domingo, 13 de maio de 2018

Até um artigo positivos sobre os 70 anos de Israel perpetua um erro perverso contra o sionismo

por José Roitberg

Inexiste algo mais importante politicamente que controlar o passado para controlar o futuro. Não importa o que aconteceu. Importa a narrativa histórica aceita pelo público.

No sábado a Globo e o G1 publicaram um longo artigo sobre os 70 anos de Israel e sua independência. Historicamente correto e um dos raros momentos em que as paginas da Globo em anos recentes não recorreu ao viés demonizador de Israel.

Eu pensei muito antes de escrever este post. Deveria eu atribuir o tal erro perverso, à propaganda antissemita? Deveria eu atribuir o tal erro perverso à ignorância? Quem me acompanha sabe: eu sempre vou para o lado da propaganda partidária emblemática. Mas neste caso, num artigo de um monte de parágrafos absolutamente corretos, apenas um ponto, que eu atribuo ao SUCESSO de décadas de propaganda racista contra Israel pelos detratores dos judeus e do Estado dos Judeus, aliado a uma VITÓRIA PALESTINA em controlar o passado, deixando a perversidade introjetada no pensamento até de gente bem intencionada quanto à questão.

"David Ben Gurion assinou documento do Museu de Arte de Tel Aviv em cerimônia de 32 minutos, perante apenas 200 pessoas, às 16 horas de 14 de maio de 1948. Divisão da Palestina, aprovada pela ONU, nunca foi aceita por líderes árabes; guerra teve início no dia seguinte", é o olho do artigo, o texto para chamar a atenção do leitor após o titulo. Onde está o erro?

Talvez boa parte dos leitores já tenha lido duas ou três vezes e não encontrou erro nenhum. Alguns talvez digam: 'Ah, parece que  Israel é quem começou a guerra...', mas ao longo do texto o início da guerra com o ataque árabe está bem pautado e esclarecido.

O erro que meus amigos e leitores podem não ter encontrado está em "DIVISÃO DA PALESTINA". Isto está conceitualmente errado e ainda assim os líderes políticos e religiosos judaicos dentro e fora de Israel continuam cometendo-o, e com isso dando o CONTROLE DO PASSADO ao Hamas, à Autoridade Palestina, a OLP, ao Irã, à Síria e a tantos outros. Mesmo os sionistas do século 19 e início do 20 falavam "Palestina", por falta de outro designativo adequado, mas falavam de uma futura Palestina Judaica e não de uma Palestina Árabe existente.

A ONU promoveu a Partilha da Palestina do Mandado Britânico, este era o nome. Não havia um país chamado 'Palestina' e a área britânica do mandado era composta por várias divisões administrativas com outros nomes adotados pelo Império Turco-Otomano entre 1475 e 1917. Neste período que podemos chamar de 'moderno' nunca houve um país lá, mas DEZ províncias administrativas (NO MAPA). É fundamental saber que o Império Turco-Otomano (muçulmano sunita) nunca denominou nenhuma das regiões administrativas como 'Palestina'.

Mapa-dos-Sanjaqs-turcos-da-região-atual-de-Israel,-Jordânia,-Síria-e-Líbano

Antes disso, retornando ao Imperador Adriano (Hadrian 76-138 DC)  no século 2, também nunca houve um país lá. Adriano, o primeiro grande genocida de judeus, matando mais de meio milhão, segundo Cassius Dio (156-235 DC) historiador oficial romano que publicou 80 volumes sobre a história do Império Romano, é quem removeu dos mapas o nome JUDEIA que existia até então e criou o no Syria Palaestina, mas não como um país, e sim como um província romana.

No mesmo momento Adriano riscou o nome de Jerusalém dos mapas e redenominou a cidade de Aelia Capitolina. Um nome incompreensível para a maioria, mas bem simples: Capital de Aelius, ele mesmo, cujo nome completo de nascimento era Publius Aelius Hadrianus. A tradução literal de capitolina é capitólio.

Pela verdade, em 1947, a ONU chamou oficialmente a região de Palestina, pura e simplesmente.

Eu tenho a compreensão de que os líderes políticos e religiosos judeus, os líderes sionistas judeus e evangélicos tinham PREGUIÇA de falar Palestina do Mandado Britânico após 1920, e diziam apenas Palestina. Não podiam imaginar como seus textos e discursos seriam utilizados contra eles no futuro, no controle do Passado, coisa que os governos de Israel desprezam desde o início afirmando que não vale a pena disputar a guerra da informação, apenas a guerra real. Erro grave, pois há muitos anos os inimigos de Israel já venceram a guerra da retórica e a cada ano que passa, mais pessoas bem intencionadas aprendem os conceitos históricos errados. Este Adriano que matou meio milhão de judeus entrou para a história ocidental como um dos "5 imperadores romanos justos de bondosos".

Desta forma no texto positivo da Globo temos a existência de um local ou país, chamado Palestina, que foi divido e parte dele usurpado pelos judeus.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Toda infraestrutura militar do Irã na Síria foi destruída

ataque contra irã na síria
por José Roitberg

As forças de defesa de Israel (IDF) lançaram um ataque em larga escala contra os alvos militares pertencentes a Força Qods da Guarda Revolucionária Iraniana no território da Síria na noite desta quarta para quinta-feira dias 9-10 de maio. Quds é o nome em árabe para Jerusalém e Qods é a escrita em farsi, língua persa do Irã.

Segundo a nota oficial do porta-voz do IDF, os seguintes alvos foram atacados:

- Locais iranianos de operação de unidades de inteligência militar da Força Qods.

- Sistemas de inteligência associados à Força Quds (antenas, radares, estações de rádio e monitoramento digital e de frequências analógicas).

- Quartel-general de logística da Força Qods (coordena movimento de tropas, suprimentos, transporte de munições e transportes militares em geral).

- Base militar iraniana ao norte de Damasco (capital da Síria).

- Locais de armazenamento de armas, munições e outros equipamentos da Força Qods no Aeroporto Internacional de Damasco.

- Postos militares e armas pesadas da Força Qoods, instaladas na Zona Tampão entre a fronteira de Israel e o interior da Síria.

- O lançador de mísseis utilizado para disparar contra Israel no dia 9 foi destruído.

- As baterias antiaéreas sírias foram atacadas e dispararam contra os aviões israelenses mísseis. No decorrer da ação foram destruídas baterias, radares e sistemas de lançamento de mísseis antiaéreos SA5, SA2, SA22 e SA17 do exército da Síria.


Vídeo de um míssil israelense atingindo um caminhão com bateria antiaérea SA 22 na Síria.

Todos os aviões de Israel voltaram às bases em segurança. Segundo fontes russas, que monitoraram o ataque, a incursão foi realizada por 28 aviões que lançaram, pelo menos 60 mísseis. O IDF também declarou que o comando militar russo na Síria foi avisado do ataque israelense.

missil 3

O IDF declarou que o ataque foi em resposta ao lançamento de 20 mísseis no dia 9 contra bases militares no norte de Israel pela Força Qods. Todos foram interceptados pelas baterias do Domo de Ferro e nenhum atingiu o território israelense. Que por sua vez foi uma retaliação iraniana ao ataque israelense do dia 8 contra a base de Al Kiswa ao sul de Damasco onde estavam 200 modernos mísseis Fateh 313 iranianos (na foto acima) recém-chegados ao cenário da guerra. Estes mísseis são de ataque ao solo, com alcance de 500 km e precisão de alvo aprimorada. Ali, de onde estavam podiam atingir qualquer ponto do território israelense, jordaniano e até mesmo o Canal de Suez. Eram uma ameaça real e desestabilizadora. Existe uma informação não-confirmada de quem um brigadeiro-general da Guarda Revolucionária estaria entre os 7 mortos no ataques do dia 8. Com este, já passa de 26 o número de generais iranianos mortos na Guerra da Síria. Já se compreendeu que os oficiais superiores iranianos vão para o combate e para a frente de batalha.

Anunciando o ataque após sua realização, o ministro da defesa de Israel, Avigdor Lieberman anunciou que praticamente toda a infra-estrutura militar iraniana em território sírio foi destruída. “Se chover sobre nós, vocês serão afogados numa enchente”, declarou Lieberman.

Em termos de legislação internacional temos um caso mais complicado. Qualquer ataque israelense contra território sírio, ou sírio contra território israelense é permitido pois a Síria nunca assinou sequer o armistício da Guerra de 1948-49, estando os dois países em estado de guerra permanente desde então. Mas o Irã não está em guerra aberta contra Israel, apesar de latir há quase 30 anos que irá varrer Israel do mapa, apoiar financeiramente e politicamente o Hamas com ajuda do Catar (único país muçulmano sunita) aliado do Irã e ter implantado o Hezbollah em solo libanês durante os 25 anos em que a Síria ocupou o Líbano.

O cidadão ocidental precisa compreender que o Hezbollah recém vencedor das eleições gerais libanesas, não é libanês e sim iraniano. Hizb e farsi é partido, partido político. Existe uma tendência ocidental de publicar o nome Hizballah, erradamente como Hezbollah, para descaracterizar intencionalmente a relação o nome com Allah. Hizballah é tão somente o Partido de Deus, o braço político da Revolução Iraniana do Aiatolá Kohmeini, sendo um dos tripés do regime xiita. Os outros dois são o Conselho Supremo dos Aiatolás (clérigos, pois o regime é uma estranha teocracia-democrática) e a Guarda Revolucionária (um grupo militar acima do exército e todas as outras forças armadas do Irã). Por este aspecto, o Irã está em guerra não-forma com Israel há décadas.

E nos últimos quatro anos também está em guerra contra a Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Sudão, Barhein e UAE, travada em território do Iemen.

O ataque de hoje não significa o inicio imediato de uma guerra convencional entre Israel e Irã.

As reações internacionais são no mínimo curiosas. A Casa Branca condenou o ataque de ontem do Irã contra o norte de Israel e apoiou a reposta israelense de hoje. O novo secretário de estado norte americano, Mike Pompeo, declarou apenas o seguinte: “Causem danos à Israel e os Estados Unidos vão responder”.

O primeiro-ministro do Barhein, Al-Khalifa declarou que “qualquer país da região tem o direito de se defender” e apoiou o ataque israelense contra a presença iraniana na Síria. Jamais o Barhein, emirado árabe muçulmano sunita, havia apoiado uma ação do IDF.

O Hamas, apesar de ser muçulmano sunita radical, o grande apoiado pelo Irã xiita e que também ameaça desde sua criação como Irmandade Muçulmana de Gaza, matar todos os judeus de Israel, corajosamente apenas emitiu uma nota de repúdio ao ataque do IDF e o Hizballah, com seus 100 mil mísseis e vitória eleitoral no Líbano está quieto até o momento da publicação deste editorial.

Dentro de casa, o bizarro partido político Meretz, o 'psol de Israel' liderado atualmente pela parlamentar Tamar Zandberg declarou que irá "boicotar a inauguração da embaixada americana em Jerusalém". Assim é até melhor pois dispensa o governo de Netanyahu da vergonha de ser obrigado a convidar estes parlamentares. Mas pela verdade, precisamos declarar o seguinte: O inexpressivo Meretz com suas 3 cadeiras no Knesset é um partido de esquerda socialista fragmentado ideologicamente como PSOL. Existem os membros que querem o que acham melhor para Israel e também os que querem o melhor para os inimigos de Israel. Para entender quem é Tamar Zandberg, imagine o PSOL sendo presidido pelo Babá!

quarta-feira, 2 de maio de 2018

ENTEBBE DE PADILHA TINHA QUE TER ORIGEM PARA O ROTEIRO. VOCÊ VAI SE SURPREENDER COM O CERNE DA QUESTÃO.


por José Roitberg
O filme de Padilha tem o roteiro retirado do livro “Operation Thunderbolt: Flight 139 and the Raid on Entebbe Airport,” (2015) do professor doutor Julian Saul David pela universidade de Glasgow e professor da universidade de Buckingham. É considerado como uma das maiores autoridades em história militar e de forças especiais, com 12 livros publicados. A especialidade dele é analisar e explicar as tomadas de decisões feitas nos momentos cruciais no campo de batalha.
No livro, ele diz que Yoni Netanyahu (na foto) não tomou parte do planejamento de Entebe e que disparou contra um soldado de Uganda, contra as ordens do comandante da missão, quase fazendo o ataque falhar. O jornal Haaretz publicou em 24 de março uma entrevista com David Saul e o Haaretz elogiou o fato do filme não mostrar heroísmo das tropas de Israel. Ainda afirma que se Yoni não tivesse morrido, Israel não teria Bibi Netanyahu como político.
Não consegui descobrir se Saul David é judeu ou não, apesar do nome. Em nenhuma biografia dele é citada a religião ou a de seus pais.
A origem desta questão do livro de Saul David não é uma criação ou descoberta dele ou de suas pesquisas. Está mais para uma fraude acadêmica. O jornal israelense Yedioth Ahronoth, publicou um artigo no dia 2 de abril de 2007 (isto mesmo, há 11 anos atrás, e 8 anos antes do livro de Saul David), restabelecendo a verdade sobre o Raid em Entebe.
O artigo é baseado no material da jornalista Ariella Ringel-Hoffmanm que entrevistou 15 membros da tropa de elite Sayeret Matkal que estiveram em Entebe, no dia 4 de julho de 1976. Eles foram unânimes em afirmar que Yoni Netanyahu era o comandante da missão.
Os ataques contra Yoni vieram de outro participante da operação, Muki Betser, que por 20 anos (entre 1986 e 2006) afirmou que ele era o verdadeiro comandante da missão e não Yoni Netanyahu. Muki acusou Yoni de ter quase comprometido a missão com o tal disparo contra o soldado de Uganda como citado no livro de Saul David de 2015.

Assim, podemos claramente estabelecer uma linha de tempo para o livro de Saul David e o filme de Padilha. Saul David encontrou nas pesquisas dele as declarações publicadas pelo coronel Muki Betser ao longo de 20 anos e DECIDIU que estas declarações eram a expressão da verdade, construindo outra narrativa para a Operação Thunderbolt. Muki Betser encontrou acolhida para sua versão no jornal Haaretz, mas outras mídias israelenses o qualificaram como mentiroso e falsificador da história.
Os 15 membros da operação entrevistados por Ringel-Hoffman, desacreditaram todas as declarações de Muki Betser. Enquanto isto o jornal Haaretz de 16 de junho de 2006 (12 anos atrás) publicava um artigo assinado por Amir Oren onde se lê: "A dolorosa verdade, é que os comandantes de Netanyahu e seus amigos foram os primeiros a tentar esconder que a contribuição dele a operação foi marginal e negativa."
A pesquisa de Ringel-Hoffman também demonstrou que ao longo de 20 anos as declarações de Muki Betser mudaram, foram diferentes, e ilógicas.
É muito claro, hoje em dia, em que o papel de destruição do governo de Israel pelo jornal Haaretz e pela esquerda judaica é amplamente conhecido, que as ações de 2006 quando dos 30 anos de Entebe, para desmoralizar então o partido Kadima e o Likud foi uma destas atitudes horríveis, lesa-pátria e traidoras, promovidas pelos donos, funcionários e patrocinadores do Haaretz e 11 anos depois, esquecidas as origens da questão, o sr professor doutor Saul David a recoloca, desta vez em mídia mundial através do filme de Padilha, ovacionado pelo próprio Haaretz que muito justamente pode cantar vitória nesta questão.
O irmão mais novo de Yoni, Iddo Netanyahu, publicou em 2006 o livro "Sayeret Matkal at Entebbe: The Testimonies, Documents, Facts", com 718 páginas, já Muki Betzer escreveu o livro "Secret Soldier: The Autobiography of Israel's Greatest Commando," (Soldado Secreto: a Autobiográfica do Maior Comando de Israel), em 1996, no caso, ele mesmo é o maior de Israel.

quarta-feira, 28 de março de 2018

NESTA SEXTA-FEIRA OS PALESTINOS PODEM DAR O PASSO A FRENTE ESPERADO HÁ DÉCADAS E CRIAR UM PROBLEMA MUITO GRANDE PARA ISRAEL.

sniper-idf

por José Roitberg

Nesta sexta-feira temos Pessach e a Sexta-Feira Santa. Eu detesto o termo empregado normalmente pelos judeus de Pessach ser a Páscoa Judaica, para fazer os não judeus tentarem entender do que se trata. Em primeiro lugar, Pessach e Páscoa são momentos religiosos completamente diferentes e dissociados e se há alguma interação histórica, é a Páscoa que se trataria de um Pessach Católico, pois a Última Ceia de Jesus e seus apóstolos foi de fato um jantar de Pessach, já que todos lá eram absolutamente judeus.

O que isto tem a ver com os palestinos? Nada. Apenas uma data sensível, ótima para importunar os judeus.

O que está amplamente anunciado pelo Hamas para esta sexta-feira a a movimentação de um enorme número de palestinos da Faixa de Gaza para o seu lado da cerca na fronteira com Israel, para o início de seis semanas, anunciadas previamente, de protestos contra a inauguração da Embaixada dos EUA em Jerusalém, marcada para o dia 14 de maio.

QUAL SERIA O PROBLEMA DE MILHARES DE PALESTINOS VINCULADOS AO HAMAS EM GAZA ANDAREM ATÉ SEU PRÓPRIO LADO DA CERCA?

Em princípio nenhum problema. Podem ir lá com cartazes, com carros de som, gritar e cantar, protestar à vontade, pois estão no território deles.

Acontece que também é PRERROGATIVA EXCLUSIVA DOS PALESTINOS, criar um cenário de pesadelo há muito projetado: atravessar a cerca. Milhares de civis dispostos a morrer por Allah e alcançar o Paraíso que lhes é prometido através do martírio desde a mais tenra idade. Milhares de civis com seus filhos dispostos a derramar seu sangue por Jerusalém como lhes é ensinado nas escolas palestinas patrocinadas pela ONU há mais de 35 anos.

O cenário de pesadelo para Israel são civis, com suas camisetas brancas, ultrapassando a fronteira e andando Israel adentro.

O QUE FAZER?

Conversando com conhecidos ao longo dos anos eu sempre ouço uma resposta imediata: "mandar bala em todo mundo". Eu retruco: "Como? Você acha que se pode disparar contra milhares de civis e matá-los na frente de centenas de câmeras? Quantos soldados do IDF iriam se recusar a disparar?"

INFELIZMENTE, na minha visão militar e geopolítica, não há resposta satisfatória e no momento em que os Palestinos decidirem dar este passo além da cerca, a realidade do Oriente Médio irá mudar.

A Ética Judaica pode terminar na sexta-feira se o IDF atirar deliberadamente contra civis. Já receberam a ordem. Deixando claro: o tenente-general Gadi Eizenkot, chefe do Estado Maior do IDF ordenou o posicionamento de tropas dentro de Israel e a disposição de 100 snipers, atiradores de elite. As palavras exatas do general comandante, publicadas como citação dele na mídia israelense, são:

"Nós não vamos permitir a infiltração em massa dentro de Israel e danos à cerca, e certamente eles não irão chegar até nossas comunidades. As instruções são usar muita força. Nós colocamos no terreno mais de 100 snipers que foram movidos de todas as unidades militares, principalmente das forças especiais. No caso de perigo mortal, eles tem autorização para abrir fogo." O general também pediu que os manifestantes mantenham-se há 100 metros de distância da cerca.

NÃO SE PODE ASSUSTAR OU INTIMIDAR QUEM QUER MORRER

Por vezes eu penso que sou um imbecil por acreditar no Islã e no culto jihadista de martírio para aceder ao Paraíso. Mas eu apenas acredito no que os fundamentalistas islâmicos praticam abertamente na frente de todos. Eu apenas acredito no que eles publicam nas mídias deles. Eu apenas acredito nos discursos e práticas dos incentivadores dos martírios e também nas confissões dos mártires que não morreram e estão na prisão.

Da mesma forma que tomei pedradas virtuais ao defender que Israel não pode adotar a pena de morte para os terroristas que não morrerem em ação de matar israelenses, pois isto apenas completaria a missão de martírio deles, eu PRECISO GRITAR AQUI que abater civis palestinos que invadam Israel na sexta-feira É FAZER EXATAMENTE O QUE O HAMAS ESPERARIA QUE O IDF FIZESSE e é tornar o plano de martírio o mais bem sucedido da história.

Ninguém da Faixa de Gaza com até 40 anos de idade, que foi educado abertamente para o martírio pode ser intimidado com a perspectiva de tomar um tiro de fuzil se atravessar a cerca. Vão fazer isto de livre e espontânea vontade, com fervor religioso (coisa que o Ocidente não acredita apesar de todos os filmes e documentários produzidos e divulgados, como Sementes do Ódio, ainda numa época que nem existia DVD, ou Obsession).

EU NÃO QUERO VER O MUNDO MUDAR NA SEXTA-FEIRA

Eu não quero que a visão radical entre o Povo Judeu prevaleça neste caso. Eu não quero que por falta absoluta de outras alternativas, que não seja a do gatilho os judeus no mundo inteiro passem a ser condenados. Eu não quero que os palestino muçulmanos sunitas se imolem nas balas disparadas por judeus para derrotar os judeus.

Eu quero que mandem muito gás lacrimogêneo, muito spray de pimenta ou aquele spray fedorento que o IDF usa e ninguém suporta o cheiro, muito jato d'água e tinta, mas que não se dispare contra os palestinos civis que cruzem a cerca deliberadamente.

VAI ACONTECER SÓ NA FAIXA DE GAZA?

Se o planejamento foi inteligente, irá acontecer em frentes múltiplas, em Jerusalém, na altura de Natânia, e em outros pontos vulneráveis de Israel. O IDF já havia anunciado na semana passada que não iria permitir o acesso de homens em idade militar á Esplanada das Mesquitas nesta sexta-feira.

É preciso contar também com a certeza de que vão estar entre os civis, soldados armados do Hamas não só para proteger seu próprio povo como também para, deliberadamente através de ordens ou de ação individual inciar um tiroteio que levaria as tropas do IDF a responder.

Nos últimos dias houve incidentes intencionais de infiltração pelo Hamas, com características de martírio. No mais recente, três soldados do Hamas atravessaram a cerca durante a noite, armados com fuzis e granadas. Uma patrulha do IDF descobriu as pegadas deles e foi atrás. O combate rápido onde os três foram abatidos aconteceu há 20 km dentro do território israelense. A impressão que se tem é de que esta era a missão deles, pois atacar comunidades em território israelense já poderia ser feito a partir de 400 ou 500 metros da cerca apenas.

Quando os judeus brasileiros começaram a se preparar para o jantar de Pessach desta sexta-feira, tudo já terá a acontecido. Vamos torcer para que os palestinos mantenham o seu recorde serem os que nunca perdem a chance de perder uma chance e que o protesto seja muito visível, muito divulgado no mundo inteiro, mas todo do lado deles da cerca.

segunda-feira, 19 de março de 2018

RIUSTON, WE RÉVE A MÁRTIR!!!

por José Roitberg

Há uma coisa que eu sempre deplorei no PSOL: a burrice de pretender implantar um sistema socialista comunista no Brasil, que serve apenas para eles próprios correrem atrás dos rabos deles.

Há uma coisa que eu sempre admirei no PSOL: são vários de sues membros, professores de história como o Chico Alencar, Renato Cinco, Prof, Tarciso, Marcelo Freixo e o Jean Willys. A exceção deste último, todos do Rio de Janeiro.

São pessoas muito inteligentes. Conheço o Chico, o Cinco e o Tarciso.

E a liderança do PSOL que está preservando seu estranho pré-candidato à presidência, o filósofo mais stalinista que marxista Boulos, que está impedido de comentar sobre Marielle, foi excepcionalmente capaz de rapidamente transformar uma vereadora inexpressiva em mártir política.

PC Farias não foi transformado em mártir. Celso Daniel não foi transformado em mártir, numa execução até que parecida com a de Marielle. Eduardo Campos não foi transformado em mártir. Teori Zavascki não foi transformado em mártir. JK não foi transformado em mártir.

Se formos analisar a política brasileira veremos que a figura do mártir político permanente, parece ter se esgotado com Getúlio Vargas. De lá para cá, talvez centenas de políticos já tenham sido mortos no Brasil. Basta atentarmos para os dados publicados de 40 prefeitos e vereadores mortos em 2017. Não imagino que 2016, 2015, 2014 etc tenham sido muito diferentes e a contar de Vargas, vão aí já uns 70 anos de crimes políticos.

Qual é a diferença entre a executada friamente Marielle e todos os outros? O partido se aproveitou da oportunidade. Isto é errado ou antiético? Eu creio que não. E está sendo muito bem feito.

Mas o PSOL está usando a mídia, principalmente um espaço que as organizações Globo resolveram lhe dar, será que pela audiência, será que por alinhamento político eleitoral, para fazer uma tremenda propaganda política de exposição de seus membros e de como o PSOL é "bom, politicamente e socialmente correto", num momento em que a propaganda eleitoral não é permitida a candidato ou pré-candidato algum.

O PSOL também está usando a mídia afirmando que irá cassar as pessoas que criaram ou divulgaram notícias ou informações falsas sobre Marielle, acusando-as por "calúnia e difamação". Mas vejamos aqui uma questão fundamental. Na lei brasileira em vigor calúnia e difamação são crimes de ação privada por pessoa física, ou seja, apenas o caluniado ou o difamado podem entrar com a ação e prestar a queixa. Na lei brasileira mortos não tem os direitos do vivos. Não existe calúnia e difamação contra morto! Calúnia é mentir sobre uma pessoa. Difamação não é falar mal de uma pessoa, mas IMPUTAR CRIME a uma pessoa. Nos posts que diziam erradamente que Marielle foi casada com Marcinho VP ou que tem relações com criminosos, obviamente não há a imputação de crime à Marielle.

Não é crime casar com criminosos. Não é crime ter amigos criminosos ou bandidos, fosse assim os amigos dos condenados na Lava Jato já estariam trancafiados também.

Os advogados do PSOL ou os tais 'voluntários' deverão procurar seus direitos, não mais os direitos da falecida, nos Casos Difusos, que são uma legislação mais vinda da cabeça do juiz.

Sempre que o Fantástico fala sobre armas, fala merda! Acho que é intencional. Neste domingo tivemos um "especialista" afirmando que foi usada uma pistola 9 mm que dá rajada e que só alguém com treinamento militar ou policial saberia utiliza-la. Milhões de pessoas ouviram isto e aceitaram, afinal a Globo tem 100% de credibilidade na cabeça de todos, o Fantástico tem 1.000% de credibilidade, e como não aceitar a palavra de um perito? Não interessa a ninguém que a polícia não use pistolas que dão rajadas e as forças armadas muito menos. Na questão técnica de um assassinato cometido de forma correta ou errada, basta dizer que 4 tiros acertaram a vítima e 9 tiros erraram a vítima, o que não se pode determinar como algo profissional ou bem feito.

Mas o que continua me chamando a atenção para o martírio de Marielle são os motivos. Qualquer crime tem alguma motivação. Quem mais se beneficiou do assassinato da vereadora é seu próprio partido. Quem assume a vaga dela é o primeiro suplente Babá que teve apenas 6.661 votos, o queimador de bandeira de Israel quando era deputado federal pelo PT. As imagens foram divulgadas com orgulho nas mídias sociais dos próprios manifestantes à época dos fatos.

Aliás, você sabe que Baba (João Batista Oliveira de Araújo) queimou a bandeira de Israel numa manifestação a favor da Palestina, não é? Mas será que você sabe que ele fez isto pelo menos duas vezes em duas manifestações diferentes? Veja nas fotos como as camisetas que ele usa e as bandeiras queimadas são diferentes.

baba queimando bandeira de israel 2

baba queimando bandeira de israel

ATUAÇÃO PARLAMENTAR DE MARIELLE ATRAIRIA UM ASSASSINATO POLÍTICO?

Tratava-se de uma vereadora em início de mandato, com apenas 15 meses no cargo. Sendo eleita por 46.502 votos, representa isto apenas 0,6% da população do município do RJ. Apresentou 16 projetos de lei e dois já foram aprovados como leis. Um deles regula os mototaxis nas favelas, o que é positivo para aquelas comunidades, e outro diz respeito aos contratos na área de saúde entre a prefeitura e OSs (Organizações Sociais de Saúde). Algum dos dois seria motiva para eliminar e vereadora? Dentro da corrupção que parece haver com as OSs, deveria existir uma linha de investigação aí.

E as outras 14 propostas? Alguma delas seria o suficiente para lhe custar a vida? Quatro deles eram para instituir "dias de luta", dias político-sociais para defender ideias. Nada demais aqui.

Há apenas mais um que mexe com muito dinheiro: o fim da renúncia por parte da prefeitura da cobrança de ISS das empresas de ônibus que já estão sendo investigadas em outros casos de desvios e corrupção.

Todos os outros projetos de Marielle são especificamente positivos dentro de uma agenda social ampla.

Dai a acreditarmos que operadores de OSs e empresários de Ônibus prefeririam matar uma vereadora à corrompe-la ou outras pessoas chave para evitar seus prejuízos parece bem fora do padrão brasileiro.

Desta forma, continuo sem enxergar, na atuação parlamentar em vida de Marielle algo negativo à sociedade, ou algo que mexesse com interesses grandes demais e levasse alguém a colocar em prática um plano relativamente complexo, envolvendo de quatro a cinco criminosos para a execução. Outros vereadores e deputados do RJ já provaram leis que mexeram com interesses muito mais poderosos que os iniciados por Marielle e não foram abatidos nas ruas por causa disto.

E o plano de execução de Marielle tem um erro clássico. Ao envolver de 4 a 5 pessoas diretamente nele, é muito provável que algum deles fale, que alguma pessoa ouça e denuncie ou que todos eles sejam, por sua vez, executados como queima de arquivo.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

JOVEM QUE FEZ AMEAÇAS AOS CENTROS JUDAICOS DOS EUA TENTA FUGIR DO TRIBUNAL EM ISRAEL.


jovem que fez ameaças telefonicas para os EUA em 2017-1024x640

por José Roitberg

Você lembra daquela "aumento sem precedentes do antissemitismo nos EUA" no início de 2017, quando havia várias ameaças diárias de bombas contra centros comunitários judaicos, sinagogas, instituições beneficentes e outras? Os Democratas entre a Comunidade Judaica Norte-Americana desde o primeiro telefonema ameaçador, acusavam os "nazistas apoiadores de Trump", então recém-empossado, por atacar as instituições judaicas.

Aí, o FBI, investigando corretamente, apesar da pressão burra e exposição xenófoba na mídia, encontrou o primeiro autor de um grupo de telefonemas ameaçadores. Tratava-se de um jornalista negro (e é preciso tipificar, neste caso, pois isso é importante no contexto), conhecido por ser autor de Fake News, já tendo sido demitido de empresas da mídia por causa disto, que decidiu incriminar uma ex-namorada branca, ameaçando em nome dela, fazendo-a ser considerada nazista, quando ela não era.

Os Democratas e a esquerda, uns preferiram não acreditar em primeiro momento e outros preferiram ignorar completamente. O sujeito já foi preso e vai ser colunista do jornalzinho da cadeia por vários anos.

Mas depois da prisão dele, as ameaças continuaram até que uma ação conjunta do FBI com a segurança digital da polícia de Israel achou o responsável pela imensa maioria das ameaças. Para surpresa do mundo judaico que se interessa por isto e para desespero dos detratores de Trump, não era um neo-nazista, mas um jovem, então com 17 anos, com dupla-cidadania, americana e israelense que vivia na cidade de Ashdot, no litoral entre Israel e Faixa de Gaza.

Ao mesmo grupo de pessoas que ignorou ou não aceitou a prisão anterior do jornalista norte-americano, juntou-se uma gama de outras pessoas, daquelas que acham que em Israel não tem nada de errado e não tem gente ruim, maluca ou criminosa, como existe em todas as sociedades do mundo.

Pois bem. No dia 5 de fevereiro, o jovem, hoje com 18 anos, e mantido preso já há vários meses em Israel, foi a uma audiência para ouvir as acusações contra ele no tribunal e ser dado o início ao seu processo. A mídia israelense, tanto a boa quando a má, insistem em chamar o sujeito de 18 de "teenager", adolescente, quando pelas leis de tudo quanto é país, inclusive as de Israel, é um adulto. Pessoalmente eu não entendo a campanha mundial já de mais de 10 anos para caracterizar a adolescência até os 23 anos de idade, como propõe hoje alguns cientistas que parecem não ter nada de útil para fazer.

Ao terminar a audiência, o jovem, cujo nome, e foto, estão em segredo de justiça por ordem do juiz do caso, ao passar da porta do prédio para o estacionamento, resolveu fugir algemado. E aí tem gente que ainda reclama da corrente nos pés do Cabral. Não é tortura! É para não tentar fugir. Correu mais de 100 metros até que seus guardas se jogassem sobre ele, metendo sua cara no concreto, o que foi bem merecido. A imagem da fuga existe pelas câmeras de segurança da Corte Distrital de Jerusalém.

Mas agora, temos as acusações formais e isto irá surpreender a todos os leitores e são as seguintes:

1) 245 telefonemas com ameaças à instituições judaicas e escolas judaicas nos EUA, aviação civil, entre janeiro e março de 217. Para fazer isto, ele usou um serviço de chamadas telefônicas pela internet com capacidade de disfarçar a voz de quem fala e manter a identidade em sigilo.

As ameaças tiveram também um custo financeiro, Vários aviões de passageiros precisaram descartar combustível e fazer pousos de emergência em outros aeroportos, caças militares decolaram para escoltar aviões ameaçados, escolas precisaram ser evacuadas, polícia, esquadrões anti-bomba, corpo de bombeiros e FBI precisaram ser acionados além de outras situações caóticas individuais causadas pelas ameaças.

2) 28 acusações de fazer ameaças telefônicas e dar falsas informações à polícia da Flórida.

3) 3 acusações de ameaça telefônicas na cidade de Atenas, na Geórgia (EUA).

Até o momento ainda não existem acusações relacionadas com ameaças telefônicas feitas por ele no ano de 2016, que principalmente atingiram companhias aéreas da Europa e da Austrália.

A defesa e a família, alegam que o jovem é VÍTIMA e não autor, por ter um tumor cerebral e estar no que é considerado pela medicina como dentro do espectro do autismo. O advogado dele declarou no Canal 10, da TV israelense que o rapaz tentou cometer suicídio por cinco vezes em duas semanas, em maio de 2017, já preso, mas a polícia israelense não confirmou.

A foto é dele com a mãe na audiência do dia 5. As fotos podem ser tiradas, mas os rostos não podem ser mostrados, enquanto a ordem de embargo judicial à mídia estiver em vigor.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

PENA DE MORTE PARA TERRORISTAS EM ISRAEL É UM ERRO GRAVE E BIZARRO

ludwigsburg-prison-guillotine-13
Na imagem horrível deste post, temos uma gravura germânica da Idade Média, mostrando como era a pena de decapitação na prisão de Ludwigsburg, pequena cidade ao norte de Stuttgard, que conta com um museu sobre tal prisão.


por José Roitberg

Começo logo dizendo que desta vez vou ELOGIAR os hareidim que mesmo estando na coalizão do governo que não aceitam, recusaram-se a votar a favor de uma nova lei que permitiria aplicar a pena de morte a terroristas que cometerem assassinatos em Israel.

Agora, em segundo lugar vou repudiar os hareidim pelo motivo que levou ao partido United Torah Judaism a se abster de votar com seus seis parlamentares. Não houve questão teológica ou geopolítica alguma, mas apenas uma queda de braço por que o ministro da defesa Avigdor Lieberman, apoia uma outra lei que permitiria supermercados ou mercados que quisessem de abrir aos sábados.

A primeira votação foi apertada, com 52 a 49 a favor da proposta do governo. Notes que a bancada governista possui 66 parlamentares. A legislação foi apresentada por Avigdor Lieberman, do partido Israel Beitenu (Israel é Nosso Lar).

POR QUE A PENA DE MORTE PARA TERRORISTAS HOMICIDAS SERIA UM ERRO GRAVE DA POLÍTICA ISRAELENSE?

O primeiro motivo mais óbvio e que está sendo descartado completamente pelo governo de Bibi Netanyhu é que morrer na ação de matar judeus É O DESEJO do terrorista. Ele só se torna mártir, com os favorecimentos divinos islâmicos a ele e aos parentes dele no Paraíso do Profeta se morrer! Portanto, executar o terrorista que não morreu na ação É COMPLETAR A MISSÃO DELE e retirá-lo da condição humilhante de estar preso pelos judeus e não ter sido capaz de realizar seu ataque conforme planejado, e elevá-lo a condição de mártir do islamismo sunita. Apenas esta definição deveria ser suficiente para sequer se pensar em criar tal lei.

O segundo motivo é tão óbvio quanto o primeiro e pode MOTIVAR UM AUMENTO DAS AÇÕES TERRORISTAS. A pena de morte DEVERIA desestimular os homicídios. Eu já fui muito a favor da pena de morte, mas já compreendi que em país algum onde ela é aplicada, desestimulou qualquer dos crimes onde ela possa ser o termo judicial final. Não há diminuição do número de homicídios dos EUA devido à pena de morte. Não há diminuição do tráfico de drogas para os países muçulmanos asiáticos devido à pena de morte. Não há diminuição da corrupção na China devido à perna de morte, com o agravante singular de ser cobrada financeiramente da família do executado o preço da bala que lhe foi disparada na nuca. E a pena de morte nunca foi fator deterrente do crime capital porque o criminoso sempre tem a certeza de que não será preso. Então a pena não o assusta. No caso do terrorismo islâmico sunita, não se pode assustar com a pena de morte quem deseja morrer. É preciso que ocidente compreenda a mente islâmica árabe sunita, especificamente. Funciona em outras condições CNTP. São diferentes mesmo, de nós. Nossas soluções não servem para eles. Ao definir que o terrorista homicida que sobreviver ao ataque será ou poderá ser excetuado após julgamento, apenas se dá INCENTIVO A NOVOS ATAQUES, com a certeza do martírio ritual antes, durante ou depois do ataque.

O finalmente o terceiro motivo. Eu tive amigos carcereiros em Israel. Fizeram o serviço militar e se voluntariaram para este trabalho horrível e necessário em qualquer sociedade. Um deles, é até um rapper de sucesso lá na Terra Santa. Conversei com ele e perguntei qual judeu gostaria de ser um carcereiro. Ele disse ser um deles, mas não conseguiu definir o motivo exato. Talvez tenha composto já uma letra a respeito disto. Então a terceira obviedade é: qual é o judeu que gostaria de ser mecier guillotin? Qual judeu que gostaria de ser o executor mór do Estado? Isto simplesmente NÃO COMBINA nem com a filosofia judaica, nem com o judaísmo religioso, nem com o momento atual da sociedade israelense e mundial.

Fôssemos nós como os jihadistas do Estado Islâmico, haveria fila de candidatos. Mas eu espero que a lei não seja aprovada e caso seja e entre em vigor, que nenhum judeu se candidate a ser executor judicial pelo Estado de Israel. Isto seria uma vergonha que existe em outros países, inclusive em países amigos e inimigos de Israel que não precisamos trazer para dentro do judaísmo do século 21.

Existem cada vez mais judeus nas mídias sociais e no mundo real clamando que 'nós' devemos ser iguais a 'eles'. Se enforcam no Irã, se cortam cabeças na Síria e no Iraque, se tem pena de morte no Egito, então nós temos o direito de fazer a mesma coisa.

Não temos não. Judeus não enviam seus rabinos para o cadafalso de forcas ao lado dos executados ou para as guilhotinas, mantendo Deus ao lado do punido. Isto simplesmente não faz parte do judaísmo e qualquer pessoa que pretenda que isso se torne parte do judaísmo é uma pessoa que perdeu suas raízes e sua coerência como ser humano. Seja um zé mané, seja um Avigdor Lieberman.