quarta-feira, 25 de outubro de 2017

TV TEM HISTÓRIA – HOJE TERMINA A ERA DA TV ANALÓGICA. CONHEÇA A VERDADE SOBRE A PROIBIÇÃO DO BRASILEIRO ASSISTIR A COPA DE 1970 A CORES.

Hoje em dia, quase todo o amante de futebol no Brasil sabe que a Copa do Mundo de 1970 foi a primeira transmitida integralmente a cores e que a Copa do Mundo do Japão-Coreia de 2002 foi integralmente gravada já em 3D e transmitida em 3D. Havia até uma expectativa de assistir aos jogos em 3D nas salas de cinema, mas isto foi impedido. A Coca-Cola, em seu enorme evento de 2002 no Forte de Copacabana, tinha lá um exemplo de jogo de futebol em 3D e era algo espetacular.

Mas vamos nos concentrar em 1970 quando a transmissão inicial de TV no Brasil, pela Tupi, completava já 20 anos. Naquele momento havia 90 milhões de brasileiros. Hoje somamos mais de 210 milhões. Havia apenas 5 milhões de aparelhos de TV em todo o Brasil. Número até difícil de acreditar. E se a estatística apontava para 18 pessoas por aparelho, em minha casa, onde moravam eu e meus pais, defronte ao apartamento onde moravam meus avós, a conta era de um aparelho para oito pessoas. Ainda levaria dois anos para meu pai poder comprar uma TV Motorola portátil preto-e branco de 14 polegadas contrabandeada. Era vendida por camelôs.

A imprensa dizia que pelo menos 20 milhões de brasileiros iam assistir ao primeiro jogo da Copa de 70 e “recomeçarão a exercitar seus olhos na difícil tarefa de sempre: distinguir, em tons de cinza, o que é verde e o que é vermelho”, como publicou a Veja em maio de 1970. Se você é jovem e nunca assistiu a um jogo em preto e branco, é fácil, basta regular sua TV full HD e ver como era o sofrimento. Seleção Canarinho só nas revistas semanais, pois na TV era seleção cinza-e-cinza. Até mesmo o México já tinha liberado as vendas de TVs a cores em 1968 e seus habitantes assistiram a copa colorida em seu próprio país.


O Ministro das Comunicações na época era o coronel Higyno Caetano Corsetti (na foto da VEJA, acima). Ele dizia: “Antes de tudo é preciso ficar bem claro que o governo não é nem poderia ser contra a televisão a cores ou qualquer espécie de avanço tecnológico, mas é preciso não perder de vista que a realidade da TV brasileira envolve três elos de uma só corrente – o fabricante de aparelhos de TV, cujos lucros aumentam em ritmo pequeno; o mercado consumidor, que cresceu em progressão lenta; e as estações de TV, algumas delas precisando se recompor de crises”. As tais crises a que o ministro Corsetti se refere, são os vários incêndios que destruíram praticamente todas as sedes de redes de TV, em sequência, e nunca foi provado se tiveram origem criminosa ou não.

O ministro ainda afirmava que o governo não iria permitir que nenhum dos fabricantes de TV corresse sozinho na fabricação de TVs coloridas e que a AFRATA – Associação dos Fabricantes de Rádios, Televisores e Eletrônicos, havia se comprometido a começar a fabricação de aparelhos coloridos apenas no primeiro semestre de 1972, quando todas as marcas já teriam condições de faze-lo. O mercado produtor estava meio assustado com os acontecimentos no México, onde a entrada da TV a cores em 1968 imediatamente derrubou a venda de TV preto e branco em 35%. Os ricos não compravam mais aparelhos que não fossem coloridos.

Os fabricantes não estavam sintonizados com a questão de que a existência da transmissão a cores iria eliminar os aparelhos preto e branco. Achavam que pela diferença de preço, ainda iriam conseguir manter aparelhos desatualizados por vários anos no mercado. E por outro lado, não havia capacidade industrial para substituir, nem a médio prazo, os tais 5 milhões de aparelho preto e branco nas casas brasileiras. Em 1970, a estimativa de preço para um aparelho a cores no Brasil era de 5.000 cruzeiros.

Praticamente o valor nominal em que entrariam no mercado, décadas depois, as telas planas de plasma e posteriormente as TVs 4K. Ou seja: aparelhos para ricos, de fato.

PALM OU NTSC, A VERDADE SOBRE A ESCOLHA DO MODELO DE TRANSMISSÃO


O sistema NTSC foi criado nos EUA pela RCA que se tornou também emissora de televisão. Daqui de longe, parecia uma maravilha tecnológica já em 1953. Mas o brasileiro não a assistia. Hoje, ao definir sua TV moderna para o sistema NTSC ou PALM, você não vê muita diferença nas cores, apesar de existirem. Isto porque o NTSC evoluiu. Mas já em 1968 era um sistema considerado ultrapassado e desagradável para o consumidor. Então podemos afirmar que os EUA desenvolveram seu poderosíssimo sistema TV com um sistema ruim? Sim, podemos.

Na foto acima, típica câmera de estúdio preta e branca dos anos sessenta

NTSC significa somente National Television System Committee, mas desde o início os técnicos norte-americanos o apelidaram, corretamente, de "Never Twice the Same Color" (Nunca Duas Vezes a Mesma Cor). Isto se explica por dois fatores técnicos. Um deles é bem conhecido. A imagem a cores é formada por três cores básicas: azul, verde e vermelho. No sistema NTSC as ondas na transmissão eram não sincronizadas, portanto o amarelo deste instante era, tecnicamente diferente do amarelo do instante seguinte. Isso fazia com que a percepção do espectador fosse ruim? Não. Ao assistir, tudo parecia lindamente normal.

O segundo problema era que as TVs NTSC tinham, obrigatoriamente, quatro botões para regulagem das cores. O primeiro exigia um critério subjetivo do espectador para ajustar a cor como ele, o espectador, achasse melhor: era o TINT. E o segundo, definia se as cores estavam claras ou escuras: era o TONE. Havia ainda o HUE que ia do mais verde ao mais vermelho e por fim a INTENSIDADE das cores, algo como a saturação. Não bastasse, havia ainda que controlar o contraste o o brilho da imagem. Portanto, uma combinação de seis controles analógicos o que certamente fazia com que cada espectador assistisse um programa bastante diferente do que tinha sido produzido.

Nesta TV modelo Quasar da Motorola pode-se ver na parte superior os vários controles para a cor NTSC..Tint e Tone, que deveriam ser menos manuseados que os outros quatro ficavam meio escondidos, como também o controle de rolagem vertical. Igual aos rádios antigos de casa e carro, esta TV possuía cinco push-butons, para ir imediatamente a cinco canais pré-definidos pelo proprietário, além do seletor rotativo de VHF à direita e UHF à esquerda. Tinha ainda o requinte e necessidade de sintonia fina do VHF, na tentativa de limitar os fantasmas e outras interferências.

Quando havia mudanças de câmeras em programas de estúdio ou esportes ao vivo, as cores e a luminosidade se alteravam e era preciso ir até a tv e mexer nos botões. Por outro lado, o sistema NTSC era ótimo para a transmissão de sinal, com bom alcance. Mas tinha um calcanhar de Aquiles.

Os fantasmas! Jovem, não se assuste! O NTSC não era feito pelos poltergeists!!! Fantasma na TV é algo que grande parte do público mundial atual nunca viu. Na transmissão de sinal analógico, as ondas do sinal batiam em morros e prédios, gerando ondas paralelas de interferência e a antena de sua TV captava todas elas, colocando tudo na tela ao mesmo tempo. Ou seja, você não assistia a uma imagem, mas sim a um grupo de imagens ligeiramente deslocadas umas das outras, sendo a primeira, o sinal mais forte original. Uma das desgraças deste sistema era você ter uma antena razoavelmente ajustada, e aí, construírem um prédio novo perto do seu e ele introduzir um fantasma chato para caramba.

Os fantasmas no sistema NSTC eram terríveis, pois não havendo sincronização entre as três ondas básicas – verde, azul e vermelho -, os fantasmas eram irisados.

Nas imagens seguintes, a TV com fantasmas, como assistíamos.




Mas precisamos levar em consideração algumas coisas de geografia e arquitetura. A maior parte das cidades norte-americanas são completamente planas, então não há problemas de fantasmas com montanhas. No Brasil, Brasília, por exemplo é plana, com prédios afastados e antenas centrais. São Paulo é essencialmente plana com as antenas colocadas lá na Avenida Paulista e muitos bairros só com casas. Já o Rio de Janeiro, entremeado de montanhas, com prédios encostados uns nos outros sempre foi um pesadelo para o sinal de rádio e TV, assim como Nova Iorque. Este é um dos motivos de termos as antenas na montanha do Sumaré e uma do lado da outra, para que as antenas nos prédios pudessem ser direcionadas para apenas um vetor.

O sistema de cores escolhido pelo Brasil foi o PAL, criado pela Telefunken alemã em 1967, que rapidamente invadiu a Europa. O PAL significava Phase Alternative Line e podemos simplificar afirmando que as três cores básicas eram agora transmitidas de forma sincronizada o que aliviou a confusão de cores dos fantasmas do NTSC. Os fantasmas do PAL, costumavam ser brancos. Para o espectador, os confusos dois botões do NTSC, qualidade de cor e luminosidade da cor, foi substituído por apenas um de tonalidade em que sempre se tentava ajustar para o melhor tom de pele possível. O PAL permitia equipamentos tecnicamente mais simples que o NTSC e o sinal se propagava bem em áreas edificadas e montanhosas.

A escolha do sistema PAL para o Brasil foi realizada por uma comissão de estudos já em 1967, no mesmo ano em que foi criado. Então, uma portaria do Ministro das Comunicações Carlos Simas, proibiu a transmissão de programas a cores no Brasil até 1972. A portaria colocava em dúvida a validade do sistema escolhido. A portaria manteve sua validade e a primeira transmissão oficial a cores no Brasil ocorreu em 19 de fevereiro de 1972, quando em pool, as emissoras transmitiram a Festa da Uva de Caxias do Sul.

Muitos falam que o sistema que o Brasil deveria ter adotado era o SECAM francês (Sequential em Couleurs à Memoire). Como o nome diz, a transmissão era não sincronizada como no NTSC e a eletrônica do aparelho sincronizava tudo internamente. Os aparelhos eram tecnicamente mais complicados. Em compensação não existia mais a necessidade de qualquer ajuste de cor por parte do espectador. O SECAM foi adotado pela União Soviética e a fragilidade do sistema estava na sua péssima propagação de sinal em áreas edificadas o que mataria a TV no Brasil. Assim, foi descartado. O território russo é essencialmente plano também,

O BRASIL TRANSMITIA A CORES DESDE 1969


Foto do Arquivo de O Globo. lamentavelmente fotografada em preto e branco...
Os jornais não eram coloridos. Não havia motivos para fotografar com Kodakcolor...

Em 1969 o ex-Presidente Costa e Silva, ao inaugurar a estação de transmissão de TV da Embratel em Itaboraí, quase colocou o sinal colorido NTSC no ar para o Brasil inadvertidamente. Naquela época, a Embratel recebia o sinal norte-americano e quem trabalhava lá em Itaboraí já assistia TV a cores. Os técnicos brasileiros da Embratel criariam a interface que convertia o sinal NTSC em PAL e vice versa, o que depois seria adotado universalmente no Brasil.

Outra questão complicada, resolvida pelos técnicos era de que a transmissão e recepção de TV preto e branco brasileira era no sistema norte-americano e precisa existir uma garantia de que os programas transmitidos em PAL iriam ser assistidos nas TVs que estavam no mercado e não eram PAL. As TVs no sistema norte-americano tinham 525 linhas enquanto as do sistema PAL tinham 625 linhas. Hoje, sua TV full HD tem 1080, enquanto as transmissões de TV digital a cabo, satélite ou pelo ar, tem 720 linhas. E você já sabe: a grosso modo, quanto mais linhas, melhor é a imagem.

A solução brasileira para garantir a compatibilidade de aparelhos existente com os novos foi criar o sistema PAL-M, adotado apenas no Brasil, que combinava a eletrônica do sistema PAL, com as 525 linhas do sistema NTSC.

A criação do PAL-M nos permitiu e o uso do sistema anteiro P&B norte americano de 525 linhas, nos permitiu assistir às séries de TV norte-americanas, tanto em P&B quanto a cores, o que não ocorreu em países como França e Inglaterra. Por outro lado, as produções francesas e inglesas também não passavam nos Estados Unidos.

TV Telefunken brasileira colorida tradicional de 14 polegadas mostrando a necessidade bem menor de controles dianteiros. Seletor de canais acima e em volta dele, um disco para sintonia fina de cada canal,  botão liga-desliga laranja, volume com potenciômetro deslizante horizontal e os controle de contraste, brilho e rolagem vertical.

OS VÁRIOS BOTÕES DO SISTEMA NORTE-AMERICANO


Nas primeras TVs preto e branco no Brasil havia coisas terríveis com as quais se conviver. Chamavam-se sincronia vertical e diagonal. De repente, do nada, a imagem começava a rolar para cima ou para baixo e havia um potenciômetro na frente da TV para ajustar velocidade desta rolagem. Em grande parte das vezes não era possível parar completamente e assistia-se assim.



A rolagem vertical não era tão desagradável como a rolagem diagonal. Esta sim, impedia de assistir e lá levantávamos nós para agir em outro potenciômetro tentando parar aquela tragédia tecnológica com a qual todas as pessoas do mundo com acesso a TV conviviam.

De fato, éramos mais saudáveis pois saíamos das poltronas e sofás várias vezes ao longo de uma novela de 45 minutos, apenas para mexer nestes dois controles. Torcar de canal também exigia levantar e ir até o seletor, acioná-lo e ouvilo estalar até o dia em que quebra-se, isso fora as folgas, típicas do uso, que impediam sitonizar corretamente um canal. Uma das frases mais ouvidas e que já não mais existe era: “Menino! Não gire o canal tão rápido, que vai quebrar!”…

Claro que para aumentar e diminuir o volume era outra levantada.
Recordo-me da primeira TV a cores que tivemos, uma Telefunken de 14 polegadas que devia pesar uns 20 kg. Ela tinha um avanço considerável: a rolagem diagonal não acontecia mais. A vertical sim. E para encher o saco do consumidor, colocaram o potenciômetro desta regulagem atrás do aparelho…

E O PRESIDENTE MEDICI ASSISTIU A COPA DE 70 A CORES


Foto da revista Veja, que era colorida, portanto conseguiram mostrar a novidade, mais ou menos

Até hoje não se divulgou por qual canal a Embratel transmitiu os jogos de 1970 coloridos. Mas o fato é que o presidente Medici os assistiu, junto com algumas pessoas de seu círculo interno, tendo havido fotos oficiais. Uma delas, foi publicada pela VEJA número 91, em junho de 1970. Obviamente, estas transmissões, foram ilegais pela portaria de 1967.

A DIFERENÇA ESTÉTICA DE PRODUÇÕES A CORES ASSISTIDAS EM PRETO E BRANCO


Abaixo, em três fotos, a diferença dos programas que assistíamos no Brasil em preto e branco, comparados com o original que o público norte-americano assistia a cores.

As primeiras são da série de TV do Batman. Quando gente ficou decepcionada quando descobriu que o morcegão vestia roxo…





Em seguida temos Jornada nas Estrelas. Passaram uns dez anos até o público compreender que os uniformes na Enterprise eram coloridos e designavam as áreas de Comando, Ciências e Segurança da nave. Para nós, todos os uniformes eram iguais. Nas fotos abaixo você pode ver o que afirmamos lá em cima sobre o espectador precisar imaginar o que seria verde e vermelho. Note que o azul claro fica também com o mesmo cinza. Num campo de futebol era simples imaginar a grama verdinha.



E por fim a multicolorida série Perdidos No Espaço que abusava das paletas roxa, verde verde e amarela, além do prateado, mas que para nós, pobres brasileiros era quase tudo da mesma cor.







quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Hugh Hefner está com as coelhinhas no céu

Hugh Hefner, metodista, quem diria, chegou aos 91 anos de idade e não passou disto. Pelo jeito a vida cercado de coelhinhas por todos os lados lhe foi agradável. Sua Playboy, criada em 1953 apenas como mais uma revista de mulheres semi-peladas, teve, inteligentemente, um grande diferencial: as entrevistas, contos e artigos.

A frase que sempre se ouviu em muitas casas, quando uma mãe ou esposa encontrava Playboys bem escondidas ou nem tão escondidas assim era: "Ah... Só compro pelos artigos..." Aqui no Brasil a Ele e Ela e a Status também enveredaram por este caminho vencedor.

Antes da morte de Hefner, a última edição da Playboy sob sua tutela teve 800.000 exemplares, contra os quase 6 milhões por mês que tirava na segunda metade da década de 1970, apenas nos EUA. Este número não inclui as edições locais nos mais diversos países, inclusive no Brasil onde liderou o mercado por muitos anos.

E homenageando este ícone da mídia, que soube estabelecer a linha muito clara entre erótico e sensual ao invés de pornô, publico a imagem abaixo. É uma arte, uma pintura de Haddon Sundblom (1889-1976), de fato, seu último trabalho. Haddon é o artista que criou aquele Papai Noel gordo e rechonchudo das propagandas da Coca-Cola, mas era especializado em pintar pessoas, principalmente mulheres lindas, com traços e pinceladas que só ele tinha, misturando o realismo com a arte, criando algo que não era nem lá, nem cá.

Entres os grandes artistas de capas norte-americanas que trabalharam para a Coca-Cola e muitas outras marcas e publicações podemos citar três que trabalharam o realismo e hiper-realismo com traços completamente diferentes. Além de Haddon, havia Norman Rockwell (1894-1978) e Hanania Harari (1912-2000, nome real, Richard Falk Goldman) artista judeu politicamente ativo na esquerda norte-americana. Além de mais uns 10 ou 12 outros artistas. Muitos se perguntam como eles conseguiam pintar detalhes tão pequenos, por vezes até textos de jornais em suas artes do tamanho de capas de revistas ou menores. É simples. Na verdade eles pintavam em telas com 3 metros de altura que depois eram fotografadas e reduzidas no fotolito para a impressão.

A capa é para o Natal de 1972, época em que a tiragem da Playboy deveria estar em torno dos 4 milhões de exemplares.

Se o leitor tiver vontade de ler as chamadas de capa, encontra logo como primeira e segunda: "O novo humor maluco por Woody Allen, e Novos Trabalhos por Bernard Malamud. Em seguida vinha um conto de ficção científica de Ray Bradbury e uma entrevista com o escritor, poeta e autor de peças teatrais russo, Yevgeny Yevtushenko.

Certamente você não conhece este nome, mas Yevgeny Yevtushenko é o autor do poema Babi Yar, publicado num dos principais jornais soviéticos em 1961. Lá ocorreu o massacre de 75.000 judeus de Kiev, capital da Ucrânia, nas florestas de Babi Yar, pelo 'Grupo de Extermínio C' da SS nazista comandado pelo coronel Paul Blobel (julgado pelo Tribunal de Nuremberg e enforcado em 1951) culpado por todas as matanças conduzidas por seu grupo. Babi Yar é um dos únicos momentos de recordação oficial soviética dos massacres nazistas da Segunda Guerra Mundial, mas não contra os judeus, e sim contra civis soviéticos.

Ralph Nader, o grande criador dos direitos do consumidor nos EUA também teve uma coluna nesta edição, entre outros. Portanto, havia mesmo o que ler, fingindo não apreciar as moças.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Como mover uma app da memória para o cartão SD no Android 6.0 Marshmellow

Aprendi da pior forma que a dificuldade de mover apps para um cartão SD no Android 6.0 não se trata de dificuldade do sistema operacional ou marca do telefone, ou ainda uma atualização bichada. É um problema gramatical de uma péssima tradução.

Quando você coloca um cartão SD em seu telefone, você imagina que o pessoal da Google vai entender exatamente isto: eu quero mover um app de da memória interna para o cartão externo. Mas não é assim que eles compreendem.

É meio óbvio que ao colocar o cartão externo no telefone e se deparar com duas opções: formatar como memória interna ou como cartão externo, você, eu, ou qualquer um que entenda português vai marcar formatar como cartão externo. E fazendo isso, bloqueamos toda a possibilidade de transferir apps para ele ou instalar apps no cartão externo. Caraca!!!

Agindo desta forma, a imensa maioria dos usuários de Android 6.0, ainda mais nos telefones que tem apenas 4 GB de memória, rapidamente ficam com a memória cheia e não há o que fazer. Não há aplicativo que limpe, ou que abra espaço.

Aí, se você está nesta situação desesperadora, a sugestão é muito simples: compre um cartão de 32 ou até mesmo de 64 GB, sempre Classe 10, e autalmente com especificação UHC-I o que dá mais velocidade ainda. Já há cartões aí com UHC-3, mas são muito caros. Não coloque Classe 4 ou 6, pois são muito mais lentos que o índice numérico simples em relação aos Classe 10. É uma economia de 20 reais para ter dor de cabeça e não solução.

Ao religar o telefone, o Android vai reconhecer  cartão e te oferecer a possibilidade das duas formatações. Obivamente escolha FORMATAR COMO MEMÓRIA INTERNA. Fique de olho no que o telefone está fazendo e acompanhe. Antes de terminar o processo de formatação, o Android 6 vai informar a você quanto dos arquivos e apps, ele pode transferir para o cartão SD automaticamente.

URRA !!! Era isso que você queria !!! Deixe o bichinho fazer sozinho. No meu caso, um Motorolla de 4 GB estava apenas com 70 MB livres e logo de cara o Android já liberou mais 890 MB. Ufa… Alívio.

Depois dele fazer o automático dele, você deve entrar no gerrenciador de aplicativos e logo em cima estarão os que você enfiou lá para dentro, como Facebook, Whatsapp, Instagram, Uber, 99 Taxi, sei lá. Os que estiverm lá basta você manter o dedo um instante sobre eles e avai se abrir outra janela e logo no primeiro botão estará a opção para você enviar o app e todos os dados dele para o cartão SD. No final do processo. O telefone que usei e estava com meros 70 MB livres, passou a estar com 1,5 GB livres.

O próximo passo é enfiar o cartão antigo no computador e passar os arguivos que vc quiser para o novo cartão nas pastinhas certas, com o mesmo nome. E tudo vai funcionar.

O MELHOR DE TUDO

É que o Android 6 nem vai mais de dar opção de instalar um app na memória interna do telefone. Os novos apps vão direto para o cartão SD.

O PIOR DE TUDO

É que os dados, arquivos de fotos, vídeos, apps, dentro do que se considera memória interna e que agora é tudo, a memória física e o cartão, são criptografados e armazenados como num sistema Linux. Se você usar Linux vai conseguir ler o cartão no PC. Mas se usar WIndows ou MAC não vai conseguir e a conexão para trnasferir arquivos deverá ser feita conectando o telefone à USB do computador.

MAS PERA AÍ !!! COMO É QUE CONECTA AO PC COM ANDROID 6?

Ah, tem mais uma manha aí.

Ao ligar o cado USB entre o telefone e o PC na primeira vez com Android 6 você precisa puxar a aba de notificações em clicar em USB PARA CARREGAMENTO e irão aparece 4 opções com a primeira marcada (Carregamento Apenas), isto quer dizer que a USB vai apenas dar carga em sua bateria, o que pode ser muito útil ao conectar seu telefone com computadores alheios pois eles não poderão roubar suas fotos e dados.

Mas o que você quer é a segunda opção, TRANSFERIR ARQUIVOS MTP é só marcar e tudo vai funcionar certinho. O Android 6 faz a conversão formato Linux para PC e MAC e vice-versa automaticamente.

sábado, 20 de maio de 2017

Qual é o melhor desfragmentador para o Windows?

Atualização em 7/dez/2022 - A informática evoluiu muito. Hoje um número muito grande de PCs e Notebooks, sem falar em todos os telefones celulares, utilizam memórias sólidas. O HD está com os dias contados. Para as memórias sólidas não existe a necessidade de desfragmentação pois o tempo de acesso a cada local de memória é exatamente o mesmo. Portanto, nunca desfragmente discos SSD, discos NV1, cartões de memória e celulares.

(texto original abaixo, válido apenas para HDs)
A maioria dos usuários nem sabe que precisa desfragmentar os HDs. Quase sempre que pego algum computador de amigo muito lento o primeiro susto é ver que o disco está com mais de 50% dos arquivos fragmentados.

A fragmentação é quando um arquivo é espalhado e mais de uma unidade física de alocação não contígua, a grosso modo. As vezes você pode ter um mero arquivo de vídeo de 360 MB espalhado em mais de 2.000 pedacinhos e isso dá aquelas pancadas na exibição, erros, demoras de acesso etc.

Se você nunca desfragmentou seus arquivos do sistema do Windows e programas instalados certamente estão certamente espalhados. Assim, ao executar qualquer coisa, ao invés de haver uma leitura direta no HD, a leitura terá que ser feita em um monte de pedaços diferentes e isso vai atrasar a execução. Nem fica em ordem sequencial, a cabeça de leitura pode ter que ira para frente e para trás para ler um arquivo na ordem correta. Hoje em dia, uma mesma unidade de alocação pode ter partes de diferentes arquivos.

Aliás, cá para nós, isto ocorrendo num sistema eletromecânico girando a 5.000, 7.200 ou 10.000 rpm é uma tecnologia espetacular.

O Windows sempre veio com um Defrag, mas é a pior opção de todas.

Os dois discutidos abaixo possuem versões gratuitas e pagas. Em minha opinião as pagas ainda estão caras para o usuário brasileiro, mas possuem muitas funções e opções a mais e são recomendáveis.

Até poucos dias atrás, havia só um desfragmentador realmente bom e eficiente. Era o Auslogics.

https://www.auslogics.com/en/software/disk-defrag/

O Auslogics possui em seus Settings algumas funções muito desejáveis e quase ninguém sabe que existem. em minha opinião, se você for usar o Auslogics, deverá marcar as quatro primeiras caixinhas. E a quarta é a mais importante de todas, pois manda o programa remover tudo o que o Winfows Update largou dentro de seu disco C: e que nunca mais será necessário para nada, por serem arquivos temporários de instalação que o Windows Update deveria remover sozinho, mas não remove.

defragler-3

Mas  hoje conheci e instalei outro, da Piriform, o Defraggler. Ele é nitidamente mais lento que o Auslogic. Mas possui uma opção que faz toda a diferença e não existia antes.

http://www.piriform.com/defraggler/download

Além da fragmentação os HDs possuem outra característica extremamente indesejável. Eles são divididos basicamente em três áreas de velocidade. Quanto menor é o diâmetro da área do HD menor é o tempo de acesso, portanto a gravação e leitura são mais velozes. Por algum motivo estranho a Microsoft e a Apple sempre definiram que o HD vai sendo preenchido da área mais rápida para a mais lenta. Isso significa que quanto mais cheio ele vai ficando, mais lento ele se torna. Tem gente que diz que isso é ‘hd pesado, hd muito cheio’. Abaixo, no HD que está sendo trabalhado para este artigo, o Auslogics nos mostra as três áreas: Fast disk acess (rápida) e mais embaixo a Slow (lenta). clicando nos quadradinhos você pode até saber qual arquivo está ali.

defragler 1

Essa fórmula é perversa pois a área de acesso rápido e a de acesso menos lento vão ficando cheias de arquivos velhos, que você não vê mais e até esqueceu que estão lá, enquanto a área mais lenta vai sendo preenchida com os arquivos mais recentes e os atuais.

Por exemplo, vídeos novos, edição em vídeo e áudio, arquivos temporários, vão ficando na área mais lenta, quando você preferiria que ficassem na mais rápida. Nos HDs sólidos, os SSDs, a velocidade é mesma, onde quer que esteja o arquivo a ser lido, mas a fragmentação de arquivos ocorre da mesma forma.

O Defraggler da Piriform, faz QUASE isso. Em [SETTINGS] [OPTIONS] [DEFRAG] logo a primeira opção é um quadradinho a ser marcado informando que os arquivos grandes, por default, acima de 250 MB mas você pode mudar isto, são enviados para a área lenta do HD durante a desfragmentação completa.

defragler-2

Estou fazendo pela primeira vez e vamos ver o quando será liberado de área rápida e menos rápida. Isto pode ser a solução para aumentar a velocidade de uso dos discos para muita gente.

defragler

Acima temos um printscreen da tela do Defraggler quando eu estava passando num hd de  1 TB. Em vermelho a fragmentação. Em amarelo apenas um arquivo de vídeo espalhado pela área de média velocidade do HD e se você perceber as unidades de alocação do mapa começaram a ser preenchidas da direita para a esquerda, veja as duas em verde que estavam sendo gravadas naquele momento. Isso mostra que os arquivos grandes começaram a ser remontados no HD a partir da última unidade de alocação.

Ainda falta um programa ou gerenciador de HD que permita ao usuário escolher onde quer colocar seus arquivos. Por exemplo:

Colocar na área rápida, o Windows, e os Programas instalados.
Mover arquivo para a área lenta.

Quanto maiores os HDs e mais vídeos usamos, mais falta isto faz.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A BANALIDADE DA NOTÍCIA E A TAURUS 24/7

Não vou aqui defender a Taurus, apesar de ter sido instrutor de tiro junto com delegado Magaldi (Polícia Civil do RS) em vários cursos dados pela empresa no RJ. Também fui instrutor de tiro no exército além de mais de 15 anos no Tiro Prático, sendo fundador da FTPRJ.

Eu não assisto ao Fantástico. Ontem por acaso assisti ao final e à matéria sobre a Taurus 24/7 .40 S&W de uso exclusivo policial no Brasil. E há pontos MISERÁVEIS e BURROS ao longo da matéria e eu não sossego enquanto não falar sobre eles. Conhecendo a má intenção dos editores das grandes mídias nacionais, eu pouco duvido de que os pontos que citarei foram ditos e deixados muito claros pelos especialistas ouvidos pela produção MAS CORTADOS INTENCIONALMENTE NA EDIÇÃO.


Armas falham - Este é o primeiro ponto. Qualquer arma de fogo está sujeita à falhas. O mais comum é a introdução de desgastes e problemas estruturais pelo uso das armas e pela falta de lubrificação. Em minha vida no Tiro Prático eu pude ver tudo quanto arma, das melhores do mundo, com peças especiais de competição, às piores do mundo, quebrarem, explodirem, soltarem pedaços, darem rajadas ou não dispararem. Mas confesso que nunca vi uma arma disparar sozinha. Acontece que os vídeos e as provas periciais mostram, não que a arma dispare sozinha, mas dispara quando sujeita a um impacto forte ou a um mero sacudir. Entre armas que já explodiram na minha mão estão as pistola Browing Hi-Power 9 mm (considerada um ícone entre as niners), mas todas com mais de 60.000 disparos registrados, Colt .45, e um revolver Rossi nacional de aço inox, de 5 tiros .38 SPL. Neste caso, ao pressionar o gatilho houve o disparo da bala da vez, a rachadura do tambor e o consequente disparo simultâneo de uma segunda bala no tambor, que o destruiu em 3 partes. Consultada a Rossi, isso foi no final dos anos 1980, a pergunta que me foi feita era: "Mas é uma arma nova ou o sr. atirou muito com ela?" Eu respondi que atirei pouco, apenas uns mil disparos. E o engenheiro gritou do outro lado, para todo o Rio Grande do Sul ouvir, dizendo que eu era maluco, e que a arma não foi feita para atirar tanto. Mas no manual, não tem dados de quando a arma "expira". Este é um exemplo de falha catastrófica por uso e da indústria produzindo armas para não serem utilizadas com frequência.

Bloqueio do percussor desgastado - aparentemente todos os laudos sobre a Taurus 24/7 apontam para esta pequena peça de aço que fica de fato sob pressão constante de outra peça até o gatilho ser acionado. Aço quebra. Aço desgasta. As durezas das duas peças em contato constante podem estar calculadas erradas e o forçamento da peça maior pode estar fraturando e desgastando a peça menor que irá falhar apenas uma vez, provocando a liberação do percussor até mesmo sem qualquer ação sobre a arma. Isto pode acontecer e caracterizaria um erro de projeto, o qual a Taurus se recusa a assumir, apenas de todas as evidências.

Mesmo com o bloqueio do percussor quebrado a arma não deveria disparar - Não estou maluco! Toda a matéria de ontem do Fantástico é que está. Não é concebível nem na doutrina policial nem na militar que, principalmente os policiais estejam portando uma pistola QUE NÃO É DE DUPLA AÇÃO COM CÃO EXTERNO, QUE NÃO TEM TRAVA DE CÃO EXTERNA, alimentada, engatilhada! E isso não se falou. Não há disparo acidental se a arma não estiver com bala na câmara (ou na agulha, como algumas pessoas conhecem). Nas pistolas de dupla ação ou ação segura (como a Glock e outras) pode-se andar com bala na câmara e não haverá disparo pois o percussor esta na sua posição avante e não tencionado por uma mola aguardando liberação.

Na Glock, o primeiro disparo é sempre em dupla-ação. Ao ser liberado o gatilho durante os disparos o bloco do percussor volta à posição de repouso à frente, automaticamente. Isto é o resumo da safe-action e por isso a Glock não possui teclas externas de travas.

Na 24/7 não há trava manual para o bloco do percussor. Ele pode apenas estar armado, ou desarmado. Ao se liberar o gatilho após os disparos o bloco continua armado e a tecla lateral do desengatilhador TEM QUE SER USADA.

A conclusão óbvia, pelo menos minha é que a trava do percussor está sendo estressada pela pressão constante, 24 por dia, do bloco do percussor contra ela, quando tal peça deve ter sido projetada apenas para reter o bloco do percussor durante os disparos

A PISTOLA TEM 4 SISTEMAS DE TRAVAS

Segundo a descrição oficial da arma Taurus 24/7 ela possui 4 sistemas de travas:

Trava do percussor - interna e a que está sendo atribuída como a peça que esta falhando. Ela abaixa quando o gatilho é pressionado permitindo que o percussor vá a frente e atinja a espoleta realizando o disparo. A quebra desta trava interna também é a responsável pelo relato de rajadas que esta pistola dará. Uma pergunta óbvia: então por que não há rajadas nos disparos acidentais? A resposta é simples: uma pistola que dispare sem estar empunhada terá a força do recuo dissipada por seu próprio peso e movimento e o ferrolho não irá recuar não havendo ejeção e alimentação no novo projétil. Com a arma empunhada, haverá rajada. Este é um ponto que pode ser usado pela defesa das Vítimas da Taurus para comprovar que a arma não estava sendo empunhada no momento do disparo acidental. Em outros casos onde vemos policiais cometerem assassinatos com tiro direto contra uma pessoa alegando que foi defeito da arma, esta mesma condição pode comprovar que trata-se apenas de estratégia da defesa.

Trava do gatilho - diferente da Glock que possui um tecla física que é acionada em conjunto com o gatilho, nesta pistola o primeiro estágio o gatilho desarma a trava, ou seja, isso não faz sequer sentido e não deveria existir. A trava do gatilho server o gatilho não se movimentar no caso da arma enroscar em alguma coisa. Sempre falavam os engenheiros: imagine um galho entrando no guarda-mato e apertando o gatilho. E eu sempre respondia, que na cidade onde moro, as árvores são vivas mas não muito atuantes e os galhos não costumam entrar no meu coldre e no guarda-mato, mas que se eu fosse para a floresta encantada eu levava um machado e não um pistola...

Indicador do cartucho na câmara - como qualquer pistola moderna permite ver ou sentir com o tato se há munição na câmara pronta para o disparo.

Trava manual externa e desarmador do percussor ambidestros - que prova, para quem não quiser acreditar, que esta pistola nem é dupla ação nem safe-action. Ela apenas possui um bloco interno do conjunto do percussor retido pela trava assassina do percussor. Quando o usuário alimenta a arma colocando um cartucho na câmara, o percussor FICA ARMADO ATRÁS, tanto que existe um sistema mecânico para o desarmar e portar a arma alimentada e destravada EM SEGURANÇA, o que parece não ter acontecido em nenhum dos casos de disparos acidentais totalmente involuntários.

Esta alavanca tem 3 posições e deriva da concorrência norte-americana para o serviço especial OSS que foi posteriormente cancelada. Como na foto a arma esta totalmente destravada. Para cima o bloco do percussor está mecanicamente impedido de ir a frente por algo além da trava do percussor, e para baixo, o bloco do percussor é desarmado de forma segura. TEORICAMENTE é um sistema que deveria ser perfeito e utilizado de forma semelhante por praticamente todas as pistolas de dupla-ação desde que entraram no mercado, inclusive as da Taurus.

Com a trava do percussor quebrada ao destravar um Taurus 24/7 usando a tecla da trava externa, ela irá disparar.

QUEDAS NÃO PODEM DISPARAR UMA ARMA

Armas e munição caem - qualquer arma cai. Faz parte do projeto de uma arma de fogo impedir o disparo em caso de quedas. Está evidente que a Taurus 24/7 não satisfaz este requisito básico.

Não se trata de uma pistola nova. Já está em produção há 14 anos. Os primeiros modelos não tinham o desarmador do percussor e a pistola deveria ser portada com a câmara vazia. Nestes modelos, para tornar a arma segura após disparos era preciso retirar o carregador, remover o bala que estava na câmara usando o ferrolho e pressionar o gatilho para o bloco do percussor voltar à frente. Algo bizarro, inseguro, não só em minha opinião, como no universo das armas de porte. Pelas reportagens não é possível saber se algumas das armas envolvidas nos disparos acidentais são destas séries iniciais.

CONSIDERAÇÃO FINAL

Óbvio que me solidarizo com todas as vítimas de disparos acidentais (menos com aquelas que manuseiam errado o equipamento e acionam indevidamente o gatilho). Mas as questões a serem levantadas, também são muito simples e muito básicas.

1) O treinamento de policiais no Brasil está determinando andar com bala na câmara ou não?

2) Se não estiver, por que os policiais estão portando suas pistolas com bala na câmara?

3) Por que os policiais que estão portanto suas pistolas com bala na câmara deixam de usar a tecla do desengatilhador para portar as armas de forma segura, como prevê o manual e o projeto da arma? Será que não lhes é ensinado isso? Eu, pessoalmente duvido, pois no exército, uma das primeiras coisas que os soldados perguntavam quando recebiam o fuzil, é para que servem as alavanquinhas. É improvável que um policial não receba a instrução sobre as alavancas da arma: desengatilhador, liberador do ferrolho, liberador do carregador e alavanca de desmontagem. Isso ocorre nos primeiros 15 minutos da primeira aula.

4) Por que não foi emitido um memorando para todos os policiais que estão alocados com pistolas com desengatilhador para utilizarem este recurso sempre?

CURIOSIDADES

Em termos de instrução de tiro, havia um ditado em desuso dizendo que "O diabo matou a sogra com o cano da bota", ou seja, para onde o cano estiver apontado algo pode acontecer.

E também já soube de casos de disparos de munição fora da arma. Dois deles, dois quais me lembro, foram contados por instrutores de tiro da ACADEPOL (Academia de Polícia Civil do RJ) num deles, ao puxar algo de cima de um armário, havia uma caixa de munição 9 mm da CBC sobre o alto do armário e o instrutor não viu. A caixa caiu no chão e uma munição disparou. No segundo caso, houve uma queda de um carregador de metralhadora CBC também de um armário e houve o disparo de duas munições no meio do carregador. Qualquer um sabe que isso é impossível, mas aconteceu.

Howtizer (obuseiro) M1 de 155 mm

Ainda na escola de oficiais, criei um bom amigo, que pela idade já deve ter falecido. Era o sargento Bonfim, um negão forte, já lá pelos seus 4O anos de idade, quando eu tinha 19. O Bonfim era um militar diferenciado. Daqueles que ensinam coisas que não estão no currículo. Macetes, outras técnicas etc. Recordo do sargento artilheiro Bonfim aqui neste artigo porque ele foi vítima de um célebre acidente de tiro, ocorrido, se não me falha a memória, na Academia das Agulhas Negras.

Ele era o sargento da guarnição de um obuseiro M1 de 155 mm, durante o exercício de tiro da bateria inteira. É uma peça de artilharia enorme e na foto você pode ver a espessura do cano. É uma arma efetiva, projetada durante a Segunda Guerra Mundial, e que entrou em serviço em 1942, continuando ativa hoje em 20 países. Sua munição é enorme. Lança um projétil explosivo de 43 kg a quase 15 km de distância.

No momento de um disparo com a guarnição do sargento Bonfim, o projétil explodiu dentro cano destroçando a arma. A guarnição do M1 é de 11 homens. Alguns morreram. O Bonfim, não morreu devido a capacete de aço que recebeu o impacto de um pedaço do canhão. Lembro que ele gostava de mostrar o lado de seu crânio amassado… Este é um exemplo de que merdas acontecem com as melhores armas.

E a maior curiosidade de todas: o mesmo modelo Taurus 24/7 é vendido nos EUA e não parece haver registros de disparos involuntários por lá. Mas a Taurus tem fábrica lá e não podemos saber neste momento se as pistolas vendidas nos EUA são as mesmas fabricadas no Brasil ou não.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Tablet ICC Vision e Braview 35F16G-81280W

Tem muita coisa que entender destes produtos. A marca ICC está já fora do mercado há alguns meses mas o tablet com Windows está sendo comercializado pela Braview. As especificações do produtos nos sites de venda da B2W (Shoptime, Americanas e Submarino) estão erradas.

O que você precisa saber logo?

Memória: o código 16G no nome do modelo indica que a memória interna é de 16 GB, e não 8 GB como consta nos sites. O modelo anterior comericalizado pela ICC tinha 8 GB, mas o atual da Braview em 16. Há um slot miniSDHC e você pode espetar seus cartões por lá. Apesar de eu usar um cartão de 16 GB classe 10 da Kingston, normalmente, estava com a máquina filmadora então decidi espetar um cartão de 124 GB classe 10 da Kingston UH-II um dos mais velozes que há no mercado. E para minha satisfação, o tablet aceitou o cartão sem problemas, como você pode ver na imagem abaixo. Eu decidi rodar um vídeo full HD 60i (60 fps) que estava no cartão. O tablet não travou, mas o vídeo não foi fluido. Dava para ver com trancos. Mas aí também é exigir do equipamento algo para o qual ele não foi projetado. Então, apesa da especificação definir que o cartão máximo é de 32 GB, funcionou com 124 GB Classe 10 com exFat, nem era formatado em NTFS como deveria para usar no tablet com Windows. A memória RAM, aquela onde os programas serão executados é de 1 GB e se isso parece pouco em relação ao seu computador, fique sabendo que nos telefones e tablets funciona.

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APPs no cartão de expansão: eu uso telefone Windows e tablet Windows por dois motivos básicos. Este aqui é o segundo. Na imagem acima você pode ver que dá para definir exatamente o que você quer que fique no cartão e o que você quer na memória interna. Eu rapidamente percebi que nos primeiros usos do Tablet, você deve escolher colocar aplicativos no cartão apenas na hora de instalá-los, senão um monte de atualizações obrigatórias do Windows vão parar no cartão e não no sistema onde deveriam estar. Eu prefiro deixar apps como a do Facebook na memória. Esta cois simples do usuários definir onde quer colocar suas tralhas, não pode ser feita no Android nem no iOS. Neles é preciso usar de artimanhas que podem ferrar o sistema todo. Em ambos pode-se e deve-se definir as novas imagens e vídeos para os cartões, mas não dá para fazer isso com apps, principalmente com os jogos. No Windows Phone, sempre pode fazer isso e este foi o motivo que me levou a comprar o tablet ICC há quase dois anos atrás. Para meu desgosto o que se pode fazer com o Windows Phone 8 e 8.1 não pode ser feito com o Windows full 8 e 8.1, assim quebrei a cara. Para chegar até aí, use o item Armazenamento no menu de configurações do sistema.

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Windows 10: uma grande encrenca e reclamação de quem tinha os tablets ICC Windows 8.1 é que queriam atualizar para o Windows 10 e quem tentou, se ferrou, pois não havia drivers disponíveis de forma automática ou simples. O pior é que a M$ oferecia a atualização e o usuário imaginaria que se está sendo oferecido, e de graça, é porque seu hardware é compativel. Mas só se descobria que não era, depois da Inês atolada. O Braview vem com Windows 10 instalado e tudo funcionando perfeitamente. A interface é muito melhor para operar. Apesar do mesmo quadracore Intel de 1.33 Ghz, a impressão que eu tenho é de que o tablet ficou muito mais veloz. Quando instalei o Win 10 em computadores o efeito inicial foi o mesmo. É provável que a memória interna do Braview seja mais veloz que a do ICC de dois anos atrás, mas não tenho como medir isto. O Win 10 se comunica melhor com a Internet e redes. O wifi funcionou na finalização da instalação que você deve fazer de forma suave, como sempre deveria ser. O botão de ligar vem com um aviso colado, indicando que você deve carregar o tablet por 12 horas antes de ligar. Segure a curiosidade e siga a instrução. É muito importante para a vida da bateria que tem mais amperagem que a do ICC.

Modo Tablet: se fosse para enumerar apenas um elemento pelo qual o tablet TEM QUE SER Windows 10 e não 8.1 é o MODO TABLET. Na imagem abaixo você vê onde ele é ligado no item com o mesmo nome no menu de configurações. Também pode ser ligado por botões de atalho na barra lateral direita móvel da interface. Neste modo, tudo que reclamávamos de dificuldades de uso do 8.1 deixa de exisitr. O Windows 10 pode ser usado em modo computador ou tablet e isso faz toda a diferença para o usuário.

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No modo tablet, você terá também uma barra inferior na tela com botões e atalhos.

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Acima no modo computador e abaixo no modo tablet

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Acima você pode ver a barra lateral direita puxada com os vários botões de atalho

O maior defeito do 35F16G-81280W

As câmeras não funcionam: tanto no ICC quanto no Braview, com Windows 8.1 e com Windows 10, nenhuma das duas câmeras funcionam. Embora eu não acredite que um cliente sequer tenha comprado estes tablets pela câmeras que seriam péssimas, caso funcionassem, com apenas 2 Mpixels a boa e 0,6 a frontal para Skype etc, isso é simplesmente algo inaceitável numa relação comercial. Muita gente que usa tablet usa Skype e nestes modelos não vai poder usar. E talvez perca o aparelho se tentar. Vou explicar.

Obviamente qualquer cliente quando ligar o tablet vai querer ver como é a imagem da câmera, mesmo sabendo que comprou com câmeras ruins e ultrapassadas. Aí, clica no app da câmera e dá de cara com uma tela preta e controles. Mexe daqui e dali e nada de imagem, continua tudo preto. Apenas, ao lado da câmera interna, o led que acendia em vermelho para a recarga está aceso em verde indicando a câmera liga. Ok, deve ter algo que estou fazendo de errado, vou sair do app de câmera. E saio. Se não tiver atenção, não perceberá o led verde aind aceso e não perceberá que a parte superior do tablet está aquecendo! É novo, talvez aqueça mesmo… Mas não aquece assim não. É o problema fatal deste modelo. Quando você percebe que está quente, tenta desligar pela tela e nada funciona. Tenta pelo botão lateral e nada funciona. A condição é: ligado, travado, led verde aceso e esquentando. Ai, ai. A coisa não está boa. O que fazer? É preciso dar um reset feito da seguinte forma, aperte e mantenha apertados os dois únicos botões laterais que o tablet tem por uns 10 ou 15 segundos ou mais. Quando o led verde apagar, você ressetou a máquina, destravou e ela vai ligar normalmente em seguida quando você usar o botão liga-desliga.

Em qualquer caso que este tablet travar, use logo o procedimento de reset pois não há outra coisa a fazer. e vai funcionar, sempre.

 

Agora algumas coisas ruins e outras boas

Suite Portable: O Braview vem com Word, Excel e Power Point portáteis. O ICC não vinha com isso. Já sabemos que a ligação HDMI do tablet com TVs e monitores funciona corretamente, desde que você tenha o cabo correto para a ligação, que não vem com o aparelho. Mas veio com o Braview aquele adaptador muito útil para você ligar uma pendrive ou leitor de cartões de tamanho normal no plug mini USB.

Não é Gorilla Glass: até hoje tem gente perguntando nos foruns se o 35F16G-81280W vem com o vidro resistente. Gente: os aparelhos que vem com vidro resistente anunciam isto abertamente como argumento de venda. Após vários tombos, um de meus cães labradores deu uma bela pancada no meu ICC que saiu voando enquanto eu estava lendo na cama e caiu da pior maneira possível: bem com o cantinho no piso duro. Taí a foto do tablet ICC quebrado para PROVAR que não é Gorilla Glass. Eu fiquei triste, liguei e… Ligou! Ufa, ia usar quebrado mesmo, mas não deu. A tela partida inviabilizou o sistema de toque na tela.

tablet-icc-quebrado

Tela de alta Resolução: é o segundo ponto que me fez optar inicialmente pelo ICC e novamente pelo Braview. É uma tela de 1280 x 800 com qualidade de imagem impecável, muito, mas muito superior mesmo às telas de 800 x 480 e umas híbridas com 1000 pixels de largura que tem por aí em modelos mais baratos, todos com Android. Estas telas de resolução menor, não severm para nada, ao meu ver. Talvez para crianças. A tela de 1280 x 600 é similar em resolução a do original do iPad Mini primeiro modelo, quando foi lançado e fez a festa dos usuários. O chipset Intel com placa de vídeo Intel fazem uma bruta diferença no funcionamento do tablet e na qualidade da imagem.

O ponto imbatível é a reprodução de vídeos: eu assisto muitos vídeos antigos no tablet e eles vem nos mais variados formatos e com os mais variados codecs. Pode ser um MP4 mais ou menos convencional, um FLV do Youtbe, um MKV (Matroska) muito utilizado, um moderno WEBm ou H265, até mesmo um AVI-DV ou AVCHD como já citei acima. E se você é usuário de Android ou iOS sabe que vai ter que converter vários de seus vídeos antes de poder assistir no tablet. E o fabricante de seu tablet não vai lhe indicar o que você deve fazer, quais são os parâmetros de conversão e que programas usar. No caso do Windows 8 a 10, basta baixar o player VLC e seu tablet vai rodar sem qualquer dificuldade todos os vídeos que você enfiar-lhe USB abaixo. Isso, também é um dos pontos que faz quem quer assistir vídeos optar por tablet Windows. Ok, existe app do VLC para Android e iOS, e até para Windows 8 e 10. Eu já testei bem, nas mesmas máquinas e não funciona como um VLC instalado funciona. Algo que deve ser difícil para a Videolan resolver impede que o app seja tão eficiente, veloz e digestivo quando o programa instalado. Sempre baixe o VLC pelo site oficial. Se você continua insistindo em usar Widows Media Player tenha a consciência de que você está ERRADO e mais de 93 milhões de pessoas usam o VLC.

 

Dissecando o ICC 35F16G-81280W

Como estava quebrado, não me importei em abrir o tablet para matar a minha curiosidade e a sua.

tablet-icc-bateria

Nessa primeira foto vemos como a bateria é fina e de dimensões enormes, ocupando mais de 2/3 da área inter por trás da telas. 3,7 volts com 4.200 mAh. Acima à direita, vemos o alto-falante e oposto a ele na esquerda o microfone que nunca usei. Pode clicar nestas fotos para abrir em tamanho maior.

tablet-icc-circuitos

Aqui na segunda, vemos a partir da esquerda o microfone, o plug do fone de ouvido, a ridícula câmera de 3 Mpixels e o conjunto dos conectores HDMI e USB. Nem dá mais para saber o que é a antena do wifi e do bluetooth. Mas pode-se notar uma montagem limpa com blindagens e dissipadores de calor internos no módulo central onde está a CPU, memórias e placa de vídeo e à esquerda, onde pela posição entre o microfone e o alto-falante, parece estar a placa de áudio. Não sou técnico em eletrônica de informática, então se estiver errado, corrijam-me.

tablet-icc-cpu

Aqui o coração do tablet. Pode clicar pois deixei em resolução full. Temos a CPU que pela marcação dela SR1UB é de fato uma Intel Atom Z3735F quadracore com 1.333 GHz, cache L2 de 2 MB com tecnologia EM64T o que significa que é uma CPU de 64 bits, mas o sistema Windows instalado é o de 32 bits. Algum motivo bom deve ter, pois com um sistema de 64 bits o tablet ia ser ainda mais veloz. Esta CPU possui o controlador gráfico integrado, ou seja CPU e placa de vídeo fazem parte de um único chip. Esta CPU pode utilizar memórias até DDR3L 1333. A coisa branca que você vê sobre a CPU é buffer térmico entre ela e o dissipador de calor.

Os quatro chips de memória com 2 GB cada um são sul coreanos, fabricados pela SK hynix, a sexta maior fabricante de semicondutores do mundo. E o modelo destas memórias é o H5TC2G63FFR 2 GB DDR3L (a letra L é para Low, baixo consumo elétrico) e a designação PBA a coloca com velocidade de 1600 e não de 1333. Uma explicação: o tablet ICC, o mais antigo, apesar de ter a designação 35F16G-81280W, veio de fato com 8 GB como era anunciado na venda.

Pela posição do grande chip do lado direito da CPU, fabricado pela Toshiba, ele é uma controladora de entrada e saída em formato e encapsulamento similar ao encontrado dos discos SSD da Kingston. A Toshiba não divulga informações sobre seus chips.

Assim, curiosamente, com um preço colocado abaixo de 600 reais, para o modelo Braview atual de 16 GB com Windows 10, não encontramos uma montagem chingling como imaginávamos, mas os componentes relevantes, fabricados pela Intel, Toshiba e Sk hynix, o que foi uma grata surpresa. Sem uma desmontagem total, que não estou a fim de fazer, não foi possível encontrar qualquer outra marca de um fabricante terceirizador.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O que é o Naturei Karta?

O Naturei Karta é apenas um dos grupos judaicos (o mais ativo nesta questão) que se opõe ao sionismo politico. Esta oposição de alguns poucos setores hassídicos místicos é tão antiga quanto o próprio sionismo, podendo ser traçada desde as primeira décadas do século 19, quando sionistas pré-hertzilianos publicaram seus trabalhos, hoje esquecidos. Para estes setores contrários ao sionismo politico, a lógica é simples: os homens não podem criar Israel.

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Natuei Karta é uma seita judaica ortodoxa mística que não aceita o sionismo político e para os quais Israel deve ser dado pelo Messias e não criado pelos homens

Para os judeus antissinistas ortodoxos, o Estado de Israel tem que dado aos homens pelo Messias e ponto final. Estes setores alegam que a criação de Israel pelos homens afasta a vinda do Messias e, portanto, Israel político deve ser destruído, para que Israel místico possa existir. E se há 50 anos atrás, o NK juntava um punhado de membros nas ruas, hoje, somam vários milhares. Ainda assim são uma pequena seita dentro do judaísmo, repudiada por toda a ortodoxia sionista.

Naturei Karta significa Guardiões da Cidade. Qual cidade? Jerusalém. O grupo inteiro vivia em Mea Shearim até os últimos meses de 1938. Na semana seguinte à 10 de novembro, quando houve a Noite dos Cristais na Alemanha, Áustria e Tchecoslováquia, a Liga das Nações ia votar a Partilha da Palestina. A demonstração de força nazista fez com que a Partilha fosse cancelada. Prevendo que a Liga iria de fato criar o Estado Judeu, o movimento NK se dividiu. Um grupo preferiu ficar em Jerusalém para o que desse e outro não admitiu ficar num futuro Israel político e se mudou para Nova Iorque.

Tivesse havido a Partilha em novembro de 1938, teríamos tido uma Segunda Guerra Mundial sem Holocausto.

Não possuindo clero central, o judaísmo permite as mais diversas interpretações, grupos e seitas. O mais lamentável em relação aos Naturei Karta é o fato deles utilizarem como propaganda a frase afimando serem “Os Verdadeiros Judeus”, determinando assim, que todos os outros são falsos, e mais além, os representantes da maldade contra Deus e contra todas as pessoas.

neturei-karta-ahmadinejad
As lideranças do Natuei Karta preferem se encontrar com líderes como Ahmadinejad e hipotecar a solidariedade deles as promessas iranianas de destruição de Israel

Os membros do Naturei Karta não admitem o conceito de Povo Judeu (Am Israel), e removem do judaísmo todos os outros judeus, o que nos dá o direito absoluto recíproco, de determinar que os membros do Naturei Karta não são judues por não compartilhares dos mesmos conceitos étnicos e culturais de todos os outros judeus.

naturei karta queima bandeira de israel
Como qualquer seita fundamentalista, as crianças do Naturei Karta aprendem a odiar Israel e os outros judeus desde que nascem. Queimar bandeiras de Israel, em Jerusalém, durante as festas de Purim, é atividade normal, correta e positiva para esta gente

São muito ativos na produção de propaganda midiática das atividades deles que terminam por ser utilizadas por todos os antissemitas e antissionistas para mostras que os verdadeiros judeus, os judeus bons são antissionistas e a favor dos inimigos de Israel.

Neturei Karta2
Os antissemitas adoram as fotos produzidas pelo Naturei Karta que afirmam ser palestinos, que os judeus não são sionistas, que os sionistas não são judeus: são racistas. Ou seja, este punhado de falsos verdeiros judeus determina que todos os outros judeus são racistas

É uma situação lamentável que deveria ser repudiada abertamente por todos os outros judeus. Mas a característica democrática judaica e do Estado de Israel é tão forte que é permitido que os Naturei Karta vivam em Jerusalém apesar deles rejeitarem a cidadania israelense, as leis do país, a justiça e até mesmo a policia de Israel.