ver, De fato, para Israel, não há diferença nos palestinos manterem seus ataques homicidas-suicidas ou por foguetes com ou sem embaixada. Não precisou existir o pretexto da embaixada anteriormente para os judeus serem vítimas desta teologia do martírio por Allah.

E os judeus de esquerda norte-americanos? Estão alucinados. As notícias de hoje mostram as principais instituições da esquerda judaica, como a 'J Street' (Rua J) e o senador judeu democrata antissemita Bernie Sanders, acusando os republicanos de destruir as possibilidades de paz no Oriente Médio. Para estes, enviamos um solene: vão se danar! É um bando enorme de gente que jamais se preocupou com o assassinato de judeus em Israel, ou com a expulsão dos judeus dos países árabes. Sua plataforma político-burrológica é pretender a Solução de Um Estado para a região, defendendo um Estado Laico, sem religião, onde convivam os árabes e os judeus que bem entenderem. Essa gente patética faz a absoluta questão de não compreender que o Islã é uma religião onde ele for minoria e é um sistema político onde ele for a maioria. Jamais, palestinos aceitariam um Estado Laico.

A esquerda-judaica faria um papel histórico mais digno, se dialogasse com os palestinos que defendem, para que os palestinos aceitem a Solução dos Dois Estados.

E Jerusalém indivisível? Volto a afirmar o que quase todos os meus amigos judeus odeiam ouvir. Jerusalém, nos últimos dois mil anos sempre foi uma cidade dividida e o é hoje. Só não acredita na indivisibilidade da cidade quem não esteve lá ou olha os prédios e ruas com olhos de fé e não de realidade. Dentro dos muros da Cidade Velha os bairros são divididos. Fora dos muros, na cidade nova os bairros são divididos e há uma clara linha entre o lado árabe e o lado israelense. Então como pode-se clamara por uma Jerusalém Indivisível, se ela é dividida hoje?

O que é uma cidade dividida? Você pode ir a todos os bairros e comunidades do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Belo Horizonte, de Brasília e outras? Não pode né. Nossas cidades são divididas e fazemos questão de imaginar que não são.

Eu, pessoalmente, não vejo problema algum em que Jerusalém Ocidental seja a capital de Israel e que Jerusalém Oriental seja a capital de um futuro e necessário Estado Palestino. A capital da Autoridade Palestina é Ramallah, cidade que fica ao norte de Jerusalém. Até mesmo no Brasil temos cidades fronteiriças parte e um país, parte em outro e não há problemas com isso, apenas soluções.

Se alguém se der ao trabalho de olhar no Google Earth ou Maps, vai constatar que não existe mais solução de continuidade entre Jerusalém e Ramallah. As duas cidades, e o que tem entre elas, cresceram tanto que hoje são uma coisa só, como São Paulo e as cidades da Grande São Paulo. Apesar de existir uma divisão nominal e política nos mapas, Jerusalém e Ramallah estão unidas e isso tende a aumentar. Forçando a barra, poderíamos dizer que a capital palestina já faz parte de Jerusalém.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

TRUMP E A CORAGEM DE EXPOR A CANALHICE DEMOCRATA SOCIALISTA EM RELAÇÃO AO ISLÃ

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por José Roitberg

Impressionante o poder que o Islã tem de cooptar simpatizantes. Ontem, o mundo inteiro, inclusive o Jornal Nacional, deixaram bem claro, que divulgar as atrocidades que jihadistas e outros muçulmanos cometem, filmam, e publicam eles mesmos. como forma de propaganda de sua força, é FOMENTAR O ÓDIO AOS MUÇULMANOS !!!

Todos os democratas americanos e ingleses estão descendo o cacete em Trump por compartilhar 3 vídeos, até antigos e muito difundidos nas mídias sociais. Eu tenho quase a certeza de que, fora os políticos de ponta, o público democrata jamais tinha visto tais vídeos e ficou horrorizado, achando que são falsos. Isto é dito no Jornal Nacional.

Interessantemente, esta mesma gente que não admite mostrar muçulmanos matando muçulmanos, é a gente que não tem o mínimo pudor de acusar os judeus de genocidas, de avarentos e usuários, de ladrões de terras, de usurpadores do petróleo do Oriente Médio, de ameaça a paz mundial. Ou seja, acusar os judeus pelo que eles NÃO FAZEM, continua agenda politicamente correta desde o imperador romano Constantino, no século 4, ao passo que mostrar o que os muçulmanos fazem e divulgam publicamente é um absurdo e não pode ser feito.

Eu ainda não tinha contado a vocês, mas em setembro, o Youtube puniu a conta da Menorah com suspensão de 20 dias, por termos lá, dois vídeos de DENÚNCIA sobre o Estado Islâmico, mostrando os massacres de muçulmanos iraquianos na conquista de Mossul. Estavam lá já há mais de 5 anos, com dezenas de milhares de views, mas a polícia dos costumes robotizada e lobotomizada ocidental, decidiu que estávamos, como o Trump, promovendo a ISLAMOFOBIA e nos deu dois 'strikes', um por cada vídeo, sem qualquer aviso anterior, tipo "por favor os vídeos violam nossa NOVA política, remova em uma semana, senão será punido". Não. Primeiro a punição não-judicial, depois o aviso. E ainda tem mais: caso tivermos um terceiro strike, seremos eliminados do Youtube sem a minima consideração.

Assim, meus amigos, eu gostaria que vocês considerassem um pouco o que os democratas e socialistas ocidentais estão fazendo em relação às atrocidades que o Islã comete: ninguém pode vê-las, e as pessoas DEVEM SER MANTIDAS NA IGNORÂNCIA. Os vídeos que o Trump mostrou estão entre os mais amenos e diria até amorosos na forma como o Islã radical trata seus inimigos. Se ele tivesse compartilhado os vídeos de Mossul, nem sei o que o mundo estaria dizendo neste momento. Nestes, jovens muçulmanos homes eram desembarcados de caminhões, corriam até uma vala rasa na areia, eram obrigados a deitar de barriga para baixo e em seguida fuzilados pelas costas com rajadas de AK-47, em processo bem semelhante ao que os grupos de extermínio da SS fizeram com os judeus soviéticos. Noutro, um por um, rapazes muçulmanos xiitas iraquianos, vinham numa fila, tomando tapas e chutes até chegar à beira da represa de Mosul, onde um executor do Estado Islâmico segurava um braço deles, encostava uma pistola 9 mm na cabeça de seu irmão muçulmano de vinte e poucos anos, disparava e deixava o corpo cair na água, a um ritmo de um assassinato a cada 10 segundos.

E quem me acompanha sabe que odeio os termos Homofobia e Islamofobia, pois 'fobia' é 'ter medo de'. Ser contra alguma coisa não é fobia. Mas fobia é uma doença e estes mesmos democratas e socialistas consideram ser um "doente" quem é contra os grupos acima. Só que um amigo meu, comentou: "Em relação ao Islã, deveria-se ter medo mesmo", e eu concordo com ele.

O cidadão comum e até boa parte dos mais instruídos, não sabem e não querem saber que o Islã já dominou quase todo o mundo conhecido então, por duas vezes, em dois grandes impérios e estamos nos estágios iniciais da criação do terceiro, no qual todos nós viveremos como Dhimis, cidadãos de segunda classe pagando imposto anual para ter o direito de estarmos vivos, enquanto os politeísta, aqui no Brasil, essa boa gente toda das religiões de matriz africana, será simplesmente executada, pois para o Islã, mesmo o moderado, apenas os monoteístas são considerados como seres humanos.

Os ocidentais precisam acordar. Metade de população mundial é politeísta, portanto não é composta por seres humanos, afirmam os mesmo clérigos que recentemente garantiram que o Sol gira em torno da Terra.

sábado, 25 de novembro de 2017

Windows 10 lento para iniciar e nos minutos após a inicialização

Há dois fatores já bem conhecidos para a demora da inicialização do Windows 10. Não para a tela dele entrar, mas para você poder começar a usar o computador na área de trabalho. Pode ser que até tudo fique lento de travado durante os primeiros minutos e você não consegue nem abrir uma janela. Como isso pode acontecer no i7 com 32 ou 64 GB de memória rápida?

Ah… Agradeça aos fabricantes e fornecedores Crapware, que mesmo sabendo dos problemas de seus softwares, deixam a solução para malucos como nós, ao invés de RECONHECER que há problemas e enviar uma nota oficial do que fazer.

O primeiro grande problema é a interação do Zone Alarm com o Windows 10. Nem o fabricante do anti-virus e firewall, nem a Microsoft de pronunciaram sobre o assunto. Adotam o comportamento de avestruz com uma pequena diferença, pois elas foram um bicho híbrido. Para fugir dos problemas, enfiam a cabeça deles num buraco no chão, mas deixam virada para cima a nossa bunda, e não as deles.

Entusiastas descobriram que o Firewall do Zone Alarm, um dos mais utilizados no mundo, se comunica com o sistema de backup do Windows 10 e por 5 a 10 minutos pode elevar o uso da CPU, nos piores casos a 20% (no meu caso chegava a 55%). Mesmo assim com 80% da CPU livre, nada funcionava. Após os 10 minutos iniciais a coisa se acertava e passava a consumir ‘apenas’ 10 a 12% da CPU para fazer o quê? Aparentemente NADA! Mas alguma coisa estava rodando em sua máquina. Tem gente que testou isto mesmo com o cabo de rede desconectado e descobriu que o Firewall junto com Backup estavam agindo mesmo sem conexão de internet, portanto, algo muito errado aí. Então, a definição para resolver PARTE do problema é abrir a interface do Zone Alarm, ir no Firewall e desliga-lo com os dois botões que existem lá. Precisa reiniciar o computador necessariamente.

Após a reinicialização, a primeira coisa que vc deve fazer, é entrar nas configurações do Windows 10 e habilitar o Firewall do Windows, que estará desabilitado pela instalação ter detectado o Zone Alarm anteriormente. Para ficar seguro, você deverá reinicializar o computador novamente se o Win 10 não avisar que você deve faze-lo.

O antivírus do Zone Alarm, até segunda ordem pode ser mantido. Está síndrome aí acima afeta as versões gratuitas e pagas, da mesma forma.

MAS MEU FIREWALL NÃO É O ZONE ALARM

Você terá que proceder da mesma forma já que vários sites especializados testaram os firewalls, mais utilizados no mundo e TODOS apresentaram o mesmo problema. Assim no Windows 10, só o firewall nativo.

Há relatos também, e isso acontecia comigo, desta síndrome de estranho abuso da CPU ocorrer ciclicamente a cada 8 ou 10 horas, sem que qualquer serviço estivesse agendado.

SEGUNDO E MAIS IMPORTANTE PASSO

Há outro SERVIÇO que detona o início do Windows 10. Ele é chamado de SUPERFETCH e pode ser encontrado através do MSCONFIG lá na aba de serviços.

O Superfetch existe desde o Windows Vista e você não deve ter notado problemas com ele até chegar ao Windows 8.1. O Superfetch serve para colocar na memória RAM (aquela dos pentes do computador) os programas e trechos de programas que o Windows entendeu que você mais usa, para eles iniciarem mais rápido. Coisa até sem sentido se seu computador tem apenas 2 GB ou 4 GB de RAM. Ele foi desenvolvido na época dos HDs e não foi projetado para SSDs, cada dia mais baratos e comuns.

Acontece que o SSD tem uma leitura tão velos quanto às RAMs e dispensa o uso do Superfecth. Para piorar a coisa, este serviço, mesmo com SSDs funcionava corretamente no Win 7 e Win 7 SP1 e  funciona incorretamente no Win 8.1 e Win 10.

superfetch

Assim, se você usar SSD para o sistema operacional e para as pastas de programas, o que é normal de quase todos nós, então precisa DESABILITAR O SERVIÇO SUPERFETCH, pois ele vai ficar alguns minutos, na inicialização do computador, copiando programas para a RAM. Mas se você usa HD e tem mais de 4 GB de memória, sugiro manter. Faça um teste. Agora, se você usa um daqueles notebooks de 2 GB que são um saco para iniciar, então detone o superfecth e você terá uma grata surpresa.

Note a posição do rollover à direita, pois o Superfecth fica lá para baixo, pertinho do Telefonia, que é mais simples de encontrar.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Como ser rebaixado de Liga no War Machines


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Se você veio parar neste post é porque está envolvido no mesmo problema que muita gente tem ou já passou. Você instalou o app War Machines, achou muito divertido e simples, foi destruindo o máximo possível de tanques, procurou ficar no entre os 10 primeiros, os top 10, da sua Liga semanal.

Achava que isto era um bom negócio, pois quanto mais avançada é sua liga, mais pontos você ganha por partida e por tanques destruídos. Só que não é bem assim.

Como você já entendeu, o sistema do jogo procura agrupar na mesma Liga semanal os jogadores com o mesmo perfil de desempenho na semana anterior. Os jogadores que estão na sua Lig, dificilmente você vai encontrar nos cenários de jogo. É cada um por si.

Mas nos cenários de jogo, o sistema procura colocar (sempre que possível) jogadores de Ligas com desempenho semelhante. Por exemplo, se você atingir a Liga Diamante V (cinco), a mais fraca dos diamantes, já irá enfrentar super tanques, eventualmente, e vai quebrar a cara. Antes das Ligas Diamante, você não enfrenta os supertanques de jogadore que pagam quase 400 reais por ano para jogar. E creio que você é um jogador que não paga. Pois se pagar, vá mesmo avançando de Liga.

O interesse do fabricante do jogo, a ‘Fun Games for Free’ é que os jogadores gratuitos paguem para possuir tanques melhores. É o negócio deles.

Se não pagar, tente não entrar na Diamante, pois sair dela é muito chato.

MAS COMO SAIR DE UMA LIGA OU SER REBAIXADO? É POSSÍVEL SER REBAIXADO NO WAR MACHINES?

Sim, é possivel, apesar das fracas FAQs do jogo não abordarem isto.

Se você estiver entre os 10 primeiros da Liga ao final da semana, você será promovido para uma Liga superior. E pode nem ser a próxima. No meu caso acabei passando por cima da Dimante V e lançado direto na Diamante IV.

Se você estiver entre as posições 11 e 20, provavelmente será promovido também. Tem vezes em que isto ocorre, noutras não.

Se você estiver entre as posições 21 e 30, provavelmente você sera mantido na mesma Liga para a semana seguinte, mas pode ser promovido. Isso acontece ás vezes.

Se você estiver da posição 31 a 40, é quase certo de que não será promovido.

E se estiver da 41 para baixo, provavelmente será rebaixado. E da 51 para baixo, certamente será rebaixado. É isto que você queria saber.

Como jogador, você já percebeu que a classificação de uma partida, ou batalha é por PONTOS e não por número de tanques destruídos ou por suas próprias mortes. Os pontos são atribuídos cada vez que vc destrói um tanque, cada vez que você colaborou para a destruição de um tanque por outro jogador, e por cada estrela que você pega.

É importante saber disto, pois a classificação semana na Liga, se dá EXCLUSIVAMENTE PELOS PONTOS, conseguidos no cenário de jogo, traduzidos por ESTRELAS. Assim, se sua intenção for ser rebaixado e se manter em Ligas mais favoráveis ao tanque que você tem, não só você terá que jogar menos partidas, mas principalmente EVITAR PEGAR AS ESTRELAS no campo de jogo. Você já deve ter percebido que muitos jogadores às ignoram e este é o motivo.

E depois da cada partida, monitore sua posição na Liga da Semana. É complicado perder posições na Liga nos últimos dois dias. Assim seu objetivo é ficar abaixo da posição 41 ao final do terceiro dia antes do fim da semana da Liga.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

ADOBE FAZ SEU PIOR ERRO E ATRAPALHA A VIDA DE TODOS OS EDITORES PROFISSIONAIS DE VÍDEO

URGENTE – SE VOCÊ USA WINDOWS 7 EM SUA ILHA DE EDIÇÃO NÃO ATUALIZE PARA O ADOBE PREMIERE CC 2018, POIS HÁ UM PROBLEMA GRAVE QUE IMPEDE A UTILIZAÇÃO DE SEUS PROJETOS ANTERIORES OU DE VÍDEOS BRUTOS GRAVADOS COM DOLBY 5.1 SURROUND

É inacreditável como uma empresa com a capacidade tecnológica e a qualidade de cérebros assalariados pode tomar uma decisão consciente de FERRAR A VIDA de seus consumidores.

A questão é simples. Os programas Premiere 2018, Media Composer CC 2018, Audition CC 2018 e After Effectcs CC 2018 NÃO TEM MAIS SUPORTE PARA O CODEC DOLBY 5.1.

Ao instalar esta atualização e constatar que suas trilhas de áudio gravadas em câmeras, no formato surround ou qualquer vídeo no formato .MTS não são mais importadas para dentro do Premiere ou do Audition, além do desespero óbvio, para os que tem um mínimo de conhecimento do sistema Adobe Creative Cloud, a solução parece ser simples, como nos casos de erros anteriores: desinstalar os programas 2018 e reinstalar os programas 2017.  Só que não funciona.

atualização do post no dia 22/nov/2017 – A catástrofe é ainda maior que a inicialmente descrita. Não houve outra solução inicial exceto instalar o Windows 10. Além do problema terrível e absurdo dos arquivos .MTS, o que os outros usuários pelo mundo a fora estão reclamando:

1) várias das janelas dos painéis do Premiere ficam pretas inesperadamente – isso já aconteceu comigo em outras atualizações. É preciso fechar o programa e abrir novamente para continuar editando.

2) Abertura de projetos antigos, principalmente grandes ou complexos levando muitos minutos, quando levavam antes um minuto ou menos.

3) Renderização notadamente mais lenta para todos os codecs.

4) Nem o MediaComposer 2018 nem o Premiere 2018 estão conseguindo se entender com várias das placas da Nvidia, de gerações diferentes e portanto, ao invés de melhorar o uso dos processadores CUDA, estão simplesmente dando pau nas renderizações e falhando 100% das vezes em que se aplica correções de cor Lumetri a qualquer clip, mesmo com os drivers Nvidia mais atualizados. A falha poderá com ser em todos os clipes de sua timeline, mas ela acontecerá constantemente ou eventualmente. Assim a correção de cor simples e ágil do Lumetri NÃO PODE SER USADA no Premiere 2018. Se isto acontecer com você, não se desespere, remova o Lumetri de todos os clips e renderize sem ele. Você já sabe que o que mais utilizamos do Lumetri – a correção de branco, de preto e de temperatura de cor, você não poderá fazer de forma simples com os outros corretores de cor. E por isto, tomei uma decisão bizarra de remover todos os programas da suite CC 2018 e voltar para CC 2017. Até mesmo o Photoshop estava lento. E o resultado foi um soco na boca do estômago. A renderezição com o CC 2017 de volta está muito veloz e normal como sempre, com Lumetri é claro, mas a porcaria de não abrir o áudio dos arquivos .mts, que havia sumido, voltou…

5) Por outro lado, alguns dos usários relatam que o Adobe After Efects CC 2018, está perfeito e muito veloz nas renderizações (são os mesmo que reclamam do Premiere CC 2018).

6) No caso do Adobe Audition CC 2018, para áudio, também houve uma pisada de bola. A edição de áudio usa muitos marcadores e quando se clica numa lista de marcadores se quer ir até ele, de preferência no meio na timeline como era até agora. Mexeram em algo que não deviam e no CC 2018 o cursor vai para o canto esquerdo da timeline e nem se vê o marcador que fica ‘fora da janela’ à esquerda, obrigando a reposicionar a timeline para ter acesso ao ponto desejado. Coisa estúpida.

Ao constatar o problema em minha ilha de edição, fui logo procurar as FAQs e discussões no fórum da ADOBE, apenas para me deparar com centenas de pessoas alucinadas, irritadas e desesperadas nos últimos dias. Uma delas disse que tentou reverter ao 2017 e não adiantou. Eu fiz o procedimento correto, apenas para ter a certeza absoluta de que não funciona.

premire cc 2017 importação do codec dolby

Acima você tem a janela de diálogo normal do Premiere até o CC 2017, que surge ao tentar importar o primeiro arquivo de vídeo com áudio 5.1, o default das câmeras de vídeo totalmente digitais da Sony, por exemplo, com a extensão .MTS. A instrução era sempre óbvia e simples. Dê OK, o codec é instalado automaticamente e você tem acesso ao áudio. Só que não ocorre mais. O Dolby simplesmente não é instalado e só é feita a importação do vídeo.

Alguns editores diriam: “Ora, mas não se usa o áudio da câmera! O áudio profissional é captado em equipamento a parte…” Não, não, não!!! Mesmo com a captação em equipamento à parte, o áudio direto da câmera é o ÁUDIO DE RASCUNHO, fundamental para a sincronização do vídeo com o áudio captado à parte. No caso de gravações em festas, e eventos religiosos, o normal é ter apenas o áudio da câmera.

Existem ainda os que nunca se importam com áudio, pois precisam apenas das imagens para montar cenas dubladas ou com música e estes não vão sentir problemas até querer salvar o o vídeo.

Neste momento vão perceber que também não poderão criar trilhas sonoras em Dolby 5.1 no Premiere 2018, o que fazem os que dão saída para discos Blue Ray e cinema.

Pior ainda, pelos gritos nas FAQs, os projetos antigos deste tipo de editores profissionais, abrem no Premiere 2018, sem os áudios também. Terrível, né? Será que o trabalho anterior estará perdido?

DESRESPEITO TOTAL DA ADOBE COM SEUS CLIENTES

Que fique muito claro: os usuário da Adobe Creative Cloud SÃO TODOS USUÁRIOS PAGANTES. Pagam 100 reais por mês para estudantes e professores e 209 reais por mês para profissionais. Não há piratas no CC. Uma das vantagens promovidas pela Adobe para o sistema CC era exatamente suas constantes melhorias e atualizações, tudo sendo rapidamente instalado através da internet. Quem usa CC pirata não tem como atualizar, pois o crack destes programas parte do princípio deles ficarem impedidos de se comunicar com o servidor da Adobe, coisa que acontece normalmente sempre que o cliente liga um programa CC.

SE, o tão na moda SE, a Adobe tivesse colocado uma nota de aviso, antes de nós, os clientes-otários, termos atualizado para o 2018, avisando desta alteração BRUTAL, PERVERSA E INTENCIONAL, não estaria eu escrevendo aqui, pois nem eu, nem os milhares de outros editores profissionais que usam Windows 7 teriam feito a atualização. Mas não: a Adobe não preveniu seus clientes, apenas os encantou com as novidades e deliciais da atualização.

E O QUE OCORRE QUANDO SE TENTA ABRIR UM VÍDEO COM ÁUDIO DOLBY 5.1 ou MTS de dois canais NO CC 2018?

Surge uma janela de diálogo estapafúrdia, avisando que o Dolby agora precisa ser suportado pelo SO (para quem não sabe, Sistema Operacional – e creio que muita gente não saiba) e que o cliente pagante deverá OBRIGATORIAMENTE atualizar seu SO para o mínimo de Windows 8.1…

Acredite em mim! A Adobe fez isto de fato!

Óbvio que ninguém em sã consciência rodava Adobe CC ou qualquer outra coisa profissional na bosta do Windows 8.1. No site da empresa, na propaganda linda e maravilhosa da suíte CC 2018, a Adobe afirma que esta mudança foi para “melhorar a experiência do cliente e a segurança dos programas”. E a empresa vai mais longe, recomendando que todos migrem para Windows 10, onde a suíte 2018 funcionará perfeitamente (e completamente). Obviamente o custo de instalar o Windows 10 é do otário do cliente.

Ora, sabemos que muita coisa é espetacular no Windows 10, e outras não funcionam corretamente, principalmente o hardware, também por opção da Microsoft  de levar o cliente a trocar seu computador que está funcionando adequadamente por um mais novo, não oferecendo drivers corretos para hardwares com alguns anos de bom desempenho. Então a Microsoft está há dois anos alavancando a venda de hardware e agora a Adobe está alavancando a venda de Windows 10, afirmando que o Windows 7 não possui suporte para Dolby 5.1. E você não vai encontrar mesmo.

CUIDADO – Aproveitando este problema, os espertos de plantão já colocaram vírus de adware em instaladores que prometem colocar o Dolby 5.1 ou AC3 no seu Windows 7. Se você resolver instalar um deles, passe o antivírus ANTES e constate. Testeis os dois que aparecem em primeiro no Google. Dois Adwares….

SÓ QUE A ADOBE PARECE ESTAR MENTINDO

Sabe por que afirmo isto? Porque até mesmo o caquético Windows Media Player da versão atual do Windows 7 Service Pack 1, roda tranquilamente os vídeos que os Premieres 2018 e 2017 agora não abrem. O VLC, é claro que roda. Então o Windows 7 SP1 aceita e executa vídeos com áudio Dolby 5.1 ou AC3 e a Adobe embairrerou estes áudios em seus programas.

COMO RESOLVER?

Não há como resolver! As Faqs são taxativas. Os contatos com o suporte da Adobe, copiados e colados nas Faqs, mostram que o suporte se limita, por sua vez, a copiar e colar o que está no site, dizendo que o cliente deve instalar o Windows 8.1 ou Windows 10. Um dos descontentes, disse a um indiano do suporte que não queria migrar para o Windows 10, pois já teve problemas anteriores. E a resposta bizarra OFICIAL DA ADOBE, foi: “Então lamentamos, mas não há o que fazer…”

Isto indica que neste momento a Adobe não irá reconhecer a merda que fez e voltar atrás em sua decisão. No futuro, quem sabe?

ÚNICA SOLUÇÃO

Depois de perder pelo menos dois dias de trabalho e me estressar até o limite, instalei o Windows 10 Pro os arquivos .MTS estão abrindo corretamente.

COMO CONTORNAR: DE FATO EXISTE UM PALIATIVO

Como contornar o problema dos projetos que são carregados em o áudio eu não sei, pois nunca criei um projeto com Dolby 5.1.

Como resolver o problema de extrair o áudio de seu vídeo .MTS ou outro, eu sei e é simples.

1) Abra o VLC – se você não usa o player gratuito VLC, você está errado. Baixe direto do site deles para evitar problemas. Como é muito popular há vários downloads dele com vírus e adware. O site original é garantia.

https://www.videolan.org/vlc/index.html

2) Clique no menu MÍDIA – CONVERTER/SALVAR

3) Na janela que se abrir (veja abaixo) clique no botão ADICIONAR  e escolha o vídeo em questão

vlac adicionar

4) Clique no botão CONVERTER / SALVAR e na nova janela, no item PERFIL há um menu dropdown com várias opções de vídeo e áudio. Como você quer apenas o áudio pode escolher em MP3, OGG ou FLAC.

VLC CONVERSAOr

Mas se você apertar o botão mais a direita pode criar um perfil novo e abre-se a opção de todas as conversões possíveis, pois aqueles três eram apenas presets padrão. Você deve saber do que se tratam os termos técnicos da imagem abaixo. Sugiro, para edição de vídeo, o ENCAPSULAMENTO WAV.


vlc encapsulamentor

Em seguida, clique na aba CODIFICADOR DE ÁUDIO, marque a caixinha ÁUDIO e escolha WAV, 256 kb/s, 2 canais, 44100Hz e em seguida clique o botão CRIAR.

vlc criar perfil

Agora você volta para a segunda tela do conversor e basta escolher seu novo perfil WAV, que será o último do menu dropdown, procurar o local do arquivo e escolher um nome para ele e clicar no botão INICIAR.

Em alguns segundo suas trilhas de áudio 5.1 serão convertidas em estéreo dois canais.

PARECE QUE O PALIATIVO O TIROU DO SUFOCO, NÉ?

Ainda não. Juro que fiquei mais de uma hora convertendo formatos não só com o VLC, mas também com o PAZERA que é um bom conversor freeware e o resultado foi sempre o mesmo. Eu tinha cinco clipes de gravações para trabalhar. Em dois deles, a conversão do áudio foi perfeita e sincronizada, mas em três o sincronismo foi perdido em qualquer formato tentado. Mas no meu caso a perda foi sempre semelhante e simples, o que facilita: o áudio ficou 9 ou 10 frames atrasado, ou seja, é só posicionar o clip de áudio 9 ou 10 frames antes do de vídeo na timeline. Simples.

Este desalinhamento cocorre sempre que vc gravar em câmera não profissional por mais de 12 minutos já que existe o corte automático do clip imposto por legislação União Europeia, para que as máquinas simples e baratas não façam competição com os modelos profissionais. Além disso o corte também se deve ao tamanho do arquivo já que as bostas dos computadores da Aple não leem arquivos de mídias externas com mais de 4 GB. Na especificação do corte automático, o áudio fica íntegro, mas o vídeo tem os tais 10 frames de espaço. Assim, o primeiro bloco de vídeo de uma palestra, por exemplo, estará alinhado, mas a cada 12 minutos, os blocos seguintes estarão deslocados em 10 frames.

A outra opção é converter o arquivo de vídeo inteiro com o conversor de sua preferência. E note que os conversores não tem problema algum em utilizar os áudios AC3 (Dolby) dos arquivos .MTS, apenas o Premiere deixou todos na mão. Será que a Adobe resolveu alavancar as vendas do Vegas? Aliás, se você quiser mudar para o Vegas, baratinho, compre na loja Steam. Abra uma conta lá e você consegue a verão anterior, Vegas Movies Studio 14 por 100 reais, com várias outras opções chegando a versão de topo atual, a Vegas Pro 15 em oferta por 314 reais (uma só vez), contra os 200 por mês que pagamos a Adobe. O Sound Forge também pode ser comprado no Steam. Ambos não mais pertencem a Sony. Agora são propriedade da MAGIX Software GmbH (da Alemanha).

Se você procura um bom conversor de vídeos gratuito, clique no link abaixo.

http://www.any-video-converter.com/download-avc-free.php

E O VEGAS PRO 15?

Como o desespero é total, resolvi ver se o Vegas Pro 15 importaria corretamente os arquivos .MTS, o que seria uma prova contundente de que a Adobe decidiu detonar com a vida de todos. Como ainda não estou disposto a comprar o programa, mas quase, depende de mais alguns testes, já que sou editor original de Avid Liquid (alguem se lembra daquela maravilha que a Pinacle comprou para destruir?) e depois passei ao Sony Vegas em suas primeiras edições (acho que fui até o 10), baixei uma cópia crakeada e… Sem rufar de tambores é óbvio que os arquivos .MTS abriram direitinho como deveria ser.

Uma das grandes diferenças apregoadas pelas MAGIX para a versão 15 é que ela agora utiliza os processadores CUDA das placas NVIDIA de forma tranquila e correta para aceleração gráfica, não ficando o usuário de Vegas quase dependente das placas ATI Radeon da AMD. De fato, na primeira iniciação do programa dá tempo de ler o módulo de GPU identificando o sistema e lá nas propriedades do sistema minha placa 650 Ti turbo está perfeitamente identificada e pronta para uso.

O Vegas tem uma facilidade enorme para transições e efeitos de vídeo, mas sempre foi complicado nas coisas mais simples, como redimensionar uma imagem parada. E tem renderização dos efeitos em background, coisa que o Premiere não possui. Vamos ver no que dá.

Espero ter ajudado.


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

TV TEM HISTÓRIA – HOJE TERMINA A ERA DA TV ANALÓGICA. CONHEÇA A VERDADE SOBRE A PROIBIÇÃO DO BRASILEIRO ASSISTIR A COPA DE 1970 A CORES.

Hoje em dia, quase todo o amante de futebol no Brasil sabe que a Copa do Mundo de 1970 foi a primeira transmitida integralmente a cores e que a Copa do Mundo do Japão-Coreia de 2002 foi integralmente gravada já em 3D e transmitida em 3D. Havia até uma expectativa de assistir aos jogos em 3D nas salas de cinema, mas isto foi impedido. A Coca-Cola, em seu enorme evento de 2002 no Forte de Copacabana, tinha lá um exemplo de jogo de futebol em 3D e era algo espetacular.

Mas vamos nos concentrar em 1970 quando a transmissão inicial de TV no Brasil, pela Tupi, completava já 20 anos. Naquele momento havia 90 milhões de brasileiros. Hoje somamos mais de 210 milhões. Havia apenas 5 milhões de aparelhos de TV em todo o Brasil. Número até difícil de acreditar. E se a estatística apontava para 18 pessoas por aparelho, em minha casa, onde moravam eu e meus pais, defronte ao apartamento onde moravam meus avós, a conta era de um aparelho para oito pessoas. Ainda levaria dois anos para meu pai poder comprar uma TV Motorola portátil preto-e branco de 14 polegadas contrabandeada. Era vendida por camelôs.

A imprensa dizia que pelo menos 20 milhões de brasileiros iam assistir ao primeiro jogo da Copa de 70 e “recomeçarão a exercitar seus olhos na difícil tarefa de sempre: distinguir, em tons de cinza, o que é verde e o que é vermelho”, como publicou a Veja em maio de 1970. Se você é jovem e nunca assistiu a um jogo em preto e branco, é fácil, basta regular sua TV full HD e ver como era o sofrimento. Seleção Canarinho só nas revistas semanais, pois na TV era seleção cinza-e-cinza. Até mesmo o México já tinha liberado as vendas de TVs a cores em 1968 e seus habitantes assistiram a copa colorida em seu próprio país.

cel higino tv
Foto da revista VEJA

O Ministro das Comunicações na época era o coronel Higyno Caetano Corsetti (na foto da VEJA, acima). Ele dizia: “Antes de tudo é preciso ficar bem claro que o governo não é nem poderia ser contra a televisão a cores ou qualquer espécie de avanço tecnológico, mas é preciso não perder de vista que a realidade da TV brasileira envolve três elos de uma só corrente – o fabricante de aparelhos de TV, cujos lucros aumentam em ritmo pequeno; o mercado consumidor, que cresceu em progressão lenta; e as estações de TV, algumas delas precisando se recompor de crises”. As tais crises a que o ministro Corsetti se refere, são os vários incêndios que destruíram praticamente todas as sedes de redes de TV, em sequência, e nunca foi provado se tiveram origem criminosa ou não.

O ministro ainda afirmava que o governo não iria permitir que nenhum dos fabricantes de TV corresse sozinho na fabricação de TVs coloridas e que a AFRATA – Associação dos Fabricantes de Rádios, Televisores e Eletrônicos, havia se comprometido a começar a fabricação de aparelhos coloridos apenas no primeiro semestre de 1972, quando todas as marcas já teriam condições de faze-lo. O mercado produtor estava meio assustado com os acontecimentos no México, onde a entrada da TV a cores em 1968 imediatamente derrubou a venda de TV preto e branco em 35%. Os ricos não compravam mais aparelhos que não fossem coloridos.

Os fabricantes não estavam sintonizados com a questão de que a existência da transmissão a cores iria eliminar os aparelhos preto e branco. Achavam que pela diferença de preço, ainda iriam conseguir manter aparelhos desatualizados por vários anos no mercado. E por outro lado, não havia capacidade industrial para substituir, nem a médio prazo, os tais 5 milhões de aparelho preto e branco nas casas brasileiras. Em 1970, a estimativa de preço para um aparelho a cores no Brasil era de 5.000 cruzeiros.

Praticamente o valor nominal em que entrariam no mercado, décadas depois, as telas planas de plasma e posteriormente as TVs 4K. Ou seja: aparelhos para ricos, de fato.

PALM OU NTSC, A VERDADE SOBRE A ESCOLHA DO MODELO DE TRANSMISSÃO


O sistema NTSC foi criado nos EUA pela RCA que se tornou também emissora de televisão. Daqui de longe, parecia uma maravilha tecnológica já em 1953. Mas o brasileiro não a assistia. Hoje, ao definir sua TV moderna para o sistema NTSC ou PALM, você não vê muita diferença nas cores, apesar de existirem. Isto porque o NTSC evoluiu. Mas já em 1968 era um sistema considerado ultrapassado e desagradável para o consumidor. Então podemos afirmar que os EUA desenvolveram seu poderosíssimo sistema TV com um sistema ruim? Sim, podemos.

Operador de câmera - Anos 60
Na foto acima, típica câmera de estúdio preta e branca dos anos sessenta

NTSC significa somente National Television System Committee, mas desde o início os técnicos norte-americanos o apelidaram, corretamente, de Never Twice the Same Color (Nunca Duas Vezes a Mesma Cor). Isto se explica por dois fatores técnicos. Um deles é bem conhecido. A imagem a cores é formada por três cores básicas: azul, verde e vermelho. No sistema NTSC as ondas na transmissão eram não sincronizadas, portanto o amarelo deste instante era, tecnicamente diferente do amarelo do instante seguinte. Isso fazia com que a percepção do espectador fosse ruim? Não. Ao assistir, tudo parecia lindamente normal.

O segundo problema era que as TVs NTSC tinham, obrigatoriamente, quatro botões para regulagem das cores. O primeiro exigia um critério subjetivo do espectador para ajustar a cor como ele, o espectador, achasse melhor: era o TINT. E o segundo, definia se as cores estavam claras ou escuras: era o TONE. Havia ainda o HUE que ia do mais verde ao mais vermelho e por fim a INTENSIDADE das cores, algo como a saturação. Não bastasse, havia ainda que controlar o contraste o o brilho da imagem. Portanto, uma combinação de seis controles analógicos o que certamente fazia com que cada espectador assistisse um programa bastante diferente do que tinha sido produzido.

Nesta TV modelo Quasar da Motorola pode-se ver na parte superior os vários controles para a cor NTSC..Tint e Tone, que deveriam ser menos manuseados que os outros quatro ficavam meio escondidos, como também o controle de rolagem vertical. Igual aos rádios antigos de casa e carro, esta TV possuía cinco push-butons, para ir imediatamente a cinco canais pre-definidos pelo proprietário, além do seletor rotativo de VHF à direita e UHF à esquerda. Tinha ainda o requinte e necessidade de sintonia fina do VHF, na tentativa de limitar os fantasmas e outras interferências.

Quando havia mudanças de câmeras em programas de estúdio ou esportes ao vivo, as cores e a luminosidade se alteravam e era preciso ir até a tv e mexer nos botões. Por outro lado, o sistema NTSC era ótimo para a transmissão de sinal, com bom alcance. Mas tinha um calcanhar de Aquiles.

Os fantasmas! Jovem, não se assuste! O NTSC não era feito pelos poltergeists!!! Fantasma na TV é algo que grande parte do público mundial atual nunca viu. Na transmissão de sinal analógico, as ondas do sinal batiam em morros e prédios, gerando ondas paralelas de interferência e a antena de sua TV captava todas elas, colocando tudo na tela ao mesmo tempo. Ou seja, você não assistia a uma imagem, mas sim a um grupo de imagens ligeiramente deslocadas umas das outras, sendo a primeira, o sinal mais forte original. Uma das desgraças deste sistema era você ter uma antena razoavelmente ajustada, e aí, construírem um prédio novo perto do seu e ele introduzir um fantasma chato para caramba.

Os fantasmas no sistema NSTC eram terríveis, pois não havendo sincronização entre as três ondas básicas – verde, azul e vermelho -, os fantasmas eram irisados.

Nas imagens seguintes, a TV com fantasmas, como assistíamos.

ghosting2

ghosting3pb

Mas precisamos levar em consideração algumas coisas de geografia e arquitetura. A maior parte das cidades norte-americanas são completamente planas, então não há problemas de fantasmas com montanhas. No Brasil, Brasília, por exemplo é plana, com prédios afastados e antenas centrais. São Paulo é essencialmente plana com as antenas colocadas lá na Avenida Paulista e muitos bairros só com casas. Já o Rio de Janeiro, entremeado de montanhas, com prédios encostados uns nos outros sempre foi um pesadelo para o sinal de rádio e TV, assim como Nova Iorque. Este é um dos motivos de termos as antenas na montanha do Sumaré e uma do lado da outra, para que as antenas nos prédios pudessem ser direcionadas para apenas um vetor.

O sistema de cores escolhido pelo Brasil foi o PAL, criado pela Telefunken alemã em 1967, que rapidamente invadiu a Europa. O PAL significava Phase Alternative Line e podemos simplificar afirmando que as três cores básicas eram agora transmitidas de forma sincronizada o que aliviou a confusão de cores dos fantasmas do NTSC. Os fantasmas do PAL, costumavam ser brancos. Para o espectador, os confusos dois botões do NTSC, qualidade de cor e luminosidade da cor, foi substituído por apenas um de tonalidade em que sempre se tentava ajustar para o melhor tom de pele possível. O PAL permitia equipamentos tecnicamente mais simples que o NTSC e o sinal se propagava bem em áreas edificadas e montanhosas.

A escolha do sistema PAL para o Brasil foi realizada por uma comissão de estudos já em 1967, no mesmo ano em que foi criado. Então, uma portaria do Ministro das Comunicações Carlos Simas, proibiu a transmissão de programas a cores no Brasil até 1972. A portaria colocava em dúvida a validade do sistema escolhido. A portaria manteve sua validade e a primeira transmissão oficial a cores no Brasil ocorreu em 19 de fevereiro de 1972, quando em pool, as emissoras transmitiram a Festa da Uva de Caxias do Sul.

Muitos falam que o sistema que o Brasil deveria ter adotado era o SECAM francês (Sequential em Couleurs à Memoire). Como o nome diz, a transmissão era não sincronizada como no NTSC e a eletrônica do aparelho sincronizava tudo internamente. Os aparelhos eram tecnicamente mais complicados. Em compensação não existia mais a necessidade de qualquer ajuste de cor por parte do espectador. O SECAM foi adotado pela União Soviética e a fragilidade do sistema estava na sua péssima propagação de sinal em áreas edificadas o que mataria a TV no Brasil. Assim, foi descartado. O território russo é essencialmente plano também,

O BRASIL TRANSMITIA A CORES DESDE 1969


tecnicos da globo na transmissão colorida da copa de 1970
Foto do Arquivo de O Globo

Em 1969 o ex-Presidente Costa e Silva, ao inaugurar a estação de transmissão de TV da Embratel em Itaboraí, quase colocou o sinal colorido NTSC no ar para o Brasil inadvertidamente. Naquela época, a Embratel recebia o sinal norte-americano e quem trabalhava lá em Itaboraí já assistia TV a cores. Os técnicos brasileiros da Embratel criariam a interface que convertia o sinal NTSC em PAL e vice versa, o que depois seria adotado universalmente no Brasil.

Outra questão complicada, resolvida pelos técnicos era de que a transmissão e recepção de TV preto e branco brasileira era no sistema norte-americano e precisa existir uma garantia de que os programas transmitidos em PAL iriam ser assistidos nas TVs que estavam no mercado e não eram PAL. As TVs no sistema norte-americano tinham 525 linhas enquanto as do sistema PAL tinham 625 linhas. Hoje, sua TV full HD tem 1080, enquanto as transmissões de TV digital a cabo, satélite ou pelo ar, tem 720 linhas. E você já sabe: a grosso modo, quanto mais linhas, melhor é a imagem.

A solução brasileira para garantir a compatibilidade de aparelhos existente com os novos foi criar o sistema PAL-M, adotado apenas no Brasil, que combinava a eletrônica do sistema PAL, com as 525 linhas do sistema NTSC.

A criação do PAL-M nos permitiu e o uso do sistema anteiro P&B norte americano de 525 linhas, nos permitiu assistir às séries de TV norte-americanas, tanto em P&B quanto a cores, o que não ocorreu em países como França e Inglaterra. Por outro lado, as produções francesas e inglesas também não passavam nos Estados Unidos.

TV Telefunken brasileira colorida tradicional de 14 polegadas mostrando a necessidade bem menor de controles dianteiros. Seletor de canais acima e em volta dele, um disco para sintonia fina de cada canal,  botão liga-desliga laranja, volume com potenciômetro deslizante horizontal e os controle de contraste, brilho e rolagem vertical.

OS VÁRIOS BOTÕES DO SISTEMA NORTE-AMERICANO


Nas primeras TVs preto e branco no Brasil havia coisas terríveis com as quais se conviver. Chamavam-se sincronia vertical e diagonal. De repente, do nada, a imagem começava a rolar para cima ou para baixo e havia um potenciômetro na frente da TV para ajustar velocidade desta rolagem. Em grande parte das vezes não era possível parar completamente e assistia-se assim.



A rolagem vertical não era tão desagradável como a rolagem diagonal. Esta sim, impedia de assistir e lá levantávamos nós para agir em outro potenciômetro tentando parar aquela tragédia tecnológica com a qual todas as pessoas do mundo com acesso a TV conviviam.

De fato, éramos mais saudáveis pois saíamos das poltronas e sofás várias vezes ao longo de uma novela de 45 minutos, apenas para mexer nestes dois controles. Torcar de canal também exigia levantar e ir até o seletor, acioná-lo e ouvilo estalar até o dia em que quebra-se, isso fora as folgas, típicas do uso, que impediam sitonizar corretamente um canal. Uma das frases mais ouvidas e que já não mais existe era: “Menino! Não gire o canal tão rápido, que vai quebrar!”…

Claro que para aumentar e diminuir o volume era outra levantada.
Recordo-me da primeira TV a cores que tivemos, uma Telefunken de 14 polegadas que devia pesar uns 20 kg. Ela tinha um avanço considerável: a rolagem diagonal não acontecia mais. A vertical sim. E para encher o saco do consumidor, colocaram o potenciômetro desta regulagem atrás do aparelho…

E O PRESIDENTE MEDICI ASSISTIU A COPA DE 70 A CORES


medici vendo copa de 70 a cores
Foto da Revista VEJA

Até hoje não se divulgou por qual canal a Embratel transmitiu os jogos de 1970 coloridos. Mas o fato é que o presidente Medici os assistiu, junto com algumas pessoas de seu círculo interno, tendo havido fotos oficiais. Uma delas, foi publicada pela VEJA número 91, em junho de 1970. Obviamente, estas transmissões, foram ilegais pela portaria de 1967.

A DIFERENÇA ESTÉTICA DE PRODUÇÕES A CORES ASSISTIDAS EM PRETO E BRANCO


Abaixo, em três fotos, a diferença dos programas que assistiámos no Brasil em preto e branco, comparados com o roginal que o público norte-americano assistia a cores.

As primeiras são da série de TV do Batman. Quando gent ficou decepcionada quando descobriu que o morcegão vestia roxo…


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Em seguida temos Jornada nas Estrelas. Passaram uns dez anos até o público compreender que os uniformes na Enterprise eram coloridos e designavam as áreas de Comando, Ciências e Segurança da nave. Para nós, todos os uniformes eram iguais. Nas fotos abaixo você pode ver o que afirmamos lá em cima sobre o espectador precisar imaginar o que seria verde e vermelho. Note que o azul claro fica também com o mesmo cinza. Num campo de futebol era simples imaginar a grama verdinha.

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E por fim a multicolorida série Perdidos No Espaço que abusava das paletas roxa, verde verde e amarela, além do prateado, mas que para nós, pobres brasileiros era quase tudo da mesma cor.

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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Hugh Hefner está com as coelhinhas no céu

Hugh Hefner, metodista, quem diria, chegou aos 91 anos de idade e não passou disto. Pelo jeito a vida cercado de coelhinhas por todos os lados lhe foi agradável. Sua Playboy, criada em 1953 apenas como mais uma revista de mulheres semi-peladas, teve, inteligentemente, um grande diferencial: as entrevistas, contos e artigos.

A frase que sempre se ouviu em muitas casas, quando uma mãe ou esposa encontrava Playboys bem escondidas ou nem tão escondidas assim era: "Ah... Só compro pelos artigos..." Aqui no Brasil a Ele e Ela e a Status também enveredaram por este caminho vencedor.

Antes da morte de Hefner, a última edição da Playboy sob sua tutela teve 800.000 exemplares, contra os quase 6 milhões por mês que tirava na segunda metade da década de 1970, apenas nos EUA. Este número não inclui as edições locais nos mais diversos países, inclusive no Brasil onde liderou o mercado por muitos anos.

E homenageando este ícone da mídia, que soube estabelecer a linha muito clara entre erótico e sensual ao invés de pornô, publico a imagem abaixo. É uma arte, uma pintura de Haddon Sundblom (1889-1976), de fato, seu último trabalho. Haddon é o artista que criou aquele Papai Noel gordo e rechonchudo das propagandas da Coca-Cola, mas era especializado em pintar pessoas, principalmente mulheres lindas, com traços e pinceladas que só ele tinha, misturando o realismo com a arte, criando algo que não era nem lá, nem cá.

Haddon-Sundblom-santa-Playboy

Entres os grandes artistas de capas norte-americanas que trabalharam para a Coca-Cola e muitas outras marcas e publicações podemos citar três que trabalharam o realismo e hiper-realismo com traços completamente diferentes. Além de Haddon, havia Norman Rockwell (1894-1978) e Hanania Harari (1912-2000, nome real, Richard Falk Goldman) artista judeu politicamente ativo na esquerda norte-americana. Além de mais uns 10 ou 12 outros artistas. Muitos se perguntam como eles conseguiam pintar detalhes tão pequenos, por vezes até textos de jornais em suas artes do tamanho de capas de revistas ou menores. É simples. Na verdade eles pintavam em telas com 3 metros de altura que depois eram fotografadas e reduzidas no fotolito para a impressão.

A capa é para o Natal de 1972, época em que a tiragem da Playboy deveria estar em torno dos 4 milhões de exemplares.

Se o leitor tiver vontade de ler as chamadas de capa, encontra logo como primeira e segunda: "O novo humor maluco por Woody Allen, e Novos Trabalhos por Bernard Malamud. Em seguida vinha um conto de ficção científica de Ray Bradbury e uma entrevista com o escritor, poeta e autor de peças teatrais russo, Yevgeny Yevtushenko.

Certamente você não conhece este nome, mas Yevgeny Yevtushenko é o autor do poema Babi Yar, publicado num dos principais jornais soviéticos em 1961. Lá ocorreu o massacre de 75.000 judeus de Kiev, capital da Ucrânia, nas florestas de Babi Yar, pelo 'Grupo de Extermínio C' da SS nazista comandado pelo coronel Paul Blobel (julgado pelo Tribunal de Nuremberg e enforcado em 1951) culpado por todas as matanças conduzidas por seu grupo. Babi Yar é um dos únicos momentos de recordação oficial soviética dos massacres nazistas da Segunda Guerra Mundial, mas não contra os judeus, e sim contra civis soviéticos.

Ralph Nader, o grande criador dos direitos do consumidor nos EUA também teve uma coluna nesta edição, entre outros. Portanto, havia mesmo o que ler, fingindo não apreciar as moças.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Como mover uma app da memória para o cartão SD no Android 6.0 Marshmellow

Aprendi da pior forma que a dificuldade de mover apps para um cartão SD no Android 6.0 não se trata de dificuldade do sistema operacional ou marca do telefone, ou ainda uma atualização bichada. É um problema gramatical de uma péssima tradução.

Quando você coloca um cartão SD em seu telefone, você imagina que o pessoal da Google vai entender exatamente isto: eu quero mover um app de da memória interna para o cartão externo. Mas não é assim que eles compreendem.

É meio óbvio que ao colocar o cartão externo no telefone e se deparar com duas opções: formatar como memória interna ou como cartão externo, você, eu, ou qualquer um que entenda português vai marcar formatar como cartão externo. E fazendo isso, bloqueamos toda a possibilidade de transferir apps para ele ou instalar apps no cartão externo. Caraca!!!

Agindo desta forma, a imensa maioria dos usuários de Android 6.0, ainda mais nos telefones que tem apenas 4 GB de memória, rapidamente ficam com a memória cheia e não há o que fazer. Não há aplicativo que limpe, ou que abra espaço.

Aí, se você está nesta situação desesperadora, a sugestão é muito simples: compre um cartão de 32 ou até mesmo de 64 GB, sempre Classe 10, e autalmente com especificação UHC-I o que dá mais velocidade ainda. Já há cartões aí com UHC-3, mas são muito caros. Não coloque Classe 4 ou 6, pois são muito mais lentos que o índice numérico simples em relação aos Classe 10. É uma economia de 20 reais para ter dor de cabeça e não solução.

Ao religar o telefone, o Android vai reconhecer  cartão e te oferecer a possibilidade das duas formatações. Obivamente escolha FORMATAR COMO MEMÓRIA INTERNA. Fique de olho no que o telefone está fazendo e acompanhe. Antes de terminar o processo de formatação, o Android 6 vai informar a você quanto dos arquivos e apps, ele pode transferir para o cartão SD automaticamente.

URRA !!! Era isso que você queria !!! Deixe o bichinho fazer sozinho. No meu caso, um Motorolla de 4 GB estava apenas com 70 MB livres e logo de cara o Android já liberou mais 890 MB. Ufa… Alívio.

Depois dele fazer o automático dele, você deve entrar no gerrenciador de aplicativos e logo em cima estarão os que você enfiou lá para dentro, como Facebook, Whatsapp, Instagram, Uber, 99 Taxi, sei lá. Os que estiverm lá basta você manter o dedo um instante sobre eles e avai se abrir outra janela e logo no primeiro botão estará a opção para você enviar o app e todos os dados dele para o cartão SD. No final do processo. O telefone que usei e estava com meros 70 MB livres, passou a estar com 1,5 GB livres.

O próximo passo é enfiar o cartão antigo no computador e passar os arguivos que vc quiser para o novo cartão nas pastinhas certas, com o mesmo nome. E tudo vai funcionar.

O MELHOR DE TUDO

É que o Android 6 nem vai mais de dar opção de instalar um app na memória interna do telefone. Os novos apps vão direto para o cartão SD.

O PIOR DE TUDO

É que os dados, arquivos de fotos, vídeos, apps, dentro do que se considera memória interna e que agora é tudo, a memória física e o cartão, são criptografados e armazenados como num sistema Linux. Se você usar Linux vai conseguir ler o cartão no PC. Mas se usar WIndows ou MAC não vai conseguir e a conexão para trnasferir arquivos deverá ser feita conectando o telefone à USB do computador.

MAS PERA AÍ !!! COMO É QUE CONECTA AO PC COM ANDROID 6?

Ah, tem mais uma manha aí.

Ao ligar o cado USB entre o telefone e o PC na primeira vez com Android 6 você precisa puxar a aba de notificações em clicar em USB PARA CARREGAMENTO e irão aparece 4 opções com a primeira marcada (Carregamento Apenas), isto quer dizer que a USB vai apenas dar carga em sua bateria, o que pode ser muito útil ao conectar seu telefone com computadores alheios pois eles não poderão roubar suas fotos e dados.

Mas o que você quer é a segunda opção, TRANSFERIR ARQUIVOS MTP é só marcar e tudo vai funcionar certinho. O Android 6 faz a conversão formato Linux para PC e MAC e vice-versa automaticamente.

sábado, 20 de maio de 2017

Qual é o melhor desfragmentador para o Windows?

A maioria dos usuários nem sabe que precisa desfragmentar os HDs. Quase sempre que pego algum computador de amigo muito lento o primeiro susto é ver que o disco está com mais de 50% dos arquivos fragmentados.

A fragmentação é quando um arquivo é espalhado e mais de uma unidade física de alocação não contígua, a grosso modo. As vezes você pode ter um mero arquivo de vídeo de 360 MB espalhado em mais de 2.000 pedacinhos e isso dá aquelas pancadas na exibição, erros, demoras de acesso etc.

Se você nunca desfragmentou seus arquivos do sistema do Windows e programas instalados certamente estão certamente espalhados. Assim, ao executar qualquer coisa, ao invés de haver uma leitura direta no HD, a leitura terá que ser feita em um monte de pedaços diferentes e isso vai atrasar a execução. Nem fica em ordem sequencial, a cabeça de leitura pode ter que ira para frente e para trás para ler um arquivo na ordem correta. Hoje em dia, uma mesma unidade de alocação pode ter partes de diferentes arquivos.

Aliás, cá para nós, isto ocorrendo num sistema eletromecânico girando a 5.000, 7.200 ou 10.000 rpm é uma tecologia espetacular.

O Windows sempre veio com um Defrag, mas é a pior opção de todas.

Os dois discutidos abaixo possuem versões gratuitas e pagas. Em minha opinição as pagas ainda estão caras para o usuário brasileiro, mas possuem muitas funções e opções a mais e são recomendáveis.

Até poucos dias atrás, havia só um desfragmentador realmente bom e eficiente. Era o Auslogics.

https://www.auslogics.com/en/software/disk-defrag/

O Auslogics possui em seus Settings algumas funções muito desejáveis e quase ninguém sabe que existem. em minha opinião, se você for usar o Auslogics, deverá marcar as quatro primeiras caixinas. E a quarta é a mais importante de todas, pois manda o programa remover tudo o que o Winfows Update largou dentro de seu disco C: e que nunca mais será necessário para nada, por serem arquivos temporários de inslação que o Windows Update deveria remover sozinho, mas não remove.

defragler-3

Mas  hoje conheci e instalei outro, da Piriform, o Defraggler. Ele é nitidamente mais lento que o Auslogic. Mas possui uma opção que faz toda a diferença e não existia antes.

http://www.piriform.com/defraggler/download

Além da fragmentação os HDs possuem outra característica extremamente indesejável. Eles são divididos basicamente em três áreas de velocidade. Quanto menor é o diâmetro da área do HD menor é o tempo de acesso, portanto a gravação e leitura são mais velezoes. Por algum motivo estrannho a Microsoft e a Apple sempre definiram que o HD vai sendo preenchido da área mais rápida para a mais lenta. Isso significa que quanto mais cheio ele vai ficando, mais lento ele se torna. Tem gente que diz que isso é ‘hd pesado, hd muito cheio’. Abaixo, no HD que está sendo trabalhado para este artigo, o Auslogics nos mostra as três áreas: Fast disk acess (rápida) e mais embaixo a Slow (lenta). clicando nos quadradinhos você pode até saber qual arquivo está ali.

defragler 1

Essa fórmula é perversa pois a área de acesso rápido e a de acesso menos lento vão ficando cheias de arquivos velhos, que você não vê mais e até esqueceu que estão lá, enquanto a área mais lenta vai sendo preenchida com os arquivos mais recentes e os atuais.

Por exemplo, vídeos novos, edição em vídeo e áudio, arquivos temporários, vão ficando na área mais lenta, quando você prefeririram que ficassem na mais rápida. Nos HDs sólidos, os SSDs, a velocidade é mesma, onde quer que esteja o arquivo a ser lido, mas a fragmentação de arquivos ocorre da mesma forma.

O Defraggler da Piriform, faz QUASE isso. Em [SETTINGS] [OPTIONS] [DEFRAG] logo a primeira opção é um quadradinho a ser marcado informando que os arquivos gandes, por default, acima de 250 MB mas você pode mudar isto, são enviados para a área lenta do HD durante a desfragmentação completa.

defragler-2

Estou fazendo pela primeira vez e vamos ver o quando será liberado de área rápida e menos rápida. Isto pode ser a solução para aumetar a velocidade de uso dos discos para muita gente.

defragler

Acima temos um printscreen da tela do Defraggler quando eu estava passando num hd de  1 TB. Em vermelho a fragmentação. Em amarelo apenas um arquivo de vídeo espalhado pela área de média velocidade do HD e se você perceber as unidades de alocação do mapa começaram a ser preenchidas da direita para a esquerda, veja as duas em verde que estavam sendo gravadas naquele momento. Isso mostra que os arquivos grandes começaram a ser remontados no HD a partir da última unidade de alocação.

Ainda falta um programa ou gerenciador de HD que permita ao usuário escolher onde quer colocar seus arquivos. Por exemplo:

Colocar na área rápida, o Windows, e os Programas instalados.
Mover arquivo para a área lenta.

Quanto maiores os HDs e mais vídeos usamos, mais falta isto faz.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A BANALIDADE DA NOTÍCIA E A TAURUS 24/7

Não vou aqui defender a Taurus, apesar de ter sido instrutor de tiro junto com delegado Magaldi (Polícia Civil do RS) em vários cursos dados pela empresa no RJ. Também fui instrutor de tiro no exército além de mais de 15 anos no Tiro Prático, sendo fundador da FTPRJ.

Eu não assisto ao Fantástico. Ontem por acaso assisti ao final e à matéria sobre a Taurus 24/7 .40 S&W de uso exclusivo policial no Brasil. E há pontos MISERÁVEIS e BURROS ao longo da matéria e eu não sossego enquanto não falar sobre eles. Conhecendo a má intenção dos editores das grandes mídias nacionais, eu pouco duvido de que os pontos que citarei foram ditos e deixados muito claros pelos especialistas ouvidos pela produção MAS CORTADOS INTENCIONALMENTE NA EDIÇÃO.

24-7

Armas falham - Este é o primeiro ponto. Qualquer arma de fogo está sujeita à falhas. O mais comum é a introdução de desgastes e problemas estruturais pelo uso das armas e pela falta de lubrificação. Em minha vida no Tiro Prático eu pude ver tudo quanto arma, das melhores do mundo, com peças especiais de competição, às piores do mundo, quebrarem, explodirem, soltarem pedaços, darem rajadas ou não dispararem. Mas confesso que nunca vi uma arma disparar sozinha. Acontece que os vídeos e as provas periciais mostram, não que a arma dispare sozinha, mas dispara quando sujeita a um impacto forte ou a um mero sacudir. Entre armas que já explodiram na minha mão estão as pistola Browing Hi-Power 9 mm (considerada um ícone entre as niners), mas todas com mais de 60.000 disparos registrados, Colt .45, e um revolver Rossi nacional de aço inox, de 5 tiros .38 SPL. Neste caso, ao pressionar o gatilho houve o disparo da bala da vez, a rachadura do tambor e o consequente disparo simultâneo de uma segunda bala no tambor, que o destruiu em 3 partes. Consultada a Rossi, isso foi no final dos anos 1980, a pergunta que me foi feita era: "Mas é uma arma nova ou o sr. atirou muito com ela?" Eu respondi que atirei pouco, apenas uns mil disparos. E o engenheiro gritou do outro lado, para todo o Rio Grande do Sul ouvir, dizendo que eu era maluco, e que a arma não foi feita para atirar tanto. Mas no manual, não tem dados de quando a arma "expira". Este é um exemplo de falha catastrófica por uso e da indústria produzindo armas para não serem utilizadas com frequência.

Bloqueio do percussor desgastado - aparentemente todos os laudos sobre a Taurus 24/7 apontam para esta pequena peça de aço que fica de fato sob pressão constante de outra peça até o gatilho ser acionado. Aço quebra. Aço desgasta. As durezas das duas peças em contato constante podem estar calculadas erradas e o forçamento da peça maior pode estar fraturando e desgastando a peça menor que irá falhar apenas uma vez, provocando a liberação do percussor até mesmo sem qualquer ação sobre a arma. Isto pode acontecer e caracterizaria um erro de projeto, o qual a Taurus se recusa a assumir, apenas de todas as evidências.

Mesmo com o bloqueio do percussor quebrado a arma não deveria disparar - Não estou maluco! Toda a matéria de ontem do Fantástico é que está. Não é concebível nem na doutrina policial nem na militar que, principalmente os policiais estejam portando uma pistola QUE NÃO É DE DUPLA AÇÃO COM CÃO EXTERNO, QUE NÃO TEM TRAVA DE CÃO EXTERNA, alimentada, engatilhada! E isso não se falou. Não há disparo acidental se a arma não estiver com bala na câmara (ou na agulha, como algumas pessoas conhecem). Nas pistolas de dupla ação ou ação segura (como a Glock e outras) pode-se andar com bala na câmara e não haverá disparo pois o percussor esta na sua posição avante e não tencionado por uma mola aguardando liberação.

Na Glock, o primeiro disparo é sempre em dupla-ação. Ao ser liberado o gatilho durante os disparos o bloco do percussor volta à posição de repouso à frente, automaticamente. Isto é o resumo da safe-action e por isso a Glock não possui teclas externas de travas.

Na 24/7 não há trava manual para o bloco do percussor. Ele pode apenas estar armado, ou desarmado. Ao se liberar o gatilho após os disparos o bloco continua armado e a tecla lateral do desengatilhador TEM QUE SER USADA.

A conclusão óbvia, pelo menos minha é que a trava do percussor está sendo estressada pela pressão constante, 24 por dia, do bloco do percussor contra ela, quando tal peça deve ter sido projetada apenas para reter o bloco do percussor durante os disparos

A PISTOLA TEM 4 SISTEMAS DE TRAVAS

Segundo a descrição oficial da arma Taurus 24/7 ela possui 4 sistemas de travas:

Trava do percussor - interna e a que está sendo atribuída como a peça que esta falhando. Ela abaixa quando o gatilho é pressionado permitindo que o percussor vá a frente e atinja a espoleta realizando o disparo. A quebra desta trava interna também é a responsável pelo relato de rajadas que esta pistola dará. Uma pergunta óbvia: então por que não há rajadas nos disparos acidentais? A resposta é simples: uma pistola que dispare sem estar empunhada terá a força do recuo dissipada por seu próprio peso e movimento e o ferrolho não irá recuar não havendo ejeção e alimentação no novo projétil. Com a arma empunhada, haverá rajada. Este é um ponto que pode ser usado pela defesa das Vítimas da Taurus para comprovar que a arma não estava sendo empunhada no momento do disparo acidental. Em outros casos onde vemos policiais cometerem assassinatos com tiro direto contra uma pessoa alegando que foi defeito da arma, esta mesma condição pode comprovar que trata-se apenas de estratégia da defesa.

Trava do gatilho - diferente da Glock que possui um tecla física que é acionada em conjunto com o gatilho, nesta pistola o primeiro estágio o gatilho desarma a trava, ou seja, isso não taz sequer sentido e não deveria existir. A trava do gatilho server o gatilho não se movimentar no caso da arma enroscar em alguma coisa. Sempre falavam os engenheiros: imagine um galho entrando no guarda-mato e apertando o gatilho. E eu sempre respondia, que na cidade onde moro, as árvores são vivas mas não muito atuantes e os galhos não costumam entrar no meu coldre e no guarda-mato, mas que se eu fosse para a floresta encantada eu levava um machado e não um pistola...

Indicador do cartucho na câmara - como qualquer pistola moderna permite ver ou sentir com o tato se há munição na câmara pronta para o disparo.

Trava manual externa e desarmador do percussor ambidestros - que prova, para quem não quiser acreditar, que esta pistola nem é dupla ação nem safe-action. Ela apenas possui um bloco interno do conjunto do percussor retido pela trava assassina do percussor. Quando o usuário alimenta a arma colocando um cartucho na câmara, o percussor FICA ARMADO ATRÁS, tando que há um sistema mecânico para o desarmar e portar a arma alimentada e destravada EM SEGURANÇA, o que parece não ter acontecido em nenhum dos casos de disparos acidentais totalmente involuntários.

Esta alavanca tem 3 posições e deriva da concorrência norte-americana para o serviço especial OSS que foi posteriormente cancelada. Como na foto a arma esta totalmente destravada. Para cima o bloco do percussor está mecanicamente impedido de ir a frente por algo além da trava do percussor, e para baixo, o bloco do percussor é desarmado de forma segura. TEORICAMENTE é um sistema que deveria ser perfeito e utilizado de forma semelhante por praticamente todas as pistolas de dupla-ação desde que entraram no mercado, inclusive as da Taurus.

Com a trava do percussor quebrada ao destravar um Taurus 24/7 usando a tecla da trava externa, ela irá disparar.

QUEDAS NÃO PODEM DISPARAR UMA ARMA

Armas e munição caem - qualquer arma cai. Faz parte do projeto de uma arma de fogo impedir o disparo em caso de quedas. Está evidente que a Taurus 24/7 não satisfaz este requisito básico.

Não se trata de uma pistola nova. Já está em produção há 14 anos. Os primeiros modelos não tinham o desarmador do percussor e a pistola deveria ser portada com a câmara vazia. Nestes modelos, para tornar a arma segura após disparos era preciso retirar o carregador, remover o bala que estava na câmara usando o ferrolho e pressionar o gatilho para o bloco do percussor voltar à frente. Algo bizarro, inseguro, não só em minha opinião, como no universo das armas de porte. Pelas reportagens não é possível saber se algumas das armas envolvidas nos disparos acidentais são destas séries iniciais.

CONSIDERAÇÃO FINAL

Óbvio que me solidarizo com todas as vítimas de disparos acidentais (menos com aquelas que manuseiam errado o equipamento e acionam indevidamente o gatilho). Mas as questões a serem levantadas, também são muito simples e muito básicas.

1) O treinamento de policiais no Brasil está determinando andar com bala na câmara ou não?

2) Se não estiver, por que os policiais estão portando suas pistolas com bala na câmara?

3) Por que os policiais que estão portanto suas pistolas com bala na câmara deixam de usar a tecla do desengatilhador para portar as armas de forma segura, como prevê o manual e o projeto da arma? Será que não lhes é ensinado isso? Eu, pessoalmente duvido, pois no exército, uma das primeiras coisas que os soldados perguntavam quando recebiam o fuzil, é para que servem as alavanquinhas. É improvável que um policial não receba a instrução sobre as alavancas da arma: desengatilhador, liberador do ferrolho, liberador do carregador e alavanca de desmontagem. Isso ocorre nos primeiros 15 minutos da primeira aula.

4) Por que não foi emitido um memorando para todos os policiais que estão alocados com pistolas com desengatilhador para utilizarem este recurso sempre?

CURIOSIDADES

Em termos de instrução de tiro, havia um ditado em desuso dizendo que "O diabo matou a sogra com o cano da bota", ou seja, para onde o cano estiver apontado algo pode acontecer.

E também já soube de casos de disparos de munição fora da arma. Dois deles, dois quais me lembro, foram contados por instrutores de tiro da ACADEPOL (Academia de Polícia Civil do RJ) num deles, ao puxar algo de cima de um armário, havia uma caixa de munição 9 mm da CBC sobre o alto do armário e o instrutor não viu. A caixa caiu no chão e uma munição disparou. No segundo caso, houve uma queda de um carregador de metralhadora CBC também de um armário e houve o disparo de duas munições no meio do carregador. Qualquer um sabe que isso é impossível, mas aconteceu.

JGSDF_155mm_howitzer_M1(Type58_155mm_howitzer)_20070408
Howtizer (obuseiro) M1 de 155 mm

Ainda na escola de oficiais, criei um bom amigo, que pela idade já deve ter falecido. Era o sargento Bonfim, um negão forte, já lá pelos seus 4O anos de idade, quando eu tinha 19. O Bonfim era um militar diferenciado. Daqueles que ensina coisas que não estão no currículo. Macetes, outras técnicas etc. Recordo do sargento artilheiro Bonfim aqui neste artigo porque ele foi vítima de um célebre acidente de tiro, ocorrido, se não me falha a memória, na Academia das Agulhas Negras. Ele era o sargento da guarnição de um obuseiro M1 de 155 mm, durante o exercício de tiro da bateria inteira. É uma peça de artilharia enorme e na foto você pode ver a expessura do cano. É uma arma efetiva, projetada durante a Segunda Guerra Mundial, e que entrou em serviço em 1942, continuando ativa hoje em 20 países. Sua munição é enorme. Lança um projétil explosivo de 43 kg a quase 15 km de distância. No momento de um disparo com a guarnição do sargento Bonfim, o projétil explodiu dentro cano destroçando a arma. A guarnição do M1 é de 11 homens. Alguns morreram. O Bonfim, não morreu devido a capacete de aço que recebeu o impacto de um pedaço do canhão. Lembro que ele gostava de mostrar o lado de seu crânio amassado… Este é um exemplo de que merdas acontecem com as melhores armas.

E a maior curiosidade de todas: o mesmo modelo Taurus 24/7 é vendido nos EUA e não parece haver registros de disparos involuntários por lá. Mas a Taurus tem fábrica lá e não podemos saber neste momento se as pistolas vendidas nos EUA são as mesmas fabricadas no Brasil ou não.