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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Pretexto Fundamental

Para entender o levante salafista islâmico atual contra os Estados Unidos em diversos países árabes é preciso compreender e rever alguns fatos. O primeiro deles é que NÃO é um levante atual, mas parte da Guerra ao Terror iniciada em 11 de setembro de 2001, pelo Terror.

Por quase dois dias, foi gerado um cenário antissemita difícil de desfazer quando o diretor verdadeiro do filme "Inocência do Islã", Nakoula Basseley Nakoula, 55 anos, cristão copta (ramo cristão egípcio que já foi violentamente atacado pela Irmandade Muçulmana hoje no poder), se declarou "judeu-israelense" com o pseudônimo de Sam Bacile ou Nicola Bacily ou Erwin Salameh E OUTROS, conforme informação do Tribunal Federal da Califórnia. Portanto, o cristão copta é um estelionatário conhecido das autoridades norte-americanas. O auto-proclamado porta-voz do filme é Steven Klein, apresentado como consultor. Ele pretendeu a notoriedade e fama defendendo o bacilo...

A mídia brasileira, vivendo de notas de agências internacionais ainda não sabe exatamente quem é este Klein. Mas uma pesquisa de 2 minutos pelo Google revela tudo.

De cara, qualquer um diria e os muçulmanos e a esquerda estão dizendo: "Olha só como tem judeus envolvidos na blasfêmia", até porque há uma CERTEZA incutida pelos governos árabes e muçulmanos, e pela propaganda de esquerda internacional, ao longo de mais de 60 anos de propaganda antissemita covarde de que os "Judeus Controlam Hollywood", logo, um filme contra o islã tem que ser "judeu". Ainda mais quando um "Klein" declara de forma SAFADA que o filme foi financiado por 500 judeus!!! Isso circulou o mundo rapidamente e NENHUMA mídia irá desmentir. Está amplamente divulgado nas mídias brasileiras. Pelo contrário, as mídias dos governos de esquerda e muçulmanos vão INCENTIVAR esta compreensão.

O nome verdadeiro do segundo crápula antissemita é Steven Anthony Klein. Não é judeu. Com 61 anos ele viveu no Texas e em Utah. Steven Anthony Klein foi fundador, secretário e ensaísta de um grupo chamado "Courageous Christians United" (Cristãos Corajosos Unidos), ativo desde 2007, cuja retórica é atacar os muçulmanos e os mórmons (vertente do candidato republicano Mit Romey). Este Klein também fundou outro grupo, chamado "Concerned Christians for the First Amendment" Cristãos Preocupados com o Primeiro Artigo (da Constituição Americana, a liberdade de expressão, liberdade religiosa), cujo foco é anti-islâmico. O CAIR (que é a entidade de representação política dos muçulmanos americanos) já havia entrado com queixas contra dos grupos de Klein pela distribuição de folhetos contra os muçulmanos nas ruas da Califórnia.

Um pequeno jornal da costa oeste americana escreveu sobre Steven Anthony Klein: ele é um ex-fuzileiro naval que acredita que a Califórnia está cheia de célula muçulmanas que estão esperando a ordem para começar a matar aleatoriamente quantos americanos puderem, "eu sei disso e estou me preparando para responder aos tiros."

Em 2004 Steven Anthony Klein criou uma empresa chamada Middle East Experts Team (Equipe de Especialistas em Oriente Médio) e, aparentemente através dela, se autoproclamou o conselheiro técnico do filme de Nakoula Basseley Nakoula, o que provavelmente é verdadeiro.

Estamos diante de um ataque de radicais cristãos contra o islã. Mas o islã não é o judaísmo. Ontem circulou um cartum que mostrava um árabe pichando um judeu ortodoxo estereotipado cheio de sangue e demoníaco e uma criança pichando um Maomé bonitinho. O árabe gritava: "Você não sabe que isso é ofensivo?" Essa é a verdade neste caso. O judeu endemonizado fere a sensibilidade de poucos judeus, como a minha, por exemplo. A massa judaica não se importa. A massa judaica recebe este tipo de agressão há tantos séculos, não anos, mas séculos, que simplesmente não se importa. O Estado de Israel não se importa, considera liberdade de expressão.

E não nos importamos por quê? Porque como minoria imprensada nos guetos, sujeita a todo o tipo de leis discriminatórias e sem fazer parte dos exércitos, os judeus aprenderam a se calar para tentar sobreviver. Hoje a realidade é outra, mas o "cale-se" é tão arraigado que permanece. Os judeus que gritam são taxados de idiotas.

Qualquer livro de memórias sobre os judeus da Polônia, quando a comunidade era de 3,5 milhões, um terço da população do país traz: "... se um goy xingar você, roubar você, bater em você, não reaja... se reagir ele irá matá-lo... melhor ficar vivo para ser roubado novamente..." Isso quando éramos 1/3 do povo. Como minorias muito pequenas, nossa voz pouco importa.

Mas os muçulmanos são maioria e uma maioria enorme. Não lhes faltam nem armas descontroladas a nem apoio de aparelhos completos de Estado com exércitos complexos, forças aéreas, marinhas, forças especiais, serviços secretos, mísseis, armas nucleares, reatores nucleares, mídia controlada, sucessões controlada e petróleo. Sendo uma maioria destas eles podem fazer o que bem entenderem e o mundo vai continuar a se curvar, com poucas alternativas. Um cartum que demoniza um "judeu genérico" é uma coisa. Um filme que mostra Maomé desnudo fazendo sexo com um monte de mulheres e outra coisa.

O islã não está preocupado com a demonstração do caráter sanguinário de seu profeta contra os infiéis. Até aplaude isso. Mas numa teologia que não permite mostrar rostos, sequer mãos ou pés do profeta e seus seguidores originais (teologia sunita, pois na xiita mostram) as cenas de seios, coxas, peitos e sexo são um OFENSA CAPITAL, e a pena será se morte.

O ocidente tenta cobrir e compreender estes fatos com uma mentalidade ocidental, mas o problema é árabe muçulmano. A mentalidade é outra. O sistema de referências é outro. São condições normais de temperatura e pressão alienígenas às nossas. Nos países sem liberdade de expressão a liberdade de expressão é passível de pena de morte sumária sim. E se não se pode matar quem fez, que se mande um recado.

E aí é que precisamos entender que os ataques iniciados no dia 11, por salafistas (ideologia radical muçulmana criada na Arábia Saudita e apoiada pelo Estado) não tem a ver com o filme. O filme é um pretexto. O trailer de 14 minutos foi colocado no YouTube no dia 2 de julho. A legendagem em árabe chegou em meados de agosto e o ataque foi em 11 de setembro. Não há conexão. A Google removeu ontem o vídeo legendado em árabe.

Neste caso a Google deveria remover a versão em inglês também, pois a morte dos diplomatas americanos está se tronando lucro para Nakoula e Anthony. Há menos de 15 horas, o vídeo tinha sido visto por pouco mais de 250.000 pessoas. Hoje, com o caso estourado, já passou de 1.330.000 views. A mensagem do filme está sendo difundida de uma forma muito maior do que poderia ter sido. Segundo o diretor o filme foi passado na íntegra apenas uma vez e havia "um punhado de pessoas no cinema."

Salafistas são a Irmandade Muçulmana e a Al Qaeda. Qualquer ataque terrorista tem como característica o momento político local, a oportunidade, a surpresa e a cobertura. Neste caso, a cobertura é o filme, o momento político é o do poder nas mãos dos Salafistas e um mundo árabe sendo varrido por essa agenda. A surpresa é o ataque de uma forma inteligente que não pode ser retaliado, em princípio. Não há grupo específico atacando. Há grandes grupos populares atacando embaixadas americanas, com pouca ou nenhuma reação das polícias locais. A Al Qaeda criou uma forma inteligente de marcar seu território, pois parece que ninguém está impressionado com as centenas de mortes promovidas pela Al Qaeda no Iraque ao longo de agosto e neste início de setembro. É preciso que eles matem americanos para dar o recado. Deram.

Resta ainda um ponto. É prerrogativa dos regimes árabes e muçulmanos a produção de filmes e séries de TV ofensivas. Eles PODEM publicar Shatat, Zara Blue Eyes, Horseman Whitout a Horse, e todos os outros filmes com enredo baseado no Protocolos dos Sábios de Sião que quiserem. Podem vilanizar e demonizar os judeus à vontade. Podem exibi-los nas noites do Ramadã para incitar centenas de milhões de pessoas no ódio aos judeus, ano após ano. Eles podem fazer isso por serem amparados por seus governos, parlamentos, clérigos, milionários e população.

Nós não podemos. Não somos amparados por nada ou por ninguém. Os judeus que se insurgem contra esse massacre promovido pela mídia islâmica são apenas judeus idiotas.

José Roitberg - jornalista idiota

Obs: "idiota" é um sujeito com pouca inteligência. A pouca inteligência no caso é atribuída pela massa imbecil, aos que não se comportam como ela.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

AMIA – O Que Perdemos?

O tempo passa e um evento que foi marcante e definidor para os adultos de 1994, é uma história chata e incômoda para quem tinha menos de 15 anos na época.

Uma geração que hoje está abaixo dos 32 anos de idade, não viveu o atentado, apenas viveu os lamentos, as recordações e a impunidade.

Não se comovem com as imagens de época e não se emocionam com as mesmas manifestações choradas a cada dia 18 de julho.

A tragédia individual mantida no seio das famílias das vítimas fatais e no corpo mutilado dos feridos não é tragédia nenhuma para os outros jovens na Argentina.

E fora de lá então? Poucos realmente sabem o que foi o atentado e se importam com o que é.

Quem mata judeus fica impune

Em entrevistas dada à TV argentina vimos vários jovens judeus marcados profundamente pela sensação de que há impunidade para quem mata judeus, em todo o mundo, não apenas na Argentina. Isso é uma distorção muito grande e mostra uma comunidade em parte fechada em si mesma. Uma geração que cresceu refém de seu mortos velados, enterrados, mas que ainda não estão em paz.

Ao longo destes 17 anos não cessou por um instante a pressão antissemita num país que abrigou nazistas originais, abertamente antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial.

Um país onde o fürher local, Alessandro Biondini, cujo partido nazista, travestido como Partido Nuevo Triunfo, foi banido por falta de coeficiente eleitoral, disputou a vereança da capital nestas últimas eleições.

Tá certo, foi varrido por um rabino fundador de uma instituição de lembrança do caso AMIA, com 45% do total de votos para a câmara.

Isso mostra uma Argentina de momento, em que a população nada tem contra judeus. Mas são centenas de incidentes antissemitas relatados anualmente na Argentina sobre os quais se coloca o peso dos mortos e feridos há 17 anos e não permitindo uma ação contundente sobre os problemas atuais.

AMIA derrubada – Muros levantados

Mas o ataque no centro de Buenos Aires não destruiu apenas os dois lados daquele quarteirão, naquela rua.

O atentado desencadeou uma já esquecida onda antissemita mundial. Na Argentina foram milhares de pedidos de cidadãos não-judeus para que o governo removesse as instituições judaicas, as escolas, as sinagogas, as creches, bibliotecas e assistenciais de suas vizinhanças.

Apavorados, os argentinos não-judeus não queriam morrer quando terroristas viessem matar judeus. Até porque dos 85 mortos, 33 eram cristãos, 22 estavam na rua e 26 eram funcionários da AMIA.

Esse movimento durou quase dois anos. A AMIA precisou entrar na justiça para reconstruir seu prédio, pois os vizinhos tentavam impedir a todo custo.

Em várias cidades aconteceu a mesma coisa, inclusive em São Paulo e no Rio. O caso melhor documentado foi o dos moradores de Ipanema, onde existe a sinagoga Agudat Israel, hoje totalmente remodelada e moderna, enclausurada no meio de um quarteirão. Eles achavam que os terroristas poderiam explodir a todos para atingir a sinagoga e exigiram sua remoção à prefeitura, o que não aconteceu.

E foi também este atentado de 1994 que originou a necessidade dos muros contra bombas e carros-bomba que cercam as instituições judaicas em quase todas as cidades.

Toda essa geração com menos de 30 anos, cresceu numa comunidade onde as sinagogas não são vistas da rua, onde sua bela arquitetura deu lugar a muros horríveis, seguros e necessários, onde as escolas parecem presídios.

Uma realidade terrível, mas que não existia antes disso.

E estas obras, pelo menos no Brasil, tiveram que ser conquistadas na justiça, pois prefeituras não queriam permitir que os judeus se protegessem de forma "agressiva" como consideravam na época.

Em casos emblemáticos em São Paulo, moradores procuraram a lei para impedir que as sinagogas tivessem floreiras anti-bomba, alegando que abrir as portas de seus carros era mais importante que a vida dos judeus. Em momento algum se conseguiu uma bobagem: que o estacionamento nas fachadas de sinagogas fosse proibido. Meia dúzia de vagas aqui ou ali, não podem ser “retiradas do povo.”

Processo para não ser julgado

Hoje, vemos um processo judicial completo, talvez tornado ilegível intencionalmente.

Não há como nenhum promotor ler ou tabular dados encontrados ao longo de 45.000 páginas A4. Uma bíblia católica tem em média 1.357  páginas de dimensões menores. Assim você pode ter uma noção da proporção assustadora de depoimentos e dados, e provas de um caso que muitos ainda afirmando que não há pistas e que não se consegue encerrar.

Manobra inteligente do Irã

A intenção da entrada do Irã como parceiro  na apuração, elogiada temerariamente pelo ministro das relações exteriores portenho, Héctor Timerman, pode ser a manobra diplomática que fará o caso se estender por mais uma geração.

Não é preciso ser um gênio jurídico ou diplomático para perceber que a entrada oficial do Irã no caso deverá ter como exigência o acesso à totalidade do processo para análise dos juristas e investigadores iranianos.

Isso significa a descoberta e contratação de tradutores juramentados de espanhol para farsi e a tradução, impressão e cópia destas 45 mil páginas, mais dezenas de milhares de páginas de depoimentos e trnascirções de gravações.

Ou seja: anos de trabalho só na tradução. Depois vem a leitura, análise, investigação e o empurra da impunidade enquanto o Irã efetivamente participa das investigações. Talvez o regime dos aiatolás caia antes desse processo terminar.

Israel não liga para a AMIA

Decidi publicar este texto em 18 de agosto, passado exatamente um mês do 17º aniversário da tragédia para ver se os factóides daquele momento persistiam ou se fala de AMIA apenas em torno do dia 18 de julho e deixa-se para lá o resto do ano. Deixa-se para lá, realmente.

Não há nenhuma mobilização nem das comunidades judaicas dos países do Mercosul ou da poderosa americana ou de nenhuma das européias para perssionar pela definição do caso. E Israel? Ficamos aqui a pular por Guilad Shalit, mas você viu ou ouviu falar de algum evento em Israel sobre as vítimas da AMIA ou mesmo, sobre as 250 vítimas do ataque à embaixada de Israel em Buenos Aires ocorrido em 1992 – certamente com os mesmos autores? Não viu? É porque NUNCA houve!

A desgraça dos judeus latino americanos não interessa aos israelenses. Não há manifestação nem nos nichos de imigração argentina na Terra Santa.

E se ficarem, um punhado de argentinos na rua – digo um punhado porque 2 ou 3 mil pessoas numa comunidade de 200 mil é um punhado – reclamando uma solução enquanto o mundo judaico nem liga mais, o evento deixa de ser histórico para ser bizarro.

E nas manifestações dos últimos anos na Argentina, bem como as pífias manifestações pró-Shalit atuais o alvo está sempre errado. Se pronuncia pela libertação de Shalit ou contra o governo argentino. Mas as manifestações tem que ser contra os palestinos, contra o Hamas, contra o Hezbollah e contra o Irã.

Viva-se ou Foda-se

Só que os judeus não sabem se manifestar. Espero que o amigo de Facebbok que escreveu o que vou dizer esteja lendo isso. Faz alguns dias que um não-judeu de minha lista mandou um simples: “Viva o Sionismo!” BRAVO AMIGO! Você, não-judeu, tem a coragem de gritar o que nenhum judeu grita.

Eu garanto que estando dentro de estruturas judaicas a minha vida inteira, colégios, movimento escoteiro desde os 7 anos de idade, federação, sinagogas, clubes, grupos universitáios, jamais ouvi um judeu dizer: “Viva o Sionismo.”

Quando se fala do “Holocausto entranhado na mente das pessoas”, ou do “Galut (exílio) mental”, é isso. Medo de ser judeu. Medo de ser judeu na rua. Medo da democracia. Medo da liberdade de imprensa.

Judeus que não dão vivas ao sionismo, também são judeus que não gritam “foda-se o Hamas, foda-se  o Irã, seus antissemitas filhos da puta!” culpados pelo massacre da embaixada, culpados pelo massacre da AMIA, culpados por massacres em Israel, culpados pela chuva de mísseis vinda do Líbano e Gaza, culpados pelo patrocínio mundial do revisionismo do Holocausto.

José Roitberg – jornalista

sábado, 11 de junho de 2011

Super Tuc-Tuc nacional–Tiger Cargo

tiger-cargo-3-modelosA restrição aos caminhões de carga em centros urbanos é cada vez mais presente no Brasil, com anos de atraso em relação a diversos países. Soluções para cargas já não tão pequenas são necessárias.

Nos países asiáticos, há décadas temos as variações de tuc-tucs, triciclos derivados de lambretas para pequenas cargas e um ou dois passageiros. Um dos motivos do sucesso deste meio de transporte é que são regiões sujeitas a vários meses de chuvas por ano e sol incialmente. Assim, uma cabine é fundamental.

Já faz uns 5 anos que a Kazinsky começou a fazer seus tuc-tucs no Brasil no mesmo conceito asiático mas a coisa empacou. Agora surge a Tiger, de Santa Catarina com um veículo inovador.

Pode parecer que é um derivado de moto, mas não é. Com opções de motores 4 tempos de 200 e 250 cc refrigerados à água e velocidade máxima baixa – 60 km/h – estes veículos podem ser uma solução para centros de capitais, mas principalmente para bairros periféricos e cidades menores.

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A cabine é moderna e realmente protege. O visual é bem moderno. Os modelos com rodagem simples na traseira podem levar 250 kg de carga e com rodagem dupla (o vermelho, nas fotos) leva até meia tonelada, o que é excepcional – uma meia Kombi.

O consumo normal é bem vindo com 20 km/l, podendo chegar a 30 km/l dependendo da carga e uso. Com um tanque de 11 litros, tem autonomia mínima de 220 km, que na situação mais comum de distribuir cargas de caminhões fora da zona proibida de descarga até o destino final significa mais de um dia de trabalho com um tanque, sem problemas.

Para facilitar a manutenção e aguentar esse peso todo, o sistema de transmissão não é por corrente como alguns triciclos adaptados de motos que vemos em ação. Há uma caixa de 5 marchas + ré, um eixo cardã e um diferencial traseiro o que vai permitir conforto e segurança nas curvas.

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A suspensão é bem reforçada, possui um estepe e pode receber até mesmo baú refrigerado. É uma boa solução para comunidades mais pobres com ruas estreitas onde os veículos normais não passam.

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Resta agora que o Contran entenda que um pequeno taxi para um ou dois passageiros, aberto, como em dezenas de cidades do mundo pode ser um grande atrativo para o Rio de Janeiro na Copa e na Olimpíada. E há pouco o que dizer de trocar um veículo 1.8 que vai fazer 8 km/l para levar um passageiro dentro da cidade, para um Tuc-Tuc-Tiger que pode fazer o mesmo percurso a 30 km/l. Deveria haver uma política de incremento a estes veículos.

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No Ceará, a Coca-Cola já opera 10 unidades do modelo para meia tonelada em suas entregas na capital. No Rio, você encontra este veículo em Botafogo, na Moog Motos (21) 2275-6821, na Rua Arnaldo Quintela ali logo depois da Rodrigo de Brito, à esq. (preço estimado para o modelo Tiger Cargo baú com 200 cc e carga de 250 km – R$ 15 mil)

José Roitberg – jornalista

quarta-feira, 16 de março de 2011

E o Mundo descobriu

O Papa Bento XVI lançou um livro. É o volume 2 de suas considerações sobre Jesus Cristo. A mídia mundial ricocheteou para todos os lados que o Papa "... disse que os judeus não mataram Jesus...", "... que os judeus não possuem a culpa coletiva por isso...". Viva! Dizem por aí. Até que enfim! O governo de Israel aplaude!

Então o que há de errado?

Bento XVI apenas está praticando o texto de um dos cinco decretos do Concílio Vaticano II, convocado em 1962. Este encontro, note bem, o segundo da história da Igreja, era para  traçar os rumos modernos do catolicismo, e foi duro.

A sessão durou mais de dois anos, só se encerrando em dezembro de 1965. Começou com o Papa João XXIII e terminou com o Papa Paulo VI.

E um dos artigos, que provocou uma cisão na Igreja foi o que absolveu os judeus da culpa coletiva pela morte de Jesus. Nosso Ratzinger atual apenas ratifica isso.

Ué? Então quer dizer que isso que comemoramos como novidade é coisa de 46 anos atrás? Então porque "eu não sabia" e porque parece que nada mudou de lá para cá?

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A foto desta nota é a publicada pela Folha de São Paulo no dia 29 de outubro de 1965. A única referência que há no jornal, já sob censura militar são algumas palavras na legenda. Não há matérias, não há comentários, não há editorias. Não há nada. Ou seja: o povo brasileiro não foi informado sobre isso quando aconteceu. Depois, tornou-se notícia velha.

Mesmo na página 2, o que era mais importante? Naves espaciais se acoplando pela primeira vez? Confirmação da identidade do carrasco nazista que alugava aviões na Lagoa Rogdrigo de Freitas- RJ (pag 1 abaixo) esfaqueado por um judeu (não foi preso) em Montevideu? Ou será que era a manchete de primeira página, onde o governo militar establecia o Ato Institucional para cassação dos mandatos e direitos políticos (mais abaixo)? É claro que meia linha sobre a absolvição dos judeus, passou completamente irrelevante naquele momento.

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Pesquisamos os jornais do início de 1965 até o final de 1966 para termos certeza de que não houve a divulgação da absolvição dos judeus e não houve mesmo. Além disso, ramos fortes do catolicismo brasileiro são ligados a Martinho Lutero e ao Cardeal Lefebvre (o que não aceitou as decisões do Concílio Vaticano II), assim, nestes 43 anos, vivemos num limbo ideológico: o Vaticano mudou, mas as bases no Brasil não mudaram. Vamos ver se agora engrena.

Vários grupos cristãos (evangélicos) adotam a posição de não culpabilidade dos judeus, tanto no Brasil quanto em outros países, chegando a haver encontros públicos com a comunidade judaica para deixar bem clara esta questão.

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José Roitberg – jornalista