quarta-feira, 28 de março de 2018

NESTA SEXTA-FEIRA OS PALESTINOS PODEM DAR O PASSO A FRENTE ESPERADO HÁ DÉCADAS E CRIAR UM PROBLEMA MUITO GRANDE PARA ISRAEL.

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por José Roitberg

Nesta sexta-feira temos Pessach e a Sexta-Feira Santa. Eu detesto o termo empregado normalmente pelos judeus de Pessach ser a Páscoa Judaica, para fazer os não judeus tentarem entender do que se trata. Em primeiro lugar, Pessach e Páscoa são momentos religiosos completamente diferentes e dissociados e se há alguma interação histórica, é a Páscoa que se trataria de um Pessach Católico, pois a Última Ceia de Jesus e seus apóstolos foi de fato um jantar de Pessach, já que todos lá eram absolutamente judeus.

O que isto tem a ver com os palestinos? Nada. Apenas uma data sensível, ótima para importunar os judeus.

O que está amplamente anunciado pelo Hamas para esta sexta-feira a a movimentação de um enorme número de palestinos da Faixa de Gaza para o seu lado da cerca na fronteira com Israel, para o início de seis semanas, anunciadas previamente, de protestos contra a inauguração da Embaixada dos EUA em Jerusalém, marcada para o dia 14 de maio.

QUAL SERIA O PROBLEMA DE MILHARES DE PALESTINOS VINCULADOS AO HAMAS EM GAZA ANDAREM ATÉ SEU PRÓPRIO LADO DA CERCA?

Em princípio nenhum problema. Podem ir lá com cartazes, com carros de som, gritar e cantar, protestar à vontade, pois estão no território deles.

Acontece que também é PRERROGATIVA EXCLUSIVA DOS PALESTINOS, criar um cenário de pesadelo há muito projetado: atravessar a cerca. Milhares de civis dispostos a morrer por Allah e alcançar o Paraíso que lhes é prometido através do martírio desde a mais tenra idade. Milhares de civis com seus filhos dispostos a derramar seu sangue por Jerusalém como lhes é ensinado nas escolas palestinas patrocinadas pela ONU há mais de 35 anos.

O cenário de pesadelo para Israel são civis, com suas camisetas brancas, ultrapassando a fronteira e andando Israel adentro.

O QUE FAZER?

Conversando com conhecidos ao longo dos anos eu sempre ouço uma resposta imediata: "mandar bala em todo mundo". Eu retruco: "Como? Você acha que se pode disparar contra milhares de civis e matá-los na frente de centenas de câmeras? Quantos soldados do IDF iriam se recusar a disparar?"

INFELIZMENTE, na minha visão militar e geopolítica, não há resposta satisfatória e no momento em que os Palestinos decidirem dar este passo além da cerca, a realidade do Oriente Médio irá mudar.

A Ética Judaica pode terminar na sexta-feira se o IDF atirar deliberadamente contra civis. Já receberam a ordem. Deixando claro: o tenente-general Gadi Eizenkot, chefe do Estado Maior do IDF ordenou o posicionamento de tropas dentro de Israel e a disposição de 100 snipers, atiradores de elite. As palavras exatas do general comandante, publicadas como citação dele na mídia israelense, são:

"Nós não vamos permitir a infiltração em massa dentro de Israel e danos à cerca, e certamente eles não irão chegar até nossas comunidades. As instruções são usar muita força. Nós colocamos no terreno mais de 100 snipers que foram movidos de todas as unidades militares, principalmente das forças especiais. No caso de perigo mortal, eles tem autorização para abrir fogo." O general também pediu que os manifestantes mantenham-se há 100 metros de distância da cerca.

NÃO SE PODE ASSUSTAR OU INTIMIDAR QUEM QUER MORRER

Por vezes eu penso que sou um imbecil por acreditar no Islã e no culto jihadista de martírio para aceder ao Paraíso. Mas eu apenas acredito no que os fundamentalistas islâmicos praticam abertamente na frente de todos. Eu apenas acredito no que eles publicam nas mídias deles. Eu apenas acredito nos discursos e práticas dos incentivadores dos martírios e também nas confissões dos mártires que não morreram e estão na prisão.

Da mesma forma que tomei pedradas virtuais ao defender que Israel não pode adotar a pena de morte para os terroristas que não morrerem em ação de matar israelenses, pois isto apenas completaria a missão de martírio deles, eu PRECISO GRITAR AQUI que abater civis palestinos que invadam Israel na sexta-feira É FAZER EXATAMENTE O QUE O HAMAS ESPERARIA QUE O IDF FIZESSE e é tornar o plano de martírio o mais bem sucedido da história.

Ninguém da Faixa de Gaza com até 40 anos de idade, que foi educado abertamente para o martírio pode ser intimidado com a perspectiva de tomar um tiro de fuzil se atravessar a cerca. Vão fazer isto de livre e espontânea vontade, com fervor religioso (coisa que o Ocidente não acredita apesar de todos os filmes e documentários produzidos e divulgados, como Sementes do Ódio, ainda numa época que nem existia DVD, ou Obsession).

EU NÃO QUERO VER O MUNDO MUDAR NA SEXTA-FEIRA

Eu não quero que a visão radical entre o Povo Judeu prevaleça neste caso. Eu não quero que por falta absoluta de outras alternativas, que não seja a do gatilho os judeus no mundo inteiro passem a ser condenados. Eu não quero que os palestino muçulmanos sunitas se imolem nas balas disparadas por judeus para derrotar os judeus.

Eu quero que mandem muito gás lacrimogêneo, muito spray de pimenta ou aquele spray fedorento que o IDF usa e ninguém suporta o cheiro, muito jato d'água e tinta, mas que não se dispare contra os palestinos civis que cruzem a cerca deliberadamente.

VAI ACONTECER SÓ NA FAIXA DE GAZA?

Se o planejamento foi inteligente, irá acontecer em frentes múltiplas, em Jerusalém, na altura de Natânia, e em outros pontos vulneráveis de Israel. O IDF já havia anunciado na semana passada que não iria permitir o acesso de homens em idade militar á Esplanada das Mesquitas nesta sexta-feira.

É preciso contar também com a certeza de que vão estar entre os civis, soldados armados do Hamas não só para proteger seu próprio povo como também para, deliberadamente através de ordens ou de ação individual inciar um tiroteio que levaria as tropas do IDF a responder.

Nos últimos dias houve incidentes intencionais de infiltração pelo Hamas, com características de martírio. No mais recente, três soldados do Hamas atravessaram a cerca durante a noite, armados com fuzis e granadas. Uma patrulha do IDF descobriu as pegadas deles e foi atrás. O combate rápido onde os três foram abatidos aconteceu há 20 km dentro do território israelense. A impressão que se tem é de que esta era a missão deles, pois atacar comunidades em território israelense já poderia ser feito a partir de 400 ou 500 metros da cerca apenas.

Quando os judeus brasileiros começaram a se preparar para o jantar de Pessach desta sexta-feira, tudo já terá a acontecido. Vamos torcer para que os palestinos mantenham o seu recorde serem os que nunca perdem a chance de perder uma chance e que o protesto seja muito visível, muito divulgado no mundo inteiro, mas todo do lado deles da cerca.

segunda-feira, 19 de março de 2018

RIUSTON, WE RÉVE A MÁRTIR!!!

por José Roitberg

Há uma coisa que eu sempre deplorei no PSOL: a burrice de pretender implantar um sistema socialista comunista no Brasil, que serve apenas para eles próprios correrem atrás dos rabos deles.

Há uma coisa que eu sempre admirei no PSOL: são vários de sues membros, professores de história como o Chico Alencar, Renato Cinco, Prof, Tarciso, Marcelo Freixo e o Jean Willys. A exceção deste último, todos do Rio de Janeiro.

São pessoas muito inteligentes. Conheço o Chico, o Cinco e o Tarciso.

E a liderança do PSOL que está preservando seu estranho pré-candidato à presidência, o filósofo mais stalinista que marxista Boulos, que está impedido de comentar sobre Marielle, foi excepcionalmente capaz de rapidamente transformar uma vereadora inexpressiva em mártir política.

PC Farias não foi transformado em mártir. Celso Daniel não foi transformado em mártir, numa execução até que parecida com a de Marielle. Eduardo Campos não foi transformado em mártir. Teori Zavascki não foi transformado em mártir. JK não foi transformado em mártir.

Se formos analisar a política brasileira veremos que a figura do mártir político permanente, parece ter se esgotado com Getúlio Vargas. De lá para cá, talvez centenas de políticos já tenham sido mortos no Brasil. Basta atentarmos para os dados publicados de 40 prefeitos e vereadores mortos em 2017. Não imagino que 2016, 2015, 2014 etc tenham sido muito diferentes e a contar de Vargas, vão aí já uns 70 anos de crimes políticos.

Qual é a diferença entre a executada friamente Marielle e todos os outros? O partido se aproveitou da oportunidade. Isto é errado ou antiético? Eu creio que não. E está sendo muito bem feito.

Mas o PSOL está usando a mídia, principalmente um espaço que as organizações Globo resolveram lhe dar, será que pela audiência, será que por alinhamento político eleitoral, para fazer uma tremenda propaganda política de exposição de seus membros e de como o PSOL é "bom, politicamente e socialmente correto", num momento em que a propaganda eleitoral não é permitida a candidato ou pré-candidato algum.

O PSOL também está usando a mídia afirmando que irá cassar as pessoas que criaram ou divulgaram notícias ou informações falsas sobre Marielle, acusando-as por "calúnia e difamação". Mas vejamos aqui uma questão fundamental. Na lei brasileira em vigor calúnia e difamação são crimes de ação privada por pessoa física, ou seja, apenas o caluniado ou o difamado podem entrar com a ação e prestar a queixa. Na lei brasileira mortos não tem os direitos do vivos. Não existe calúnia e difamação contra morto! Calúnia é mentir sobre uma pessoa. Difamação não é falar mal de uma pessoa, mas IMPUTAR CRIME a uma pessoa. Nos posts que diziam erradamente que Marielle foi casada com Marcinho VP ou que tem relações com criminosos, obviamente não há a imputação de crime à Marielle.

Não é crime casar com criminosos. Não é crime ter amigos criminosos ou bandidos, fosse assim os amigos dos condenados na Lava Jato já estariam trancafiados também.

Os advogados do PSOL ou os tais 'voluntários' deverão procurar seus direitos, não mais os direitos da falecida, nos Casos Difusos, que são uma legislação mais vinda da cabeça do juiz.

Sempre que o Fantástico fala sobre armas, fala merda! Acho que é intencional. Neste domingo tivemos um "especialista" afirmando que foi usada uma pistola 9 mm que dá rajada e que só alguém com treinamento militar ou policial saberia utiliza-la. Milhões de pessoas ouviram isto e aceitaram, afinal a Globo tem 100% de credibilidade na cabeça de todos, o Fantástico tem 1.000% de credibilidade, e como não aceitar a palavra de um perito? Não interessa a ninguém que a polícia não use pistolas que dão rajadas e as forças armadas muito menos. Na questão técnica de um assassinato cometido de forma correta ou errada, basta dizer que 4 tiros acertaram a vítima e 9 tiros erraram a vítima, o que não se pode determinar como algo profissional ou bem feito.

Mas o que continua me chamando a atenção para o martírio de Marielle são os motivos. Qualquer crime tem alguma motivação. Quem mais se beneficiou do assassinato da vereadora é seu próprio partido. Quem assume a vaga dela é o primeiro suplente Babá que teve apenas 6.661 votos, o queimador de bandeira de Israel quando era deputado federal pelo PT. As imagens foram divulgadas com orgulho nas mídias sociais dos próprios manifestantes à época dos fatos.

Aliás, você sabe que Baba (João Batista Oliveira de Araújo) queimou a bandeira de Israel numa manifestação a favor da Palestina, não é? Mas será que você sabe que ele fez isto pelo menos duas vezes em duas manifestações diferentes? Veja nas fotos como as camisetas que ele usa e as bandeiras queimadas são diferentes.

baba queimando bandeira de israel 2

baba queimando bandeira de israel

ATUAÇÃO PARLAMENTAR DE MARIELLE ATRAIRIA UM ASSASSINATO POLÍTICO?

Tratava-se de uma vereadora em início de mandato, com apenas 15 meses no cargo. Sendo eleita por 46.502 votos, representa isto apenas 0,6% da população do município do RJ. Apresentou 16 projetos de lei e dois já foram aprovados como leis. Um deles regula os mototaxis nas favelas, o que é positivo para aquelas comunidades, e outro diz respeito aos contratos na área de saúde entre a prefeitura e OSs (Organizações Sociais de Saúde). Algum dos dois seria motiva para eliminar e vereadora? Dentro da corrupção que parece haver com as OSs, deveria existir uma linha de investigação aí.

E as outras 14 propostas? Alguma delas seria o suficiente para lhe custar a vida? Quatro deles eram para instituir "dias de luta", dias político-sociais para defender ideias. Nada demais aqui.

Há apenas mais um que mexe com muito dinheiro: o fim da renúncia por parte da prefeitura da cobrança de ISS das empresas de ônibus que já estão sendo investigadas em outros casos de desvios e corrupção.

Todos os outros projetos de Marielle são especificamente positivos dentro de uma agenda social ampla.

Dai a acreditarmos que operadores de OSs e empresários de Ônibus prefeririam matar uma vereadora à corrompe-la ou outras pessoas chave para evitar seus prejuízos parece bem fora do padrão brasileiro.

Desta forma, continuo sem enxergar, na atuação parlamentar em vida de Marielle algo negativo à sociedade, ou algo que mexesse com interesses grandes demais e levasse alguém a colocar em prática um plano relativamente complexo, envolvendo de quatro a cinco criminosos para a execução. Outros vereadores e deputados do RJ já provaram leis que mexeram com interesses muito mais poderosos que os iniciados por Marielle e não foram abatidos nas ruas por causa disto.

E o plano de execução de Marielle tem um erro clássico. Ao envolver de 4 a 5 pessoas diretamente nele, é muito provável que algum deles fale, que alguma pessoa ouça e denuncie ou que todos eles sejam, por sua vez, executados como queima de arquivo.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

JOVEM QUE FEZ AMEAÇAS AOS CENTROS JUDAICOS DOS EUA TENTA FUGIR DO TRIBUNAL EM ISRAEL.


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por José Roitberg

Você lembra daquela "aumento sem precedentes do antissemitismo nos EUA" no início de 2017, quando havia várias ameaças diárias de bombas contra centros comunitários judaicos, sinagogas, instituições beneficentes e outras? Os Democratas entre a Comunidade Judaica Norte-Americana desde o primeiro telefonema ameaçador, acusavam os "nazistas apoiadores de Trump", então recém-empossado, por atacar as instituições judaicas.

Aí, o FBI, investigando corretamente, apesar da pressão burra e exposição xenófoba na mídia, encontrou o primeiro autor de um grupo de telefonemas ameaçadores. Tratava-se de um jornalista negro (e é preciso tipificar, neste caso, pois isso é importante no contexto), conhecido por ser autor de Fake News, já tendo sido demitido de empresas da mídia por causa disto, que decidiu incriminar uma ex-namorada branca, ameaçando em nome dela, fazendo-a ser considerada nazista, quando ela não era.

Os Democratas e a esquerda, uns preferiram não acreditar em primeiro momento e outros preferiram ignorar completamente. O sujeito já foi preso e vai ser colunista do jornalzinho da cadeia por vários anos.

Mas depois da prisão dele, as ameaças continuaram até que uma ação conjunta do FBI com a segurança digital da polícia de Israel achou o responsável pela imensa maioria das ameaças. Para surpresa do mundo judaico que se interessa por isto e para desespero dos detratores de Trump, não era um neo-nazista, mas um jovem, então com 17 anos, com dupla-cidadania, americana e israelense que vivia na cidade de Ashdot, no litoral entre Israel e Faixa de Gaza.

Ao mesmo grupo de pessoas que ignorou ou não aceitou a prisão anterior do jornalista norte-americano, juntou-se uma gama de outras pessoas, daquelas que acham que em Israel não tem nada de errado e não tem gente ruim, maluca ou criminosa, como existe em todas as sociedades do mundo.

Pois bem. No dia 5 de fevereiro, o jovem, hoje com 18 anos, e mantido preso já há vários meses em Israel, foi a uma audiência para ouvir as acusações contra ele no tribunal e ser dado o início ao seu processo. A mídia israelense, tanto a boa quando a má, insistem em chamar o sujeito de 18 de "teenager", adolescente, quando pelas leis de tudo quanto é país, inclusive as de Israel, é um adulto. Pessoalmente eu não entendo a campanha mundial já de mais de 10 anos para caracterizar a adolescência até os 23 anos de idade, como propõe hoje alguns cientistas que parecem não ter nada de útil para fazer.

Ao terminar a audiência, o jovem, cujo nome, e foto, estão em segredo de justiça por ordem do juiz do caso, ao passar da porta do prédio para o estacionamento, resolveu fugir algemado. E aí tem gente que ainda reclama da corrente nos pés do Cabral. Não é tortura! É para não tentar fugir. Correu mais de 100 metros até que seus guardas se jogassem sobre ele, metendo sua cara no concreto, o que foi bem merecido. A imagem da fuga existe pelas câmeras de segurança da Corte Distrital de Jerusalém.

Mas agora, temos as acusações formais e isto irá surpreender a todos os leitores e são as seguintes:

1) 245 telefonemas com ameaças à instituições judaicas e escolas judaicas nos EUA, aviação civil, entre janeiro e março de 217. Para fazer isto, ele usou um serviço de chamadas telefônicas pela internet com capacidade de disfarçar a voz de quem fala e manter a identidade em sigilo.

As ameaças tiveram também um custo financeiro, Vários aviões de passageiros precisaram descartar combustível e fazer pousos de emergência em outros aeroportos, caças militares decolaram para escoltar aviões ameaçados, escolas precisaram ser evacuadas, polícia, esquadrões anti-bomba, corpo de bombeiros e FBI precisaram ser acionados além de outras situações caóticas individuais causadas pelas ameaças.

2) 28 acusações de fazer ameaças telefônicas e dar falsas informações à polícia da Flórida.

3) 3 acusações de ameaça telefônicas na cidade de Atenas, na Geórgia (EUA).

Até o momento ainda não existem acusações relacionadas com ameaças telefônicas feitas por ele no ano de 2016, que principalmente atingiram companhias aéreas da Europa e da Austrália.

A defesa e a família, alegam que o jovem é VÍTIMA e não autor, por ter um tumor cerebral e estar no que é considerado pela medicina como dentro do espectro do autismo. O advogado dele declarou no Canal 10, da TV israelense que o rapaz tentou cometer suicídio por cinco vezes em duas semanas, em maio de 2017, já preso, mas a polícia israelense não confirmou.

A foto é dele com a mãe na audiência do dia 5. As fotos podem ser tiradas, mas os rostos não podem ser mostrados, enquanto a ordem de embargo judicial à mídia estiver em vigor.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

PENA DE MORTE PARA TERRORISTAS EM ISRAEL É UM ERRO GRAVE E BIZARRO

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Na imagem horrível deste post, temos uma gravura germânica da Idade Média, mostrando como era a pena de decapitação na prisão de Ludwigsburg, pequena cidade ao norte de Stuttgard, que conta com um museu sobre tal prisão.


por José Roitberg

Começo logo dizendo que desta vez vou ELOGIAR os hareidim que mesmo estando na coalizão do governo que não aceitam, recusaram-se a votar a favor de uma nova lei que permitiria aplicar a pena de morte a terroristas que cometerem assassinatos em Israel.

Agora, em segundo lugar vou repudiar os hareidim pelo motivo que levou ao partido United Torah Judaism a se abster de votar com seus seis parlamentares. Não houve questão teológica ou geopolítica alguma, mas apenas uma queda de braço por que o ministro da defesa Avigdor Lieberman, apoia uma outra lei que permitiria supermercados ou mercados que quisessem de abrir aos sábados.

A primeira votação foi apertada, com 52 a 49 a favor da proposta do governo. Notes que a bancada governista possui 66 parlamentares. A legislação foi apresentada por Avigdor Lieberman, do partido Israel Beitenu (Israel é Nosso Lar).

POR QUE A PENA DE MORTE PARA TERRORISTAS HOMICIDAS SERIA UM ERRO GRAVE DA POLÍTICA ISRAELENSE?

O primeiro motivo mais óbvio e que está sendo descartado completamente pelo governo de Bibi Netanyhu é que morrer na ação de matar judeus É O DESEJO do terrorista. Ele só se torna mártir, com os favorecimentos divinos islâmicos a ele e aos parentes dele no Paraíso do Profeta se morrer! Portanto, executar o terrorista que não morreu na ação É COMPLETAR A MISSÃO DELE e retirá-lo da condição humilhante de estar preso pelos judeus e não ter sido capaz de realizar seu ataque conforme planejado, e elevá-lo a condição de mártir do islamismo sunita. Apenas esta definição deveria ser suficiente para sequer se pensar em criar tal lei.

O segundo motivo é tão óbvio quanto o primeiro e pode MOTIVAR UM AUMENTO DAS AÇÕES TERRORISTAS. A pena de morte DEVERIA desestimular os homicídios. Eu já fui muito a favor da pena de morte, mas já compreendi que em país algum onde ela é aplicada, desestimulou qualquer dos crimes onde ela possa ser o termo judicial final. Não há diminuição do número de homicídios dos EUA devido à pena de morte. Não há diminuição do tráfico de drogas para os países muçulmanos asiáticos devido à pena de morte. Não há diminuição da corrupção na China devido à perna de morte, com o agravante singular de ser cobrada financeiramente da família do executado o preço da bala que lhe foi disparada na nuca. E a pena de morte nunca foi fator deterrente do crime capital porque o criminoso sempre tem a certeza de que não será preso. Então a pena não o assusta. No caso do terrorismo islâmico sunita, não se pode assustar com a pena de morte quem deseja morrer. É preciso que ocidente compreenda a mente islâmica árabe sunita, especificamente. Funciona em outras condições CNTP. São diferentes mesmo, de nós. Nossas soluções não servem para eles. Ao definir que o terrorista homicida que sobreviver ao ataque será ou poderá ser excetuado após julgamento, apenas se dá INCENTIVO A NOVOS ATAQUES, com a certeza do martírio ritual antes, durante ou depois do ataque.

O finalmente o terceiro motivo. Eu tive amigos carcereiros em Israel. Fizeram o serviço militar e se voluntariaram para este trabalho horrível e necessário em qualquer sociedade. Um deles, é até um rapper de sucesso lá na Terra Santa. Conversei com ele e perguntei qual judeu gostaria de ser um carcereiro. Ele disse ser um deles, mas não conseguiu definir o motivo exato. Talvez tenha composto já uma letra a respeito disto. Então a terceira obviedade é: qual é o judeu que gostaria de ser mecier guillotin? Qual judeu que gostaria de ser o executor mór do Estado? Isto simplesmente NÃO COMBINA nem com a filosofia judaica, nem com o judaísmo religioso, nem com o momento atual da sociedade israelense e mundial.

Fôssemos nós como os jihadistas do Estado Islâmico, haveria fila de candidatos. Mas eu espero que a lei não seja aprovada e caso seja e entre em vigor, que nenhum judeu se candidate a ser executor judicial pelo Estado de Israel. Isto seria uma vergonha que existe em outros países, inclusive em países amigos e inimigos de Israel que não precisamos trazer para dentro do judaísmo do século 21.

Existem cada vez mais judeus nas mídias sociais e no mundo real clamando que 'nós' devemos ser iguais a 'eles'. Se enforcam no Irã, se cortam cabeças na Síria e no Iraque, se tem pena de morte no Egito, então nós temos o direito de fazer a mesma coisa.

Não temos não. Judeus não enviam seus rabinos para o cadafalso de forcas ao lado dos executados ou para as guilhotinas, mantendo Deus ao lado do punido. Isto simplesmente não faz parte do judaísmo e qualquer pessoa que pretenda que isso se torne parte do judaísmo é uma pessoa que perdeu suas raízes e sua coerência como ser humano. Seja um zé mané, seja um Avigdor Lieberman.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

TRUMP DIZ QUE ONU VAI FAZER OS EUA ECONOMIZAREM UMA BOA GRANA



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por José Roitberg

Após vetar ontem a resolução do Conselho de Segurança da ONU contra Israel ser a capital de Israel, uma nova batalha será travada nesta quinta-feira na Assembleia Geral da ONU.

A Donald Trump não está nem aí para os roteiros de séries como House of Cards ou Designated Survivor. Para ele, política-real é algo diferente, e poder é para ser utilizado abertamente.

Assim, o presidente dos Estados Unidos, declarou há algumas horas atrás algo que jamais esperaríamos escutar de qualquer presidente, menos do Putin.

"Deixe eles votarem contra nós. Vamos economizar um bocado", ao avisar que poderá cortar as ajudas de custo e financiamentos a todos os países que apoiarem a resolução que não é contra Israel e sim contra os Estados Unidos, pretendendo alguns países anular a decisão que só cabe aos Estados Unidos.

Se você acha que votos capitaneados por adversários vão fazer os Estados Unidos, voltarem atrás numa decisão feita há 22 anos por seu Congresso e implementada por seu presidente, bem, você seria muito naif.

É óbvio que é antissemitismo negar aos judeus o direito de escolher a capital de seu país. É óbvio que é antissemitismo negar aos judeus o direito de manter fronteiras conquistadas em guerras como TODOS OS PAÍSES DO MUNDO o fizeram, talvez menos a Austrália... É óbvio que é antissemitismo quando o Patriarca Católico Ortodoxo de Jerusalém vai à Ramallah pedir ajuda aos palestinos muçulmanos sunitas, contra a "judaização de Jerusalém", após Trump decidir mudar a embaixada americana para a Cidade Santa.

Todas as religiões são absolutamente livres numa Jerusalém capital do Estado Judeu, coisa que nunca aconteceu sob o domínio muçulmano, mas os católicos ortodoxos sempre odiaram muito mais os judeus que os muçulmanos.

"Eles recebem bilhões de dólares e votam contra nós. Bem, vamos observar estes votos. Deixe eles votarem contra nós. Nós vamos economizar muito. Eu não me importo." Disse Trump e prosseguiu: "As pessoas estão cansadas dos Estados Unidos - as pessoas que vivem aqui, nossos grandes cidadãos que amam este país - estão cansadas de estarem levando vantagens sobre nós, e não vão mais se aproveitar de nós."

A PIADA DO DIA PARA QUEM ESQUECE A HISTÓRIA.

O ministro palestino das relações exteriores Ryad al-Malki, afirmou que "Washington está ameaçando os países membros da Assembleia Geral da ONU por seus votos". Qua coisa bizarra. Logo um membro antigo da OLP que passou a década de 1970 ameaçando todos os países do mundo com sucessivos sequestros de avões com todos os seus passageiros. Uma OLP que desde 1963, não só ameaça, mas efetivamente assassina judeus em Israel não gosta quando é ameaçada... Ah... Vão catar tâmaras....

ENQUANTO ISTO NO BRASIL...

Nas mídias sociais, tolos judeus companheiros meus cobram da CONIB (Confederação Israelita do Brasil) uma posição firme diante do governo Temer (logo agora?). Cobram isto, porque a CONIB desfraldou suas bandeirolas elogiando a posse de Aloysio Nunes Ferreira como ministro das relações exteriores, mesmo ele tendo sido comunista de carteirinha e participante da luta armada contra o povo brasileiro nos anos 1960 e 1970. Sobre o ministro há duas coisas: a CONIB o chama de amigo; e os entendidos em política dizem que ele abandonou o comunismo faz muito tempo.

Ao contrário da maioria de meus amigos eu acredito que as pessoas mudam, que pesem os erros do passado e trilhem novos caminhos. Mas ficarei positivamente surpreso se Aloysio votar a favor dos Estados Unidos amanhã. E se votar será pelos interesses do Brasil e manter os braços dados com os EUA e não por interesses do Brasil com Israel ou influência perpendicular da CONIB.

UM FINAL ENGRAÇADO.

Tem gente que acha que pode vencer o Trump em negociações... Tadinhos...

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

RUSSOS SE RETIRAM DA SÍRIA

por José Roitberg

Vladimir Putin, ordenou no sábado a rápida retirada de TODAS AS TROPAS RUSSAS do território sírio, após declarar, por sua vez que a capacidade militar do Estado Islâmico foi totalmente destruída e as as tropas muçulmanas locais podem lidar com os restos do Califado.

Se você for ingênuo a ponto de não acreditar que este movimento faz parte do IMENSO ACORDO REGIONAL para levar a geopolítica do Oriente Médio para a realidade, bem, você certamente irá deixar sua Chanukiá com as velinhas acesas pro Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa se deliciarem com gostosos sufganiot (bolinhos fritos de massa típicos da festa de Chanucá que se inicia neste dia 12 de dezembro).

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Na foto, um soldado de operações especiais russo leva no capacete sistema pequeno de visão noturna e aponta seu fuzil AK-74 calibre 5.45×39mm com mira de ponto virtual (holográfica), lazer e sabe-se lá mais o que. Antes que perguntem é 74 mesmo, simplesmente por ter sido introduzido no ano de 1974. O AK-47 é calibre 7.62×39mm e o 47 vem do ano que foi introduzido, se bem que começou a equipar as forças soviéticas apenas em 1949.

O que significa a saída dos russos da Síria para Israel?

Sai o maior porta-aviões da frota russa, saem todos os aviões de ataque ao solo com suas bombas e misseis inteligentes, saem todos os tanques T-72 com blindagem reativa de última geração, saem os tanques-drone robotizados, saem as tropas especiais, saem os radares entre os mais modernos do mundo e também saem todas as baterias antiaéreas S-300 e S-400 de última geração que podiam abater qualquer aeronave sobre o espaço aéreo de Israel e Líbano.

Com isso, a ameaça de uma força militar que Israel não poderia atacar para não abrir uma guerra com a Rússia, mas que poderia ser utilizada pelos russos para ajudar seus aliados no caso de ataques de Israel (note que durante dois anos isso nunca aconteceu) deixa de existir e Israel volta a ser a potência militar capaz de controlar dos céus também sobre o Líbano e a Síria sem maiores dificuldades. Os russos deixam lá os mísseis S-200 repotenciados, que já foram disparados cerca de 10 vezes contra aviões de Israel sem qualquer impacto, ou seja, são inúteis contra a aviação de Israel, Turquia, Jordânia e Arábia Saudita.

Os Russos largaram o Irã e seu Hezbollah por conta própria em suas vociferações contra Israel, enquanto os EUA estão abertamente e repudiadamente a favor de Israel.

O que os Russos ganharam na Síria?

Testaram em condições de combate todos os seus sistemas inteligentes de guiagem de mísseis, de drones aéreos e terrestres, sistemas de visão noturna e inteligência digital de campo de batalha, sua blindagem reativa única para tanques de guerra, mas principalmente deixaram uma geração se seus militares com experiência de combate, coisa que não ocorria desde a invasão soviética do Afeganistão.

Agora, caso o Estado Islâmico esteja realmente batido na Síria, haverá muitos bilhões de dólares correndo para a limpeza e reconstrução de praticamente todas as cidades principais.

Mas uma pergunta vale o milhão!!!

Quanto dos refugiados sírios na Europa você acham que são patriotas e voltam para reconstruir seu próprio país?

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

EMBAIXADA DOS EUA EM JERUSALÉM. O QUE ISTO PODE SIGNIFICAR?

por José Roitberg

Possivelmente você não deve saber que o Congresso Norte-Americano, aprovou uma decisão vinculante (que precisa ser cumprida pelo Presidente), afirmando que a capital de Israel é Jerusalém, em 1995, no segundo ano do primeiro mandato de Bill Clinton (Democrata). Tal resolução tinha uma cláusula de que o Presidente poderia procrastinar a aceitação por seis meses. Eu nunca li o texto e dificilmente nos EUA se faz algo ilegal quando há lei. Assim, desde 1995, portando há 22 anos, a cada seis meses o presidente em questão empurra a implementação da decisão do Congresso, legalmente, para frente.

Não há nenhuma embaixada em Jerusalém apesar de lá estar a sede do governo de Israel, o Parlamento (Knesset), a Suprema Corte e os ministérios.

O mundo católico-cristão (os políticos, não especificamente as pessoas), de fato não suporta a ideia de judeus controlarem Jerusalém e darem liberdade lá a todas as religiões. Isto é muito recente na história humana e tem apenas 50 anos. De 1480 até 1967 Jerusalém esteve sobre controle muçulmano, com a proibição de culto e peregrinação de judeus, católicos romanos e cristãos. Apenas a Igreja Católica Ortodoxa é que operava lá, mas sob o estatuto de Dhimi, com os católicos ortodoxos como cidadãos de segunda classe. E as lideranças ortodoxos, que acham que a vida foi sempre assim por quase meio milênio, continuam apoiando esta solução, que preferem, à liberdade sob o 'jugo dos judeus'.

E o mundo muçulmano? Não é mera coincidência Trump telefonar para vários líderes da região e anunciar o que vai fazer neste momento. Certamente Trump deve ter dito que os americanos fazem o que bem entendem com sua política e que nenhum país irá definir onde os EUA podem ou não podem ter suas embaixadas, ainda mais por haver a decisão do Congresso de 1995.

Estamos num momento em que TODOS os países árabes estão boicotando o Qatar, que se mantém a única nação árabe a apoiar o Hamas. O curioso é serem ambos sunitas. Para exercer pressão constante sobre Israel, o Irã xiita não árabe, que está em guerra aberta com os árabes sunitas também mantém seu apoio ao Hamas, enquanto tenta posicionar tropas o mais próximo possível da fronteira de Israel na Síria, já tendo suas bases sido bombardeadas pela aviação de Israel por dois dias seguidos.

O alinhamento da Arábia Saudita com reformas duríssimas pretendo sair do Islã Radical para o Islã Moderado, liderando uma coalizão militar que envolve o Egito, Marrocos, Jordânia, UAE e Barhein, além da aproximação com Israel, indica que o acordo de reconhecimento de Israel está muito próximo e o passo norte-americano faz parte do bojo deste acordo.

As pessoas podem não acreditar, mas estamos há seis anos dentro de uma da mais fatais e extensas guerras entre sunitas e xiitas que o mundo já presenciou e as potências mundiais estão engajadas ativamente nelas. Tem gente que faz questão de não entender que a Rússia combate ao lado dos xiitas, e os EUA e Israel ao lado dos sunitas. E isso vai aumentar de proporção. Não perca de vista que os xiitas representam apenas menos de 20% da população muçulmana mundial.

E os palestinos? Vão continuar fazendo o que vem fazendo desde 1947: matar judeus. Não é uma questão política ou territorial, mas uma questão racista teológica. Obviamente vão usar a embaixada como pretexto, pois são ótimos com isso, e mobilizar mais de seus jovens para se matar em nome de Deus, levando junto quantos judeus puderem, coisa que a esquerda mundial, inclusive a judaica faz questão de não ver, De fato, para Israel, não há diferença nos palestinos manterem seus ataques homicidas-suicidas ou por foguetes com ou sem embaixada. Não precisou existir o pretexto da embaixada anteriormente para os judeus serem vítimas desta teologia do martírio por Allah.

E os judeus de esquerda norte-americanos? Estão alucinados. As notícias de hoje mostram as principais instituições da esquerda judaica, como a 'J Street' (Rua J) e o senador judeu democrata antissemita Bernie Sanders, acusando os republicanos de destruir as possibilidades de paz no Oriente Médio. Para estes, enviamos um solene: vão se danar! É um bando enorme de gente que jamais se preocupou com o assassinato de judeus em Israel, ou com a expulsão dos judeus dos países árabes. Sua plataforma político-burrológica é pretender a Solução de Um Estado para a região, defendendo um Estado Laico, sem religião, onde convivam os árabes e os judeus que bem entenderem. Essa gente patética faz a absoluta questão de não compreender que o Islã é uma religião onde ele for minoria e é um sistema político onde ele for a maioria. Jamais, palestinos aceitariam um Estado Laico.

A esquerda-judaica faria um papel histórico mais digno, se dialogasse com os palestinos que defendem, para que os palestinos aceitem a Solução dos Dois Estados.

E Jerusalém indivisível? Volto a afirmar o que quase todos os meus amigos judeus odeiam ouvir. Jerusalém, nos últimos dois mil anos sempre foi uma cidade dividida e o é hoje. Só não acredita na indivisibilidade da cidade quem não esteve lá ou olha os prédios e ruas com olhos de fé e não de realidade. Dentro dos muros da Cidade Velha os bairros são divididos. Fora dos muros, na cidade nova os bairros são divididos e há uma clara linha entre o lado árabe e o lado israelense. Então como pode-se clamara por uma Jerusalém Indivisível, se ela é dividida hoje?

O que é uma cidade dividida? Você pode ir a todos os bairros e comunidades do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Belo Horizonte, de Brasília e outras? Não pode né. Nossas cidades são divididas e fazemos questão de imaginar que não são.

Eu, pessoalmente, não vejo problema algum em que Jerusalém Ocidental seja a capital de Israel e que Jerusalém Oriental seja a capital de um futuro e necessário Estado Palestino. A capital da Autoridade Palestina é Ramallah, cidade que fica ao norte de Jerusalém. Até mesmo no Brasil temos cidades fronteiriças parte e um país, parte em outro e não há problemas com isso, apenas soluções.

Se alguém se der ao trabalho de olhar no Google Earth ou Maps, vai constatar que não existe mais solução de continuidade entre Jerusalém e Ramallah. As duas cidades, e o que tem entre elas, cresceram tanto que hoje são uma coisa só, como São Paulo e as cidades da Grande São Paulo. Apesar de existir uma divisão nominal e política nos mapas, Jerusalém e Ramallah estão unidas e isso tende a aumentar. Forçando a barra, poderíamos dizer que a capital palestina já faz parte de Jerusalém.